Carreiras da Informática!

Bom, como vocês sabem faço Ciência da Computação no IME-USP. Mas não fiquem aí achando que essa foi uma decisão fácil, melhor, nem chegou a ser uma decisão, afinal ( e felizmente ) essa era a minha quarta opção, quase esquecida na inscrição da Fuvest. A primeira era Engenharia da Computação. Gostava muito de exatas, então vendo papai se descabelando no telefone por que a rede da empresa tinha caído, decidi que queria trabalhar com Informática. Mas a idéia que eu  tinha sobre o leque de opção que essa área me oferecia era bem distorcida pela mídia, senso comum, tradicionalismo…

Agora que tenho uma noção um pouco melhor, me sinto na obrigação de escrever algo sobre isso e não deixar que mais jovens desisformados como eu percam a chance de se encontrar na carreira que escolheram. Quando digo “se encontrar na carreira”, não quer dizer se dar muito bem na faculdade, amar todas as matérias da sua grade, querer ser igual aos seus professores…se tem uma coisa que se aprende com a faculdade é que as coisas não são tão fáceis assim! Quero dizer que você vai estudar muito, ir mal em algumas provas, aprender muitas coisas sozinho por que seu professor é ruim, ter que fazer trabalhos intermináveis e mais um montão de coisas que estam longe de serem agradáveis se comparadas com uma tarde na praia….mas mesmo assim você não vai colocar em xeque se você  tomou a decisão certa ao se matricular naquele curso!

Chega de lenga-lenga, vamos ao que interessa: Quais são as principais diferenças entre as carreira da Informática? ( Só as mais difundidas, ok?! )

Ciência da Computação: um curso que aborda de maneira aprofundada os conceitos e teorias da computação, dando uma sólida formação em áreas como estruturas de dados, algoritmos, linguagens de programação, desenvolvimento e análise de sistemas, entre outras. É uma área que trabalha essencialmente com software e que tem um forte ( põe forte nisso!hahaha ) embasamento em fundamentos matemáticos (principalmente álgebra) e em cálculo. O estudante de Ciência da Computação é preparado para resolver problemas reais, aplicando soluções que envolvam computação, independente de qual seja o ambiente (comercial, industrial ou científico). Ou seja a gente domina o mercado! Brincadeirinha…

Engenharia da Computação:um curso que destaca o projeto, desenvolvimento e implementação de equipamentos e dispositivos computacionais. É uma área que trabalha mais com hardware – enquanto Ciências da Computação dá prioridade ao software – , o que a torna, até certo ponto, semelhante a cursos como Engenharia Elétrica. Quem se forma em Engenharia da Computação se torna apto a projetar e a implementar tecnologias de hardware e software em equipamentos, aplicações industriais, redes de comunicação, sistemas embarcados em dispositivos dos mais variados portes, entre outros.

Sistema de Informação: um curso focado no planejamento e desenvolvimento de sistemas de informação e automação. Também são aplicados conhecimentos de administração, negócios e relações humanas, embora também seja possível encontrar disciplinas dessas áreas nos cursos mencionados anteriormente, dependendo da instituição de ensino. De modo geral, o profissional de Sistemas de Informação é mais focado em aplicar recursos de computação na solução de problemas – especialmente de atividades corporativas – do que desenvolvê-los.

Independente de sua escolha prepare-se para estudar bastante. Como já disse anteriormente cursos de graduação, em qualquer área, exigem disciplina e muita dedicação. Na Informática, as possibilidades de carreira são vastas, porém, o mercado é criterioso e absorve somente quem é bem preparado para atuar na área que escolheu. Outro alerta aos vestibulandos: prepare-se para nunca parar de estudar, será indispensável manter-se atualizado, visto que as tecnologias computacionais lidam com a sociedade como um todo e, por causa disso, estão em constante evolução.

Boa sorte! Reflitam bastante sobre o que vocês querem fazer da vida. E principalmente: Não deixe que ninguém tome essa decisão por você!

beijos!

CLOUD COMPUTING – Computação nas nuvens!

O termo Cloud Computing começou a ficar famoso em 2008, e, sem dúvida não tem data para sair da boca do povo da TI. No Brasil, a tradução do termo ficou: Computação nas Nuvens ou Computação em Nuvem.

