Tecnologia e Gênero: distinção importa?

Este artigo foi criado pela equipe Bitdefender Antivírus para uso exclusivo do site Mulheres na Computação.

Não se pode mais negar: o empoderamento feminino, finalmente, é uma pauta que vem crescendo e sendo discutida nos mais diversos âmbitos da sociedade. Na área de computação e tecnologia da informação, não poderia ser diferente. Para assinalar o Dia Internacional da Mulher de 2016, a equipe do site HOTforSecurity foi em busca de alguém que pudesse falar sobre o assunto com prioridade.

A convidada foi Ivona Chili, 20 anos de idade, estudante na Faculdade de Ciência da Computação A. I. Cuza de Iasi (Romênia) e um dos mais jovens nomes na área de pesquisa de segurança cibernética da empresa Bitdefender – internacionalmente reconhecida por suas soluções e softwares antivírus, com destaque para o Internet Security, que é a melhor proteção para navegação on-line.

Gênero e mercado de trabalho

O bate-papo com Ivona foi marcado por uma observação inquestionável: códigos não possuem distinção de gênero. Diante deste fato, surge a pergunta, onde estão as mulheres nos debates, rodas de discussão, mesas de reuniões, fóruns e tantos outros ambientes que propiciam a troca de informações e desenvolvimento do setor? Para Ivona, a questão é justamente o receio de tentar se encaixar em um ambiente predominantemente masculino, muitas vezes, motivado pela falsa ideia de não ser possível obter sucesso em uma área tão rápida e evolutiva.

Desde o ensino médio, a estudante tinha consciência de seu gosto pela área de TI. Seus primeiros passos foram motivados por um professor de ciência da computação que, segundo ela, a guiou e ajudou nas fases de aprendizado, até que ela pudesse consolidar seus conhecimentos e optar por uma carreira em segurança cibernética. A oportunidade de ingressar na equipe anti-malware Bitdefender surgiu, somente, após testes rigorosos de qualificação, que resultaram na oferta de emprego.

Ivona destaca que, mesmo não tendo sofrido com essa realidade dentro da Bitdefender, está ciente que, em geral, a indústria TI ainda é majoritariamente dominada por homens e – pasmem – grande parte das pessoas acredita que os programadores do sexo masculino são melhores do que as mulheres. Simples assim.

As provações e questionamentos constantes baseados apenas no gênero, infelizmente, ainda são algumas das barreiras encontradas pelo público feminino no universo da tecnologia. A partir daí, torna-se fácil imaginar o porquê de muitas mulheres julgarem essa indústria como pouco interessante ou viável para seu crescimento profissional.

As pessoas acreditam que os profissionais de computação vivem em um mundo solitário e antissocial, o que não é uma representação muito atraente ou precisa. Mas, na minha opinião, uma vez superado esse estereótipo, elas vão descobrir que a chamada “cultura geek” não é tão ruim quanto ouviram. Ao nível da indústria, percebido este hiato, a tendência é que hajam mudanças à medida que mais mulheres se juntem a este campo e que suas realizações acabem gerando consciência no setor”, defende Ivana.

image2

Por onde começar e o que realmente importa

Mesmo diante da resistência comumente enfrentada pelo público feminino, a principal preocupação a ser considerada, na verdade, é o desenvolvimento de habilidades técnicas, segundo Ivana. Tais habilidades devem englobar desde o conhecimento de diferentes linguagens de programação e do campo de segurança cibernética em geral, até a capacidade de comunicação com pessoas, planejamento e organização.

Segundo ela, a educação formal tem um papel muito importante na formação de uma carreira, não somente pelo diploma, mas para a obtenção de um entendimento mais amplo dos campos disponíveis na área – fornecendo a base necessária para a reflexão de “por onde começar” e qual o caminho a se seguir. Por outro lado, a educação não formal é capaz de proporcionar possibilidades sem limites de aprendizado, oferecendo a liberdade de explorar novos conceitos, correr riscos e ir além.

Para completar, a estudante defende que, o que realmente importa, na verdade, é a motivação de quem deseja aprender, sempre pautada pela paixão e alegria ao assumir desafios. “Se estamos de mente aberta e apaixonados pelo nosso trabalho, podemos trazer uma nova perspectiva sobre as coisas. Nós temos o poder de inovar e influenciar as percepções, só nos falta a audácia”.

You go, girl!

Imagens: geomarketing / a confraria das divas.

POST CONVIDADO: Não minta para você, não existe impossível.

Eu tinha um chefe muito louco, daqueles caras cativantes, cheio de energia e ideias. Mas um dia foi marcante para mim, daquelas grandes lições você tem em algo tão simples. Era 5 de outubro de 2011, aquela loucura de final de ano em São Paulo, um tempo gostoso daqueles que não é muito quente, nem frio e as pessoas apenas se cumprimentam falando – “Bom tempo né?”. Praticamente já faz tudo começar bem.

Porém, esse era o dia que viria falecer a lenda – Steve Jobs. Isso mesmo, um dos caras mais audaciosos da história, encerrou suas atividades por aqui. Eu não sou um grande fã do temperamento dele, ou da forma como conduziu a Apple internamente, mas ninguém pode negar a ousadia e coragem, a genialidade de sua percepção, de qualquer forma ele era O CARA.

Foi um tsunami de notícias, documentários, homenagens e tributos a Steve. Porém algo estava em alta naquelas primeiras horas também, e por sinal era grande questão do momento – Quem será o próximo Jobs?

