Do “Eu sei” para “Eu confio”: as novas bases da educação!

Olá pessoal,

sabe o que eu fiz nesse feriado? Estudei! E foi incrível!

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Tive a chance de estar no workshop do David E. Goldberg e Mark Sommerville autores do livro A Whole New Engineer, que é leitura obrigatória para qualquer um que se interesse por educação, o nome talvez espante aqueles que não sou engenheiros ou não trabalham com isso, mas esse livro é incrível para qualquer educador! Confiem! hahahaha

Bom, foram 12hs de curso e aprendi uma infinidade de coisas, como não dava para escrever todas decidi serapara as 3 principais na minha opnião:

Professores como facilitadores e não como experts

Sempre acreditei nisso, no professor que mostra o caminho e não se coloca como a melhor e maior fonte do seu conhecimento, talvez porquê eu já tenha feito faculdade na era do MOOCs (coursera, udemy…). Enfim, depois do curso ficou ainda mais claro que o papel do professor é ser um treinador desse futuro profissional que tem que aprender a aprender, senão de nada vai adiantar a faculdade, já que nos tempos atuais tudo muda muito rápido.

Comunicação é a chave de tudo

Tive uma revelação durante o curso. Na verdade todos tiveram guiados pelos incríveis Mark e David…a base de qualquer profissão têm que ser a comunicação. Hoje nada se faz sozinho, então de que adianta eu ter uma técnica perfeita se eu não consigo me comunicar com meus colegas de projeto, meu chefe ou professor? NÃO ADIANTA NADA! E nenhuma universidade dá foco para isso! WHY? E tudo isso piora quando começamos a pensar o que um engenheiro faz e entrega no seu dia a dia…vou dar um exemplo pessoal: Eu como engenheira de software preciso saber programar, certo!? Mas a partir do momento que eu passo a trabalhar em um time, lidar com cliente eu TENHO que saber me comunicar…e agora me digam? O que é um engenheiro de software solitário em sem cliente? Entenderam?

Precisamos confiar no processo e no ser humano

Se eu não acredito no que faço, na instituição que eu estudo ou em quem está comigo na jornada não tenho nenhuma chance de ser bem sucedido. Precisamos passar a ver os estudantes como seres humanos inovadores em estado nacente…temos que confiar na capacidade de errar e aprender. Aliás precisamos começar a ver a falha como uma oportunidade bacana de aprender e nos tornar “resolvedores” de problemas mais criativos.

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Bom é isso! Bora mudar a educação no nosso país?

Mil beijos!

“Unstoppable”: continuação do “Like a Girl”

Depois do M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O “Like a Girl”, Always volta a comprar briga contra os estereótipos comuns ao gênero feminino em “Unstoppable”.

O assunto em pauta é quantas vezes as garotas entrevistadas não puderam fazer algo simplesmente porque eram meninas. O dado apresentado no filme é que 72% das meninas ouvidas pela pesquisa sentem que a sociedade as limita de alguma maneira.

Lembra a história que eu sempre conto sobre a minha vontade de entrar debaixo do carro para ver o que acontecia e sempre ter que escutar: “Vai sujar a roupa!”

Bom, e qual a conclusão do vídeo? A Always sugere que botem para quebrar, é claro. E o que nós faremos? #BORAMUDAROMUNDO!

O que uma jovem milleniun pensa sobre revolução.

Na última sexta participei de um evento bem bacana: o Creative Mornings. É um evento que rola sempre na última sexta feira do mês por todo o mundo. Todos têm o mesmo tema e rolam de manhã (vide o nome!).

Enfim, esse mês o tema era revolução e a galera do O Panda Criativo, que é quem organiza aqui por São Paulo o evento, me convidou para partipar. Fofinhos, né!? Mas por um segundo achei que eles tinham me colocado num enrascada afinal a primeira pergunta que eu tinha que responder era: O que é revolução para você?

Entrei em crise. Não tinha a menor ideia de como responder essa pergunta e ainda mais montar uma talk sobre isso e eles ainda falaram que eu era a revolução em pessoa! E eu só conseguia pensar: Como assim uma jovem cientista da computação que trabalha, estuda e faz palhaçada é uma revolucionária? Como eu na correria do dia a dia ainda tão pressa nas amarras da sociedade seria revolucionária? Não foi fácil.

