Iniciação científica x Estágio

Olá pessoal,

fazia tempo que eu não aparecia por aqui. Juro que não é por falta de vontade, é que a vida está mesmo corrida, apesar de ainda estar de férias da faculdade. Enfim, desculpas a parte hoje sobrou um tempinho pra escrever e decidi falar um pouquinho sobre o momento que eu estou vivendo.

Não sei se vocês já sabem, mas no ano passado resolvi estagiar pra ver qual que era desse negócio de trabalhar, sabem!? Queria sair do mundo da faculdade. Estagiei no CTH  (Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo) e foi uma ótima experiência. Consegui equilibrar com a faculdade e aprendi várias coisas. Não me arrependo nenhum pouco. MAAAAAAAAS parei de aprender e se tem uma coisa que me desmotiva é isso. Sentir que não estou melhorando, apenas batendo cartão, sabe!?

Bom, decidi sair e tentar algo novo. Já estava com um projeto de Iniciação Científica engatilhado, mas aí no final do ano passado decidi me dedicar única e exclusivamente a ele. Sempre tive curiosidade de saber como funcionava essa coisa de fazer pesquisa. E hoje, já dentro dessa realidade digo: EXPERIMENTEM!

Fazer iniciação não vai te trazer uma grana boa, mas aprendizado não vai faltar. Além do mais, por estar dentro da própria universidade, é possível se dedicar bem mais aos seus estudos. Independente se você quer seguir carreira acadêmica ou ir para o mercado, acho bastante importante ter essa experiência, pois o desafio da universidade hoje é formar indivíduos capazes de buscar conhecimentos e de saber utilizá-los. Ao contrário de antes, quando o importante era dominar o conhecimento, hoje penso que o importante é “dominar o desconhecimento”, ou seja, estando diante de um problema para o qual ele não tem a resposta pronta, o profissional deve saber buscar o conhecimento pertinente e, quando não disponível, saber encontrar, ele próprio, as respostas por meio de pesquisa.

É pensando nisso que o quanto antes, principalmente os aluno de graduação, tiverem contato com projetos de pesquisa melhor. Isso é um instrumento valioso para aprimorar qualidades desejadas em um profissional de nível superior, bem como para estimular e iniciar a formação daqueles que querem seguir carreira acadêmica.

Bom, era isso que eu queria falar com vocês!

beijos!

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Amadurecer é saborear com menos pressa!

A palavra que acompanha a geração Y é RAPIDEZ, talvez porque somos a geração da Internet, das inovações cotidianas. De uma maneira geral não acho isso ruim, sempre tive a necessidade de não perder tempo com coisas que não importam. Sempre quis otimizar tudo, fazer várias coisas, aprender muito e desenvolver ainda mais. Nada de errado se você aproveitar cada fase, cada momento, sempre tive isso bem claro na cabeça. Não consegui colocar em prática todas as vezes, mas de certa maneira acho que equalizei a PRESSA e a VONTADE de fazer tudo, de descobrir o mundo, com a possibilidade de  SABOREAR  tudo e cada coisa.

Tenho uma infinidade de amigos ( e eu também, não posso tirar o corpo fora), que vive pensando no futuro,  que quer tudo pra ontem, que quer ter seu 1 milhão antes dos trinta ou uma empresa de sucesso pro mês que vem.  É aí que entra a palavra AFOBAÇÃO, que é quando toda essa aceleração se torna algo prejudicial…é sobre isso que o texto abaixo trata! AFOBAÇÃO! Leiam o texto…

Os jovens de hoje em dia têm muita pressa. Por um lado isso é bom, pois isso representa o oposto do comodismo, mal que afetou muitas gerações passadas. Eles são mais questionadores, querem inovar o tempo todo, nadam de braçada nas novas tecnologias, têm alcançado altos postos nas organizações e patrimônio cada vez mais cedo.

Mas essa afobação toda traz também uma carga negativa: eles não estão se dando tempo e nem mesmo espaço para um amadurecimento consistente.

