Como é bom aprender

Por Claudia Nascimento

Estive no Festival de Cultura Empreendedora organizado pela revista PEGN da editora Globo motivada também por conhecer pessoalmente a Camila Achutti, criadora desse blog e da Mastertech. Além disso, a oportunidade de ver pessoalmente tanta gente que vejo somente na internet e ouvir o que tinham a ensinar me motivaram. Aproveitei a semana em SP e fui fazer um workshop sobre o uso do Instagram no Coworking da Paulista, onde funciona a Mastertech.

Já escrevi por aqui que estou recomeçando minha vida e tenho me dedicado a aprender tudo que posso. Mas voltando ao encontro com Camila, adorei conhecê-la e fazer parte de seu painel, divertida, inteligente e muito, muito linda. Sempre pensei num aplicativo como algo feito por pessoas geniais, desses que os filmes mostram que quase não conversam e tem algum tipo de dom especial. Foi incrível ver como é possível e acessível construir um aplicativo.

Agora estou fazendo o Workshop online com o Felipe Barreiros, também fundador da Mastertech.

Aprender coisas novas desenferruja o cérebro, faz pensar não somente no que se está aprendendo mas em todo o restante da própria vida. Sempre quis ter um propósito na vida, quando adolescente não pensava em trabalhar num banco ou ser funcionária pública, queria fazer algo diferente, olhando meu passado vejo que sempre gostei do diferente, diverso, interessante e que sempre me achei meio esquisita por isso.

A vida está me dando nova oportunidade de, convivendo com essa moçada sem medo ou que vai com medo mesmo, que aprende, desaprende e reaprende de outro jeito, uma nova chance de aprender coisas novas, de colaborar, de ajudar.

Tem sido uma jornada em que sem dúvida a Camila tem iluminado com suas posições firmes a respeito do que pensa, com sua coragem de me deixar escrever aqui sem nem saber quem sou, simplesmente vai, depois a gente vê se não for bom.

Tem sido muito bom, aproveito pra finalizar com mais uma descoberta: não existe a pessoa ideal, seja ela quem for, que vai cuidar da nossa vida. A nossa vida é única e feita sob medida, não cabe a mais ninguém além de nós, cuidar pra que seja maravilhosa.

De millennial para qualquer um que queira ouvir!

O que você está fazendo agora? Sim! Agora mesmo! Como você chegou aqui? Quem te mandou esse texto?? Independentemente de como eu tenha chegado até você, preciso fazer uma pergunta: nesse momento você realmente queria estar fazendo isso?
Se a resposta for “Não, mas é que eu tô no trabalho agora!” BAAAAAM! Essa resposta está errada! E é aí que nós, millennials, somos diferentes!

Talvez seja nossa mentalidade digital, líquida e coletiva que esteja afetando os rumos do mundo e os rumos da nossa própria vida. Somos mais de 2.3 bilhões. Somos os millennials, os geração Y, somos seus novos consumidores, seus novos empregados, seus novos parceiros de negócio, somos os empreendedores do século, somos o seu futuro! Me parece importante te contar/lembrar/reforçar algumas coisas, independe de quem você seja ou da sua geração. Você vai ter que, ao menos, tentar nos entender!

Primeiro: somos o inverso dos baby boomers!
Segundo: achamos a geração X contraditória!

Vamos às explicações. Hoje a jornada é diferente, não basta ter propósito. Ele tem que ser global! Aliás essa palavra nem era muito usada, né!? Servia só para filmes como o Jornada nas Estrelas, parecia algo distante que só uma mago intergaláctico poderia ter! Hoje, nós millennials, cuidamos como ninguém da nossa jornada, das nossas experiências, tornamos a tal da experiência do usuário mandatória até nas empresas que não nasceram para isso e tiveram que dar um jeito, inclusive, algumas estão dando ainda mas, sem experiência, sua empresa vai morrer com a nossa geração. Depois não diga que não avisei!

É muito mais importante curtir o caminho do que chegar ao destino final. É muito mais importante curtir sua jornada, tentando fazer sua startup decolar e, falir no final do que ter um plano de carreira para só em 30 anos chegar no topo de uma multinacional. Para alguns o nome disso é inconsequência, insubordinação, impaciência, para nós, millennials, o nome disso é propósito, revolução, inovação!

