St. Gallen Symposium: o que um protesto estudantil não faz

Quarenta e oito anos atrás 5 estudantes da St. Gallen University na Suiça, uma das mais importantes da Europa decidiu que ao invés de protestar nas ruas esvaziando a universidade como todas as universidades do mundo estavam fazendo (back to 70’s), eles iriam ocupar as salas de aula com diversidade de todos os tipos. Tinha diversidade de geração, de conhecimento, de posicionamento político, de país. Foi um sucesso e eles decidiram no primeiro ano que aquele diálogo diverso aconteceria todos os anos e que sempre estaria na mão dos estudantes. E olha a gente aqui 48 anos depois. 

Hoje o St. Gallen Symposium é uma das conferencias mais importantes da Europa e conta com o apoio das Nações Unidas, das embaixadas e governos mundiais. Mudou muito, mas na essência nada. Os alunos de St. Gallen abdicam de um ano letivo deles para organizar o evento global com suporte de Deus e mundo, mas eles decidem tudo, trabalham, organizam. É inacreditável, saber que eles não pagam por nenhuma mão de obra. Eles dirigem, servem o café, buscam no aeroporto. Eles tem um plano de 5 em 5 minutos sobre tudo que está acontecendo e deve acontecer, com o nome do responsável e o plano B. Parece brincadeira, mas não é! O valor estimado é de 9 milhões, mas eles só pagam a vinda dos Leader of Tomorrow do mundo inteiro. Já vou explicar essa parada.

ALERT! Nem vou contar muito das palestras que tem tanta coisa que eu vou separar em posts e colunas, belê!? Quero que vocês entendem o esquema e se sintam inspirados a fazer o mesmo agora!

Vamos aos detalhes que fazem de St. Gallen um MBA pelo mundo em 4 dias. Eles convidam Leaders of Today e Leaders of Tomorrow. Tem os Leader of Past, mas não é declarado!hahahhahah A educação Suíça nunca permitiria. Os do presente são empresários, líderes de organizações internacionais, governadores, vou dar exemplos para vocês entenderem: a primeira ministra de Botsuana, o ministro de desenvolvimento de Singapura, toda a galera importante das Nações Unidades, o conselheiro do Obama nos últimos governos, o dono da Forbes, a galera toda do governo da Suiça e do Canadá…só galera que já chegou lá sabe!? Aí vem a parte maluca. Eles viajam o mundo, siiiim, os alunos-organizadores pegam aviões, trens e viajam o mundo para descobrir quem está liderando mudanças e discussões relevantes em todos os cantos do mundo e para promover uma competição de ensaios sobre o futuro. Aí eles fazem mil listas e chegam com ajuda de Deus e o mundo de novo numa lista de 100 nomeações de Leaders of Tomorrow, que podem ser estudantes ou não e em uma lista de 100 estudantes  que escreveram os melhores essays. 

Aí eles colocam essas centenas de pessoas para conviver e trabalhar 4 dias juntos, numa intensidade e relevância que eu poucas vezes vi na minha vida. Eles realmente se preocupam em fazer os matches relevantes, marcar as reunião certas, formar os grupos de trabalho. Eles chamam cada um dos líderes pelo nome na chegada do aeroporto. Tem noção?

Queria dar 2 exemplos pessoais, só para vocês se sentirem inspirados em se dedicar, conectar pessoas e gerar impacto, bele!? Eles estudaram o Mastertech, eles estudaram quais eram os meus objetivos. Eles marcaram reunião com as empresas que estavam passando por dificuldades em transformação digital e de alguma maneira precisavam de ajuda. Aí você pensa que eles querem catalizar só o diálogo entre essas gerações para gerar negócio e crescimento econômico de uma perspectiva mais capitalista! NÃO! Eles deram um jeito de me expor aos líderes que estavam fazendo política pública em seus países. Não duvidem se a gente tiver projetos no Paquistão e no México, só digo isso! 