As pessoas continuam precisando de um conjunto de experiências refletidas para poder amadurecer. Com a pressa que o mundo impõe hoje, muitos pensam que migrar de uma experiência profissional para outra é suficiente. Na minha visão, porém, esse movimento pode não ser um crescimento consistente. Cada transição precisa ser refletida antes que o novo ciclo se inicie e o atual se transforme em efetivo aprendizado. A maturidade ainda está muito ligada ao conceito de envelhecer. Por isso, talvez, o termo apresente alguma resistência.

Certa vez, li um artigo em que o autor dizia que amadurecer não significa perder o encanto, ficar velho.É apenas saborear com menos pressa. Não é perder a vibração, deixar de se encantar com o novo, mas tratar disso com mais responsabilidade. Gosto muito dessa percepção. Antes de expor toda a sua bagagem para o mundo, ela precisa ser interiorizada e isso demanda tempo, dedicação, atenção. Mas, com essa corrida desenfreada, quem encontra tempo? Com tantas cobranças, quem se permite parar?

Nós – e aí incluo os pais, a sociedade e a escola – estamos acelerando ainda mais esse ritmo dos jovens, cobrando como se eles não tivessem o direito de errar, como se eles tivessem obrigação de estar totalmente encaminhados na vida profissional aos 20 anos e sem o direito de fazer alguma mudança aos 28. Se uma criança não tem sua agenda repleta de atividades, sentimos culpa por talvez estarmos “atrasando” nossos filhos ou tornando-os obsoletos para a entrada na sociedade produtiva! O que é isso? Preencher agenda, na verdade, resolve também a falta de tempo para estar com eles.

A cobrança é tamanha que jovens com menos de 30 anos se desesperam se descobrem que não estão contentes com suas escolhas do passado recente e que desejariam mudar de rumo. Nessa sociedade imediatista, eles aprendem que um recomeço a essa altura da vida – que altura? 28 anos? – significa que eles estão fadados a ficar para trás na competição do mundo corporativo. Agora, eu pergunto: quem disse isso? Quem falou que a pessoa não pode mudar sua carreira aos 30, aos 40, aos 50 e ser bem-sucedido? Ou melhor, ser mais feliz, ou feliz novamente com um novo amor?

Percebo, nesse corre-corre, que o movimento está se refletindo também no ensino. Basta ver o perfil dos alunos nos cursos de MBA. Originalmente, a proposta desses cursos era que o profissional voltasse para a escola depois de alguma experiência vivida para e reciclar, aprimorar conhecimentos e, acima de tudo, aprender com a troca entre os colegas de turma.

Hoje, você entra em uma sala de MBA e grande parte é formada por jovens que mal saíram da faculdade e se sentem cobrados por fazer uma pós-graduação imediatamente. Pipocam de um curso a outro para engordar o currículo e nem ao menos avaliam o quanto aquele conhecimento realmente está sendo absorvido ou se os objetivos estão de fato sendo atingidos.

Amadurecer é ter a capacidade de organizar a própria vida. Se você é jovem, não tenha tanta pressa. Nada vai sair do lugar. Crianças continuam nascendo em nove meses (agora se contam em semanas, parece que para acelerar o tempo, não?).

Quanto mais reflexões embasarem as suas decisões, menores serão as suas chances de errar. A maturidade consistente só virá se você souber sugar suas experiências e conseguir, de fato, aprender com elas. Pare, respire. Pense sobre o que aprendeu até aqui, o que te faz bem, o que te realiza. É essencial também identificar aquilo que você não quer fazer. Dê um passo de cada vez. Garanto que você sairá ganhando.”

AutoraVicky Bloch [ é referência em coaching executivo, sendo considerada uma das melhores coaches do país. Possui uma coluna diária na rádio Band News FM em São Paulo, em que dá dicas de carreira para os ouvintes. É formada em Psicologia pela PUC-SP e possui especializações de Harvard e da Columbia University ]

E aí geração Y, entenderam o recado!?

beijos!

