As meninas que fazem história na Engenharia mais inovadora do Brasil

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Nós estivemos no Insper e descobrimos que eles recebem muitas dúvidas de jovens que estão se preparando para o vestibular nessa época do ano. Uma delas chamou a nossa atenção:

Sou menina, escolhi fazer Engenharia, mas meus amigos dizem que não é curso para mulher. Será que eu vou conseguir conquistar o meu espaço nesse universo tão masculino?

Ninguém melhor para responder essa pergunta do que as alunas de Engenharia. Elas ainda são minoria na primeira turma, mas demonstram segurança ao afirmar que, sim, o espaço está garantido para mulheres na Engenharia.

Batemos um papo com a Gabriela, Rachel Maria, Bruna, Carolina, Rachel e Daniela sobre o momento em que decidiram pela Engenharia e as impressões sobre os semestres iniciais do curso. E ao serem questionadas sobre como tudo começou, todas concordam que a paixão por exatas foi responsável pela escolha.  “Além de gostar muito de matemática, tive contato com robótica, programação e automação na escola, então decidi optar pela Mecatrônica. E estou amando”, conta Bruna.

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A Gabriela conta que logo no primeiro semestre, na disciplina de Grandes Desafios da Engenharia, o cálculo estava associado à interpretação de textos e à lógica. Então até quem não tinha tanta facilidade com números conseguiu se sair bem. “E mesmo quando é cálculo puro, o professor faz a gente entender porque estamos aprendendo aquilo, de onde surgiu. Primeiro aprendemos para que serve e depois aplicamos na prática”, completa.

Rachel escolheu a Engenharia da Computação após pensar em estudar Publicidade e Propaganda para desenvolver o seu lado criativo. “O bacana aqui do Insper é que não estudamos apenas Exatas, nós podemos criar em disciplinas como Natureza do Design, que estimulam os alunos a trabalhar em equipe e liberar a criatividade”, revela.

E a estrutura do campus ajuda nesse processo criativo. É o caso do FabLab, laboratório de criação e fabricação onde as pessoas podem vivenciar um projeto desde o início com inovação e tecnologia. “Fazemos de tudo no FabLab, desde trabalhos das disciplinas como coisas pessoais. Um dos alunos da turma construiu uma guitarra de madeira durante as férias. Conseguimos usar para qualquer coisa”, conta Rachel. Tem até um Clube de Robótica que se reúne todas as quintas-feiras e profissionais que convidam os alunos para ajudar em vários projetos.

As meninas afirmam que tiveram apoio da família a amigos, mas sempre tem alguém que torce o nariz para a equação Mulheres + Engenharia. Mas elas nem ligam! “Mesmo em um ambiente cheio de homens, não sofremos preconceito. Eles respeitam muito a gente”, afirma Rachel. Quando a questão é mercado de trabalho, as meninas foram surpreendidas logo na primeira semana em um almoço com empresas que acreditaram no projeto do Insper. “Um dos doadores nos procurou perguntando por que escolhemos Engenharia. Depois que explicamos, ele disse que está à procura de mulheres na Computação. Ele acha que as mulheres são mais atentas e detalhistas.”

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O curso está chegando ao final do primeiro ano e o balanço é bem positivo. Elas recordam de dois trabalhos que mostraram o quão inovadora é a Engenharia do Insper. Um deles foi uma visita ao Zoológico de São Paulo. “Muita gente fez piada, não entendiam o que estávamos fazendo lá. Depois a gente descobriu o sentido: para criar a estrutura dos animais, parte de um projeto para o desenvolvimento de brinquedos inspirados em animais, tínhamos que ver com os nossos próprios olhos como eles se movimentavam e agiam. Foi fundamental para o sucesso do projeto”, afirma Gabriela.

Bruna relembra a atividade de teatro de sombras com engrenagem. “A gente se perguntava por que estávamos cortando papel e contando histórias. Mas essa é a junção da criatividade com a engenharia. O meu teatro era sobre o Ursinho Pooh e o Tigrão precisava pular. Eu precisava de uma engrenagem que fosse para cima e para baixo quando o eixo girasse. Ou seja: tinha que primeiro entender a lógica para depois executar. Foi ótimo”.

Para os vestibulandos que ainda estão dúvida sobre a Engenharia do Insper, as meninas dão algumas dicas. “Somos engenheiras mais práticas, nossa formação é abrangente, pois estamos preparadas para lidar com pessoas, falar em público, trabalhar em equipe e entender o usuário final”, conta Carolina. Já Gabriela reforça que escolher o Insper é apostar em um projeto inovador e diferente: “E sim, isso é muito bom!”

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“Nós, como primeira turma, compramos essa ideia. Eu não estaria mais feliz em outro lugar. Estamos tendo tudo o que um Engenheiro deve ter e muito mais”, opina Rachel. Daniela finaliza: “Engenharia vai muito além: é algo de pessoas para pessoas. É com esse ideal que queremos trabalhar”.

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Rachel Maria completa: “Fui muito bem recebida por todos, e esperamos que mais meninas percebam que a área está super aberta a elas”.

Quer fazer parte desse time? As inscrições para o vestibular estão abertas até 29 de outubro. Mais informações no site: www.insper.edu.br/vestibular/engenharia.

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