Meu encontro com algumas das latinas que vão mudar o mundo!

media-20151128Vocês devem estar se perguntando onde, como e onde eu conheci essas mulheres! Foi no WeXChange lá em Monterrey no México!

E a segunda pergunta é: O que é o WeXChange? É um encontro, que também aconteceu em 2013, empreendedoras e investidor@s da América Latina, com o principal objetivo de ajudar essas mulheres incríveis a evoluir pessoalmente e profissionalmente em seus negócios! É um evento pequeno e bem impactante pra todos que estão ali!

No WeXChange é possível se conectar com pessoas que vocês nunca imaginou! E eu vou contar para vocês como foram os principais momentos desse evento incrível! : )

Antes de começar, só queria registrar o meu imenso agradecimento pela oportunidade que o MIA (Mulheres Investidoras Anjo) e a RME (Rede Mulher Empreendedora) proporcionaram para mim e para mais duas empreendedoras brasileiras: a Ana Paula do Baby Check-in e a Gabi da Meu Ciclo. Eramos em 3, mas marcamos presença! Vocês são demais e arrasam no trabalho que fazem! Sou fã e parceira incondicional de vocês! ❤ #miaermenoméxico

ENTREPENEURIAL JOURNEYS:A BUMPY ROAD: essa foi uma das primeiras atividades e o principal objetivo era mostrar como a jornada empreendedora é feita de altos e baixos. Todo mundo teve fracassos e todo mundo segue na luta. O mais marcante pra mim foi o pitch do casal da Hickies. Eles são Argentinos, se mudaram com coragem, mas sem planos para o Vale e foram começar a vida empreendedora. Tiveram contratos grandes quebrados, altos e baixos, investimentos errados, enfim….hoje eles são grandes e é bem reconfortante saber que nem sempre tudo foram flores…e mais do que isso, saber que é normal essa gangorra emocional e financeira que ninguém conta quando falamos em empreendedorismo! ❤

PITCH COMPETITION: um ou dois meses antes do evento, lá para agosto, setembro rolou uma chamada para envio de decks das startups que tinham pelo menos uma founder latina. Rolou uma seleção e 6 negócios foram escolhidos. Você pode ver as escolhas aqui! Achei incrível ver essa mulherada empreendendo em hardware, tinham duas startups bastante fortes nesse quesito. Uma delas foi a ganhadora:

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THE HUNGER GAMES: logo no primeiro dia, no meio da tarde rolou um speed date entre empreendedoras e investidores. Eram 5 minutos divididos em 2 ou 3 pessoas por investidor. Os investidores ficavam parados na mesa e as empreendedoras rodavam. Foram 6 ou 7 rodadas e muita experiência valiosa sendo trocada….e boatos rolam que negócios foram engatilhados. Tudo em 5 minutos! Contando por baixo conheci pelo menos 5 investidores que eram e serão bem relevantes para o meu negócio! Já tem até reunião marcada! : )

MENTORIA DIRIGIDA PELA VITAL VOICES: SENSACIONAL! Disparada a melhor sessão mentoria da minha vida! A Vital Voices é bem reconhecida pelas suas sessões, nunca tinha participado de uma e realmente fiquei impressionada! Todo o trabalho começa quase um mês antes. Você recebe um email com várias perguntas sobre você e a empresa, suas necessidades e dúvidas. Aí elas arrumam os pares e o principal…acertam! Não sei bem o processo interno delas, mas eu quase morri do coração de tão perfeitas que eram minhas mentoras! Cada empreendedora selecionada recebeu 2 mentorias de 1 hora cada. Um dia antes da mentoria nós recebemos um email com dicas de como tirar o máximo proveito de uma sessão, com os currículos e contatos. No dia vocês chega e tem várias mesinhas com números e as mentoras já estão por ali, aí cada mentorada recebe uma pastinha com os números da mesa e começa a sessão! Quando falta 5 minutinhos para acabar uma hora soa um aviso e rola a troca de mentora! Tem comidinha o tempo inteiro!

