Mais uma do Google: Art Gallery.

Depois de 18 meses de trabalho, fevereiro chegou e trouxe com ele mais de mil obras de arte, de mais de 400 artistas, espalhadas por alguns dos maiores museus do mundo, em imagens com resolução de 7 bilhões de pixels, ou seja trouxe o Google Art Project, a mais nova inovação do grande Google.
Mas, afinal, o que é o Google Art Project? Na essência é um tour virtual pelos maiores museus do mundo e suas diversas salas. É um Street View dentro dos museus, entende!? As imagens de algumas obras estam em altíssima resolução, onde é possível observar detalhes mínimos, que nem quem está lá, de frente pra obra é capaz de ver…além disso, traz também informações sobre as obras e os museus. Super legal, né!?

Será que a democratização da arte será alcançada? Muitos estão defendendo que esse projeto é sim o primeiro passo para esse utópico objetivo: a arte ao alcance de todos, indiscriminadamente. Isso, a meu ver, é um pouco exagerado, contando que é uma minoria do mundo que tem acesso a internet (75% da população do planeta ainda não tem acesso à rede mundial de computadores, constatação é da União Internacional de Telecomunicações), mas a idéia por si só, já vale um prêmio!

Nem todos os grandes museus participam da iniciativa, nem todas as obras dos museus participantes fazem parte do projeto inicial, mas o volume já é grande!? Vamos aos números: 1060 obras, 17 museus (o que está no ar representa aproximadamente 20% do total)
Alguns museus participantes do projeto são: Metropolitan (NY), Hermitage (St. Petersburg), Tate Britain (Londres), National Gallery (Londres), Palácio de Versalhes (Paris), Museu Van Gogh (Amsterdan), entre vários outros.

No entanto, o que realmente importa no projeto do Google é a possibilidade e a oportunidade, o novo mundo que se abre a bilhões de pessoas. Afinal, não haveria chuva se não houvessem pingos, e cada pingo em particular. Mesmo a crítica dizendo que o projeto tem falhas, como por exemplo, alguns artistas foram mais privilegiados que outros, obras magníficas negligenciadas. Disseram ainda que houve uma seleção parcial das obras capturadas em alta resolução, que alguns movimentos foram valorizados em detrimento de outros e várias outras lamentações.

Mas, acredito, que independente da valorização deste ou daquele artista, desta ou daquela obra. Museus serão sempre museus, com todo significado filosófico que guardam e todas as maravilhosas peças que conservam, e nenhuma virtualidade tirará isso do ser humano. Apenas aumentará as oportunidades.

Ultima observação…sabem qual a qualidade das fotos tiradas??? Algumas delas chegam a 7 bilhões de pixels (gigapixels). Isso possibilita uma visão quase microscópica. Uma delas foi “O nascimento de Vênus” (Botticelli).

Vale o click: Google Art Project

beijos!

Piada do ano: WikiLeaks contribui para paz mundial!

WikiLeaks ( o famoso site de fofocas super-confidenciais )foi nomeado ontem ( 2/fev ) para o prêmio Nobel da Paz! Como assim? O inimigo da vez de vários poderes públicos? Onde esse mundo vai parar? Não acho que divulgar informações confidenciais seja pacificador…
Para dar uma amenizada no impacto, o nomeador, preferiu citar o site como candidato ao invés do seu idealizador Julian Assange. E sabe qual o argumento usado para justificar a indicação nada esperada?! Ter um papel importante na liberdade de expressão da sociedade atual, além de ter ajudado a derrubar governos corruptos, como o da Tunísia. OK! Agora, quem quiser espalhar um segredinho já tem uma desculpa…estava contribuindo para a liberdade de expressão da sociedade atual!

Apesar do comitê julgador da Organização Nobel aconselhar contra a divulgação de nomes de potenciais candidatos ao prêmio, não há uma regra específica quanto a isso. O anúncio oficial dos ganhadores acontece normalmente no começo de outubro.

Imaginem se o WikiLeaks ganhar…será o primeiro site do mundo a receber o prêmio, que até então, ficava restrita a organizações com sede fixa e pessoas com trabalhos notáveis. ( entenderam, né!? fofoca é notável!hahahaha ). Ou seja, o site de vazamento de informações mais famoso do mundo vai ser lembrado para sempre junto de figuras como Jimmy Carter, Al Gore e Barack Obama e de organizações como a Cruz Vermelha, dentre outras dezenas. Merece??? NÃOOOOOO. Ok! Foi uma revolução, mas também foi uma sacanagem! Sacanagem maior, só se toda essa desonestidade for premiada com um Nobel da Paz! Deixo claro que estou torcendo contra!!!!!!!

beijos!

Nossa “vida” não é a única possível!

Segundo a Nasa, a bactéria GFAJ-1, além de respirar oxigênio e consumir açúcar como todos os outros seres vivos, possui a capacidade de sobreviver em meio ao arsênio (substância altamente tóxica). E como se isso não bastasse: ela também o incorpora à sua estrutura celular, utilizando-o para funções químicas. Não é uma simples tolerância, entende!? Tudo bem, isso legal, mas…e daí?! Daí que um dos maiores paradigmas da ciência, foi por água abaixo.

Acreditava-se que todos os seres vivos dependiam de carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre, que formam nossos três componentes básicos: DNA, proteínas e gorduras. Com essa descoberta, isso mudou. Afinal, sabemos agora, que ainda que em condições extremas, é possível substituir o fósforo pelo arsênio, que, acreditavamos ser tóxico aos seres vivos, justamente porque tem uma composição muito parecida com a do fósforo e, por isso, pode tomar o seu lugar nas moléculas do organismo.

Agora, uma curiosidade: essa descoberta, veio por acaso. A bactéria foi encontrada no Lago Mono, na Califórnia (EUA), onde acreditava-se que a vida era impossível por causa da presença maciça de arsênio. Ainda não se conseguiu provar que o organismo é capaz de substituir completamente o fósforo em sua composição.

Ok, não dá nem pra comparar com uma descoberta do tipo: OS ETs EXISTEM! Mas, convenhamos, têm uma importância enorme, uma vez, que é uma prova de que a vida como nós a conhecemos não é a única possível.

Outro “uso” dessa descoberta é, a possibilidade, do desenvolvimento de novas fontes de energia renováveis, baseadas em seres vivos que metabolizem o arsênio.