5  iniciativas que mostram que lugar de mulher é na tecnologia

Por Andréia Silveira, colaboradora do site SeguroViagem.org

Muitas mulheres ainda continuam na luta para ter o direito de igualdade, mas pode-se dizer que daqui a pouco elas irão liderar o mundo. Coisas que antes eram incomuns de serem feitas por mulheres, hoje em dia elas estão dominando e desempenhando um papel melhor do que muitos homens. Com isso, estão tomando conta do mercado de trabalho.

Um dos ramos que vem se abrangendo entre as mulheres é o da tecnologia que, segundo uma pesquisa feita pelo Linkedin no ano passado, mostra que a lideranças das mulheres aumentou cerca de 18% do ano de 2008 até o ano 2016.

Mas infelizmente esse número não é o suficiente para acabar com a desigualdade e fazer com que a mulher seja reconhecida nesse ramo. É por isso que algumas tomaram a iniciativa de incentivar outras a ingressar neste mercado de tecnologia sem medo da exclusão e mostrando que essa pode ser uma área para todos.

Iniciativas que mostram que lugar de mulher é na tecnologia

  1. Criando games

Uma pesquisa no Brasil feita em 2017 revelou que as mulheres são as que mais jogam vídeo game, sendo 56,6% dos jogadores do sexo feminino. Aproveitando o embalo, Ariane Parra desenvolveu o WomenUp Games, uma organização que ajuda na inclusão de mulheres no universo dos games através de desenvolvimentos de games, palestras, campeonatos femininos e eventos corporativos.

2.Programação para mulheres

Por sentir muita dificuldade de ingressar na área de programação, foram criadas diversas iniciativas para que as mulheres pudessem ter acesso ao curso. Entre essas iniciativas, o PrograMaria é uma das que oferece eventos, oficinas e cursos de formação técnica voltado para as mulheres. Esse projeto contribuiu com a formação de cerca de 90 mulheres.

  1. Empresas femininas

Existem hoje no mercado da tecnologia empresas técnicas com equipes formadas apenas por mulheres capacitadas que empenham as mesmas funções que os homens na mesma área. Desde o cargo mais elevado até o cargo mais baixo, apenas mulheres compõem a equipe, seja em empresas de games, manutenção de computadores, máquinas ou até mesmo manutenção de equipamentos em fábricas.

Isso faz com que as mulheres percam o medo e o receio de se ingressar nesse mercado, quebrandoo tabu de que tecnologia é somente para homens. Até porque isso nunca foi verdade, já que na primeira turma de computação do IME no ano de 1974, 70% dos alunos eram do sexo feminino.

  1. Aplicativos para celular

Embora as mulheres sejam a minoria na área da tecnologia, algumas já criaram apps de sucesso. Entre os aplicativos que foram desenvolvidos por elas, um dos que estão entre os mais listados pelo Google Play é o CastBox.

Esse aplicativo foi criado por Wang Xiaoyu que sempre curtiu ouvir música em sua viagem ao trabalho, passeios, entre outros. Porém, ela sentiu falta de ter um app que pudesse reunir todas as produções, de forma personalizada e compatível com todos os idiomas.

Ao perceber essa necessidade de poder ouvir música na viagem, ela desenvolveu o CastBox. Esse app conseguiu alcançar mais de 13 milhões de ouvintes e hoje a plataforma conta com podcasts em 70 idiomas.

  1. Blog redes sociais

Uma estudante da Tecnologia da Computação resolveu fazer um blog quando se deu conta de que não aguentava mais os preconceitos que sofria nas salas de aulas da faculdade por ser a única mulher da turma. Além de ter que ouvir comentários do tipo “Ela está de TPM” ou “Só tirou nota boa porque é a única mulher aqui”, Camila sofria com total exclusão dos trabalhos em grupo.

Assim que começou a desabafar em seu blog, logo encontrou outras mulheres que estavam passando por situações parecidas. Com isso, Camila chegou a receber um convite de formatura no qual se encontrava escrito “Sem o seu blog eu não teria conseguido me formar na faculdade”. O seu blog fez com que muitas mulheres não desistem de seus empregos e estudos por conta do preconceito.

Outras mulheres utilizam também redes sociais para se manifestarem contra esse desrespeito e para encorajar todas as mulheres a superar essa situação sem se diminuir e muito menos desistir.

Linux: o que é e como funciona

Por Viviane Soares: Analista de Treinamento na HostGator

 

Quando falamos em Sistema Operacional, a primeira imagem que surge na cabeça das pessoas é Windows, da Microsoft e Mac OS, da Apple. Porém, existem diferentes tipos de sistemas operacionais que também possibilitam a execução de programas em um computador e outros dispositivos e podem ser perfeitos para o que você procura.

S.O, ou se preferir, Sistema Operacional, é o gerenciador de funcionamento do seu computador. É ele quem faz a comunicação entre o hardware e o software, gerando assim as ações do seu computador.  Quando você digita no seu teclado e a informação aparece em sua tela, é o Sistema Operacional que está intermediando esta ação. Para simplificar, é ele que gere o funcionamento da sua máquina.

Existem muitos tipos de S.O. e eles são utilizados de acordo com necessidades específicas, com o tipo de hardware e/ou com a finalidade do uso.

O Windows se tornou o sistema operacional para computadores mais popular do mundo, mas desta vez vamos falar sobre as características do Linux: o mais querido no quesito adaptabilidade.

 

S.O. Linux

Quando falamos que o S.O. é Linux, já começamos cometendo um equívoco, pois na verdade, o que define um S.O. é o conjunto GNU/Linux.

Por ser o sistema Linux mais tradicional, este debate é comum nas redes. Muitas pessoas acabam utilizando o nome Linux de maneira mais ampla e não só para se referir aos sistemas GNU/Linux, embora ele também faça parte de outros sistemas como Android, LG web OS, sistemas Linux embutido entre outros.

Basicamente, Linux é o núcleo do sistema e todos os softwares que o acompanham fazem parte do projeto GNU. Se você quiser saber mais informações sobre GNU, este conteúdo explica parte da história da rede.

 

Como tudo começou

A ideia da comunidade GNU, liderada por Richard Stallman, era oferecer um software livre para que todos tivessem acesso sem custo e que ao mesmo tempo oferecesse grande adaptabilidade.

Durante alguns anos, muitas pessoas trabalharam no desenvolvimento de softwares e aplicações seguindo esta filosofia de liberdade. E quando citamos liberdade, não é só pelo valor, mas sim por permitir a abertura do código fonte, possibilitando o estudo do código, modificações e alimentação da troca de conhecimento dentro da comunidade.

Em 1991, Linus Torvalds divulgou o que seria o Kernel: o coração do sistema, responsável pela comunicação entre os softwares e o hardware. Depois de unificado o GNU e o Linux, a ideia de S.O. estava completa.

Ok, entendemos um pouco da origem do sistema e sua filosofia, mas você deve estar se perguntando: onde isto é utilizado? A melhor notícia é: em tudo! Lembra que falamos sobre a filosofia de liberdade? Graças a ela, hoje o sistema já possui diversas distribuições.

 

Distribuições no S.O.

Como as modificações são livres, as mudanças começaram a acontecer: muitas comunidades virtuais foram se agrupando para alimentar o sistema de acordo com suas preferências e nos softwares mais utilizados.

Assim como os sabores de sorvete, as distribuições começaram a se difundir e pessoas que gostavam mais de trabalhar com certos programas e funcionalidades, começaram a agrupar e aprimorar o desenvolvimento desses softwares. Desta maneira, cada distribuição possui a mesma base inicial, um Kernel e um conjunto de softwares GNU, mas com experiências agrupadas de maneiras diferentes.

Devido a isso, existem versões que não possuem interface gráfica e outras que possuem interface dinâmica e intuitiva, com conjuntos de programas e aplicações para programação e desenvolvimento, para gerenciamento de multiusuários, dentre outros. Ubuntu, Debian, openSUSE, Elementary OS são algumas que você já deve ter ouvido falar.

Com toda essa versatilidade, os sistemas GNU/Linux continuam ganhando um leque de aplicações, apesar de sempre ser necessário lembrar que há distribuições indicadas para cada tipo de uso.

 

Entendendo o S.O. GNU/Linux

Os sistemas operacionais GNU/Linux são conhecidos como os mais seguros, pois contam com um sistema de gerenciamento de arquivos FHS (padrão para sistema de arquivos hierárquico), além de gerenciamento de usuários e permissões.

Tudo isso faz com que a estrutura mantenha a sua integridade, já que somente o usuário root tem privilégio para acessá-la. O root é o gerenciador geral do sistema, então o mais indicado é nunca usá-lo como usuário e sim criar um usuário comum para o uso diário.

Também devemos considerar que, devido a grande existência de comunidades de desenvolvedores e entusiastas, as atualizações são constantes e trazem melhorias contínuas. Sempre que é descoberta alguma vulnerabilidade, a mesma é rapidamente tratada e corrigida dentro das comunidades.

 

Quem pode utilizar o GNU/Linux?

A resposta é simples: toda internet! Basicamente, quase todos os sites que você acessa estão hospedados em servidores GNU/Linux e o seu provedor de internet também o utiliza. Na sua faculdade é bem provável que os computadores tenham GNU/Linux como parte do sistema e se o seu celular for Android, ele também possui em sua base o Kernel.

Isso é só uma breve amostra de todas as funcionalidades disponíveis, mas existem muitas outras que vale a pena pesquisar.  Espero ter te ajudado e despertado seu interesse pelo assunto.

Saiba que a área de atuação com plataformas GNU/Linux é muito vasta, portanto não deixe de procurar conhecimento e buscar aprimorá-lo sempre. Desta maneira, você poderá ter um diferencial que irá agregar muito valor a sua carreira.

Até a próxima!