Homens e mulheres não concordam na hora de explicar porque as carreiras de TI são tão pouco atraentes para as mulheres

POST ORIGINAL:

Men and women disagree on reasons why IT is less attractive to women.

————————————————TRADUÇÃO————————————————————-

Por que há tão poucas mulheres na profissão de TI? Homens e mulheres têm respostas bem diferentes para essa resposta.

Pergunte para um cara e eles culparão a natureza nerd da TI e as falhas no sistema de ensino. Pergunte agora às mulheres, elas dirão que é uma combinação da cultura masculina em TI e a necessidade de trabalhar mais duro para ser reconhecida. Mas tem uma coisa que ambos concordam: serem poucas em uma equipe cheia de homens é um enorme impedimento.

Conduzida pelo ComputerWeekly,participaram da pesquisa 512 profissionais de tecnologia com experiência em todo o Reino Unido, dos quais 199 eram do sexo feminino e 313 do sexo masculino. Uma das conclusões é que 9 em 10 (86%) mulheres da tecnologia recomendam outra mulher para cargos similares. Mais da metade (58%) das mulheres disse que a cultura machista de equipes de TI que diminui a vontade das mulheres de trabalhar no setor. Além disso, 52% disseram que isso é devido a preocupações sobre ser a única mulher no departamento.

Em contraste, os homens vêem a imagem de nerd, associada com empregos de TI, como o maior motivo por que as mulheres fugirem das carreiras de TI. 61% dos homens acha que esta é a razão principal, enquanto as mulheres viram isso como um fator menos importante, ocupando apenas a quarta posição de uma lista de oito possíveis razões (veja a Figura 1).

Figura 1

Sheila Flavell, diretora operacional do Grupo FDM e vencedora do prêmio “Líder do Ano” da Everywoman da Cisco, disse: “Como uma mulher na área de TI, eu entendo que entrar num ambiente tão dominado pelos homens pode ser assustador, mas quando eu comecei logo ficou claro que existe uma rede de apoio para as mulheres na indústria que outros setores não oferecem.”

Harry Gooding, chefe de compromisso com o cliente em Mortimer Spinks, disse: “Estamos presos em uma situação catch-22 – as mulheres nem chegam a se candidatar para os cargos de TI devido ao pequeno número de mulheres em tais cargos.

“Grande parte do problema é a imagem. A indústria da tecnologia ainda precisa descobrir como vai fazer para atrair as mulheres trabalharem, e, rapidamente, elas descobriram como as carreiras são gratifcantes e passaram a colocá-las como primeira opção.”

Ambos os homens (92%) e mulheres (90%) que trabalham no setor de tecnologia disseram que suas carreiras são gratificantes e não têm dificuldade de encontrar empregos. No entanto, duass em cada três (65%) mulheres disseram que se sentiam discriminadas em seus empregos por causa de seu gênero.

TI: carreiras agradáveis e gratificante

Segundo a pesquisa, dentro das equipes de tecnologia apenas um em cada sete pessoas são do sexo feminino.
Ambos, homens e mulheres, querem mais diversidade dentro da indústria (ver Figura 2).

Figura 2

Dois terços dos homens (68%) e três quartos das mulheres (79%) entende que deveria haver mais mulheres nas equipes de tecnologia. No entanto, as razões pelas quais ambos gostariam de ver mais mulheres dentro de suas equipes revelou novamente uma diferença de opinião (ver Figura 3).

Figura 3

As mulheres apontam como os três principais benefícios de se ter mais mulheres, os seguintes:

  1. Comunicações melhor departamentais
  2. Melhor organizado
  3. Melhor ligação com os clientes

Já os homens apontaram os seguintes três motivos como principais:

  1. Ambiente mais criativo / inovador
  2. Um ambiente mais divertido
  3. Comunicações melhor departamentais

“Os resultados da pesquisa destacaram ainda mais que as mulheres são vitais nos papéis que desempenham atualmente na indústria de TI no Reino Unido. E os seus homólogos masculinos sabem reconhecer que o ambiente se torna mais divertido, criativo e inovador com comunicações mais claras devido as mulheres da equipe”, disse Flavell.

“Com resultados como esses, acho que é chocante que o sexo feminino represente apenas 7% do setor, precisamos fazer mais para atrair as mulheres”, acrescentou.

Empregos de TI para atrair mais mulheres no futuro

Apesar desses pontos de vista diferentes, ambos os sexos concordaram que carreiras em tecnologia se tornarão mais atraentes para as mulheres no futuro.

Flavell disse que mais precisa ser feito para incentivar isso. “A falta de mulheres decorre do currículo escolar, uma vez que não preparam os alunos com conhecimentos adequados de lógica, engenharia ou empreendedorismo. A indústria de TI, por sua vez, filtra através desde o ingresso na universidade quem atuará nesse setor”, disse ela.