Carreiras da Informática!

Bom, como vocês sabem faço Ciência da Computação no IME-USP. Mas não fiquem aí achando que essa foi uma decisão fácil, melhor, nem chegou a ser uma decisão, afinal ( e felizmente ) essa era a minha quarta opção, quase esquecida na inscrição da Fuvest. A primeira era Engenharia da Computação. Gostava muito de exatas, então vendo papai se descabelando no telefone por que a rede da empresa tinha caído, decidi que queria trabalhar com Informática. Mas a idéia que eu  tinha sobre o leque de opção que essa área me oferecia era bem distorcida pela mídia, senso comum, tradicionalismo…

Agora que tenho uma noção um pouco melhor, me sinto na obrigação de escrever algo sobre isso e não deixar que mais jovens desisformados como eu percam a chance de se encontrar na carreira que escolheram. Quando digo “se encontrar na carreira”, não quer dizer se dar muito bem na faculdade, amar todas as matérias da sua grade, querer ser igual aos seus professores…se tem uma coisa que se aprende com a faculdade é que as coisas não são tão fáceis assim! Quero dizer que você vai estudar muito, ir mal em algumas provas, aprender muitas coisas sozinho por que seu professor é ruim, ter que fazer trabalhos intermináveis e mais um montão de coisas que estam longe de serem agradáveis se comparadas com uma tarde na praia….mas mesmo assim você não vai colocar em xeque se você  tomou a decisão certa ao se matricular naquele curso!

Chega de lenga-lenga, vamos ao que interessa: Quais são as principais diferenças entre as carreira da Informática? ( Só as mais difundidas, ok?! )

Ciência da Computação: um curso que aborda de maneira aprofundada os conceitos e teorias da computação, dando uma sólida formação em áreas como estruturas de dados, algoritmos, linguagens de programação, desenvolvimento e análise de sistemas, entre outras. É uma área que trabalha essencialmente com software e que tem um forte ( põe forte nisso!hahaha ) embasamento em fundamentos matemáticos (principalmente álgebra) e em cálculo. O estudante de Ciência da Computação é preparado para resolver problemas reais, aplicando soluções que envolvam computação, independente de qual seja o ambiente (comercial, industrial ou científico). Ou seja a gente domina o mercado! Brincadeirinha…

Engenharia da Computação:um curso que destaca o projeto, desenvolvimento e implementação de equipamentos e dispositivos computacionais. É uma área que trabalha mais com hardware – enquanto Ciências da Computação dá prioridade ao software – , o que a torna, até certo ponto, semelhante a cursos como Engenharia Elétrica. Quem se forma em Engenharia da Computação se torna apto a projetar e a implementar tecnologias de hardware e software em equipamentos, aplicações industriais, redes de comunicação, sistemas embarcados em dispositivos dos mais variados portes, entre outros.

Sistema de Informação: um curso focado no planejamento e desenvolvimento de sistemas de informação e automação. Também são aplicados conhecimentos de administração, negócios e relações humanas, embora também seja possível encontrar disciplinas dessas áreas nos cursos mencionados anteriormente, dependendo da instituição de ensino. De modo geral, o profissional de Sistemas de Informação é mais focado em aplicar recursos de computação na solução de problemas – especialmente de atividades corporativas – do que desenvolvê-los.

Independente de sua escolha prepare-se para estudar bastante. Como já disse anteriormente cursos de graduação, em qualquer área, exigem disciplina e muita dedicação. Na Informática, as possibilidades de carreira são vastas, porém, o mercado é criterioso e absorve somente quem é bem preparado para atuar na área que escolheu. Outro alerta aos vestibulandos: prepare-se para nunca parar de estudar, será indispensável manter-se atualizado, visto que as tecnologias computacionais lidam com a sociedade como um todo e, por causa disso, estão em constante evolução.

Boa sorte! Reflitam bastante sobre o que vocês querem fazer da vida. E principalmente: Não deixe que ninguém tome essa decisão por você!

beijos!