Pode tudo, menos Escola de Princesas!

Recebi o seguinte vídeo de uma amiga. Com a seguinte mensagem depois: Veja e me diga o que acha!

Pensei em um segundo: “Poxa, que preguiça. Levantei as seis, fiz trabalho do mestrado, fui dar aula, voltei pro escritório, paguei o aluguel, voltei para minha casa, preparei a próxima aula de algoritmos, lavei minha própria roupa. Tudo isso de camiseta, tênis, cabelo por lavar, mas batom e maquiagem na cara, afinal essa é a vida real. Vou ver os primeiros 5 segundos e escrever qualquer coisa para ela não achar que deixei ela sem resposta”

Agora são meia noite, e meu despertador da vida real vai tocar as 6 da manhã e eu estou aqui escrevendo esse post, porque entrei no site e vi a seguinte headline:

TODO SONHO DE MENINA É TORNAR-SE UMA PRINCESA

WTF?!?!?!?!?!

Antes de vocês ouvirem tudo que eu tenho para falar vamos ao vídeo:

Galera….juro! Não é zueira! E o slogan é: Educação para a vida real! Aaaaa vai todo mundo catar coquinho na esquina.! Real é ter que se virar, deixar de ir no cabelereiro um dia ou outro porque tem reunião. Deixar de ir um dia ou outro na academia porque tem que ir viajar sozinha para uma conferência de tecnologia. A vida real é se descobrir e ser quem você quiser! Sério! Meu primeiro pensamento foi (depois de WTF??!?!?!??!): como eu vou conseguir convercer essas meninas que errar é normal, que elas podem não casar e não ter filhos e ser feliz, que elas podem sim viajar o mundo com uma mochila nas costas, que elas podem ser engenheiras, que elas podem ser quem elas quiserem. Reparem o verbo: PODEM!

Não estou dizendo que elas precisam ser iguais a mim, mas essas meninas-PRINCESAS se quer têm oportunidade de descobrir um mundo fora dos padrões, elas se vêm obrigadas a se encaixar nesse modelo fundamentalmente rosa, educado e opressor onde as meninas só são legais se forem bonitas, delicadas e fofinhas bem nos moldes de uma socieda patriarcal e machista!

PARA MUNDO! QUERO DESCER!

E aí eu quis morrer mais um pouquinho quando eu entrei no facebook da escola, que diga-se de passagem tem o apoio de mais de 35 mil pessoas e adivinhem qual foi a primeira pergunta  que eu vi: “A escola aceita meninos?” E a resposta foi: “meninos não podem participar nem se eles quiserem muito”. QUE MUNDO É ESSE!!! Que em pleno século 21 depois de toda a luta por liberdade de expressão um espaço me faz uma divisão de gênero fundamentalista e ridícula como essa! Sério…devia ter uma lei: pode tudo, menos escola para princesas!

E queria deixar claro que não tem problema nenhum em gostar de princesas, mas ela não precisa ser apresentada só pra esse estereótipo de princesa. Ela pode assistir Valente. Amar os personagens da Hora da Aventura. Acha um máximo a Fiona saber lutar, se casar com quem ela escolhe e ser uma ogra. Ela podia amar a Ada Lovelace, que foi a primeira programadadora e era uma dama da corte. Ela podia, mas ninguém deixa! A Escola de Princesas não deixa!

Dane-se os padrões! Ela pode ser quem ela quiser! Mas as chances dela diminuem muito quando, todo dia, desde pequena, o estereótipo princesa sofredora delicada a espera de um príncipe que precisa salvá-la dos perigos da vida! CHEGA! POR FAVOR! Não destruam mais meninas!

O engraçado é que hoje em dia tem tanto exemplo legal no mundo! Não que antes não tivesse, mas hoje com a internet, com uma liberdade maior (obrigada mulheres fortes que lutaram por esse espaço e vieram antes de mim! ) vemos mulheres ocupando diversos cargos que já foram exclusivamente masculinos. A pergunta que não quer calar: fixar no extremo essas características de gênero é uma atitude justa (para não dizer sensata)? Obrigar as meninas a seguirem um currículo definido como feminino não é cruel?

E se a princesa quiser jogar futebol? Será que ela vai ter força para deixar essa paixão nascer/descobrir mesmo com as amiguinhas achando que ela agora vai virar um menino porque a professora de etiqueta junto com a professora de estética disseram que devemos nos manter limpas e arrumadas não só a mesa, mas em todo os ambientes. Sabe o que vai acontecer? Ela terá de se privar desses prazeres por ser menina. Simples assim! Ela vai ter sua formação prejudicada. Ela corre todos os riscos de se transformar em uma mulher objeto e abjeta de opiniões. Não porque ela decidiu ser assim, mas porque ela foi obrigada. Complicado. Complicadíssimo.