Mas aí entrei numa de encontrar quais eram os 3 principais significados de revolução para mim. Acreditei que assim, talvez reconhecesse a revolucionária que existe em mim! E deu certo! Por isso estou aqui divindo isso com vocês!

Depois de muita reflexão, uma talk do Gilberto Dimenstein, um documentário da Mara Mourão, uma vergonha alheia de mim mesma, uma reunião com as mulheres mais incríveis que eu conheço, muita procrastinação, uma análise geracional e uma reviravolta na palestra na manhã do evento cheguei nesses 3 significados:

O primeiro significado veio por 2 motivos. Primeiro, sempre usei muito essa palavra no contexto do blog e da minha missão de vida pessoal que é empoderar as pessoas pela tecnologia e toda essa vontade, que se tornou missão com certeza foram uma revolução para mim. E o segundo motivo começou com uma pergunta…

Pergunta:Quem sabe qual a origem do termo EMPODERAMENTO? Euzinha aqui achava que era tradução de empowerment do inglês, certo! ERRADO! EMPODERAMENTO foi uma expressão ricamente definida por Paulo Freire, uma referência em educação internacionamente reconhecida (aliás, mais reconhecida lá fora que aqui!!!). Embora o termo EMPOWERMENT já existisse na língua inglesa, significando “dar poder” a alguém para realizar uma tarefa sem precisar da permissão de outras pessoas, o conceito de EMPODERAMENTO em português segue uma lógica diferente. Para o educador e em português significa: as pessoas, grupo ou instituição empoderada é aquela que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer. E este significado foi exportado para o termo empowerment em inglês.

[SIMMMM!!! Todo mundo que me viu esse final de semana ouviu essa história! E vai continuar ouvindo até o Brasil inteiro saber! Nunca mais vou encher a boca para falar empowerment! Nunca mais! Vou usar EMPODERAMENTO para sempre! #PauloFreireVida ]

O segundo significado veio da lembrança de um post bem antigo que um amigão fez pra mim e que me veio à tona depois da palestra da Mara Mourão sobre seu documentário: Quem se importa? Que conta um pouco sobre empreendedores sociais! Aliás, quem não viu veja!

O post do meu amigo e o documentário têm uma coisa em comum: falam sobre entusiasmo! Entusiasmo ao viver a vida, ao encarrar um problema…enfim, ter entusiasmo. Mas o ponto importante aqui é o significado da palavra entusiasmo:

“a palavra “entusiasmo” vem do grego e significa literalmente: “sopro divino” e ainda “o Deus que habita dentro”. Etimologicamente falando, também acho linda a composição da palavra Entusiasmo. Entusiasmo é composto de 2 palavras do grego en + theos, que literalmente quer dizer “em Deus”. Originalmente significava inspiração ou possessão por uma entidade divina ou pela presença de Deus. Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. Assim a pessoa entusiasmada era aquela que era possuída por um dos deuses. Ser entusiasmado é nada mais que estar CHEIO de DEUS.”

Não é lindo? Revolução é ver o mundo, a vida, os problemas com entusiasmo!

Por último, cheguei no terceiro significado e também uma consequência dos outros dois, pois se você se sente empoderado e tem entusiasmo te garanto que você não vai ficar só reclamando, vai?! : )

Contei tudo isso pra lembrar vocês só uma coisinha:

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E para terminar, acho que todo os jovens millennials são revolucionários em alguma instância. Somos o oposto dos baby boomers e achamos a geração X contraditória. Hoje a jornada é diferente! É muito mais importante curtir o caminho que simplesmente chegar ao destino final. É muito mais importante curtir sua jornada tentando fazer sua startup decolar e falir no final do que ter um plano de carreira para daqui 30 anos chegar no topo de uma multinacional. Para alguns o nome disso é inconsequência, insubordinação, impaciência. Para nós millenialos o nome disso é propósito! É REVOLUÇÃO! Para nós isso é normal, e acho que vem daí a minha grande dificuldade de me reconhecer uma revolucionária….

Aprender algo novo todo dia é meu combustível. E deve ser o seu também! Afinal idade é só um detalhe! Seres humanos precisam de uma dose de novidade todo dia! E errar é divertido. Faz parte! Precisamos entender que faz parte do processo, da REVOLUÇÃO! Nunca ninguém esteve ali e isso é o mágico da coisa. É REVOLUÇÃO!

beijos!