Microsoft lança o Índice de Cidadania Digital e inicia campanha “Por Uma Internet Melhor”

Hoje é celebrado no mundo todo Dia da Internet Segura. Para contribuir com a discussão que a data traz à tona, a Microsoft está lançando a campanha virtual: “Por uma Internet Melhor”, que busca incentivar as pessoas a abraçar a cidadania digital e tratar cada indivíduo online com respeito e dignidade. A campanha dissemina princípios simples, mas uma nova pesquisa da Microsoft,  o Índice de Cidadania Digital, mostra que o comportamento inapropriado no ambiente online está gerando preocupação sobre o tom das interações e também sobre o crescimento dos riscos no futuro, reforçando a necessidade de pessoas e empresas atuarem em prol de uma internet melhor.

Formulada com base nesta pesquisa, a campanha busca disseminar alguns comportamentos que podem fazer da internet um lugar mais seguro e diverso para todos e usa as hashatags #CidadaniaDigital e #InternetMelhor

Os princípios da campanha são:

1- Trate os outros como gostaria de ser tratado
Aja com empatia, compaixão e gentileza em cada interação e trate todos com dignidade e respeito

2- Respeite as diferenças
Compreenda diferentes perspectivas e evite ofensas e ataques pessoais

3- Pense antes de responder
Não publique ou envie nada que possa ofender outra pessoa, prejudicar reputações ou ameaçar a segurança de outros

4- Proteja você e os outros
Apoie as vítimas de abusos online, informando sobre atividades que ameacem a segurança de qualquer um e preservando evidências de comportamento inapropriado ou inseguro

“Podemos erradicar a maioria da crueldade, bullying e humilhação que ocorre online se cada observador resolver se manifestar”, afirma Sean Kosofsky, diretor-executivo da Tyler Clementi Foundation. “Podemos interromper o assédio, reportá-lo e chegar às pessoas afetadas”.

 

O Índice de Cidadania Digital

O Índice da Microsoft baseia-se em uma pesquisa que examinou as atitudes e percepções das pessoas sobre comportamentos e interações on-line e foi realizada em junho de 2016 com adolescentes (idades 13-17) e adultos (idades 18-74) em 14 países – da América Latina participaram Brasil, Chile e México. Foram feitas perguntas como “quais riscos on-line você e pessoas próximas a você têm experimentado, quando e com que frequência os riscos ocorreram e quais as consequências e ações foram tomadas?” – e mediu a exposição dos participantes a 17 riscos on-line em quatro áreas: comportamental, reputacional, sexual e pessoal / intrusivo.

O Índice de Cidadania Digital da Microsoft revela que as pessoas tiveram contato com uma média de 2,2 riscos de segurança on-line entre os 17 incluídos na pesquisa. Os 5 principais riscos detectados foram: 1) contato indesejado, 2) ser tratado de forma maldosa, 3) “Trolagem”, 4) receber mensagens sexuais indesejadas, e 5) assédio on-line.

Veja os principais dados da pesquisa realizada no Brasil e também os achados a nível global:

  • 71% dos brasileiros disseram ter sido expostos apelo menos um risco online no passado
  • A maioria dos 17 riscos on-line elencados mundialmente estavam acima da média internacional no Brasil
  • Trolling (23%) e Assédio on-line (22%) foram os principais riscos comportamentais, sendo ambos ligeiramente superiores à média internacional
  • 67% dos brasileiros relataram uma consequência após terem sido expostos a um risco online
  • Os riscos virtuais que geram maior preocupação nos brasileiros são: Doxxing (forma de chantagem ou de destruir a reputação de pessoas online), 59%, Dano à reputação pessoal (54%) e Discriminação (53%)
  • 50% dos entrevistados globais relataram estar “extremamente ou muito” preocupados com a vida online em geral
  • Os entrevistados classificaram como as principais consequências das interações negativas on-line no mundo real a “perda de confiança em outras pessoas online e offline, aumento do estresse e privação do sono”
  • 62% afirmaram que não sabem ou estão inseguros sobre como obter ajuda caso se deparem com um risco online

Países que registraram os menores índices (e, portanto, os mais altos níveis de civilidade digital) foram Reino Unido (45), Austrália (51) e Estados Unidos (55). Na outra ponta, com os piores resultados,  estão África do Sul (78), México (76) e Rússia (74). O novo índice baseia-se no Índice de Segurança em Computação Microsoft, divulgado de 2010 a 2013, principalmente no componente comportamental do índice.

