Poucas Mulheres em Ciência e Tecnologia

A discriminação de gênero é um assunto de forte impacto social. Vivemos, de maneira geral, em um mundo patriarcal e machista. São pensamentos que devem ser combatidos para que as mulheres possam ter direitos iguais aos dos homens seja qual for sua área de atuação. Para evitar que as mulheres fiquem para trás, os países precisam tomar medidas práticas para mudar o rumo dessa situação. Esse posicionamento é defendido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aponta que esse atraso constitui um obstáculo a mais no que diz respeito ao progresso das mais variadas nações. Segundo Claude Akpokavie, membro do Gabinete para as Atividades dos Trabalhadores da OIT, “As mulheres tendem a estar sobre-representadas nas áreas de humanidades e ciências sociais, e sub-representadas na ciência e tecnologia. É necessário implementar medidas para reparar este desequilíbrio.”

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Entenda os porquês

Segundo a OIT, a grande diferença entre homens e mulheres nos campos científico e tecnológico está fortemente ligada às percepções que a maioria das pessoas têm em relação aos papéis de gênero e com as atitudes, a partir dessas percepções, em sociedades distintas. Isso vale tanto para os países desenvolvidos quanto para os que estão em desenvolvimento. Nesse sentido, pode-se afirmar que a maioria dos países encorajam as mulheres a seguirem carreiras “mais amenas”. Ainda segundo a OIT, há vários exemplos de histórias que revelam grandes discrepâncias em diversos países do mundo e que dificultam a participação das mulheres na ciência e tecnologia, tanto na escola quanto no mercado de trabalho.

 

Discriminação de gênero

Um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirma que muitas mulheres graduadas em cursos nas áreas das ciências sofrem discriminação quando tentam assumir cargos de investigação científica. O governo do Irã, por exemplo, já fez declarações onde foi afirmado que as mulheres serão excluídas de diversos programas universitários, como, por exemplo, física nuclear e engenharia eletrotécnica. Outro exemplo dessa discriminação de gênero acontece na China, onde várias universidades exigem que as mulheres tenham notas de entrada superiores, nos cursos de ciências, em comparação com as notas exigidas para estudantes do sexo masculino.

 

Influências sociais – estereótipos

Jane Hodges, diretora do gabinete para a Igualdade de gênero da OIT, afirma que “Em comparação com os homens, é menos provável que as mulheres estudem engenharia, ciências computacionais ou física. Os estereótipos em relação às mulheres representam-nas como sendo menos interessadas ou menos capazes em certas matérias – como matemática e ciência. Isto reduz inevitavelmente no seu acesso a profissões melhor remuneradas, ou a mercados de trabalho que podem oferecer melhores oportunidades. No entanto, quando são encorajadas, as mulheres atingem níveis de excelência nas áreas científicas”. Jane acrescenta ainda que é muito importante que as mulheres que atuam nas áreas de ciência e tecnologia não sejam mantidas apenas nos níveis mais baixos de trabalho. Segundo Jane, “Embora as mulheres preencham mais de 60% dos postos relacionados com tecnologias de informação e comunicação nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apenas 10 a 20% são programadoras de computadores, engenheiras, analistas de sistemas ou designers”, afirma. “A educação e formação por competências – e uma mudança nas atitudes – são vitais para assegurar que as mulheres não sejam deixadas para trás” concluiu a diretora de gabinete Jane Hodges.

Na verdade – você precisa conhecer!

O site “Na verdade” nasceu de algo que me incomodava, mas depois descobri que várias amigas e conhecidas sentiam o mesmo. Quando eu ouvia generalizações do tipo “mulheres não são boas em exatas”, ou “não sabem liderar”, nem sempre tinha dados suficientes para rebater estes comentários. Claro, essas informações podem ser encontradas no Google e na Wikipédia, mas até achar os links relevantes, ler e filtrar o conteúdo… a conversa já tinha seguido. Por isso, muitas vezes eu tinha que deixar o assunto para lá. O problema é que fazendo isso, deixando para lá, estas generalizações seguem aparecendo. Acabamos contribuindo para um discurso que limita as mulheres.