As minhas eram a Rania Habibi Anderson e Alicia Robb. O par foi perfeito. Com a Rania, que eu já era fã, foi bastante pessoal, sobre as minhas decisões, postura e tals. Já com a Alicia foi beeeem profissional, focada em investimento e crescimento da empresa! Enfim! Foi lindo! #choreinamentoria

EXERCÍCIOS DE NETWORKING DA RANIA: a última sessão do evento não poderia ter sido melhor para finalizar esse evento tão bacana. A Rania Habib Anderson, a siiim, a minha mentora, deu um workshop sobre networking que foi muito bacana, mas o exercício mais legal concerteza foi o último. Ela queria provar que conseguimos o contato de qualquer pessoa no mundo, basta pedir! Ela perguntou quem tinha alguém que adoraria conhecer e conversar, e aí quem tivesse alguma maneira de ajudá-la a chegar nessa pessoa falava. IMPRESSIONANTE! Todas as meninas que pediram contatos foram ajudadas. Diga-se de passagem, nós brasileiras somos muito bem relacionadas, tivemos umas 4 ou 5 intervenções nesse exercício para ajudar as meninas! Foi lindo ver a rede que se formou e como nós latinas somos bem relacionadas e só precisamos de um empurãozinho para mudar o mundo!

Alguém duvida?

besos!

Você já pensou em se tornar um desenvolvedor Android?

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Como mencionei em outros posts que a carreira de desenvolvimento Android já deixou de ser uma promessa para ser um investimento seguro e vindouro, pois o momento que estamos vivendo é ideal para se inserir no mercado mobile. Ainda mais no Brasil! Mobile for the win!

No nosso país, mesmo em crise, o mercado de TI ainda sofre bastante com a baixa oferta de bons profissionais no mercado. A demanda nesse segmento, é muito maior do que a capacidade de formação desse profissional. Segundo o IDC e o portal G1, até junho desse ano (auge da crise), o mercado estava com “vagas sobrando”. Na época, foram abertas mais de 40 mil vagas!
No meio desse verdadeiro oásis em tempos difíceis, apostar na carreira de desenvolvedor(a) Android pode ser extremamente gratificante. Especialmente agora que a evolução do mobile não pretende estagnar tão cedo. A tecnologia é envolvente e as novidades aparecem com uma velocidade incrível, não se limitando apenas a smartphones tablets.
Obviamente, o campo também é extremamente desafiador, especialmente para quem está apenas começando, transitando de carreira ou buscando mais conhecimentos para dar um “upgrade” em suas competências (e no salário também). É preciso estudar muito e não abrir mão de uma capacitação sólida.

Falando em upgrade de carreira, o desenvolvimento mobile é um segmento inserido na engenharia de software, por isso, uma carreira extremamente promissora para engenheiros de software, desenvolvedores, e afins. A maioria dos desenvolvedores Android têm graus de bacharel ou técnicos em ciência da computação, engenharia da computação, ou áreas similares. Utilizar recursos on-line para aprender o máximo sobre o desenvolvimento do Android é praticamente uma obrigação. Afinal o mercado mobile (assim como o da Tecnologia no geral), está constantemente mudando e evoluindo, e quem deixa de estudar e se atualizar, fica pra trás.

O salário para os desenvolvedores do Android varia muito com base na experiência, variando entra R$ 3mil e R$ 10mil, podendo chegar a salários mais altos. Já no exterior, os profissionais podem esperar entre $ 87mil e $ 155 mil por ano. Como o mercado para aplicativos Android está continuamente crescendo, podemos esperar que os salários cresçam também. Isso sem contar as possibilidades com os trabalhos freelancers e com o empreendedorismo.
Mas esse foi apenas um breve “apanhado” sobre as crescentes oportunidades no mundo Android. Agora, tenho uma novidade super legal pra quem se interessou pelo assunto! Tenho acompanhado bastante o trabalho do Fillipe Cordeiro, do AndroidPro. A missão do blog é ajudar os entusiastas da área mobile e desenvolvedores a começar e depois a progredir na carreira Android.

