RodAda Hacker

Simplesmente uma das melhores tardes…

O que eu queria compartilhar com vocês é o meu olhar sobre a experiência de cada um dos 14 grupos! Divirtam-se…

Reparem que os grupos tem nomes de grandes mulheres da nossa história! : )

Simone de Beauvoir

Preferiu um estilo mais didático, nunca tinham visto um código fonte e estavam simplemente maravilhadas com as possibilidades que se abriram com a descoberta da programação. Não definiram um projeto para começar a aprender! O tutor mandou brasa na teoria básica de programação Front-end e as meninas interessadíssimas ia fazendo cada um dos exemplos propostos! Uma tarde de de muito aprendizado!

Maria Bonita

Estavam em roda e preferiram algo uma pouco mais hacker de aprendizado independente e colaboração em grupo necessário.Para começar elas criaram uma galeria de imagens usando JavaScript, HTML e CSS todas juntas para conhecer e depois com tudo que tinham aprendido cada uma aplicou onde queria sob os olhares atentos e prestativos do tutor.
Teve uma até que se arriscou a trabalhar com PHP num projeto específico!

Zuzu Angel

Maravilhados! Essa é a palavra! Tínhamos um homem nesse grupo que não se sentiu nem um pouco intimidado, todos juntos aprenderam o básico sobre HTML e CSS cada um aplicando a sua maneira os conhecimentos adquiridos, cada um foi dando a sua cara para todo o conhecimento disponível ali!

Valentina Tereshkova

Cada uma trabalhando no primeiro site delas. Com base nos exemplos passados pelo tutor foram compondo o site que tanto queriam. E num grupo com mulheres existia uma linda menina bastante corajosa, mostrando que basta querer e tudo se pode aprender!

Alzira Soriano

DOJO. Essa foi a metodologia usada. Um computador único onde cada uma as participante iam em rodízio sentando e programando o grande projeto escolhido: unificar a programação dos C.E.U.s de São Paulo para conseguir tirar o máximos proveito disso. A linguagem adotada foi o Python. Incrível, não!?

Maria da Penha

Durante a manhã repasaram alguns conceitos e tecnologias. Saíram para o almoço. Voltaram para fazer funcionar: levantar um servidor web, instalar wordpress, mexer em CSS, HTML e linhas de comando. Todas tinham alguma fluidez com programação e terminais e evoluiram ainda mais. É esse o espírito da RodAda.

Leila Diniz

Estabeleceram uma meta: aprender a fazer pesquisa dentro de um site de conteúdo. Perguntas são feitas e respostas coletadas. Transformar tudo isso em informações. Não é lindo?! Aprenderam a fazer um select, usar Bootstrap, HTML, CSS, PHP, levantar um banco de dados e muito mais. Estavam todas bastante empolgadas com as mil novidades! Quem não estaria?

Cleópatra

Estavam em roda num sistema mais ditático e bastante colaborativo. Tiveram discussão sobre DNS, registro de domínio, hospedagem…não é o máximo?! Esse grupo era bastante curioso e aprendeu muito sobre o mundo da web e da programação. Cada uma se sentiu confortável para trabalhar no seu próprio projeto. Usando wordpres

Iara Bernardi

O grupo tinha dois tutores e eles trabalharam muito bem com 5 meninas bastante curiosas e inquietas. Tiveram uma exposição inicial de HTML, CSS e Javascript básico. Depois desse panorama algumas queriam se arriscar no wordpress e o fizeram. Aqui é assim! Liberdade! Cada uma trabalhou no seu site pessoal e deixou do jeitinho que queria.

Olga Benário

Começamos desvendando o mistério do bootstrap aplicado no site que cad uma estava pensando. Teve site de ong e da Hora da Aventura.Conforme foram surgindo as dúvidas de como fazer isso ou aquilo, tutores e mulheres colaboraram para chegar ao resultado esperado. Foi uma tarde de muito aprendizado para ambos os lados.

Anita Garibaldi

Fizeram um joguinho, não é incrível?! Em Flash Developer, Flixer e Pickle. Fizeram cenário, pista, bonecos e tudo mais. O que chamou muita atenção no grupo foi seu integrante mais novo um menino que estava simplesmente maravilhado. Enquanto as mulheres estavam programando e totalmente focadas ele se dividia en duas telas…numa estava FAZENDO um jogo na outra JOGANDO Minecraft, acreditam?!

Joana D’arc

Esse grupo improvisou até um lousa. Nela a tutora fez consifderações iniciais e explicou os princípios do HTML e do CSS. Usaram como editor o Sublime Text 2, HTML, CSS e e descobriram também o Bootstrap. Querem conferir?! Está aqui: joanahacker.okfnpad e
joanahacker.org/1, mas na hora de decidir o que fazer elas fugiram dos padrões, cada uma está fazendo o site de seu gosto, com várias páginas e conteúdo! Fizeram portais completo! Arrasaram!