“Portanto, é imperativo oferecer sessões, cursos, eventos de aprendizagem para mulheres em idade precoce, para mostrar as oportunidades excitantes e diversificado disponíveis dentro da TI.”

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Bacana a pesquisa, né!? Acho que esclarecer os motivos é primordial para podermos atuar sobre eles. Na raíz do problema.

Muito vêm sendo veio para incentivar as mulheres a se aventurar no mundo da ciência e da tecnologia. Acho que veremos num futuro próximo um avalanche de grandes mulheres na área!

beijos a todas as 7% das mulheres de TI!

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Mulheres no comando!

Nada mais justo do que um post especial pelo DIA DA MULHER! Se a google pode fazer homenagem eu também posso! rs

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Quem me conhece sabe que não sou muito apegada a datas, mas hoje repensei esse meu desapego. O dia da mulher não está entre as datas mais “cultuadas” do país, mas de alguma maneira levanta uma discussão sobre a a situação da mulher no mundo. Perdi a conta do número de matérias, notas, reportagens que vi hoje destacando a importância da mulher no mercado financeiro, na TI, na universidade…em todos os lugares, afinal estamos no comando, né mulherada!?

Foi mais ou menos isso que pensei quando li essa matéria enviada pela minha mãe, a melhor das mulheres.

“Antigamente o mundo da tecnologia era dominado por homens. Mas, para alegria das feministas, este cenário mudou – e muito. Hoje, muitas mulheres estão tomando as rédeas de grandes empresas de TI como HP, IBM, Intel e Google. No caso da HP, Meg Whitman está no comando geral e, desde janeiro, a IBM passou a ser liderada por Virginia Rometty.

De todas, Meg carrega o fardo mais pesado. A executiva, que já passou pela presidência do eBay e pelo Partido Republicano, chegou à HP com o objetivo de reestruturar a empresa após a gestão mal sucedida de Leo Apotheker. “Estamos passando por um momento crítico e precisamos renovar nossa liderança para implementarmos com sucesso nossa estratégia de negócios e aproveitarmos as oportunidades que se abrem à nossa frente”, comentou Ray Lane, presidente do Conselho de Administração da companhia durante o anúncio do nome da presidente.

Apotheker passou por alguns dilemas no comando da HP. Se a fabricante investisse no acompanhamento do crescimento da Apple – que afetou as vendas de PCs com seu iPad –, os lucros da companhia seriam inevitavelmente menores. A partir daí, não haveria muita margem para grandes resultados no curto prazo, já que o setor de PCs é altamente competitivo. Então, o executivo decidiu redirecionar a fabricante para o mundo do software e abandonar a produção de PCs. Porém, a manobra não foi bem vista pelo mercado e Leo acabou sendo substituído.

Com isso, logo no início de sua gestão, Meg foi obrigada a desfazer algumas das decisões de seu antecessor, como anunciar que a empresa iria manter sua divisão de PCs e a retomada da produção de tablets para o mercado corporativo, evitando a acirrada concorrência com o iPad. “Queremos crescer no setor de software, mas sem abandonar os computadores”, disse a CEO durante o anúncio.

As resoluções da nova presidente foram vistas com bons olhos pelos analistas. Rob Enderle, do Enderle Group, considerou a desistência do spinoff muito positiva. “Isso mostra que ela toma decisões coerentes e será difícil de ela se enganar e fazer algo estúpido. Acho que esta é mais uma prova de que fizeram bem em trazer Whitman para endireitar o navio”, concluiu.

Já Virginia Rometty assumiu o leme da IBM em situações bem mais confortáveis. O maior desafio da executiva é dar continuidade ao trabalho bem executado de seu sucessor Samuel Palmisiano, que colocou a empresa de volta à ativa. Em outubro de 2011, após 15 anos, a fabricante voltou a ser mais valiosa do que a Microsoft. A empresa superou a companhia de Bill Gates em valor de mercado e virou a quarta maior do mundo. Atualmente, o valor da IBM é de US$ 203,8 bilhões, contra US$ 203,7 bilhões da Microsoft.

Em 100 anos de história, esta foi a primeira vez que uma mulher conduz a IBM. Desde que o ex-CEO completou 60 anos e pensou em abandonar o cargo, Virginia foi citada como a pessoa mais preparada para assumir a presidência global da companhia. A executiva, que trabalha há três décadas na fabricante, ganhou notoriedade quando liderou o processo de integração com a consultoria Price Waterhouse Coopers. Uma de suas tarefas foi transformar a IBM em uma fornecedora de soluções.

“Ela é mais do que uma admirável executiva operacional”, disse Palmisano ao divulgar o nome da sucessora. “Ela traz para o cargo de CEO uma combinação única de visão, foco no cliente, implacável direção, além de paixão pelos funcionários e futuro da empresa”, concluiu.

Outras duas mulheres que merecem destaque são Deborah Conrad, da Intel, e Marissa Mayer, do Google. Apesar de ambas não estarem propriamente à frente das companhias, elas são constantemente citadas como pilares importantes dentro das empresas.