O blog tem organizado alguns webnários para falar mais sobre dicas de como aprender a desenvolver na plataforma e na próxima terça-feira (01/12), eu fui convidada a participar do webnário que terá como assunto “Upgrade de Carreira com Desenvolvimento Android”!

SE INSCREVAM!

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Eu, o Fillipe Cordeiro (fundador do AndroidPro) e o Thainã Monteiro (CEO da Mobi+), estaremos AO VIVO, no dia 01/12 às 20h30, num bate-papo super legal sobre upgrade de carreira, desenvolvimento Android, oportunidades e crescimento do mercado Android, e muito mais!
Portanto, espero vocês lá, para acompanhar esse hangout, dividir experiências e levar cada vez mais profissionais capacitados para o mundo Android!
Inscreva-se já e vem comigo!!!!

 

Programando um futuro feminista: Code Girl

 

<!– Como falei para vocês na entrevista que fiz com o Fernando Masanori fiquei de compartilhar  uma série de posts sobre este lindo evento chamado Code Girl 3 que aconteceu na última Sexta(20) em Natal,RN.  Sendo assim, dando prosseguimento aos posts achei o  relato da Bianca Brancaleone, publicado no “Casa da mãe Joanna“, e que a seguir vocês podem conferir. –>

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No dia 20 de novembro eu estava pela primeira vez em Natal falando para o maior e talvez mais importante público da minha vida.

Eram mais de 500 meninas entre idade de colégio e começo de faculdade que ansiavam pelo terceiro ano consecutivo ouvir um pouco de mulheres já formadas e no mercado de trabalho sobre suas carreiras, dia a dia e desafios na área em que escolheram se aventurar em tecnologia. Algumas moravam por perto, outras bem longe – caravanas levaram mais de 4 horas de viagem para chegar a Natal para o evento.

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Conheci o projeto do Code Girl provavelmente pelo Facebook, e desde então já ~shipei~ o projeto – mostrar para meninas que tecnologia pra para todo mundo. Durante o Campus Party de 2015, vi umas mulheres com camisetas do evento e puxei papo – para minha surpresa, eram as próprias organizadoras do evento! Conversei muito com a Profª Cláudia Ribeiro e as “Code Girls” Suzy Oliv e Naya Rocha, e como não podia deixar de ser, saí amando ainda mais o projeto.

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Em maio veio o convite para palestrar no evento – eu, no aeroporto, fazendo minha primeira viagem internacional – topei na hora. A ideia era falar da minha formação e experiência como profissional de arquitetura de informação, usabilidade e experiência do usuário, coisa que já adoro fazer sempre pois acho que é uma área de trabalho muito gratificante e, pensando no mercado, é uma direção muito boa também.

Algumas semanas antes do evento, gravei um vídeo para a página do Facebook e pedi para que me adicionassem caso quisessem, e nesse momento já começou meu contato com muitas das meninas. Mensagens falando como elas estavam ansiosas com o evento, como elas tinham interesse na área e queriam ouvir mais sobre, e a organizadoras confirmando como elas estavam empolgadas para o evento.

Atualizei algumas apresentações que já havia feito e fui, e ainda fiquei até a madrugada anterior refinando e pensando exatamente no que ia dizer – sem muitos jargões técnicos nem muitos termos que usamos sem necessidade em inglês. Minha apresentação era as 14h50, então teria tempo de ficar bem nervosa antes de subir ao palco.

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Eu mesma estava curiosíssima para todas as outras apresentações do dia. O evento começou com a palestra da Profª Rosiery Maia falando sobre Robótica, com sua filhinha Bruna passando slides e, claro, 2 robôs no palco e 2 de brinquedo de sua filha!

