Mulheres “alfa”, a grande característica que define as mães millennials

Diante das fortes mudanças culturais que vem acontecendo, a percepção que se tem sobre as mães mais jovens está mudando enormemente. A tecnologia é um dos principais aliados.
Mulheres “alfa”, adaptáveis, independentes e multitasking. Estas são algumas das características que definem as mães modernas, as mais jovens, conhecidas também como mães millennials.
Vivemos tempos de grandes mudanças culturais em relação à percepção que antes (não muitos anos atrás) se tinha sobre as mulheres. Não são poucos os lugares do mundo onde se fala que estamos diante da “revolução das mulheres”. Uma revolução nascida no calor de um feminismo modelo Século XXI, que arrasta muitas das reivindicações do século passado mas com maiores demandas em matéria de igualdade de direitos, contra a violência é maior equidade econômica, entre outras demandas. Basta ouvir qualquer mulher que adere algumas destas reivindicações para se dar conta que tal fenômeno é possível graças às redes sociais e a tecnologia, que se tornou uma grande ferramenta aliada.

Com o dia das mães se aproximando, vale a pena entender melhor quem são as mulheres “alfa” e se realmente as mães jovens se sentem identificadas com esta definição.
O conceito de mulher alfa nasceu nos Estados Unidos para categorizar um segmento da população feminina caracterizado por ser independente e ter liderança, com mulheres sendo chefes em seus lares e trabalho. Mulheres ativas, líderes e seguras de si mesmas.
De acordo com a psicóloga Natália Parma, “na atualidade nos encontramos com mulheres que, graças às conquistas das gerações passadas e suas lutas, perguntas e buscas para inverter papéis que não eram cômodos, e independentemente de seu estado civil, mantém uma posição laboral e social igualitária com os homens, são mulheres emancipadas financeiramente”.

Michele Gonçalves, 37 anos, mãe de Fidel e Sales Manager da Real Trends -plataforma líder em ferramentas de análise e gestão para vendedores do Mercado Livre – confirma seu caráter de mulher alfa, “me sinto socialmente igual a um homem, com as mesma obrigações e direitos. Em casa não noto diferenças porque os dois contribuímos e fazemos tudo o que deve ser feito, sempre em condições de igualdade”.
Na mesma linha se encontra Ursula Krochik, 35 anos, quem está à frente da área de Marketing & Communications da mesma empresa. “Os papéis sociais já não estão definidos como antes, quando a mulher se ocupava dos filhos e cozinhar, e o homem de trazer dinheiro para o lar: todas as responsabilidades são compartilhadas. No meu caso, ambos trabalhamos e nos ocupamos de nossos filhos e da casa”, afirma Ursula, mãe da Mia e do Dan.
Um dos problemas que estas mães alfa mais enfrentam é o sentimento de culpa que sentem por ficar muito tempo fora de casa. Mas como resolvem?
“Supero a culpa com compensações. O tempo que passo com meu filho, como é reduzido, é de qualidade. Saímos, nos divertimos, fazemos muitas atividades juntos. São passeios, lanches e viagens que posso proporcionar graças ao trabalho”, afirma Michele.
Por sua vez, Ursula completa: “Eu creio que esse é o grande problema que nós, mães, temos. Vivemos com culpa, quando sabemos que nossos filhos estão perfeitos um tempo sem nós: brincando na creche, interagindo com seus amigos e professores ou com a pessoa que os cuida. É saudável tanto para eles, quanto para nós, ter atividades separados. Desta forma, quando voltamos a nos juntar, brincamos e nos divertimos muito”.
Como dito anteriormente, quem se converteu em uma grande aliada das mulheres, seja a nível coletivo como a nível individual foi a tecnologia. Para as mães de hoje, ter esse acesso para cuidar de seus filhos se tornou indispensável.
“A tecnologia me ajuda a viver um pouco do dia a dia do meu filho enquanto está na escola, através de fotos e vídeos que nos enviam. Além disso, me põe em contato com outras mães para que juntas possamos nos organizar e atender de forma extraordinária tudo o que nos pedem”, aponta Michele.
“Graças à tecnologia podemos estar mais perto deles. Por exemplo, do colégio me mandam notas por e-mail e nos compartilham fotos e vídeos do que fizeram durante a semana. Algo totalmente impensado há alguns anos, quando só existia o caderno de comunicações”, comenta Ursula.
A Real Trends é uma empresa totalmente ligada à tecnologia e às possibilidades que ela traz. Como uma startup tecnológica facilita a vida das mães? “Na empresa temos home office uma vez por semana e esse dia também posso estar mais perto dos meninos, ver quando voltam da escola e compartilhar um pouco de tempo com eles enquanto estou trabalhando”, confessa Ursula.