Pensando nisso, o “Na verdade” reúne uma série de fatos que desfazem este senso comum. Eles estão organizados em cards, com links para os artigos, pesquisas ou papers originais, e que (no celular) podem ser enviados diretamente por WhatsApp caso a pessoa queira saber mais. Tudo fácil de encontrar, para que a resposta venha rápido. Você interrompe a fala estereotipada com um “na verdade…“ e mostra os fatos.

A página foi criada dentro do Reprograma, uma iniciativa incrível que capacita mulheres com o objetivo de aumentar nossa participação na indústria da tecnologia. O “Na Verdade” foi minha entrega final para o Reprograma, e está só no comecinho: elaborei o projeto em uma semana e montei em três dias. Quero ampliar o conteúdo e tornar o acesso às informações cada vez mais fácil e instantâneo (meu sonho é transformar o “Na verdade” em um chatbot). Pode parecer pouca coisa, mas acredito que as palavras têm poder e queria usá-las para elevar, em vez de diminuir. Nós mulheres já brigamos tanto por nosso espaço, é importante que o que se fala para a gente e sobre a gente nos dê o valor e respeito que merecemos.

Conheça aqui, ó: https://apdsrocha.github.io/reprograma/

Por Ana Paula Rocha  [apdsrocha@gmail.com]

A FAMOSA HISTÓRIA DE TER A GRANDE IDEIA

 

[Por Bruno Perin]

Era mais um dia de consultoria e que a grande busca de alguém era termos a grande ideia! Para você entender isso, deixe-me explicar a situação. Era uma mulher tinha ido para Itália, ela era dentista e ao passar um tempo por lá, descobriu que sua grande paixão era moda. Ficou um tempo para poder fazer cursos e aprender muito sobre o assunto. Mas chegou a hora de voltar.

Ao chegar no país, percebeu que as possibilidades de trabalho não era nem parecidas com o que ela esperava, porém queria continuar no país. A solução? Vou criar algo diferente, quero trazer uma novidade para o mercado… E agora?

Aqui muitas pessoas entram na grande dificuldade, a ponte entre as ideias e a realidade é um dos caminhos mais intrigantes que conheço. Este é um podcast que fala mais a fundo sobre essa diferença – A Diferença Entre Pensar E Agir Empreendedor.

Quando fui me reunir para ajuda-la, ela veio com algumas outras pessoas junto para auxiliar em possíveis ideias e também trazerem opiniões que pudessem agregar com o trabalho. A primeira coisa que uma delas me falou – Estou louco para ir as ideias!

“IDEIAS EM AÇÃO MUDAM REALIDADES, NÃO APENAS IDEIAS.” UM TAPA NO SENSO COMUM

Essa hora eu joguei uma ducha de agua fria e aqui você entende o foco deste recado – Eu falei, não na verdade o que procuramos é um ótimo problema, as ideias serão um processo posterior que só terá sentido se encontrarmos esse objetivo. Grande parte das pessoas que busca empreender está alucinada para encontrar uma ideia, só que ótimos negócios surgem como respostas a bons problemas, coisas realmente relevantes.

SUA IDEIA SENSACIONAL NUNCA VENCERÁ UMA OUTRA BREGA QUE EFETIVAMENTE RESOLVE UM PROBLEMA.

Esse é o fato! Portanto, esqueça essa caça ao tesouro da melhor ideia e busque encontrar um problema grande, doloroso, chato, que tenha muitas pessoas, boa possibilidade de mercado para resolver. Esses dias em um papo com o João Kepler, ele falava, a primeira coisa que busco saber quando alguém vem pedir investimento é – Qual é o problema? Antes mesmo da ideia.

PERCEBA A LOGICA

Isso é obvio, o empreendedorismo normal e o Empreendedorismo de Alto Impacto (Startups) surgem para resolvermos problemas. Então, pare de ficar na loucura de encontrar ideias e tente encontrar bons problemas. Na consultoria o que aconteceu foi exatamente isso, ficamos quase que 70% do tempo debatendo e buscando os melhores problemas, depois o processo das ideias foi muito mais tranquilo e consistente.

Fica a dica e vá a caça.

Este vídeo pode ajudar você na hora de desenvolver o seu negócio: