O que te faz escolher um emprego? E as mulheres?

Se os Estados Unidos são, em teoria, o destino de sonho do brasileiro que decide emigrar, o profissional de TI no Brasil demonstra menos interesse no mercado americano do que outros. Pesquisa realizada pela Landing.jobs com especialistas em tecnologia do país mostra que os profissionais da área têm mais interesse em trocar o Brasil pelo Reino Unido, em seguida Portugal, e só depois Estados Unidos.

A pesquisa envolveu 570 profissionais de tecnologia brasileiros. Embora 62% afirmem estar satisfeitos com o próprio trabalho, 65% acham que as oportunidades no mercado de TI no Brasil são muitas, mas não são boas. Quando se olha apenas para as mulheres que responderam à pesquisa, o nível de satisfação com o trabalho aumenta um pouco: 72% declaram estar satisfeitas com o atual trabalho, contra 28% que não estão. O motivo mais apontado para a insatisfação é o ambiente de trabalho.

Questionadas sobre qual aspecto tem maior peso na escolha de um emprego, as mulheres colocam oportunidades de aprendizado; função e responsabilidade, e oportunidades de crescimento à frente da remuneração. O tamanho da empresa é o fato de menor peso para a escolha de um emprego, segundo as profissionais que responderam à pesquisa.

Em relação à formação da profissional de TI do Brasil, na pesquisa predomina a graduação: 83,2% declaram ter curso superior. Pouco mais de 7% das mulheres pesquisadas tem especialização (mestrado ou doutorado). A soma das profissionais de nível técnico e das que se declaram autodidatas responde por 9,6% do universo da pesquisa.

Dos profissionais que fizeram parte da pesquisa, 48% ganha entre R$ 2 mil e R$ 6 mil; 12% ganha mais de R$ 10 mil. 11% ganha até R$ 2 mil. Mais de 75% recebem benefícios além do salário, sendo Plano de saúde, plano odontológico e auxílio refeição são os mais frequentes.

A proporção do nível salarial varia um bocado quando se olha apenas para o universo feminino da pesquisa. São 25,8% as que declaram receber até R$ 2.000 e apenas 6,5% afirma receber salário bruto acima de R$ 10.000.

76,9% dos profissionais pós-graduados têm salários superiores a R$ 6 mil.

Melhor qualidade de vida é a principal motivação para profissionais de TI saírem do Brasil, independente da idade e do salário atual.

A remuneração ficou classificada apenas como o oitavo fator mais valorizado pelos profissionais de TI brasileiros.

Profissionais de todas as faixas etárias dão muita importância a flexibilidade de horários e trabalho remoto.

A pesquisa da Landing.jobs sobre o mercado de TI no Brasil foi realizada em setembro de 2015 por questionário online com 570 profissionais brasileiros cadastrados na nossa plataforma. Desse universo, 7,4% são mulheres.

Dados sobre o universo feminino da pesquisa

Faixa etária:

Entre 18 e 25 anos – 31%

Entre 26 e 35 anos – 52,3%

Entre 36 e 45 anos – 16,7%

Educação:

Nível técnico – 4,8%

Nível superior – 83,2%

Mestrado – 4,8%

Doutorado – 2,4%

Autodidata – 4,8%

Nível salarial:

Até R$ 2.000 – 25,8%

Entre R$ 2.001 e R$ 4.000 – 19,4%

Entre R$ 4.001 e R$ 6.000 – 22,6%

Entre R$ 6.001 e R$ 8.000 – 16,1%

Entre R$ 8.001 e R$ 10.000 – 9,6%

Entre R$ 10.001 e R$ 15.000 – 6,5%

Mais de R$ 15.000 – 0

Satisfação com o trabalho

Sim – 72%

Não – 28%

A razão de insatisfação mais apontada é o ambiente de trabalho

Percepção do mercado de TI no Brasil hoje:

Quase não há vagas – 7,1%

Tem poucas vagas, mas boas – 9,5%

Tem muitas vagas, mas não são boas – 61,9%

Tem muitas e boas vagas – 14,4%

Não sei opinar – 7,1%

Em que país gostaria de morar e trabalhar*

Reino Unido – 83,3%

Portugal – 81%

Estados Unidos – 78,6%

Holanda – 73,9%

Espanha – 47,6%

França – 47,6%

Alemanha – 42,9%

Fatores mais valorizados na busca de trabalho*

Oportunidades de aprendizado – 95,2%

Função e responsabilidade – 92,8%

Oportunidades de crescimento – 92,8%

Remuneração – 85,8%

Ambiente de trabalho – 85,7%

Liderança e equipe – 85,7%

Desafio – 83,3%

Cultura e visão – 76,2%

Flexibilidade de horários e trabalho remoto – 61,9%

Escritório e localização – 59,4%

Tamanho da empresa – 21,5%

Tamanho da empresa em que tem interesse em trabalhar*

Empresa de grande dimensão (mais de 200 profissionais de TI) – 57,2%

Empresa de média dimensão (entre 50 e 200 profissionais de TI) – 59,5%

Empresa de pequena dimensão (até 50 profissionais de TI) – 50%

Startup – 54,7%

* As porcentagens indicam quem marcou os níveis máximos de interesse

Interessante, né!?

Mas e aí? O que te faz escolher um emprego? Deixa aqui nos comentários!

beeeijos!

As meninas que fazem história na Engenharia mais inovadora do Brasil

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Nós estivemos no Insper e descobrimos que eles recebem muitas dúvidas de jovens que estão se preparando para o vestibular nessa época do ano. Uma delas chamou a nossa atenção:

Sou menina, escolhi fazer Engenharia, mas meus amigos dizem que não é curso para mulher. Será que eu vou conseguir conquistar o meu espaço nesse universo tão masculino?

Ninguém melhor para responder essa pergunta do que as alunas de Engenharia. Elas ainda são minoria na primeira turma, mas demonstram segurança ao afirmar que, sim, o espaço está garantido para mulheres na Engenharia.

Batemos um papo com a Gabriela, Rachel Maria, Bruna, Carolina, Rachel e Daniela sobre o momento em que decidiram pela Engenharia e as impressões sobre os semestres iniciais do curso. E ao serem questionadas sobre como tudo começou, todas concordam que a paixão por exatas foi responsável pela escolha.  “Além de gostar muito de matemática, tive contato com robótica, programação e automação na escola, então decidi optar pela Mecatrônica. E estou amando”, conta Bruna.

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A Gabriela conta que logo no primeiro semestre, na disciplina de Grandes Desafios da Engenharia, o cálculo estava associado à interpretação de textos e à lógica. Então até quem não tinha tanta facilidade com números conseguiu se sair bem. “E mesmo quando é cálculo puro, o professor faz a gente entender porque estamos aprendendo aquilo, de onde surgiu. Primeiro aprendemos para que serve e depois aplicamos na prática”, completa.

Rachel escolheu a Engenharia da Computação após pensar em estudar Publicidade e Propaganda para desenvolver o seu lado criativo. “O bacana aqui do Insper é que não estudamos apenas Exatas, nós podemos criar em disciplinas como Natureza do Design, que estimulam os alunos a trabalhar em equipe e liberar a criatividade”, revela.

E a estrutura do campus ajuda nesse processo criativo. É o caso do FabLab, laboratório de criação e fabricação onde as pessoas podem vivenciar um projeto desde o início com inovação e tecnologia. “Fazemos de tudo no FabLab, desde trabalhos das disciplinas como coisas pessoais. Um dos alunos da turma construiu uma guitarra de madeira durante as férias. Conseguimos usar para qualquer coisa”, conta Rachel. Tem até um Clube de Robótica que se reúne todas as quintas-feiras e profissionais que convidam os alunos para ajudar em vários projetos.

As meninas afirmam que tiveram apoio da família a amigos, mas sempre tem alguém que torce o nariz para a equação Mulheres + Engenharia. Mas elas nem ligam! “Mesmo em um ambiente cheio de homens, não sofremos preconceito. Eles respeitam muito a gente”, afirma Rachel. Quando a questão é mercado de trabalho, as meninas foram surpreendidas logo na primeira semana em um almoço com empresas que acreditaram no projeto do Insper. “Um dos doadores nos procurou perguntando por que escolhemos Engenharia. Depois que explicamos, ele disse que está à procura de mulheres na Computação. Ele acha que as mulheres são mais atentas e detalhistas.”

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O curso está chegando ao final do primeiro ano e o balanço é bem positivo. Elas recordam de dois trabalhos que mostraram o quão inovadora é a Engenharia do Insper. Um deles foi uma visita ao Zoológico de São Paulo. “Muita gente fez piada, não entendiam o que estávamos fazendo lá. Depois a gente descobriu o sentido: para criar a estrutura dos animais, parte de um projeto para o desenvolvimento de brinquedos inspirados em animais, tínhamos que ver com os nossos próprios olhos como eles se movimentavam e agiam. Foi fundamental para o sucesso do projeto”, afirma Gabriela.

Bruna relembra a atividade de teatro de sombras com engrenagem. “A gente se perguntava por que estávamos cortando papel e contando histórias. Mas essa é a junção da criatividade com a engenharia. O meu teatro era sobre o Ursinho Pooh e o Tigrão precisava pular. Eu precisava de uma engrenagem que fosse para cima e para baixo quando o eixo girasse. Ou seja: tinha que primeiro entender a lógica para depois executar. Foi ótimo”.

Para os vestibulandos que ainda estão dúvida sobre a Engenharia do Insper, as meninas dão algumas dicas. “Somos engenheiras mais práticas, nossa formação é abrangente, pois estamos preparadas para lidar com pessoas, falar em público, trabalhar em equipe e entender o usuário final”, conta Carolina. Já Gabriela reforça que escolher o Insper é apostar em um projeto inovador e diferente: “E sim, isso é muito bom!”

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“Nós, como primeira turma, compramos essa ideia. Eu não estaria mais feliz em outro lugar. Estamos tendo tudo o que um Engenheiro deve ter e muito mais”, opina Rachel. Daniela finaliza: “Engenharia vai muito além: é algo de pessoas para pessoas. É com esse ideal que queremos trabalhar”.

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Rachel Maria completa: “Fui muito bem recebida por todos, e esperamos que mais meninas percebam que a área está super aberta a elas”.

Quer fazer parte desse time? As inscrições para o vestibular estão abertas até 29 de outubro. Mais informações no site: www.insper.edu.br/vestibular/engenharia.

#GHC15: Day 3 – Robôs e Luzes

Olá pessoal,

ACABOOOOOOUUUU!!!! Sério!!!! Não existe nada mais inspirador que a Grace Hopper Conference!! Você passa a fazer parte de um grupo, você se reconhece em todo e qualquer olhar! É demais!

Enfim, inesquecível! Usei o último dia para falar com as pessoas e tentar entender como vou levar esse movimento para o Brasil! Preciso ver o número de brasileiras aumentando! Quero levar o Anita Borg Institute pra Brasil! Quem apoiar a ideia se registra no site e passa a mensagem para frente que eles vão decidir nos próximos dias as localidades que vão abrir!

Tenho 3 comentários sobre o último dia.

1º: SiliconANGLE e theCUBE: Passamos na TV!!!!! Pela TheCUBE!!!! Vai sair no Youtube e eu mostro pra vocês!!!http://siliconangle.com/blog/2015/10/16/women-of-vision-award-winner-shares-insights-ghc15/ (tô me sentindo famosa no SiliconANGLE!)

2º: Manuella Veloso e os CoBots: Ela é professora da Carnegie Melon e arrasa!!!  Ela falou de Autonomia Simbiótica, que é uma das formas que ela está estudando para viabilizar robôs andando por aí. Hoje ter um robô totalmente autônomo é muito complicado, assim como não tem ser humano que não dependa de mais ninguém! Então ela trouxe esse conceito de que quando o robô não conhece a situação ele pede ajuda para um ser humano ou outro robô! É Uma visão inovadora de autonomia. Nenhuma máquina vai conseguir fazer tudo sozinha, mesmo!!!! Elas vão interagir. Nós vivemos em sociedade. Porque as máquinas não? DEMAIS! Olhem todos os vídeo no site dela depois!

3º: iLuminate: SÉRIO! É maravilhoso o espetáculo e tivemos a honra de ver um pouquinho! Mas quem arrasa mesmo é a Miral Kotb, idealizadora do conceito do iLuminate e de TODO o sistema!!! Desde de nova vive num duelo entre ciência e arte, o pai que dançou profissionalmente no Egito e uma mãe contadora. Começou a dançar com 3 anos e a programar com 10 anos.

Formada em Ciência da Computação pela Universidade de Colúmbia, trabalhou na Bloomberg, mas queria conseguir dançar mais! Até que teve uma ideia: levar a tecnologia para a pista de dança!

Eles criaram tudo,o iLuminate ™,  tem danças e espetáculos que rodam o mundo e é também um sistema de iluminação sem fio, que faz a ponte entre coreografia e design de iluminação que já foi usado por grandes artiscas como Madonna! Como não se inspirar?

Ai ai!! Depois dessa edição não vou sossegar em quanto todas as mulheres na computação não tiverem essa experiência!

Mil beijos e até a próxima GHC!!!!