Acho que é por isso que sabemos reconhecer novas oportunidades, modelos de negócio inovadores e profissões que nunca ninguém imaginou. É a nossa velocidade de conexão que dita o nosso ritmo de trabalho e não estar num escritório arrumada as 6 da manhã só porque é preciso bater cartão e o seu chefe mandou. É ser avesso a esse modus operandi. E isso não quer dizer que trabalhamos menos ou mal. Nós cansamos de ficar no escritório até de madrugada, levantar com o sol, mas tudo isso porque somos desafiados, porque sabemos que vamos aprender e sair daquele dia de trabalho com muito mais bagagem do que quando entramos! Aliás, vai achando que curtir a jornada é fácil…

Nossa geração também está cheia de problemas. Temos uma necessidade de, cada vez mais rápido, encontrar a nossa grande missão e eu posso garantir que isso não é fácil. Para muitos isso é um fardo pesado demais, nós nos cobramos muito. Precisamos cada vez mais cedo falar mil línguas, ter morado fora, ter feito faculdade e pós ao mesmo tempo….enfim! Não são só flores! Tem muita depressão, terapia, coaching e yoga envolvidos! Começamos a perceber que cuidar da alimentação também ajuda a manter nosso equilíbrio.

É aí que nós entendemos – e queremos que vocês entendam também – que não adiantar comer ou comprar coisas bonitas e gostosas que destroem o planeta ou a saúde. Economia criativa, profissões inéditas, o estouro do empreendedorismo e a nova força coletiva estão dando contornos de um cenário inédito, imprevisível e maravilhoso. O longo prazo existe, mas queremos começar a gerar impacto amanhã…AGORA! É tudo uma troca e é por isso que idade, hierarquia e processos engessados perdem o sentido para nós.

O “comprometimento” profissional deixou de ser uma convenção social, pelo menos pra gente. Ele é natural para com as experiências que realmente valem a pena e nosso trabalho e vida pessoal são quase a mesma coisa. Eu posso trabalhar de casa e com horário flexível porque meu trabalho vai comigo para onde eu quiser.
Aprender algo novo todo dia é nosso combustível. Precisamos de uma dose diariamente. Errar é divertido e entendemos que faz parte, apesar de não curtir muito o fracasso, hoje conseguimos olhar com admiração que, apesar de não ter chegado lá, encaramos a jornada! Entendemos que faz parte do processo. Nunca ninguém esteve ali e essa é a mágica do negócio!

Esqueci uma última coisa! Como estamos quebrando todas as regras e ressignificando muita coisa, esqueci de avisar, a gente acha esse lance de geração meio babaca, cada um pode ser quem quiser e como quiser! Você aí, deixa de dizer que não foi criado assim, que é de outra geração, que não consegue entender a gente e abrace a sua jornada!

Inteligência Artificial está na moda. Tecnologia, também.

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que durante esta semana fui ao São Paulo Fashion Week. Vi desfile e tudo! Mas estava interessada mesmo é no stand da Microsoft. WTF? Microsoft no SPFW? WHY?

Sim, pessoal! E se você já é leitora ou leitor do blog talvez você não tenha se espantado tanto, afinal sempre digo por aqui que tecnologia está em todo lugar, mas de fato existe um primeiro estranhamento no fato.

Bom, logo na chegada percebi que era um recorte de ambiente muito diferente do meu, mas que tinha muita personalidade, vi um milhão de estilos e fiquei pensando que não existia qualquer regra por ali… cada um tinha seu estilo e ponto.

Aí cheguei no stand da Microsoft, me identifiquei, tinha câmera, monitor e um laptop. Só. Tinham amigos e uma galera se divertindo com a proposta que eu ainda não tinha entendido bem, mas que tinha como slogan: Inteligência Artificial está na moda.

O Januzzi que é diretor de inovação da Microsoft me recebeu e explicou tudo: usando os produtos de IA da Microsoft, um caracterizador de estilo e um recomendador de desfile foi implementado. Com algumas fotos, em pouquíssimo tempo e com o processamento de um laptop, o programa descrevia toda a sua aparência, inclusive com a sua idade, e com isso definia qual era o seu estilo e se tivesse algum desfile na agenda com seu estilo no dia, ele recomendava! 🙂 Muito amor né?! Amei a solução e fiquei encantada com as novidades de IA da Microsoft!

Mas, o que eu queria contar mesmo foi a minha leitura dessa ocupação de um espaço como moda por tecnologia. E fiquei feliz e triste pelo mesmo motivo: as pessoas que interagiam com a experiência ficavam maravilhadas com a “mágica “. Vou me explicar:

Porque isso é bom: tenho convicção que todos saíram de lá pensando como podiam fazer diferente e repensar tecnologia e, inclusive, moda. Provocou a reflexão da mudança de paradigma e curiosidade em todas as pessoas que interagiram com a ferramenta e não foram poucas.

Porque isso é ruim: todo mundo acha que é mágica. Não consegui ver ninguém querendo saber como funciona de verdade, para maioria ser mágica está bom. Só que na sociedade atual essa falta de literacia digital ainda é muito grande e muito arriscada. Tem um milhão de problemas aí fora no mundo real que poderiam estar resolvidos com tecnologia.

Reflitam. Precisamos entender de uma vez por todas que tecnologia está em tudo.