A febre dos aplicativos!

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O celular a muito tempo já deixou de ser um celular, certo!? Quase todos têm câmera, tocam música e rádio, acessam a internet, têm GPS, sensores de movimento e touch….quando parecia que todos os limites do hardware tinham sido alcançados, o que mais ele poderia ter? Para onde iriamos?  “APLICATIVOS”, decidiu a

Apple quando lançou a App Store em 2008  e criou o que viria a se tornar o principal ambiente de inovação atualmente. Observação: já faz 5 anos desde o primeiro iPhone, foi lançado em 2007. Tamo ficando véio!

A ideia de programas no celular não era nova, já tinhamos os executivos e seus Palms com Word e Excel. A grande sacada da Apple foi  perceber que as pessoas poderiam fazer muito mais com o telefone móvel se ela abrisse o seu sistema a outras empresas desenvolvedores para que elas também pudessem criar!

Hoje, os aplicativos são vistos como a internet há pouco mais de uma década. As startups mais promissoras, como o Foursquare, Instagram, Flipboard e Rovio (que faz o game “Angry Birds”), surgiram criando novas funcionalidades para o celular.

E tem espaço para infinitas outras. Estima-se que a venda de aplicativos contabilize US$ 15 bilhões neste ano! Não é a toa que as vendas de smartphones, como o iPhone, também só decolam. Em 2011, foram vendidos cerca de 300 milhões no mundo — mais da metade deles,iPhones, Androids e BlackBerrys – um número 72% maior do que no ano anterior. E em 2012 alguém duvida que esse número vai subir ainda mais!?

A aposta da Apple nos aplicativos — repetida no iPad — tem sido um dos responsáveis pelo seu crescimento impressionante Só de janeiro a março de 2011, ela vendeu 4,69 milhões de iPads e 18,65 milhões de iPhones (117% a mais do que no mesmo período de 2010), E agora só pra deixar vocês com invejinha…sabe quanto as vendas desses aparelhos renderam à empresa de Steve Jobs??? US$ 24,67 bilhões!

É isso! Essa é a bola da vez no que diz respeito a dispositivos movéis!

beijos a todos que ficaram morrendo de vonte de fazer uma app milionária! HAHAHAHA

iPad X Livro didático

Muitos entusiastas apontam o recém-anunciado iPad como a salvação para armazenar todos os livros que alguém precisa! Será que isso também pode ser aplicado a realidade escolar e armazenar todos os livros didáticos de que um aluno precisa? Sua tela colorida sensível ao toque, o vídeo interativo e o teclado virtual são bastante tentadores aos jovens usuários não!? Nesse quesito beeeeeeem superior ao monocrômico Kindle da Amazon.

A Apple nada revelou sobre seus planos no segmento de livros didáticos, porém visando esse mercado a Hewlett-Packard e a Dell anunciaram também que vão produzir computadores portáteis do tipo tablet. Além disso, correm rumores de que a Microsoft estaria desenvolvendo um modelo de tela dupla. (a Microsoft sempre querendo disfarçar que é a maior plagiadora do universo!)

Já não é pequeno o número de estudantes que usam notebooks, ou seu irmãozinho mais novo, o netbook, para ter todos os livros didáticos a um clique, sendo assim alguns especialistas preveem que em aproximadamente dez anos, a maioria (ou seja mais de 50%, previsão ousada, sejamos sinceros, afinal, segundo o IBGE 79% da população NUNCA acessou a Internet, em compensação mais de 10% dos adultos nos EUA já têm um leitor eletrônico!AAAH não sei mais o que pensar!) dos alunos do ensino superior — e muitos alunos do ensino fundamental e médio — recorrerão a um aparelho eletrônico, em vez de livros de papel, quando tiverem de ler algum material de estudo. UHUlll chega de lutar por livros mofados na biblioteca!!! Pena qe não é tão fácil assim…isso terá um grande impacto sobre alunos e professores, sem falar do negócio de livros didáticos, que hoje movimenta US$ 9,9 bilhões.

Diante dessa previsão uma pergunta surge: isso é viável economicamente? Praticamente toda indústria — das agências de viagens aos jornais — que migraram para o modelo digital tiveram quedas bruscas de lucros, e houve até quem falisse. “As editoras de livros didáticos sabem que seu modelo atual está condenado”, diz Peter S. Fader, diretor adjunto do Projeto de Mídia Interativo da Wharton Interactive Media Initiative. Eric Bradlow, também diretor adjunto do WIMI, acrescenta: “Não se trata da morte pura e simples do modelo destruidor de árvores. O fato é que o monopólio das editoras vai diminuir.” Como os custos de produção devem baixar, “as forças do mercado deverão pressionar igualmente pela redução dos preços”.

Acredito que novos modelos de publicação e publicidade para as editoras como anúncios objetivos e cupons eletrônicos serão criados e bem recebidos pelo mercado porém não será uma missão fácil se reencaixar em um mercado assim. Muitas ficarão pelo caminho.