Poucas Mulheres em Ciência e Tecnologia

A discriminação de gênero é um assunto de forte impacto social. Vivemos, de maneira geral, em um mundo patriarcal e machista. São pensamentos que devem ser combatidos para que as mulheres possam ter direitos iguais aos dos homens seja qual for sua área de atuação. Para evitar que as mulheres fiquem para trás, os países precisam tomar medidas práticas para mudar o rumo dessa situação. Esse posicionamento é defendido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aponta que esse atraso constitui um obstáculo a mais no que diz respeito ao progresso das mais variadas nações. Segundo Claude Akpokavie, membro do Gabinete para as Atividades dos Trabalhadores da OIT, “As mulheres tendem a estar sobre-representadas nas áreas de humanidades e ciências sociais, e sub-representadas na ciência e tecnologia. É necessário implementar medidas para reparar este desequilíbrio.”

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Entenda os porquês

Segundo a OIT, a grande diferença entre homens e mulheres nos campos científico e tecnológico está fortemente ligada às percepções que a maioria das pessoas têm em relação aos papéis de gênero e com as atitudes, a partir dessas percepções, em sociedades distintas. Isso vale tanto para os países desenvolvidos quanto para os que estão em desenvolvimento. Nesse sentido, pode-se afirmar que a maioria dos países encorajam as mulheres a seguirem carreiras “mais amenas”. Ainda segundo a OIT, há vários exemplos de histórias que revelam grandes discrepâncias em diversos países do mundo e que dificultam a participação das mulheres na ciência e tecnologia, tanto na escola quanto no mercado de trabalho.

 

Discriminação de gênero

Um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirma que muitas mulheres graduadas em cursos nas áreas das ciências sofrem discriminação quando tentam assumir cargos de investigação científica. O governo do Irã, por exemplo, já fez declarações onde foi afirmado que as mulheres serão excluídas de diversos programas universitários, como, por exemplo, física nuclear e engenharia eletrotécnica. Outro exemplo dessa discriminação de gênero acontece na China, onde várias universidades exigem que as mulheres tenham notas de entrada superiores, nos cursos de ciências, em comparação com as notas exigidas para estudantes do sexo masculino.

 

Influências sociais – estereótipos

Jane Hodges, diretora do gabinete para a Igualdade de gênero da OIT, afirma que “Em comparação com os homens, é menos provável que as mulheres estudem engenharia, ciências computacionais ou física. Os estereótipos em relação às mulheres representam-nas como sendo menos interessadas ou menos capazes em certas matérias – como matemática e ciência. Isto reduz inevitavelmente no seu acesso a profissões melhor remuneradas, ou a mercados de trabalho que podem oferecer melhores oportunidades. No entanto, quando são encorajadas, as mulheres atingem níveis de excelência nas áreas científicas”. Jane acrescenta ainda que é muito importante que as mulheres que atuam nas áreas de ciência e tecnologia não sejam mantidas apenas nos níveis mais baixos de trabalho. Segundo Jane, “Embora as mulheres preencham mais de 60% dos postos relacionados com tecnologias de informação e comunicação nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apenas 10 a 20% são programadoras de computadores, engenheiras, analistas de sistemas ou designers”, afirma. “A educação e formação por competências – e uma mudança nas atitudes – são vitais para assegurar que as mulheres não sejam deixadas para trás” concluiu a diretora de gabinete Jane Hodges.

Concebendo um mundo além das senhas

Por Alessandro Rabelo, Diretor de Produtos da Visa do Brasil

A tecnologia resolveu uma série de pequenas frustrações cotidianas – do envio de boletos digitais até a espera por um táxi. Então, por que ainda nos vemos às voltas com senhas mirabolantes, fáceis de serem esquecidas ou digitadas erroneamente e vulneráveis a roubos?

Com a biometria, tudo isso está mudando. O uso das características únicas e mensuráveis de cada ser humano resulta em novas ferramentas que possibilitam uma autenticação segura, precisa e conveniente. E isso está tornando cada vez mais possível a existência de um mundo sem senhas.