Para concluir, a psicóloga Parma resume: “A mulher (e a mãe) atual é autossuficiente e segura de si mesma, é uma líder nata, mesmo que isto não implique que não tenham sentimento de culpa e uma autoexigência internalizada desde suas próprias mães e avós. Não são mulheres maravilha, simplesmente é uma estratégia para poder cumprir com seus papéis e não descuidar da sua felicidade, a qual se alimenta do sucesso nas metas de cada área de sua vida, na permanente busca pelo equilíbrio”.
Evidentemente, depois de muitos anos da injusta predominância dos homens “alfa”, a grande característica que define as mães millennials se adequa perfeitamente a estes tempos e às mudanças que virão, em um futuro que é mais atual do que parece.

St. Gallen Symposium: o que um protesto estudantil não faz

Quarenta e oito anos atrás 5 estudantes da St. Gallen University na Suiça, uma das mais importantes da Europa decidiu que ao invés de protestar nas ruas esvaziando a universidade como todas as universidades do mundo estavam fazendo (back to 70’s), eles iriam ocupar as salas de aula com diversidade de todos os tipos. Tinha diversidade de geração, de conhecimento, de posicionamento político, de país. Foi um sucesso e eles decidiram no primeiro ano que aquele diálogo diverso aconteceria todos os anos e que sempre estaria na mão dos estudantes. E olha a gente aqui 48 anos depois. 

Hoje o St. Gallen Symposium é uma das conferencias mais importantes da Europa e conta com o apoio das Nações Unidas, das embaixadas e governos mundiais. Mudou muito, mas na essência nada. Os alunos de St. Gallen abdicam de um ano letivo deles para organizar o evento global com suporte de Deus e mundo, mas eles decidem tudo, trabalham, organizam. É inacreditável, saber que eles não pagam por nenhuma mão de obra. Eles dirigem, servem o café, buscam no aeroporto. Eles tem um plano de 5 em 5 minutos sobre tudo que está acontecendo e deve acontecer, com o nome do responsável e o plano B. Parece brincadeira, mas não é! O valor estimado é de 9 milhões, mas eles só pagam a vinda dos Leader of Tomorrow do mundo inteiro. Já vou explicar essa parada.

ALERT! Nem vou contar muito das palestras que tem tanta coisa que eu vou separar em posts e colunas, belê!? Quero que vocês entendem o esquema e se sintam inspirados a fazer o mesmo agora!

Vamos aos detalhes que fazem de St. Gallen um MBA pelo mundo em 4 dias. Eles convidam Leaders of Today e Leaders of Tomorrow. Tem os Leader of Past, mas não é declarado!hahahhahah A educação Suíça nunca permitiria. Os do presente são empresários, líderes de organizações internacionais, governadores, vou dar exemplos para vocês entenderem: a primeira ministra de Botsuana, o ministro de desenvolvimento de Singapura, toda a galera importante das Nações Unidades, o conselheiro do Obama nos últimos governos, o dono da Forbes, a galera toda do governo da Suiça e do Canadá…só galera que já chegou lá sabe!? Aí vem a parte maluca. Eles viajam o mundo, siiiim, os alunos-organizadores pegam aviões, trens e viajam o mundo para descobrir quem está liderando mudanças e discussões relevantes em todos os cantos do mundo e para promover uma competição de ensaios sobre o futuro. Aí eles fazem mil listas e chegam com ajuda de Deus e o mundo de novo numa lista de 100 nomeações de Leaders of Tomorrow, que podem ser estudantes ou não e em uma lista de 100 estudantes  que escreveram os melhores essays. 