Pagu

Criar um blog comum: o Paguhacker. Depois da introdução de HTML e CSS, usaram wordpress para criar o blog (http://paguhacker.wordpress.com) que todas pudessem mexer. Descobriram também que programação é cheio de altos e baixos, uma hora tudo funciona outra não. Descobriram que não é fácil, mas é demais!

Chiquinha Gonzaga

Fizeram uma plataforma de agregação em HTML e CSS, todas unidas evoluíram um mesmo projeto misterioso e particular. Elas contaram como dois tutores bastante experientes que souberam levar o grupo com curiosidade e gás até o final do dia. Todas elas estavam bastante animadas de concretizar a ideia que só estava dentro da cabeça delas.

Agora algumas fotinhos para matar a curiosidade de vocês…

programar pode causar loucura! : )

programar pode causar loucura! : )

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reparem na menina fofa!

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rolou até Dojo! Orgulho da RodAda!

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reparem na menina fofa!

A galera toda reunida! Parabéns a todos!

A galera toda reunida! Parabéns a todos!

beeeeijos! Gostaram?

Programando na FFLCH-USP (Hãããm???)

Hoje o post é bem pessoal, mas indispensável! Não podia deixar de contar essa minha experiência para vocês!

Há umas duas sexta-feiras atrás, eu acordei e minha irmã, aquela da linguística computacional (Essa aqui!), me convidou pra ver a famosa aula com ela (mentira!! eu que me convidei!!!) lá na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. De maneira bem genérica a aula é de programação em Python com a resolução de problemas aplicados a linguística, por exemplo como faz um algoritmo para o T9 do seu celular funcionar? Uma aula muito interessante! A que eu assisti foi sobre N-gramas! Foi muito bacana!

Bom, mas não estou aqui pra falar da matéria em si, e não porque ela não mereça, mas o que eu queria compartilhar é um fato incrível que ela está promovendo…

A primeira ótima surpresa foi chegar e já ver 5 meninas esperando para entrar na sala. Fiquei radiante de ver uma maioria feminina fazendo a matéria, afinal dos 12 alunos regularmente matriculados (os poucos que resistiram depois da fase de trancamentos), 9 eram meninas…siiiiim 75% da turma!!!UHUUULLL quem disse que programar é coisa de homem??!!!

Logo em seguida chegou o professor Marcos Lopes, ele me recebeu muito bem e eu ressaltei minha surpresa sobre o fato de termos uma turma com a maioria feminina e a fala dele foi: “Quando a gente dá algo mais difícil só sobram as meninas mesmo. Elas são muito dedicadas”. Fofo, não!?

Bom, superada a empolgação inicial a aula começou com o outro professor, o Marcelo Ferreira. Além da matéria ser super interessante, eu estava vendo ali estudantes independente do sexo desbravando uma mundo totalmente novo pra eles e gostando de estar ali. Percebi que todos que estavam ali sabiam que aquilo não era fácil, mas todos enxergavam a oportunidade de aprender e aprender muito independente se serem homens ou mulheres. Ali não existia nenhum preconceito ou impedimento. Queria que todo mundo visse aquilo e tomasse como exemplo….professores que querem ensinar e alunos dedicados independente de gênero!

Queria que as meninas e mulheres se sentissem apoiadas na empreitada de aprender o que elas quisessem e se isso for programação, que seja e que ela recebam incentivo : )

Sinceramente ganhei o meu dia, o mês e o semestre! hahaha. Ver que o mundo tá caminhando para frente, tanto na igualdade de gêneros, quando no interesse pela programação!hahahahah

Ver mulheres tendo a certeza que, mais do que programar são capazes de tudo, absolutamente tudo! E além disso ver homens apoiando-as nessa empreitada! : )

beijos felizes e esperançosos!

Technovation Challenge: encorajando as futuras mulheres a programar!

“Através de aplicativos móveis desenvolvidos no Technovation Challenge, A Iridescent (organização sem fins lucrativos) atingiu milhares de meninas nos Estados Unidos. Agora eles querem atingir todo o mundo.”

Hoje o post é sobre uma iniciativa que chegou até mim algumas semanas atrás e merece ser conhecida por todos…e eu não poderia deixar de falar sobre ela pra vocês, afinal ela tem tudo a ver com a gente, e isso vocês já devem ter percebido só pela primeira frase.

Como tudo comecou…

Tara Chklovski cresceu na Índia e disse que lá meninas e meninos foram igualmente encorajadas a estudar engenharia e ciências. Sim!!! É isso mesmo que você ouviu. Então, quando ela foi para os EUA  com seus vinte e poucos anos, ela se surpreendeu ao ver as mulheres se afastando de carreiras em tecnologia.

“Fiquei impressionado pela forma como, em um país de primeiro mundo, tem mulheres que não se vêem como inventores e solucionadores de problemas”, disse ela. “As mulheres não vêem a ciência e a engenharia  como campos acessíveis a elas.”