Independente do que tudo isso possa desencadear, que com certeza é muita coisa, esse momento é um turn point na vida de muita gente. É uma discussão aberta na raça de diversidade, inclusão e mindset global. Você vai entender o islamismo com uma muçulmana que teve que se fingir de menino para praticar esporte. Você vai entender de sustentabilidade com uma mulher que largou a Europa e foi reciclar sabão em Porto Príncipe só com mulheres e crianças da comunidade. Você vai entender a situação da Grécia, pela perspectiva de um empreendedor grego. Você vai discutir educação com o ministro de desenvolvimento de Singapura, do lado do cara que foi conselheiro do Obama na Casa Branca. Você vai ser tornar um cidadão global.

Obrigada St. Gallen Symposium! #beyondwork #48sgs

PS. 1: Quem sabe nossas jornadas não se reencontrem no futuro?!

PS. 2: Nem tudo é perfeito, mas quase e está bem fácil de arrumar. Ainda é uma conferência na Europa, então tem estudante do mundo inteiro, mas que estudam na Europa e na América do Norte…quero e vou ver mais latino americanos que estão nas suas jornadas nos países em desenvolvimento ocupando esse espaço. Me aguardem!

PS. 3: Compartilhem e espalhem essas coisas bacanas por aí : )

Como é bom aprender

Por Claudia Nascimento

Estive no Festival de Cultura Empreendedora organizado pela revista PEGN da editora Globo motivada também por conhecer pessoalmente a Camila Achutti, criadora desse blog e da Mastertech. Além disso, a oportunidade de ver pessoalmente tanta gente que vejo somente na internet e ouvir o que tinham a ensinar me motivaram. Aproveitei a semana em SP e fui fazer um workshop sobre o uso do Instagram no Coworking da Paulista, onde funciona a Mastertech.

Já escrevi por aqui que estou recomeçando minha vida e tenho me dedicado a aprender tudo que posso. Mas voltando ao encontro com Camila, adorei conhecê-la e fazer parte de seu painel, divertida, inteligente e muito, muito linda. Sempre pensei num aplicativo como algo feito por pessoas geniais, desses que os filmes mostram que quase não conversam e tem algum tipo de dom especial. Foi incrível ver como é possível e acessível construir um aplicativo.

Agora estou fazendo o Workshop online com o Felipe Barreiros, também fundador da Mastertech.

Aprender coisas novas desenferruja o cérebro, faz pensar não somente no que se está aprendendo mas em todo o restante da própria vida. Sempre quis ter um propósito na vida, quando adolescente não pensava em trabalhar num banco ou ser funcionária pública, queria fazer algo diferente, olhando meu passado vejo que sempre gostei do diferente, diverso, interessante e que sempre me achei meio esquisita por isso.

A vida está me dando nova oportunidade de, convivendo com essa moçada sem medo ou que vai com medo mesmo, que aprende, desaprende e reaprende de outro jeito, uma nova chance de aprender coisas novas, de colaborar, de ajudar.

Tem sido uma jornada em que sem dúvida a Camila tem iluminado com suas posições firmes a respeito do que pensa, com sua coragem de me deixar escrever aqui sem nem saber quem sou, simplesmente vai, depois a gente vê se não for bom.

Tem sido muito bom, aproveito pra finalizar com mais uma descoberta: não existe a pessoa ideal, seja ela quem for, que vai cuidar da nossa vida. A nossa vida é única e feita sob medida, não cabe a mais ninguém além de nós, cuidar pra que seja maravilhosa.

De millennial para qualquer um que queira ouvir!

O que você está fazendo agora? Sim! Agora mesmo! Como você chegou aqui? Quem te mandou esse texto?? Independentemente de como eu tenha chegado até você, preciso fazer uma pergunta: nesse momento você realmente queria estar fazendo isso?
Se a resposta for “Não, mas é que eu tô no trabalho agora!” BAAAAAM! Essa resposta está errada! E é aí que nós, millennials, somos diferentes!

Talvez seja nossa mentalidade digital, líquida e coletiva que esteja afetando os rumos do mundo e os rumos da nossa própria vida. Somos mais de 2.3 bilhões. Somos os millennials, os geração Y, somos seus novos consumidores, seus novos empregados, seus novos parceiros de negócio, somos os empreendedores do século, somos o seu futuro! Me parece importante te contar/lembrar/reforçar algumas coisas, independe de quem você seja ou da sua geração. Você vai ter que, ao menos, tentar nos entender!