Aí eles colocam essas centenas de pessoas para conviver e trabalhar 4 dias juntos, numa intensidade e relevância que eu poucas vezes vi na minha vida. Eles realmente se preocupam em fazer os matches relevantes, marcar as reunião certas, formar os grupos de trabalho. Eles chamam cada um dos líderes pelo nome na chegada do aeroporto. Tem noção?

Queria dar 2 exemplos pessoais, só para vocês se sentirem inspirados em se dedicar, conectar pessoas e gerar impacto, bele!? Eles estudaram o Mastertech, eles estudaram quais eram os meus objetivos. Eles marcaram reunião com as empresas que estavam passando por dificuldades em transformação digital e de alguma maneira precisavam de ajuda. Aí você pensa que eles querem catalizar só o diálogo entre essas gerações para gerar negócio e crescimento econômico de uma perspectiva mais capitalista! NÃO! Eles deram um jeito de me expor aos líderes que estavam fazendo política pública em seus países. Não duvidem se a gente tiver projetos no Paquistão e no México, só digo isso! 

Independente do que tudo isso possa desencadear, que com certeza é muita coisa, esse momento é um turn point na vida de muita gente. É uma discussão aberta na raça de diversidade, inclusão e mindset global. Você vai entender o islamismo com uma muçulmana que teve que se fingir de menino para praticar esporte. Você vai entender de sustentabilidade com uma mulher que largou a Europa e foi reciclar sabão em Porto Príncipe só com mulheres e crianças da comunidade. Você vai entender a situação da Grécia, pela perspectiva de um empreendedor grego. Você vai discutir educação com o ministro de desenvolvimento de Singapura, do lado do cara que foi conselheiro do Obama na Casa Branca. Você vai ser tornar um cidadão global.

Obrigada St. Gallen Symposium! #beyondwork #48sgs

PS. 1: Quem sabe nossas jornadas não se reencontrem no futuro?!

PS. 2: Nem tudo é perfeito, mas quase e está bem fácil de arrumar. Ainda é uma conferência na Europa, então tem estudante do mundo inteiro, mas que estudam na Europa e na América do Norte…quero e vou ver mais latino americanos que estão nas suas jornadas nos países em desenvolvimento ocupando esse espaço. Me aguardem!

PS. 3: Compartilhem e espalhem essas coisas bacanas por aí : )

Linux: o que é e como funciona

Por Viviane Soares: Analista de Treinamento na HostGator

 

Quando falamos em Sistema Operacional, a primeira imagem que surge na cabeça das pessoas é Windows, da Microsoft e Mac OS, da Apple. Porém, existem diferentes tipos de sistemas operacionais que também possibilitam a execução de programas em um computador e outros dispositivos e podem ser perfeitos para o que você procura.

S.O, ou se preferir, Sistema Operacional, é o gerenciador de funcionamento do seu computador. É ele quem faz a comunicação entre o hardware e o software, gerando assim as ações do seu computador.  Quando você digita no seu teclado e a informação aparece em sua tela, é o Sistema Operacional que está intermediando esta ação. Para simplificar, é ele que gere o funcionamento da sua máquina.

Existem muitos tipos de S.O. e eles são utilizados de acordo com necessidades específicas, com o tipo de hardware e/ou com a finalidade do uso.

O Windows se tornou o sistema operacional para computadores mais popular do mundo, mas desta vez vamos falar sobre as características do Linux: o mais querido no quesito adaptabilidade.

 

S.O. Linux

Quando falamos que o S.O. é Linux, já começamos cometendo um equívoco, pois na verdade, o que define um S.O. é o conjunto GNU/Linux.

Por ser o sistema Linux mais tradicional, este debate é comum nas redes. Muitas pessoas acabam utilizando o nome Linux de maneira mais ampla e não só para se referir aos sistemas GNU/Linux, embora ele também faça parte de outros sistemas como Android, LG web OS, sistemas Linux embutido entre outros.