Chklovski tinha planejado prosseguir o doutorado em engenharia aeroespacial e depois trabalhar para uma companhia de aviação. Mas, ao longo do caminho, ela decidiu mudar de direção e iniciar o Iridescent, uma organização sem fins lucrativos, com a missão de levar a STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) para os colegiais e incentivar mulheres engenheiras, cientistas e de outros cargos da tecnologia a serem mentoras.

E agora que o programa está ganhando força em os EUA, ela está ampliando seu escopo para países ao redor do mundo. Vem pro Brasil lalala!!! Vem pro Brasil lalala!!! : )

Fazer grandes aulas on-line e Criar

Através do  Technovation Challenge, meninas de todo Estados Unidos participam de um programa de desenvolvimento de aplicativos móveis de 12 semanas, que inclui a participação de lideranças femininas da tecnologia como a CEO do Yahoo, Marissa Mayer e Cristal Hutter, CEO da Edmodo,  CEO. As participantes reúnem-se com sua equipe e um professor orientador ou local a cada semana pessoalmente, e seguem as instruções on-line através P2PU, um projeto de educação on-line aberto.

“[O programa] É um híbrido entre meetups e Coursera”, disse Chklovski.

Este ano, por exemplo, o programa desafiou mais de 100 equipes de meninas a criar um aplicativo móvel que resolve um problema em sua comunidade. Algumas das finalistas mostrarão suas ideias para juízes do Google, Dropbox, o Office of Naval Research e outras organizações STEM. A equipe vencedora ganhará US $ 10.000 dólares para trazer o seu aplicativo para o mercado.

Dada a escassez de instrução de programação nas escolas norte-americanas – não é oferecido em 90% das escolas norte-americanas (segundo estatísticas, no Brasil esse número é menor que 1%), mesmo sabendo que que os “trabalhos” que exigem programação estão crescendo ao dobro do ritmo de outros trabalhos, de acordo com Code.org. Temos que mudar essa situação pra ontem!

Mas, como o Vale do Silício bem sabe, a necessidade de formação técnica é ainda mais pronunciada entre as mulheres e meninas. Enquanto cerca de 57% dos diplomas de bacharel vão para mulheres, a porcentagem desses que é em ciência da computação para elas é menos que 10%. Além de Iridescent, organizações como Girls Who Code, Girl Develop It e Black Girls Code e umas bem menores como uma tal de Mulheres na Computação estão tentando reverter essa diferença entre os sexos na tecnologia com as próprias mãos, dando apoio, informação e até treinamento para as mulheres e meninas.

Olhando para o mundo em desenvolvimento

Nos sete anos desde o seu lançamento, Iridescent levantou milhões de dólares da National Science Foundation e do Instituto de Pesquisa Naval Americano e tem parceria com empresas de tecnologia de topo como Google, Microsoft, Twitter e LinkedIn para orientar e educar mais de 17 mil meninas em NY , Los Angeles, Chicago, Boston e outras regiões através de seus diversos programas.

Pela primeira este ano, equipes internacionais competiram no desafio, mas Chklovksi disse que quer ir além equipes mais ricas do exterior para as meninas nos países em desenvolvimento.

A Iridescent até pode arcar com o custo das equipes com telefones celulares e tem parceiros corporativos na sua rede internacionais para ajudar a fornecer acesso a outras tecnologias, mas o maior problema aqui é de infra-estrutura – por exemplo, como atingir áreas que não ter acesso à Internet? A tentativa, segundo Chklovksi, é levar conteúdo em pen-drives por exemplo para que os alunos não fiquem dependentes da Internet.

Outras equipes podem enfrentar barreiras culturais. Por exemplo, a equipe de Gana, que queria participar do desafio este ano teve dificuldades, pois culturalmente um desafio como esse só era apropriados para homens de meia-idade que têm telefones celulares, e não meninas. Traduzindo o conteúdo do programa do inglês para  diferentes idiomas, provavelmente, será outra questão para possibilitar o aumento da presença da Iridescent no mundo em desenvolvimento.

O que dá pra perceber é que eles estão aprendendo e trabalhando bastante para solucionar problemas que surgem nessa empreitada mundial. O que é maravilhoso!

“Queremos meninas em países do terceiro mundo olhando para um telefone e dizendo: ‘Eu posso consertar isso. É ter a confiança para pensar em si própria como inventora. Estamos mudando a forma como o público vê as meninas e a maneira com elas mesmas se vêem “. AAAAA também quero que isso aconteça!

Linda a iniciativa né!? Gostaram!?

Só pra encerrar o post que já ficou grande e pra quem tiver um tempinho aí vai um video que está inclusive na página oficial do desafio que é: http://iridescentlearning.org/programs/technovation-challenge/ e é muito bacana! Curti muito!

beijos!

FONTE: GigaOM, Iridescent, Women2.0