Marketing/Propaganda na Web.

A internet vem crescendo com bastante consistência e isso não é novidade. Eu posso dizer que mesmo com apenas 20 anos senti isso na pele. No meu ensino fundamental ainda fazia pesquisas na enciclopédia conhecer e pedia pra mamãe ir tirar xerox de páginas para poder usá-las em pesquisas e afins. Hoje ninguém mais faz isso!

A importância da web como veículo de divulgação e publicidade é imensurável. As novas “redes sociais virtuais”, como sites de relacionamento, blogs, fotologs, videologs e etc. possuem papel de protagonista dentro deste contexto.
Beleza e porque eu estou falando disso?

Estava preparando uma apresentação sobre o tema para um seminário na faculdade e fiquei bastante impressionada com os números. Já tinha sentido na pele os efeitos do marketing na web, mas nunca tinha parado para observar a magnitude dos números. Vamos a alguns fatos:

  • Importância: as campanhas no universo virtual que são apresentadas nas redes sociais têm impactado maior do que as que estão nos sites das próprias empresas anunciantes.
  • Influência: anúncios em sites de buscas e banners são os mais influentes.
  • Números: uma pesquisa realizada pela Deloitte/Harrison Group detectou que 80% dos entrevistados já conheceram um novo produto através da internet, 73% já compraram por causa de recomendações de outros usuários enquanto navegavam e 61% já recomendaram uma compra a outros internautas.
  • Custo reduzido: uma importante vantagem para o anunciante é o custo,que pode ser mais reduzido em relação às outras mídias,como TV e impressos.
  • Contextualização: dependendo do objetivo da campanha,anunciar em sites especializados pode trazer maior retorno ao investimento.Por exemplo,automóveis e acessórios em sites especializados competem com bons resultados obtidos em classificados de jornais e anúncios de televisão.
  • Internet está roubando”público das revistas,jornais e TV.
  • Segmentação e métricas.Justamente um grande benefício da publicidade na web é a segmentação,junto com a mensuração de resultados,que permitem acompanhar o comportamento do consumidor do momento da exposição à campanha até o clique final da transação. Métricas ajudam a mudar o que não está dando certo.Ferramentas essenciais como adservers fazem as métricas dos cliques em anúncios e número de impressões)e web analytics métricas para o acesso ao site e movimentos dos visitantes)podem avaliar se uma determinada peça ou veículo está gerando o resultado desejado durante o processo.

  • Alcance fragmentado:apesar dos números expressivos,a tendência de campanhas funcionarem melhor quando contextualizadas esbarram na dificuldade de atingir públicos dispersos em números e diferentes destinos,com pouca padronização para exibir propaganda.
  • A publicidade na internet ainda não superou a importância das mídias tradicionais, como a TV e as revistas, mas é o veículo que mais cresce em relevância, já superou o jornal por exemplo.

Decididamente, a internet vem aumentando o seu poder de influência e tornando-se cada vez mais estratégica para as campanhas publicitárias. Quem não tem um site, um blog, um perfil no facebook, um e-mail?

beijos!

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Hoje é segunda-feira que por definição é um dia chato e cheio de sono! Essa está particularmente boa pra mim! ;D

Mas tentando tornar essa segunda mais engraçadinha, aí vai uma tirinha…

beijos!

PS.: Perdão, aos que entenderam, pela piada horrível do título! HAHAHAHAHA

Como será que a Era das informações imediatas afeta o nosso cérebro?

Não sei se vocês leram, mas a revista Veja dessa semana trouxe uma reportagem que levantou essa questão. O foco da reportagem era sobre como o gigante Google afetava nossa memória e a forma como processamos o conhecimento. Achei muito interessante e por isso vou comentar alguns tópicos aqui com vocês.

O primeiro ponto que é levantado pela reportagem é a evidente troca da leitura em profundidade pela informação em massa oferecida pelos sites de busca, notícias rápidas, blogs (Oopsss!) e redes de relacionamento. Sendo assim a memória perdeu sua relevância – pra que puxar pela cabeça se essas informações estam ali disponíveis a um clique!? – EEEee nosso cérebro se tornou um dispositivo obsoleto! Já temos dispositivos bem mais potentes.

Mas como cérebro não é burro (que frase estranha!), uma recente pesquisa da Universidade de Columbia, mostrou que todos os seus 100 bilhões de neurônios estam se adaptando rapidamente a tudo isso. Não nos preocupamos mais em em reter a informação em si, mas sim o local em que se encontra na rede. É como se a Internet tivesse se tornado uma memória externa. Betsy Sparrow, diretora da pesquisa explica: “Desenvolvemos uma relação de simbiose com as ferramentas do nosso computador, da mesma forma que com as pessoas da nossa família.”

Outra explicação bastante interessante trazida pela reportagem é o fato de o cérebro se desenvolve através de estímulos. Então quanto mais desafiadores e complexos eles forem, mais humanamente melhor o cérebro fica. E por definição, essa corrida pela perfeição só termina com a morte. Com todas essas mudanças na obtenção de informação acabaram por facilitar o trabalho dele. Ele acaba se tornando mais preguiçoso, menos ávido pelo aperfeiçoamento.

O maior medo desses pesquisadores é de estarmos transformando os seres humanos em terminais de informação e não agentes capazes de processar informação e produzir conhecimento através do raciocínio e da memória. E um estudo da University College London mostrou que esse “estilo Google” de assimilar conhecimento já se disseminou até mesmo no ambiente acadêmico. Esse estudo mapeou os hábitos dos usuários de dois sites com grande audiência entre os universitários: o British Library e o de uma associação das instituições de ensino inglesas. Eles trazem e-books, artigos e pesquisas. E sabe que o que a pesquisa mostrou?! Que a maioria esmagadora acessava muitos itens do conteúdo, mas apenas duas ou três páginas de cada um deles. O padrão é pular rapidamente de um artigo para outro, de um livro pra outro. Isso constitui, o já conhecido, power browsing (em português, navegação mecânica).

O que sobra disso tudo? Na minha cabeça ainda resta uma pergunta: Tudo isso é bom ou ruim? Afinal, podemos achar que a internet trouxe um sedentarismo que por desventura pode vir a atrofiar nossa mais curiosa máquina ou um conforto sem igual para o acesso a quase todo conhecimento já produzido pelos seres humanos nesse milhare de anos. Como era de se esperar, afinal uma pergunta como essa não tem uma resposta fácil, a pesquisadora na sua publicação final não deu respostas exatas, mas sim abriu um precedente para muitas (põe muitas nisso!) novas pesquisas que devem se seguir. Abriu-se uma linha de pesquisa completamente nova.

Vamos agora para o outro lado…sabe o que os céticos dessas teorias dizem? Que toda essa desconfiança com novas tecnologias já apareceu diversas vezes na hitória. Por exemplo quando a escrita se popularizou e Sócrates achou que a mente se tornaria preguiçosa e a memória seria prejudicada. Ou ainda quando a imprensa de Gutenberg, no sécul XV, foi acusada de promover a preguiça mental por facilitar muito o acesso a informação. No entanto, estudos mostram que tudo isso só potencializou a capacidade cognitiva do ser humano, principalmente pela facilidade de troca de informação entre mais gente. E nisso a gente não pode negar que a internet é a mestra das mestras! Do alto dos meus 19 anos de otimismo concordo com os céticos, mas nem por isso acho que devemos parar de pesquisar sobre todas essas mudanças! Assim não tem erro!

beijos!