De millennial para qualquer um que queira ouvir!

O que você está fazendo agora? Sim! Agora mesmo! Como você chegou aqui? Quem te mandou esse texto?? Independentemente de como eu tenha chegado até você, preciso fazer uma pergunta: nesse momento você realmente queria estar fazendo isso?
Se a resposta for “Não, mas é que eu tô no trabalho agora!” BAAAAAM! Essa resposta está errada! E é aí que nós, millennials, somos diferentes!

Talvez seja nossa mentalidade digital, líquida e coletiva que esteja afetando os rumos do mundo e os rumos da nossa própria vida. Somos mais de 2.3 bilhões. Somos os millennials, os geração Y, somos seus novos consumidores, seus novos empregados, seus novos parceiros de negócio, somos os empreendedores do século, somos o seu futuro! Me parece importante te contar/lembrar/reforçar algumas coisas, independe de quem você seja ou da sua geração. Você vai ter que, ao menos, tentar nos entender!

Primeiro: somos o inverso dos baby boomers!
Segundo: achamos a geração X contraditória!

Vamos às explicações. Hoje a jornada é diferente, não basta ter propósito. Ele tem que ser global! Aliás essa palavra nem era muito usada, né!? Servia só para filmes como o Jornada nas Estrelas, parecia algo distante que só uma mago intergaláctico poderia ter! Hoje, nós millennials, cuidamos como ninguém da nossa jornada, das nossas experiências, tornamos a tal da experiência do usuário mandatória até nas empresas que não nasceram para isso e tiveram que dar um jeito, inclusive, algumas estão dando ainda mas, sem experiência, sua empresa vai morrer com a nossa geração. Depois não diga que não avisei!

É muito mais importante curtir o caminho do que chegar ao destino final. É muito mais importante curtir sua jornada, tentando fazer sua startup decolar e, falir no final do que ter um plano de carreira para só em 30 anos chegar no topo de uma multinacional. Para alguns o nome disso é inconsequência, insubordinação, impaciência, para nós, millennials, o nome disso é propósito, revolução, inovação!

Acho que é por isso que sabemos reconhecer novas oportunidades, modelos de negócio inovadores e profissões que nunca ninguém imaginou. É a nossa velocidade de conexão que dita o nosso ritmo de trabalho e não estar num escritório arrumada as 6 da manhã só porque é preciso bater cartão e o seu chefe mandou. É ser avesso a esse modus operandi. E isso não quer dizer que trabalhamos menos ou mal. Nós cansamos de ficar no escritório até de madrugada, levantar com o sol, mas tudo isso porque somos desafiados, porque sabemos que vamos aprender e sair daquele dia de trabalho com muito mais bagagem do que quando entramos! Aliás, vai achando que curtir a jornada é fácil…

Nossa geração também está cheia de problemas. Temos uma necessidade de, cada vez mais rápido, encontrar a nossa grande missão e eu posso garantir que isso não é fácil. Para muitos isso é um fardo pesado demais, nós nos cobramos muito. Precisamos cada vez mais cedo falar mil línguas, ter morado fora, ter feito faculdade e pós ao mesmo tempo….enfim! Não são só flores! Tem muita depressão, terapia, coaching e yoga envolvidos! Começamos a perceber que cuidar da alimentação também ajuda a manter nosso equilíbrio.

É aí que nós entendemos – e queremos que vocês entendam também – que não adiantar comer ou comprar coisas bonitas e gostosas que destroem o planeta ou a saúde. Economia criativa, profissões inéditas, o estouro do empreendedorismo e a nova força coletiva estão dando contornos de um cenário inédito, imprevisível e maravilhoso. O longo prazo existe, mas queremos começar a gerar impacto amanhã…AGORA! É tudo uma troca e é por isso que idade, hierarquia e processos engessados perdem o sentido para nós.

O “comprometimento” profissional deixou de ser uma convenção social, pelo menos pra gente. Ele é natural para com as experiências que realmente valem a pena e nosso trabalho e vida pessoal são quase a mesma coisa. Eu posso trabalhar de casa e com horário flexível porque meu trabalho vai comigo para onde eu quiser.
Aprender algo novo todo dia é nosso combustível. Precisamos de uma dose diariamente. Errar é divertido e entendemos que faz parte, apesar de não curtir muito o fracasso, hoje conseguimos olhar com admiração que, apesar de não ter chegado lá, encaramos a jornada! Entendemos que faz parte do processo. Nunca ninguém esteve ali e essa é a mágica do negócio!

Esqueci uma última coisa! Como estamos quebrando todas as regras e ressignificando muita coisa, esqueci de avisar, a gente acha esse lance de geração meio babaca, cada um pode ser quem quiser e como quiser! Você aí, deixa de dizer que não foi criado assim, que é de outra geração, que não consegue entender a gente e abrace a sua jornada!

Inteligência Artificial está na moda. Tecnologia, também.

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que durante esta semana fui ao São Paulo Fashion Week. Vi desfile e tudo! Mas estava interessada mesmo é no stand da Microsoft. WTF? Microsoft no SPFW? WHY?

Sim, pessoal! E se você já é leitora ou leitor do blog talvez você não tenha se espantado tanto, afinal sempre digo por aqui que tecnologia está em todo lugar, mas de fato existe um primeiro estranhamento no fato.