Primeiro: somos o inverso dos baby boomers!
Segundo: achamos a geração X contraditória!

Vamos às explicações. Hoje a jornada é diferente, não basta ter propósito. Ele tem que ser global! Aliás essa palavra nem era muito usada, né!? Servia só para filmes como o Jornada nas Estrelas, parecia algo distante que só uma mago intergaláctico poderia ter! Hoje, nós millennials, cuidamos como ninguém da nossa jornada, das nossas experiências, tornamos a tal da experiência do usuário mandatória até nas empresas que não nasceram para isso e tiveram que dar um jeito, inclusive, algumas estão dando ainda mas, sem experiência, sua empresa vai morrer com a nossa geração. Depois não diga que não avisei!

É muito mais importante curtir o caminho do que chegar ao destino final. É muito mais importante curtir sua jornada, tentando fazer sua startup decolar e, falir no final do que ter um plano de carreira para só em 30 anos chegar no topo de uma multinacional. Para alguns o nome disso é inconsequência, insubordinação, impaciência, para nós, millennials, o nome disso é propósito, revolução, inovação!

Acho que é por isso que sabemos reconhecer novas oportunidades, modelos de negócio inovadores e profissões que nunca ninguém imaginou. É a nossa velocidade de conexão que dita o nosso ritmo de trabalho e não estar num escritório arrumada as 6 da manhã só porque é preciso bater cartão e o seu chefe mandou. É ser avesso a esse modus operandi. E isso não quer dizer que trabalhamos menos ou mal. Nós cansamos de ficar no escritório até de madrugada, levantar com o sol, mas tudo isso porque somos desafiados, porque sabemos que vamos aprender e sair daquele dia de trabalho com muito mais bagagem do que quando entramos! Aliás, vai achando que curtir a jornada é fácil…

Nossa geração também está cheia de problemas. Temos uma necessidade de, cada vez mais rápido, encontrar a nossa grande missão e eu posso garantir que isso não é fácil. Para muitos isso é um fardo pesado demais, nós nos cobramos muito. Precisamos cada vez mais cedo falar mil línguas, ter morado fora, ter feito faculdade e pós ao mesmo tempo….enfim! Não são só flores! Tem muita depressão, terapia, coaching e yoga envolvidos! Começamos a perceber que cuidar da alimentação também ajuda a manter nosso equilíbrio.

É aí que nós entendemos – e queremos que vocês entendam também – que não adiantar comer ou comprar coisas bonitas e gostosas que destroem o planeta ou a saúde. Economia criativa, profissões inéditas, o estouro do empreendedorismo e a nova força coletiva estão dando contornos de um cenário inédito, imprevisível e maravilhoso. O longo prazo existe, mas queremos começar a gerar impacto amanhã…AGORA! É tudo uma troca e é por isso que idade, hierarquia e processos engessados perdem o sentido para nós.

O “comprometimento” profissional deixou de ser uma convenção social, pelo menos pra gente. Ele é natural para com as experiências que realmente valem a pena e nosso trabalho e vida pessoal são quase a mesma coisa. Eu posso trabalhar de casa e com horário flexível porque meu trabalho vai comigo para onde eu quiser.
Aprender algo novo todo dia é nosso combustível. Precisamos de uma dose diariamente. Errar é divertido e entendemos que faz parte, apesar de não curtir muito o fracasso, hoje conseguimos olhar com admiração que, apesar de não ter chegado lá, encaramos a jornada! Entendemos que faz parte do processo. Nunca ninguém esteve ali e essa é a mágica do negócio!

Esqueci uma última coisa! Como estamos quebrando todas as regras e ressignificando muita coisa, esqueci de avisar, a gente acha esse lance de geração meio babaca, cada um pode ser quem quiser e como quiser! Você aí, deixa de dizer que não foi criado assim, que é de outra geração, que não consegue entender a gente e abrace a sua jornada!