Novidade da vez: BIOCHIPS.

Inaugurando 2011…

Os biochips usam canais microscópicos, escavados em plástico ou vidro, para realizar análises biológicas ou químicas com uma precisão e uma velocidade que não são possíveis com os equipamentos tradicionais. Depois desse coméntário completamente técnico e difícil de ser compreendido pela maioria das pessoas (inclusive eu) queria falar um pouquinho mais sobre esses novos dispositivos…

Eles podem ser usados para realizar exames médicos, testar novos medicamentos, fazer análises de alimentos, monitoramento ambiental e até servirem como biofábricas. Já existem biochips capazes até de detectar o HIV, sequenciar DNA, detectar tipo e gravidade do câncer e simular o metabolismo de medicamentos no corpo humano tudo isso em segundos, apenas para citar alguns exemplos.

Para possibilitar tudo isso eles precisam ser conectados a computadores, previamente  preparados para receber as medições, analisá-las, compará-las com padrões e mostrar os resultados na tela, enviá-los para uma impressora ou disponibilizar as informações pela internet. Apesar de tantas tarefas, com alguns programinhas, computadores nem tão “potentes” tiram tudo isso de letra! Mesmo os telefones celulares já têm capacidade suficiente para processar as medições feitas pelos biochips, podendo ainda transmitir os dados para um laboratório central, abrindo a possibilidade de atendimento emergencial em áreas remotas. Bom, né!?  Esses dispositivos tão difundidos pelo mundo, já podem, em conjunto com um biochip adequado e sua câmera funcionar como microscópios.

Um
Este biochip capaz de fazer mais de mil reações químicas simultâneas é um bom exemplo da dificuldade de interconexão dos microdispositivos com o mundo macro. [Imagem: UCLA]

Desenvolver interfaces específicas para cada dispositivo criado é uma necessidade para que os bons resultados nos laboratórios se transformem em soluções comerciais disponíveis para a população. Visando essa comercialização, engenheiros da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma interface que promete facilitar o desenvolvimento desses dispositivos médicos ultracompactos. Eles acreditam que a interface tem potencial para se tornar uma espécie de USB dos microchips.

Os conectores, batizados pelos cientistas de Fit-to-Flow,  podem ser integrados e serem controlados pelo mesmo padrão de conexão, usado em computadores ( PCI ), sendo acionado via computador ou smartphone sempre que for necessário. Com este esquema padrão de conexão, biochips projetados para executar testes diferentes, como analisar amostras de ar, água ou de sangue, poderão ser plugados no mesmo dispositivo de manipulação de fluidos em grande escala e sendo controlados por um equipamento eletrônico padrão, seja um computador, um telefone celular ou qualquer equipamento futuro que incorpore o sistema de comunicação. Belíssima notícia, não!? Acho que nem vai demorar tanto assim para chegar as nossas mãos!

beijos!

“Bactérias ganham lógica e são programadas como computadores”

Não entendeu nada? Pois eu também não! Foi essa a manchete que eu li em um dos gadgets do iGoogle que eu normalmente só olho de relance…mas deixar passar uma manchete como essa?!

Claro que eu cliquei no link! E o que dizia o artigo, era exatamente o que eu e você imaginamos! Cientistas criaram bactérias ( da linhagem E. coli  ) que funcionam como microcomputadores biológicos e podem, portanto ser programadas! Essas bactérias receberam portas lógicas, conceito muito difundido na computação ( pra você que não tem a menor idéia do que isso significa aí vai uma definição: uma porta lógica é um circuito elementar que recebe duas entradas e fornece um resultado que depende da combinação de valores daquelas duas entradas.).

E agora a frase que mais me chamou atenção no artigo:“Nós sempre pensamos na computação como o uso de correntes eletrônicas para fazer cálculos, mas qualquer substrato pode funcionar como um computador, incluindo engrenagens, tubulações de água e… células,”. Explica o Dr. Christopher Voigt, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Genial!

Não é de hoje que vêm explorando essa intercomunicação entre a biologia e a informática. Sobre o objetivo de tudo isso disseram (me surpreendi com a resposta!) que não se quer produzir um super computador de DNA (ou bactérias agora…), por exemplo, para “competir” com o de silício (atual), querem conseguir trazer a exatidão/precisão da computação para as interações biológicas. A computação é mesmo maravilhosa não!?

Voigt afirmou ainda que, no futuro, o objetivo é ser capaz de programar as células usando uma linguagem formal semelhante às linguagens de programação atualmente usadas para escrever programas de computador.

Sendo assim a conclusão final é: assim que aparecer um curso de linguagem pra programação de bactérias eu vou fazer! Alguém mais se habilita?!  Brincadeirinha (mas é verdade). Isso pode e tenho certeza que vai ser um salto evolutivo para a medicina e claro, para toda a humanidade!`

É isso…

beijos!