Tornar uma menina princesa é cruel. REPITO! Não que seja errado caso ELA QUEIRA ser princesa, sabe!? Mas ambientes como esses ensinam que elas só podem ser isso. E meninas, vocês vão me desculpar, podem ser princesas, astronautas, mecânicas, engenheiras, cientistas da computação… podem ser o que bem entenderem. Nós podemos ser tudo e muito mais. E acho que é isso que devemos ensinar pras nossas meninas isso. Mas estamos ensinando o quê: “Feche as pernas, menina! Não senta assim. Menina não fala palavrão, menina não beija. Quem quer uma mulher que curte video game? Isso é pra chamar a atenção. Mulher que é Mulher sabe cozinhar e cuidar da casa.” MENTIRA! Mas é tudo isso que uma Escola de Princesas ensina! Ser diferente, significa que você não é uma princesa. Quem não quer ser uma princesa não é mesmo!?

Isso é horrível! Sério! É colocar na cabeça das nossas meninas que elas não podem ser nada além disso, que o papel delas não passa dali. É delimitar os seus sentimentos e vontades, é podar a imaginação. É padronizar. DÁ VERGONHA ALHEIA!

Adultos têm a preocupação de rotular desde cedo que as meninas sejam meninas e meninos sejam meninos. A verdade é que criança é criança e criança precisa brincar. Aí você pensa, magina…que discurso mais antiquado Camila. Todo mundo já pensa assim. Isso precisava ser dito pelas feministas do século XVII, agora é maior clichê. AVAAAAAA!!! Porque né, em pleno 2015 me inaugurarem uma escola que ensina a “se portar”, estética, matrimônio e afazeres domésticos e tem fila de espera mostra que a gente está bem evoluido nessa discussão e que ela não precisa mais existir…. AHÃM! SENTA LÁ!

Independente do que os pais quiserem ou sonharem, a criança tem que se descobrir. Precisa ver o mundo fora da bolha cor de rosa com barbies ou bolha azul com carrinhos. Meninos e meninas podem e devem brincar com o que quiserem. E essa ideia de divisão de gêneros, tarefas e gostos influencia os meninos também. O menino cresce solto, pode fazer o que quiser. E fazer o que quiser implica em dominar uma menina/mulher numa relação injusta de poder em que ela, tadinha, é princesa, né!?… E princesa não pode sair dos moldes de princesa. Ela não pode lutar pelos seus direitos. Ela não pode se impor. É isso que queremos realmente reforçar isso? REALLYYYYY????

Meninas podem ser o que quiserem. Meninos também. 

Por favor! De verdade! Deixem as meninas serem crianças! 

Sério! Me ajudem! Precisamos ajudar nossas meninas….pode tudo! Menos Escola de Princesas!

O que te faz escolher um emprego? E as mulheres?

Se os Estados Unidos são, em teoria, o destino de sonho do brasileiro que decide emigrar, o profissional de TI no Brasil demonstra menos interesse no mercado americano do que outros. Pesquisa realizada pela Landing.jobs com especialistas em tecnologia do país mostra que os profissionais da área têm mais interesse em trocar o Brasil pelo Reino Unido, em seguida Portugal, e só depois Estados Unidos.

A pesquisa envolveu 570 profissionais de tecnologia brasileiros. Embora 62% afirmem estar satisfeitos com o próprio trabalho, 65% acham que as oportunidades no mercado de TI no Brasil são muitas, mas não são boas. Quando se olha apenas para as mulheres que responderam à pesquisa, o nível de satisfação com o trabalho aumenta um pouco: 72% declaram estar satisfeitas com o atual trabalho, contra 28% que não estão. O motivo mais apontado para a insatisfação é o ambiente de trabalho.

Questionadas sobre qual aspecto tem maior peso na escolha de um emprego, as mulheres colocam oportunidades de aprendizado; função e responsabilidade, e oportunidades de crescimento à frente da remuneração. O tamanho da empresa é o fato de menor peso para a escolha de um emprego, segundo as profissionais que responderam à pesquisa.

Em relação à formação da profissional de TI do Brasil, na pesquisa predomina a graduação: 83,2% declaram ter curso superior. Pouco mais de 7% das mulheres pesquisadas tem especialização (mestrado ou doutorado). A soma das profissionais de nível técnico e das que se declaram autodidatas responde por 9,6% do universo da pesquisa.