Bom, logo na chegada percebi que era um recorte de ambiente muito diferente do meu, mas que tinha muita personalidade, vi um milhão de estilos e fiquei pensando que não existia qualquer regra por ali… cada um tinha seu estilo e ponto.

Aí cheguei no stand da Microsoft, me identifiquei, tinha câmera, monitor e um laptop. Só. Tinham amigos e uma galera se divertindo com a proposta que eu ainda não tinha entendido bem, mas que tinha como slogan: Inteligência Artificial está na moda.

O Januzzi que é diretor de inovação da Microsoft me recebeu e explicou tudo: usando os produtos de IA da Microsoft, um caracterizador de estilo e um recomendador de desfile foi implementado. Com algumas fotos, em pouquíssimo tempo e com o processamento de um laptop, o programa descrevia toda a sua aparência, inclusive com a sua idade, e com isso definia qual era o seu estilo e se tivesse algum desfile na agenda com seu estilo no dia, ele recomendava! 🙂 Muito amor né?! Amei a solução e fiquei encantada com as novidades de IA da Microsoft!

Mas, o que eu queria contar mesmo foi a minha leitura dessa ocupação de um espaço como moda por tecnologia. E fiquei feliz e triste pelo mesmo motivo: as pessoas que interagiam com a experiência ficavam maravilhadas com a “mágica “. Vou me explicar:

Porque isso é bom: tenho convicção que todos saíram de lá pensando como podiam fazer diferente e repensar tecnologia e, inclusive, moda. Provocou a reflexão da mudança de paradigma e curiosidade em todas as pessoas que interagiram com a ferramenta e não foram poucas.

Porque isso é ruim: todo mundo acha que é mágica. Não consegui ver ninguém querendo saber como funciona de verdade, para maioria ser mágica está bom. Só que na sociedade atual essa falta de literacia digital ainda é muito grande e muito arriscada. Tem um milhão de problemas aí fora no mundo real que poderiam estar resolvidos com tecnologia.

Reflitam. Precisamos entender de uma vez por todas que tecnologia está em tudo.

Quando o medo não é bom conselheiro

por Claudia Nascimento, post especial + 50 e a Tecnologia

Acredito que a maioria dos +50, assim como eu, tem medo de aprender coisas muito diferentes e incluo nisso usar  tecnologia. Lembro quando era criança que algumas esposas tentavam aprender a dirigir com seus maridos. Fracasso total, juravam nunca mais entrar num carro e dirigir, saíam convencidas de que jamais conseguiriam. O ditado “ temos mais paciência por dinheiro que por amor” se aplica nessas situações.

Quem não pediu ao filho pra explicar algo no celular e computador e eles fizeram tão rápido que nem dá tempo de definir um passo a passo, sem contar que quando vamos usar já não lembramos da explicação e se pedimos ajuda de novo lá vem impaciência. Aí resolvemos deixar pra lá.

Tenho uma sugestão: chame seu filho, coloque o arroz, a panela e os ingredientes na pia e mande fazer o arroz, explique como deve proceder e saia de perto, sente na mesa na hora do almoço e aguarde o arroz pronto. Se fizeram com certeza entraram no You Tube e usaram um passo a passo. Pois é, existe passo a passo pra tudo. Vou usar os exemplos que domino: pra passar uma camisa, existe uma sequência de gestos, pra cozinhar também, nós estamos tão acostumados que achamos que nascemos com uma colher numa mão e um ferro na outra. Não nascemos, aprendemos.

Somos uma geração de avós totalmente diferentes, e avôs também. Muitos trabalham, cumprem metas, se viram pra não depender de ninguém, provavelmente viveremos até os 90 anos ou mais de forma totalmente diferente de nossos pais e avós.

Digo isso porque precisamos usar a tecnologia e tudo que ela pode fazer por nós, teremos que usar bem o celular, o Skype pra conversar com amigos, filhos, netos, sem precisar sair de casa, nos proteger de fraudes que os espertinhos querem nos impor. Usar os aplicativos do banco sem ficar na fila, nos divertir fazendo vídeos, editando fotos da família.

Quando precisarmos tomar remédios e monitorar nossas possíveis doenças, precisaremos de aplicativos que nos monitorem, que nos lembrem. Nada disso exclui o afeto, o carinho, os abraços, o cheiro de bolo com café que só a gente sabe fazer. Mas quem disse que tecnologia é inimiga do afeto? Diz a ciência que a mudança mais significativa nos rumos da humanidade foi a descoberta do fogo. Somos a única espécie que cozinha alimentos, que se aquece com o calor do fogo, mas ele foi e ainda é usado para destruir, se vingar e matar. Vamos voltar para as cavernas? NÃO, vamos fazer direito. Então é isso, convido você a encontrar alguém para te ensinar a usar o computador.

Escreva com suas palavras o passo a passo de cada ação num caderno, quando ficar dias sem usar volte a ele e relembre, vai demorar até começar a fazer sem pensar e principalmente a perder o medo, será devagar, mas pense em tudo que já fez na sua vida por amor e faça mais uma, dessa vez  por amor a você.