A apresentação seguinte foi da Klarissa de Souza sobre perícia digital – ela trabalha na PF e mostrou aparelhos e programas comuns no dia a dia de um perito que examina celulares, computadores, tablets e qualquer outro aparelho eletrônico que possa ser averiguado.

Na volta do almoço, tivemos uma videoconferência com a super Camila Achutti, que falou sobre empreendedorismo e como validar uma ideia de produto digital – logo na sequência comecei a me preparar para apresentar enquanto ouvia a Raquel Almeida falar do dia a dia dela na Thoughtworks como desenvolvedora e como eles presam pela diversidade e conscientização no ambiente de trabalho, apenas confirmando o que já ouvi bastante sobre a postura da empresa.

Dado o horário, era minha vez de subir ao palco.

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Diferente de outras apresentações, não estava (tão) nervosa dessa vez. De alguma maneira, eu pensava que não estava sendo analisada, julgada como profissional ali naquele palco – eu estava mostrando o que eu fazia, como pensava e o que gosto de fazer para centenas de meninas (e alguns meninos) que estavam naquele momento da vida que muitas de nós já passamos, de dúvidas do que seguir na vida, do que estudar, com que trabalhar. Foi ótimo, foi lindo, tudo fluiu bem e o final da apresentação também tive uma foto com o público que considero como o mais especial que já tive até hoje.

Descendo do palco ganhei abraços e pedidos de foto, no final do evento, foram tantas fotos, carinho e curiosidade vindo das meninas que eu estava em êxtase, com aquele sentimento de “é isso que eu preciso fazer na vida”.

Após minha apresentação, um grupo de meninas que participaram de um projeto chamado “Programando meu futuro” receberam seus diplomas e, para finalizar, Fernando Masanori falou sobre como a comunidade da linguagem de programação Python atua pela diversidade e inclusão pelo mundo inteiro.

Após essa parte “aberta” da programação, como já de costume, após o break da tarde, voltam apenas as meninas para o auditório, onde é aberto para perguntas e, de certa maneira, desabafos. Todos os palestrantes sobem ao palco e, em muitos momentos, o que fazemos é apenas ouvir.

Relato frequente é “eu gosto muito de tecnologia mas ninguém nunca me apoiou, mas depois desse evento eu tenho certeza que quero estudar e trabalhar com isso”, com suas variáveis chegando ao extremo de uma das participantes chorar muito enquanto dizia que a mãe nunca a havia deixado jogar, que ela gostava de design e programação e que só conseguiu apoio para estudar nessa área depois de casada, e que ela ia seguir nesse caminho com mais certeza depois do evento. Conheci uma menina de 13 anos que já ganhou hackaton (uma “corrida” para desenvolver ou planejar algum projeto ou produto multimídia) e uma mulher de mais de 40 anos que cursava desenvolvimento de sistemas mas tinha muita dificuldade e nenhum apoio e parou. Ela me perguntou o que podia fazer para estudar tecnologia, pois ela “sentia no coração” que ela gostava de TI, e não administração, como estava cursando. Falei para ela fazer cursos livres pela internet mesmo, até se sentir confiante e, se achar que era necessário, entrar na faculdade novamente – mas que nem sempre a educação formal era caminho que ela poderia ser uma ótima profissional de TI mesmo sem um diploma na área.

No fim do dia ganhei muitos novos amigos, eles podem estar apenas no meu Facebook por enquanto, alguns falando no chat, outros apenas observando as coisas (ás vezes nem tão úteis) que compartilho por lá, mas podem ter certeza que se eles acham que eu os inspirei, com certeza fui muito mais inspirada por todos eles pela vontade e persistência de continuar em uma carreira que muitos ainda dizem, não é para meninas – elas estão e MUITO aí para provar o contrário!

Por: Bianca Brancaleone