Foi mais para o fim da manhã, o meu ex-chefe chegou na empresa com um olhar astuto, depois das suas reuniões, abriu a porta e falou pro pessoal – Vocês viram o que aconteceu? Um meio tímido respondeu, o Steve Jobs morreu (naquela duvida de Será Que Tá Certo?). O meu ex-chefe retrucou rapidamente, sem respirar – Isso é o fato… E aumentando o tom de voz, subiu em cima da mesa, sem tirar o que tinha encima e gritou – Venham todos aqui! Quando chegamos na sala, ele olhou e comentou – Que o Steve faleceu, essa grande figura e nome do mercado vocês já estão sabendo, mas o que aconteceu também é que agora todo mundo quer saber quem será a próxima empresa que vai desafiar o mercado e lançar as tendências como a Apple, seria ela mesma? Ou algum outro personagem vai aparecer, com uma nova organização visionária?

Todo mundo ficou atônico, era aquela apreensão de final de novela para saber quem matou quem, e o pensamento coletivo “Será que já comunicaram isso? O que não captamos?”. Foi então que ele disparou, com uma convicção impermeável – NÓS SEREMOS ELA. Acredito que a galera, não soltou a gargalhada porque era o chefe e ficaram com medo de uma demissão por justa causa (não pode se engasgar de rir da cara do seu patrão), mas ele rapidamente percebendo ou até prevendo isso, falou uma das frases mais importantes que guiaria a minha vida – “Quem pode provar que não?”

Eu não lembro tão bem como foi o resto do discurso, talvez porque ela frase fez tanto sentido para mim, do que quando crianças aprendemos a caminhar e pensamos “aha, então é assim” ou usar a peniquinho, seja lá o que for, algo estupendo aconteceu…

Eu sempre fui uma pessoa que desafiou limites, até uma frase que sempre usava era “O céu é o limite apenas para quem não conhece o espaço”. A ousadia fazia parte de mim, mas eu tinha um pouco de medo das coisas tão grandiosas, do que os outros pensariam, se era possível… Mas foi aquela frase, naquele momento que fez o “plin” na minha cabeça e começou a martelar – eu não posso provar que ele não vai conseguir, se ele tomar as atitudes, dedicar-se e fazer coisas incríveis, ele pode mesmo, depende mais dele do que da minha opinião. Na verdade não depende da opinião de ninguém aqui, não podemos provar que ele está errado.

Esse foi o insight, o impossível não existia, a opinião dos outros como barreira não faz diferença alguma a partir daquilo que você realmente acredita. Milhões de pessoas até aquele dia na face da terra, tinham esquecido de pensar em limitações e regras para dar um impulso na humanidade. Eu fico pensando no Santos Dumon “Ops, foi mal galera, esqueci que era impossível voar” ou o Willis Carrier (inventor do ar-condicionado – um herói para nossa realidade hoje) dizendo – Ah, que saco, foi mal eu não sabia que não dava para criar algo que deixasse o ambiente gelado e gostoso. O Walt Disney já dizia que ele gostava do impossível porque lá a concorrência era menor, grande verdade. Porém cheguei a uma conclusão ainda mais intrigante, talvez essa história do impossível seja apenas uma lenda para manter grande parte das pessoas fazendo o comum e apenas alguns “loucos” alcançarem o extraordinário.

Se até então, você não tinha se dado essa permissão de não aceitar o impossível – quem sabe não seja esse o momento?

Deixo você com uma frase que tem norteado muito dos meus dias e crenças e talvez lhe seja útil nesse novo momento de pensar – Quem pode provar que não? “Somos todos reféns do acaso, mas senhores das nossas decisões” – eu acredito que o impossível seja uma lenda urbana e você?

————————– AUTOR —————————-

IMG_7859

Bruno Perin

Empreendedor, Palestrante e Escritor
Linkedin: br.linkedin.com/pub/bruno-perin/24/506/27a
Slideshare: pt.slideshare.net/BrunoPerin
YouTube: www.youtube.com/user/BrunoPerinMkt
Site: www.brunoperin.com

POST CONVIDADO: Conheça o Insights da ThoughtWorks <3

1-bma1XYk1p--V0AqPS9xXlw

O Insights é um espaço no qual as pessoas que fazem parte da ThoughtWorks compartilham ideias, opiniões e reflexões. É uma coleção de artigos, podcasts, infográficos e análises sobre temas como tecnologia, carreira e justiça social.

Na página inicial, você encontra os posts mais recentes e pode navegar pelas categorias que mais te interessam.

Trabalha com desenvolvimento de software e quer se informar sobre metodologias, ferramentas e técnicas? As categorias Agile Project Management, Continuous Delivery e Big Data Analytics podem te interessar. Especialista em QA e teste de software? Não deixe de conferir a categoria Software Testing. Mas se a sua for design de interfaces e UX, o canal Experience Design está repleto de materiais interessante para você.

Para quem busca conteúdo sobre inovação e tendências em negócios, os canais Digital Strategy, Innovation, Financial Services, Retail, Mobile, Technology e Transformation são ótimas opções.

Na categoria Career Hacks, você pode se inspirar com experiências e dicas sobre carreira, desenvolvimento profissional e pessoal. Já em Inclusivity, Serving the Social Sector e Society and Technology, você se informa sobre o impacto da tecnologia na transformação social positiva.

Com tantas opções, fica até difícil escolher por onde começar, não é mesmo? Se quiser uma sugestão, esse post da Barbara Wolff Dick sobre perfil profissional e carreira é uma ótima pedida.

O Insights é um trabalho coletivo de pessoas distribuídas em 13 países diferentes. Por isso, temos conteúdo em inglês, português, espanhol, alemão e chinês. Você pode escolher o idioma de sua preferência no canto superior esquerdo do site. Não encontrou um conteúdo do seu interesse em português? Sinta-se à vontade para enviar um email sugerindo conteúdo para tradução. Outros comentários e opiniões também seram bem-vindos!

Boa navegação!

Paula Ribas

Editora de Conteúdo da ThoughtWorks Brasil