Dos profissionais que fizeram parte da pesquisa, 48% ganha entre R$ 2 mil e R$ 6 mil; 12% ganha mais de R$ 10 mil. 11% ganha até R$ 2 mil. Mais de 75% recebem benefícios além do salário, sendo Plano de saúde, plano odontológico e auxílio refeição são os mais frequentes.

A proporção do nível salarial varia um bocado quando se olha apenas para o universo feminino da pesquisa. São 25,8% as que declaram receber até R$ 2.000 e apenas 6,5% afirma receber salário bruto acima de R$ 10.000.

76,9% dos profissionais pós-graduados têm salários superiores a R$ 6 mil.

Melhor qualidade de vida é a principal motivação para profissionais de TI saírem do Brasil, independente da idade e do salário atual.

A remuneração ficou classificada apenas como o oitavo fator mais valorizado pelos profissionais de TI brasileiros.

Profissionais de todas as faixas etárias dão muita importância a flexibilidade de horários e trabalho remoto.

A pesquisa da Landing.jobs sobre o mercado de TI no Brasil foi realizada em setembro de 2015 por questionário online com 570 profissionais brasileiros cadastrados na nossa plataforma. Desse universo, 7,4% são mulheres.

Dados sobre o universo feminino da pesquisa

Faixa etária:

Entre 18 e 25 anos – 31%

Entre 26 e 35 anos – 52,3%

Entre 36 e 45 anos – 16,7%

Educação:

Nível técnico – 4,8%

Nível superior – 83,2%

Mestrado – 4,8%

Doutorado – 2,4%

Autodidata – 4,8%

Nível salarial:

Até R$ 2.000 – 25,8%

Entre R$ 2.001 e R$ 4.000 – 19,4%

Entre R$ 4.001 e R$ 6.000 – 22,6%

Entre R$ 6.001 e R$ 8.000 – 16,1%

Entre R$ 8.001 e R$ 10.000 – 9,6%

Entre R$ 10.001 e R$ 15.000 – 6,5%

Mais de R$ 15.000 – 0

Satisfação com o trabalho

Sim – 72%

Não – 28%

A razão de insatisfação mais apontada é o ambiente de trabalho

Percepção do mercado de TI no Brasil hoje:

Quase não há vagas – 7,1%

Tem poucas vagas, mas boas – 9,5%

Tem muitas vagas, mas não são boas – 61,9%

Tem muitas e boas vagas – 14,4%

Não sei opinar – 7,1%

Em que país gostaria de morar e trabalhar*

Reino Unido – 83,3%

Portugal – 81%

Estados Unidos – 78,6%

Holanda – 73,9%

Espanha – 47,6%

França – 47,6%

Alemanha – 42,9%

Fatores mais valorizados na busca de trabalho*

Oportunidades de aprendizado – 95,2%

Função e responsabilidade – 92,8%

Oportunidades de crescimento – 92,8%

Remuneração – 85,8%

Ambiente de trabalho – 85,7%

Liderança e equipe – 85,7%

Desafio – 83,3%

Cultura e visão – 76,2%

Flexibilidade de horários e trabalho remoto – 61,9%

Escritório e localização – 59,4%

Tamanho da empresa – 21,5%

Tamanho da empresa em que tem interesse em trabalhar*

Empresa de grande dimensão (mais de 200 profissionais de TI) – 57,2%

Empresa de média dimensão (entre 50 e 200 profissionais de TI) – 59,5%

Empresa de pequena dimensão (até 50 profissionais de TI) – 50%

Startup – 54,7%

* As porcentagens indicam quem marcou os níveis máximos de interesse

Interessante, né!?

Mas e aí? O que te faz escolher um emprego? Deixa aqui nos comentários!

beeeijos!

As meninas que fazem história na Engenharia mais inovadora do Brasil

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Nós estivemos no Insper e descobrimos que eles recebem muitas dúvidas de jovens que estão se preparando para o vestibular nessa época do ano. Uma delas chamou a nossa atenção:

Sou menina, escolhi fazer Engenharia, mas meus amigos dizem que não é curso para mulher. Será que eu vou conseguir conquistar o meu espaço nesse universo tão masculino?

Ninguém melhor para responder essa pergunta do que as alunas de Engenharia. Elas ainda são minoria na primeira turma, mas demonstram segurança ao afirmar que, sim, o espaço está garantido para mulheres na Engenharia.