E não é que as editoras já começaram a se mexer. Transcorridos alguns dias desde o anúncio do iPad, um grupo formado pelas principais editoras de livros didáticos dos EUA informou que passaria a utilizar uma tecnologia desenvolvida pela ScrollMotion, empresa nova-iorquina de tecnologia de conteúdo, para transferir livros didáticos para o iPad. E já no final de fevereiro, a Macmillan, da McGraw-Hill, divulgou o lançamento de um novo selo de livros eletrônicos, o DynamicBooks, que permitirá aos professores criarem um livro didático próprio utilizando material de sua autoria e outros desenvolvidos pela Macmillan. “Basicamente, o professor entra no site, acessa a ferramenta autoral e, ao visualizar o conteúdo, faz as modificações que julgar necessárias”, disse ao New York Times Brian Napack, presidente da Macmillan. “Nós nem sequer monitoramos essa interferência.” Viu como os mais espertinhos vão dar um jeitinho?!

Educadores e editoras preveem também que o livro didático eletrônico deverá mudar a forma como os professores ensinam, como os alunos aprendem e a maneira como as editoras vendem seu conteúdo, e isso sempre de maneiras inesperadas. Contudo, embora os estudantes contem de antemão com custos menores e mochilas mais leves, os professores andam preocupados, afinal não se sabe ao certo se os estudantes estão prontos para se debruçar sobre um livro didático eletrônico. Como observou Stephen Kobrin, editor da Wharton School Publishing (WSP), “todos os nossos pacotes de cursos [coleções personalizadas de material de leitura para os vários cursos] são digitalizados. Quando peço aos alunos que leiam esse material, eles me dizem que o imprimem” (eu faço isso na maioria das vezes). Kobrin estima que, atualmente, de 4% a 5% do negócio da WSP seja digital.

Quem ainda não se convenceu da importância da discussão quero lembrar mais uma coisinha: os leitores eletrônicos já sacudiram o mercado de livros de ficção e não-ficção. Esses livros responderam por US$ 8,1 bilhões das vendas nos EUA em 2008, conforme o mais recente relatório da área de publicações. A Forrester Research estima que os amantes dos livros compraram cerca de três milhões de leitores eletrônicos no ano passado. Esses aparelhos atraíram alguns dos melhores clientes da indústria do livro, que lamentam o desaparecimento das livrarias, mas aprovam a ideia de títulos a US$ 10 disponíveis para download a seu critério e que dispensam a busca em prateleiras lotadas.

Muitas coisas mudarão, não sei ao certo se para melhor ou pior, mas a primeira coisa que vem a minha cabeça quando penso sobre isso é que será muuuuito mais fácil criar livros didáticos personalizado para cada turma e curso, não será mais necessário andar com um livro inteiro por causa de dois ou três capítulos, não sei como ficará a parte burocrática de tudo isso, mas…que, para nós estudantes vai melhora, isso vai!

beijos!

Pense duas vezes antes de comprar seu IPhone ou IPad.

A manchete em questão era: “Usuários de iPhone e iPad processam Apple”

E o motivo do processo era: INVASÃO DE PRIVACIDADE.

Esses usuários alegam que certos aplicativos repassavam informações pessoais a anunciantes sem consentimento prévio, de acordo com os documentos judiciais. No processo de causa coletiva, apresentado a um tribunal federal na Califórnia, eles solicitam que seja proibido esse tipo de repasse de informação sem consentimento e sem remuneração.

E a Apple não foi a única acusada no processo, foram citados ainda os fabricantes de aplicativos populares como Textplus4, Paper Toss, Weather Channel, Dictionary.com, Talking Tom Cat e Pumpkin Maker. E “nenhum dos acusados informou devidamente os queixosos quanto às suas práticas, e nenhum obteve o consentimento deles para essas ações,” afirma a petição apresentada em 23 de dezembro. Acho que o negócio está ficando feio pro lado deles…

Nem é tão surpreendente que empresas queiram os dados da Apple, vai!? Afinal quantas empresas vendem em três meses (terceiro trimestre de 2009), cerca de 77 mil unidades de um produto em um unico país ( Brasil )? Isso sem contar as vendas não-oficiais, que nos sabemos não são poucas! A Apple conseguiu e, portanto,  merece reconhecimento, não acham? É por isso que o número único de identificação que a Apple designa para seus aparelhos se tornou um recurso atraente para anunciantes externos que desejem rastrear de maneira confiável as atividades on-line dos usuários de aparelhos móveis, segundo o processo.

Em abril, a Apple alterou seu contrato-padrão com criadores de aplicativos, proibindo o envio de informações a terceiros, com exceção daquelas consideradas diretamente necessárias à funcionalidade dos programas. No entanto, o processo alega que a Apple não tomou medidas para implementar essa mudança na prática ou fiscalizá-la de maneira significativa, em decorrência de críticas dos grupos publicitários.

Vale lembrar que no mês passado, o Facebook anunciou que alguns de seus aplicativos violavam as normas do serviço de redes sociais quanto à transmissão de informações sobre os usuários, e prometeu resolver o problema. Pois é, ninguém está imune! 

Visto isso e o, já nem tão recente, domínio da Internet, em 16 de dezembro, um grupo que lida com política de Internet, do Departamento de Comércio norte-americano, afirmou em relatório que criaria uma divisão de proteção da privacidade e desenvolveria um código de adesão voluntária para as empresas de dados e os anunciantes que rastreiam o comportamento de usuários da Internet. Já estava em tempo!

beijos!