Millenials do Prêmio Cláudia

O que você está fazendo agora? Nesse momento! Você realmente queria estar fazendo isso? Se a resposta for “Não, mas é que eu tô no trabalho agora!” BAAAAAM! Essa resposta está errada!

Talvez seja nossa mentalidade digital, líquida e coletiva que esteja afetando os rumos do mundo. Afinal eu não estou sozinha nessa. Somos mais de 2.3 bilhões. Somos os millenials, os geração Y, somos seus novos consumidores, seus novos empregados, seus novos parceiros de negócio, somos o futuro! Me parece importante tentar entender essa nossa geração…

Somos o oposto dos baby boomers e achamos a geração X contraditória. Hoje a jornada é diferente! É muito mais importante curtir o caminho que chegar ao destino final. É muito mais importante curtir sua jornada tentando fazer sua startup decolar e falir no final do que ter um plano de carreira para só em 30 anos chegar no topo de uma multinacional. Para alguns o nome disso é inconsequência, insubordinação, impaciência. Para nós millenialos o nome disso é propósito, revolução, inovação!

Acho que é por isso que sabemos reconhecer novas oportunidades, modelos de negócio inovadores e profissões que nunca ninguém imaginou! É a nossa velocidade de conexão que dita o nosso ritmo de trabalho e não estar num escritório arrumada as 6 da manhã só porque é preciso bater cartão. E ser avesso a esse modus operandi não quer dizer que trabalhamos menos ou mal…cansamos de ficar no escritório até de madruga, levantar com o sol, mas tudo isso quando somos desafiados, quando sabemos que vamos aprender e sair daquele dia de trabalho com muito mais bagagem do que entramos!

Economia criativa, profissões inéditas, o estouro do empreendedorismo e a nova força coletiva estão dando contornos de um cenário inédito, imprevisível e maravilhoso. O longo prazo existe, mas queremos começar a gerar impacto amanhã…AGORA!

É tudo uma troca e é por isso que idade, hierarquia e processo engessados perdem o sentido para nós. O “comprometimento” profissional para nós deixou de ser uma convenção social. Ele é natural para com as experiências que realmente valem a pena! Meu trabalho e minha vida pessoal são quase a mesma coisa. Eu posso trabalhar de casa e com horário flexível porque meu trabalho vai comigo para onde eu quiser.

Aprender algo novo todo dia é nosso combustível. Precisamos de uma dose todo dia! E errar é divertido. Faz parte! Entendemos que faz parte do processo, nunca ninguém esteve ali e isso é o mágico da coisa.

E de onde eu tirei toda essa inspiração? Do prêmio Cláudia! hahahahah

Fui indicada e quase morri do coração e justamente na categoria Revelação (a dos millenials!hahahah). Mas não foi por isso que comecei a escrever. Li todas as histórias e vi que ali tinha propósito. Tinha paixão! Tinham 3 mulheres millenials…

Quem ficou curios@ para ler as histórias aí está: Prêmio Cláudia

Ela conseguiu 1/3 de mulheres na PyCon

Da esquerda para a direita: Gabi, Débora, Jéssica, Soraya e Dayane. (Gabi, Débora e Dayane fazem parte do PyLadies)

Da esquerda para a direita: Gabi, Débora, Jéssica, Soraya e Dayane. (Gabi, Débora e Dayane fazem parte do PyLadies)

Estive participando da Python Nordeste, que aconteceu em Maio, em Natal, e tive a honra de entrevistar a Jessica Mckellar, que como ela bem se descreve é “uma fundadora de startups, engenheira de software e desenvolvedora de código livre vivendo em São Francisco, California.” Com vocês, um pouco do nosso bate-papo super motivador traduzido pela Débora Azevedo.

Mulheres na Computação: Como você teve o primeiro interesse em computação e tecnologia?

Jessica: Eu não sou uma daquelas pessoas que programam desde cedo. Na verdade eu não paguei aulas de programação até eu chegar à faculdade. Minha primeira graduação foi em Química, eu tinha vários amigos que estavam buscando graduação em Ciência da Computação e eu tava meio que vendo o que eles estavam aprendendo e vi que eles estavam aprendendo esse toolkit, cheio de ferramentas para resolver vários problemas no mundo, e isso era muito animador pra mim. Então eu paguei algumas disciplinas de Ciências da Computação na faculdade para experimentar e gostei tanto que acabei me graduando nisso. Foi assim que comecei.

Mulheres na Computação: Como você conseguiu 1/3 de mulheres na PyCon?

Jessica: O divertido é que não foi nenhum truque de mágica, e está muito relacionado ao discussão do funil que falei na minha palestra [na Python Nordeste].

Tudo se resume ao topo do funil: ter bastante mulheres submetendo palestras. E se você tiver muitas meninas submetendo palestras, várias serão aceitas, e assim você tem um terço de palestrantes mulheres.

Foi mais uma campanha para alcançar individualmente centenas de mulheres, as convidando para submeter palestras e auxiliando-¬as, oferecendo oportunidades de falar sobre tópicos de palestras juntas, revisando as aplicações. Mas a meta era só ter muitas mulheres submetendo palestras, porque elas dão boas palestras, escrevem ótimas aplicações, tão boas quanto as dos homens, é só ter mulheres o suficiente submetendo. Algumas serão aceitas e outras não, mas o topo do funil estava tão forte, tantas mulheres submeteram aplicações, que você acaba com muitas no“fundo do funil”, muitas que são aceitas.

É literalmente mandar e-mail para milhares de mulheres, encorajando elas a submeterem algo, é isso.

Mulheres na Computação: Como é a sua rotina de trabalho?

Agora eu sou mais uma gerente, passo mais o tempo gerenciando outras pessoas. Eu lidero um grupo de engenheiros no Dropbox que é responsável por desenvolver o cliente desktop do Dropbox, que é feito em Python, e também nossos apps mobile e o site, e isso toma todo o meu tempo.

Mulheres na Computação: Você tem alguma mensagem para as meninas que estão começando agora no Ensino Médio ou na Universidade?

Jessica: Ciência da Computação e programação são tão úteis em tantos domínios que é um grande investimento para qualquer pessoa, nunca é tarde demais pra começar a programar e qualquer pessoa pode fazer isso. E mesmo que você se sinta meio sozinha na sua sala, se você é a única menina, tudo bem, porque vale muito a pena esse investimento em aprender uma habilidade que está com uma demanda tão grande e é tão relevante para tantas áreas diferentes.

Outra coisa que eu quero dizer é que quando você aprende programação, muda o modo como você pensa sobre o mundo, porque você percebe que você pode muda-lo. Você pode fazer software que faz o mundo melhor, e isso muda o jeito que você pensa sobre o que é possível. E isso é algo muito empoderador pra se ter na mente e eu quero que todos experimentem disso, por isso é importante pra mim que todos tenham pelo menos a oportunidade que tive.

VAGAS BACANAS!!!!!

Pessoal!!!
Tem duas oportunidades de trabalho em Santo Amaro (São Paulo/SP), na área de desenvolvimento web: uma para front-end (AngularJS e Bootstrap) e a outra para back-end (ASP.NET MVC). O salário é de R$ 3.200 CLT + Vale Refeição de R$ 520 + Plano de Saúde.

Os interessados deverão enviar o currículo para rikarmendes@gmail.com.

É necessário ter formação de Técnico em Informática, Técnico em Redes de Computadores ou Técnico em Informática para Internet, e experiência mínima de 6 meses na área.

Vagas