POST CONVIDADO: Como estimular um ambiente criativo para os seus colaboradores

Atualmente, muito tem se falado em crise, mudanças, períodos de dificuldade e, por consequência, formas de superar esses problemas e continuar crescendo e se desenvolvendo – tema que é ainda mais relevante para empreendedores. E uma das maneiras mais eficientes e contemporâneas de se fazer isso é estimular a criatividade na sua equipe de colaboradores.

Primeiro, é preciso esclarecer o conceito que muitas pessoas têm de criatividade. Ser criativo não é, necessariamente, pensar em algo jamais imaginado antes ou ter ideias mirabolantes a toda hora. Uma das formas de criatividade mais requisitadas no ambiente profissional é a capacidade de visualizar soluções, saídas e estratégias diferentes para situações já conhecidas, como um problema recorrente ou um desejo antigo de aprimorar certos processos dentro da empresa.

As vantagens de um ambiente criativo

Como já falado anteriormente, o principal benefício de criar um ambiente que estimula e recompensa a criatividade está no alcance de soluções inovadoras, melhorias constantes e a elaboração de projetos diferenciados e estratégias que fogem do senso comum e conseguem driblar as dificuldades.

Outro ponto positivo muito forte que auxilia as empresas mais criativas é a felicidade de seus colaboradores. Ou seja: quem tem a possibilidade de arriscar, criar, pensar fora da caixa e ser reconhecido por isso – e, claro, ter um feedback construtivo ao errar – é mais feliz e realizado com o seu trabalho.

Como reflexo disso, o profissional tem um rendimento melhor. Isso é bom para os funcionários, que se sentem mais contentes com sua vida profissional, e também para o gestor, que consegue obter melhores resultados e mais lucro.

Dicas para criar um ambiente mais criativo

Algumas atitudes simples e bem práticas podem trazer grandes resultados quando o assunto é incentivar a criatividade. O mais conhecido e básico deles é organizar brainstorms periodicamente. Nessas reuniões, todos dão ideias sobre um assunto, projeto ou problema. Todos são ouvidos e valorizados, tudo visando a construção em conjunto da melhor ideia/solução.

Além disso, como gestor, é vital que você se mantenha aberto a novas ideias, propostas e sugestões, sabendo avaliá-las e dar o melhor feedback possível – seja ele negativo ou positivo. Outra ação fundamental é saber premiar e reconhecer novas ideias que deram resultado (seja com gratificações e/ou elogios), e assim incentivar que outros colaboradores também se arrisquem e procurem inovar.

Para obter resultados mais positivos, também é importante que o ambiente de trabalho seja descontraído. Negociar políticas de carga-horária, disponibilizar espaços de descanso e socialização, além de procurar atender às necessidades e preferências dos colaboradores – claro, respeitando os limites da empresa e sem extrapolar a barreira do que é realmente eficiente e necessário para que todos trabalhem melhor – são medidas que têm demonstrado influência positiva no rendimento profissional dos funcionários e dos lucros de empresas.

AUTOR:

RODRIGO

Rodrigo de Oliveira Rodrigues tem 27 anos, é graduando no curso de Ciências Atuarias pela FEA USP e atua como CEO do AcessoShop.com.br, sendo sócio da empresa desde 2004. Tem como principais hobbies reunir os amigos em volta da churrasqueira, antigomobilismo e motocross.

POST CONVIDADO: O que é WCAG? Por que é importante?

WCAG é a sigla para Web Content Accessibility Guidelines ou, no bom português, Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web. As WCAG são parte de um conjunto de recomendações que tem o intuito de tornar o conteúdo web acessível para todos os usuários, inclusive (e especialmente) para aqueles com necessidades especiais.

WCAG 1.0

As WCAG foram publicadas pela primeira vez em 5 de maio de 1999, como uma série de recomendações propostas pela Web Accessibility Initiative (W3C). A primeira versão das WCAG determinava três níveis de prioridade e quatorze diretrizes, que deveriam tornar o acessibilidade de conteúdo web mais simples para os usuários.

As Prioridades

A Prioridade 1 diz respeito a um conjunto de requerimentos que todos os desenvolvedores web precisam satisfazer. Sem que essas demandas sejam atendidas, será impossível que um ou mais grupos acessem o conteúdo. Estar de acordo com essa prioridade é descrito como A.

A Prioridade 2 é um conjunto de demandas que os desenvolvedores web deveriam satisfazer. Caso algumas delas não sejam observadas, é possível que alguns grupos tenham dificuldade para acessar o conteúdo. Estar de acordo com essa prioridade é descrito como AA ou A duplo.