Vejamos o que a Visa está fazendo para acelerar o declínio das senhas:

 

Eliminando as senhas da equação

A proliferação de dispositivos móveis sofisticados, equipados com leitores de impressão digital e câmeras de alta qualidade, impulsionou o uso da biometria. Milhões de consumidores já usam a biometria para fazer pagamentos com uma carteira móvel ou acessar um aplicativo bancário móvel. Mas, ainda que o uso de um leitor de impressão digital ou de íris seja mais seguro, esses dispositivos ainda têm uma fragilidade: a opção de evitar o uso de biometria mediante a inserção de uma senha ou código PIN.

Hoje, a opção de utilizar uma senha para burlar o uso de biometria é uma funcionalidade de design necessária. O leitor de impressão digital pode não funcionar se o dedo estiver molhado; o reconhecimento facial pode falhar em ambientes de muita ou pouca luz; e a detecção de voz não funciona bem em locais barulhentos, como uma plataforma do metrô. Nesses cenários, os usuários precisam de um método alternativo para acessar sua conta. Assim, para realmente dizermos adeus à senha, precisamos de um método secundário melhor.

A Visa fez uma parceria com a BioConnect, provedora de plataformas de identificação biométrica, para demonstrar uma experiência de autenticação que dispensa o uso de senhas e funciona igualmente em muitos dispositivos e sistemas operacionais. Um aplicativo que opera com múltiplas tecnologias biométricas pode solicitar o uso de outro tipo de biometria quando o método padrão não funcionar. O que isso significa, na prática? Imagine que você tenha acabado de sair da academia e queira consultar seu saldo no aplicativo móvel de seu banco, enquanto volta para casa. Porém, como seus dedos ainda estão suados, o sensor de impressão digital não consegue ler a informação corretamente. O que fazer? Com a tecnologia Visa/BioConnect, apresentada no palco principal da edição deste ano da Money20/20, você pode usar outros tipos de biometria, como falar ao microfone para fazer uma autenticação via voz – uma alternativa conveniente e que dispensa o uso do teclado e a inserção de um código alfanumérico complexo. Quando um aplicativo aceita vários tipos de biometria, abre espaço para que as senhas se tornem algo do passado.

Agora, imagine que seu celular tenha caído e quebrado, ou que você queira comprar um novo modelo ou mudar o tipo de dispositivo. Comprar um novo gadget é muito gostoso. Mas reinserir manualmente todas as informações de pagamento e dados de login para poder usar o novo gadget é uma chatice. A parceria Visa/BioConnect  introduz uma alternativa elegante que permite, por exemplo, que você ative o aplicativo bancário móvel que acabou de baixar para verificar e autenticar sua identidade usando um dado biométrico já cadastrado. Como a tecnologia funciona igualmente em diferentes dispositivos, você consegue iniciar uma sessão usando a biometria para obter acesso aos seus dados – sem usar o teclado, inserir senha ou fazer qualquer configuração. Tudo isso, logo depois de tirar o novo dispositivo da caixa.

 

Biometria para todos, em todos os lugares

Viabilizar o uso de uma ampla gama de tecnologias de autenticação é uma extensão da estratégia macro da Visa: tornar os pagamentos mais seguros e convenientes para todos, em todos os lugares. Isso significa levar em conta as preferências singulares, hábitos e atitudes culturais de nossos bilhões de portadores de cartão no mundo. Significa equacionar as necessidades e capacidades de nossos stakeholders em diferentes mercados, e oferecer soluções flexíveis para diferentes contextos. Em resumo, não existe uma solução global única, e é por isso que a Visa não está optando por uma solução ou implementação apenas. Pelo contrário, estamos trabalhando para viabilizar uma grande variedade de tecnologias a fim de atender as diferentes necessidades dos clientes e portadores de cartão da Visa mundo afora.

Estamos empolgados com o imenso progresso que temos visto na área de biometria e autenticação. Mas, embora tenhamos algumas das mentes mais brilhantes da indústria trabalhando para tornar o processo mais seguro e contínuo, ainda precisaremos de um tempo para eliminar de vez os códigos PIN e as senhas, visto que elas são parte integral da infraestrutura de pagamento de muitos países. A Visa continuará apoiando e fortalecendo esses métodos de autenticação e, ao mesmo tempo, buscando novas formas de incorporar tecnologias biométricas e de desbravar territórios além das fronteiras das senhas.

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