Batemos um papo com a Gabriela, Rachel Maria, Bruna, Carolina, Rachel e Daniela sobre o momento em que decidiram pela Engenharia e as impressões sobre os semestres iniciais do curso. E ao serem questionadas sobre como tudo começou, todas concordam que a paixão por exatas foi responsável pela escolha.  “Além de gostar muito de matemática, tive contato com robótica, programação e automação na escola, então decidi optar pela Mecatrônica. E estou amando”, conta Bruna.

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A Gabriela conta que logo no primeiro semestre, na disciplina de Grandes Desafios da Engenharia, o cálculo estava associado à interpretação de textos e à lógica. Então até quem não tinha tanta facilidade com números conseguiu se sair bem. “E mesmo quando é cálculo puro, o professor faz a gente entender porque estamos aprendendo aquilo, de onde surgiu. Primeiro aprendemos para que serve e depois aplicamos na prática”, completa.

Rachel escolheu a Engenharia da Computação após pensar em estudar Publicidade e Propaganda para desenvolver o seu lado criativo. “O bacana aqui do Insper é que não estudamos apenas Exatas, nós podemos criar em disciplinas como Natureza do Design, que estimulam os alunos a trabalhar em equipe e liberar a criatividade”, revela.

E a estrutura do campus ajuda nesse processo criativo. É o caso do FabLab, laboratório de criação e fabricação onde as pessoas podem vivenciar um projeto desde o início com inovação e tecnologia. “Fazemos de tudo no FabLab, desde trabalhos das disciplinas como coisas pessoais. Um dos alunos da turma construiu uma guitarra de madeira durante as férias. Conseguimos usar para qualquer coisa”, conta Rachel. Tem até um Clube de Robótica que se reúne todas as quintas-feiras e profissionais que convidam os alunos para ajudar em vários projetos.

As meninas afirmam que tiveram apoio da família a amigos, mas sempre tem alguém que torce o nariz para a equação Mulheres + Engenharia. Mas elas nem ligam! “Mesmo em um ambiente cheio de homens, não sofremos preconceito. Eles respeitam muito a gente”, afirma Rachel. Quando a questão é mercado de trabalho, as meninas foram surpreendidas logo na primeira semana em um almoço com empresas que acreditaram no projeto do Insper. “Um dos doadores nos procurou perguntando por que escolhemos Engenharia. Depois que explicamos, ele disse que está à procura de mulheres na Computação. Ele acha que as mulheres são mais atentas e detalhistas.”

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O curso está chegando ao final do primeiro ano e o balanço é bem positivo. Elas recordam de dois trabalhos que mostraram o quão inovadora é a Engenharia do Insper. Um deles foi uma visita ao Zoológico de São Paulo. “Muita gente fez piada, não entendiam o que estávamos fazendo lá. Depois a gente descobriu o sentido: para criar a estrutura dos animais, parte de um projeto para o desenvolvimento de brinquedos inspirados em animais, tínhamos que ver com os nossos próprios olhos como eles se movimentavam e agiam. Foi fundamental para o sucesso do projeto”, afirma Gabriela.

Bruna relembra a atividade de teatro de sombras com engrenagem. “A gente se perguntava por que estávamos cortando papel e contando histórias. Mas essa é a junção da criatividade com a engenharia. O meu teatro era sobre o Ursinho Pooh e o Tigrão precisava pular. Eu precisava de uma engrenagem que fosse para cima e para baixo quando o eixo girasse. Ou seja: tinha que primeiro entender a lógica para depois executar. Foi ótimo”.

Para os vestibulandos que ainda estão dúvida sobre a Engenharia do Insper, as meninas dão algumas dicas. “Somos engenheiras mais práticas, nossa formação é abrangente, pois estamos preparadas para lidar com pessoas, falar em público, trabalhar em equipe e entender o usuário final”, conta Carolina. Já Gabriela reforça que escolher o Insper é apostar em um projeto inovador e diferente: “E sim, isso é muito bom!”

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“Nós, como primeira turma, compramos essa ideia. Eu não estaria mais feliz em outro lugar. Estamos tendo tudo o que um Engenheiro deve ter e muito mais”, opina Rachel. Daniela finaliza: “Engenharia vai muito além: é algo de pessoas para pessoas. É com esse ideal que queremos trabalhar”.

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Rachel Maria completa: “Fui muito bem recebida por todos, e esperamos que mais meninas percebam que a área está super aberta a elas”.

Quer fazer parte desse time? As inscrições para o vestibular estão abertas até 29 de outubro. Mais informações no site: www.insper.edu.br/vestibular/engenharia.