A vice-presidente e chefe do departamento de marketing da Intel se uniu à equipe em 1986 como assessora de imprensa e nunca mais saiu. Ela chegou a trabalhar na Intel da Ásia por um tempo e voltou para os Estados Unidos para liderar o “Team Apple”, uma das principais alianças da companhia. Em 2008, quando foi nomeada diretora de marketing, Deborah não se intimidou com as decisões tomadas por seus antecessores e fez mudanças drásticas que permanecem até hoje. “Algumas das coisas que estávamos fazendo eram medíocres ou simplesmente ruins”, disse Conrad em entrevista para a Advertising Age. “Foi muito libertador para todos, pois todos queríamos as mesmas coisas”, completou.

Uma das mudanças mais impactantes foi o término de uma parceria global de anos com a McCann Erickson. Deborah trocou a famosa agência de publicidade por outras empresas menores que, segundo ela, se encaixavam melhor com os planos da Intel. A executiva também foi responsável pela criação de um dos eventos de maior destaque da empresa, o “The Creators Project”. A iniciativa, que conta com a parceria da revista Vice, mostra na música, artes plásticas e filmes as novas possibilidades oferecidas pela inovação tecnológica.

O segredo da executiva para tanta coragem e criatividade é a inspiração de alguns mentores. “Eu encontro muita motivação nas pessoas com quem eu trabalho e que trabalham pra mim. Não são apenas os líderes, mas a próxima geração de profissionais que está chegando. Eles são mais destemidos e em sintonia com seus sonhos”, finalizou.

A musa do Google também compartilha das mesmas qualidades de Deborah. Marissa Mayer participou da história da empresa desde o começo e foi a primeira engenheira mulher da empresa. A executiva chegou ao Google em 1999, época em que o site ainda fazia algumas centenas de milhares de buscas por dia, e criou e desenvolveu a interface de buscas, além de ampliar o site para mais de 100 línguas. Mayer ainda ajudou a introduzir novos recursos ao buscador, incluindo a busca Instant, que permite resultados em tempo real na ferramenta da companhia.

Recentemente, ela passou de vice-presidente de Pesquisa de Produto para supervisora de serviços locais e de geolocalização, dois mercados que a companhia está focando para impulsionar as vendas. E, como se não bastasse, a engenheira também está entrando para o comitê operacional da empresa, o grupo de gerência mais antigo do Google.

O motivo do sucesso destas e de tantas outras executivas é o fato das mulheres levarem para o mundo corporativo a colaboração e sociabilidade, segundo pesquisa do departamento de Psicologia da Universidade de Hertfordshire (Reino Unido).  De acordo com a professora responsável pela pesquisa, Karen Pine, durante o estudo ela pode perceber que ter pelo menos três mulheres na diretoria fez com que as empresas superassem a concorrência em ao menos 40%, em todos os quesitos aferidos.”

fonte: Olhar Digital.

Adorei essa última estatística!

Bom, é isso…

Parabéns mulheres!

beijos!

 

Regulamentação das profissões de informática!


Como o bom e velho ditado diz: ” Antes tarde do que nunca”.
Pois é, até que enfim começou a tramitar no Senado um projeto de lei para regulamentar as profissões de analista de sistemas e de técnico de informática, além de criar o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Informática. A proposta, elaborada em 2007, obteve aprovação das comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assistência Social (CAS). O projeto agora tramita no Senado Federal. Agora só nos resta esperar, esperar…já que não existe qualquer previsão oficial de quando sairá essa decisão.

Pelo texto, poderão assumir a função de analista de sistemas os que tiverem diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ( eu eu eu!) ou Processamento de Dados e os que já exercerem a profissão por cinco anos antes da sanção da lei. No entanto, esses profissionais deverão requerer o registro nos Conselhos Regionais de Informática. À eles, recairia a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, além da emissão de laudos, relatórios e pareceres.
Quanto ao técnico em informática, a proposta determina que podem exercê-la quem fez curso técnico de informática ou de programação de computadores (em nível de ensino médio ou equivalente) e quem já tenha exercido essa profissão, comprovadamente, por pelo menos quatro anos.

Para ambas as categorias, a carga horária proposta é de 40 horas semanais, sendo que compensações e redução da jornada poderiam ser feitas por meio de acordos coletivos de trabalho. Para os profissionais com esforço repetitivo, a jornada, segundo o texto, cairia para 20 horas semanais com máximo de cinco horas diárias.

Bom, acredito que a regulamentação da profissão não deve, nem vai interferir no modelo atual empregado pelo mercado de trabalho na área de informática e também não deve, nem vai limitar esse modelo a futuras evoluções, pois assim como a tecnologia, a área de trabalho que a produz está sempre em constante evolução.
Nada mais natural certo?! Essas profissões na ordem prática já estam estabelecidas, só falta mesmo a oficialização! Vamos ficar de olho!

beijos!