A Prioridade 3, último conjunto de demandas da primeira versão do WCAG, descreve requerimentos que os desenvolvedores web podem satisfazer e que torna mais fácil o acesso ao conteúdo por alguns grupos. Estar de acordo com essa prioridade é descrito como AAA ou A triplo.

As Diretrizes

As quatorze diretrizes das WCAG 1.0 são princípios gerais de design de acessibilidade. Cada diretriz abrange um tema básico e está associada com um ou mais pontos-chave, que descrevem como sua aplicação pode ser feita em páginas da internet. São elas:

  • Diretriz 1: fornecer alternativas equivalentes, tanto em conteúdo de áudio, como visual;
  • Diretriz 2: não depender apenas das cores;
  • Diretriz 3: usar linhas de marcação e CSS de maneira apropriada;
  • Diretriz 4: usar linguagem clara e natural;
  • Diretriz 5: criar tabelas que se transformam graciosamente;
  • Diretriz 6: garantir que páginas que usam novas tecnologias se transformem graciosamente;
  • Diretriz 7: garantir que o usuário tenha controle sobre mudanças de conteúdo com limite de tempo;
  • Diretriz 8: garantir acesso direto a interfaces de usuário incorporadas na página;
  • Diretriz 9: pensar num ambiente que seja independente de dispositivos;
  • Diretriz 10: soluções imediatas para o usuário;
  • Diretriz 11: usar tecnologia e diretrizes da W3C technologies;
  • Diretriz 12: fornecer informações de contextualização e orientação;
  • Diretriz 13: fornecer mecanismos intuitivos de navegação;
  • Diretriz 14: garantir que os documentos sejam claros e simples.

WCAG 2.0

Uma versão revisitada das WCAG foram publicadas em 11 de dezembro de 2008. As WCAG 2.0 consistem em doze diretrizes que estão organizadas em quatro princípios:

  • Perceptivo: os componentes de informação e interface devem se apresentados de modo que o usuário possa depreender tudo que precisa. As diretrizes de Percepção são:
    • Diretriz 1.1: os componentes de informação e interface devem ser apresentados de modo que o usuário possa depreender tudo que precisa;
    • Diretriz 1.2: fornecer alternativas para mídias baseadas em tempo;
    • Diretriz 1.3: criar conteúdo que possa ser apresentado de formas diferentes (um layout mais simples, por exemplo) sem perda de estrutura ou informação;
    • Diretriz 1.4: fazer com que o usuária possa facilmente ver e ouvir conteúdo, incluindo separação entre planos visuais na página.
  • Operacional: Os componentes de interface do usuário e navegação devem ser operacionais. As diretrizes de Operacionalização são:
    • Diretriz 2.1: fazer com que todos os recursos disponíveis possam ser acessados pelo teclado;
    • Diretriz 2.2: fornecer aos usuários tempo suficiente para usar e ler todo conteúdo;
    • Diretriz 2.3: não formatar conteúdo que possa causar convulsões;
    • Diretriz 2.4: fornecer vias que ajudem o usuário a navegar, encontrar conteúdo e determinar onde ele se encontra.
  • Intuitivo: os componentes da interface de usuário e navegação devem ser intuitivos.
    • Diretriz 3.1: elaborar conteúdo de texto que seja claro que objetivo;
    • Diretriz 3.2: construir páginas de internet que operem de maneira previsível;
    • Diretriz 3.3: ajudar os usuários a contornarem e corrigirem erros.
  • Robustos: o conteúdo deve ser robusto o suficiente para que possa ser bem interpretado por uma grande variedade de usuários, incluindo tecnologias de assistência.
    • Diretriz 4.1: maximizar a compatibilidade para todos os usuários, tanto atuais quanto futuros, incluindo tecnologias para assistência.

Nas WCAG 2.0 ainda temos os mesmos níveis de prioridade (A, AA e AAA), como no WCAG 1.0, mas elas foram redefinidas.

As WCAG definem a maneira como a internet é pensada. Elas servem como um facilitador para acesso a conteúdo na internet, tornando-o mais popular e simples, aumentando sua penetração e eficácia. Sendo assim, é muito importante para quem trabalha produzindo conteúdo voltado para um usuário final, pois sem as diretrizes propostas pela W3C a internet seria uma colcha de retalhos, muitas vezes não clara para todos e exclusiva para pessoas que não possuem necessidades especiais.

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RODRIGO

Rodrigo de Oliveira Rodrigues tem 27 anos, é graduando no curso de Ciências Atuarias pela FEA USP e atua como CEO do AcessoShop.com.br, sendo sócio da empresa desde 2004. Tem como principais hobbies reunir os amigos em volta da churrasqueira, antigomobilismo e motocross.