Basicamente, Linux é o núcleo do sistema e todos os softwares que o acompanham fazem parte do projeto GNU. Se você quiser saber mais informações sobre GNU, este conteúdo explica parte da história da rede.

 

Como tudo começou

A ideia da comunidade GNU, liderada por Richard Stallman, era oferecer um software livre para que todos tivessem acesso sem custo e que ao mesmo tempo oferecesse grande adaptabilidade.

Durante alguns anos, muitas pessoas trabalharam no desenvolvimento de softwares e aplicações seguindo esta filosofia de liberdade. E quando citamos liberdade, não é só pelo valor, mas sim por permitir a abertura do código fonte, possibilitando o estudo do código, modificações e alimentação da troca de conhecimento dentro da comunidade.

Em 1991, Linus Torvalds divulgou o que seria o Kernel: o coração do sistema, responsável pela comunicação entre os softwares e o hardware. Depois de unificado o GNU e o Linux, a ideia de S.O. estava completa.

Ok, entendemos um pouco da origem do sistema e sua filosofia, mas você deve estar se perguntando: onde isto é utilizado? A melhor notícia é: em tudo! Lembra que falamos sobre a filosofia de liberdade? Graças a ela, hoje o sistema já possui diversas distribuições.

 

Distribuições no S.O.

Como as modificações são livres, as mudanças começaram a acontecer: muitas comunidades virtuais foram se agrupando para alimentar o sistema de acordo com suas preferências e nos softwares mais utilizados.

Assim como os sabores de sorvete, as distribuições começaram a se difundir e pessoas que gostavam mais de trabalhar com certos programas e funcionalidades, começaram a agrupar e aprimorar o desenvolvimento desses softwares. Desta maneira, cada distribuição possui a mesma base inicial, um Kernel e um conjunto de softwares GNU, mas com experiências agrupadas de maneiras diferentes.

Devido a isso, existem versões que não possuem interface gráfica e outras que possuem interface dinâmica e intuitiva, com conjuntos de programas e aplicações para programação e desenvolvimento, para gerenciamento de multiusuários, dentre outros. Ubuntu, Debian, openSUSE, Elementary OS são algumas que você já deve ter ouvido falar.

Com toda essa versatilidade, os sistemas GNU/Linux continuam ganhando um leque de aplicações, apesar de sempre ser necessário lembrar que há distribuições indicadas para cada tipo de uso.

 

Entendendo o S.O. GNU/Linux

Os sistemas operacionais GNU/Linux são conhecidos como os mais seguros, pois contam com um sistema de gerenciamento de arquivos FHS (padrão para sistema de arquivos hierárquico), além de gerenciamento de usuários e permissões.

Tudo isso faz com que a estrutura mantenha a sua integridade, já que somente o usuário root tem privilégio para acessá-la. O root é o gerenciador geral do sistema, então o mais indicado é nunca usá-lo como usuário e sim criar um usuário comum para o uso diário.

Também devemos considerar que, devido a grande existência de comunidades de desenvolvedores e entusiastas, as atualizações são constantes e trazem melhorias contínuas. Sempre que é descoberta alguma vulnerabilidade, a mesma é rapidamente tratada e corrigida dentro das comunidades.

 

Quem pode utilizar o GNU/Linux?

A resposta é simples: toda internet! Basicamente, quase todos os sites que você acessa estão hospedados em servidores GNU/Linux e o seu provedor de internet também o utiliza. Na sua faculdade é bem provável que os computadores tenham GNU/Linux como parte do sistema e se o seu celular for Android, ele também possui em sua base o Kernel.

Isso é só uma breve amostra de todas as funcionalidades disponíveis, mas existem muitas outras que vale a pena pesquisar.  Espero ter te ajudado e despertado seu interesse pelo assunto.

Saiba que a área de atuação com plataformas GNU/Linux é muito vasta, portanto não deixe de procurar conhecimento e buscar aprimorá-lo sempre. Desta maneira, você poderá ter um diferencial que irá agregar muito valor a sua carreira.

Até a próxima!