Mas afinal o que é isso? O desenvolvimento de computadores nas alturas? OOOHH!! Não é nada disso! Essencialmente, ela busca materializar a ideia de utilizarmos, em qualquer lugar e independente de plataforma, as mais variadas aplicações por meio da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em nossos próprios computadores. Entenderam?

O mais normal sempre foi utilizar aplicativos instalados em nossos próprios computadores, assim como armazenar arquivos e dados em nossos próprios HDs, principalmente quando se trata de computadores de uso domético. No ambiente corporativo isso também acontecia/acontece, mas o cenário já é um pouco diferente, já que nele é mais fácil encontrar aplicações disponíveis em servidores que podem ser acessadas por qualquer terminal autorizado por meio de uma rede. Mas ainda assim, os servidores normalmente são próprios.

Tudo era feito dessa maneira para utilizar as aplicações mesmo sem acesso à internet ou à rede. Em outras palavras, é possível usar esses recursos de maneira off-line. Ponto positivo para o modelo tradicional! Entretanto, todos os dados gerados ficam restritos a esse computador, exceto quando compartilhados em rede, coisa que não é muito comum no ambiente doméstico. Vale lembra que com o avanço da tecnologia e facilidade de acesso, muitas casas tem bem mais de um computador…cada filho tem seu notebook, seu celular ultra-moderno que acessa rede sem-fio, temos ainda um ou dois computadores de mesa… tudo bem essa não é a realidade da maioria, mas vêm se tornamdo uma cena cada vez mai comum no Brasil e no mundo. E mesmo no ambiente corporativo, isso pode gerar algumas limitações, como a necessidade de se ter uma licença de um determinado software para cada computador, por exemplo. Ponto negativo para o modelo tradicional!

A evolução constante da computação e das telecomunicações está fazendo com que o acesso à internet se torne cada vez mais amplo e cada vez mais rápido. Em países mais desenvolvidos, como Japão e Estados Unidos, é possível ter acesso rápido à internet pagando-se muito pouco. Esse cenário cria a situação perfeita para a popularização da Cloud Computing. ÉÉÉ…o ponto positivo do modelo tradicional ficou fraquinho, fraquinho!

Com a Cloud Computing grande parte dos aplicativos, assim como arquivos e outros dados, não precisam mais estar instalados ou armazenados no computador do usuário ou em um servidor próximo. Esse conteúdo passa a ficar disponível nas “nuvens”, isto é, na internet ( vai dizer que o nome agora não faz todo sentido!?). Parece que talvez tudo isso complique ainda mais as coisas, porém cabe ao fornecedor do serviço todas as tarefas de desenvolvimento,armazenamento, manutenção, atualização, backup, escalonamento, etc. O usuário continua não precisando se preocupar com nada disso, apenas com acessar e utilizar ( e cometer todos os erros possíveis para travar o seu sistema! Brincadeirinha…).

Vamos a um exemplo prático dessa novidade: o Google Docs, serviço onde os usuários podem editar textos, fazer planilhas, elaborar apresentações de slides, armazenar arquivos, entre outros, tudo pela internet, sem necessidade de ter programas como o Microsoft Office ou OpenOffice.org instalados em suas máquinas. O que o usuário precisa fazer é apenas abrir o navegador de internet e acessar o endereço do Google Docs para começar a trabalhar, não importando qual o sistema operacional ou o computador utilizado para esse fim. Neste caso, o único cuidado que o usuário deve ter é o de utilizar um navegador de internet compatível, o que é o caso da maioria dos browsers da atualidade.

A ideia é sensacional e sem dúvida fará parte do nosso cotidiano futuro! É claro que ainda há muito o que se fazer. Por exemplo, a simples ideia de determinadas informações ficarem armazenadas em computadores de terceiros (no caso, os fornecedores de serviço), mesmo com documentos garantindo a privacidade e o sigilo, aterroriza desde empresários até usuários adolescentes! Motivo esse que obriga a questão da seguraça da informação “nas nuvens” ser beeeeem melhor estudada. Há outras questões também, como o problema da dependência de acesso à internet, tudo bem que as quedas vêm sendo cada vez mais incomuns, porém a chance existe, e aí o que fazer quando a conexão cair? Já existem algumas maneiras de tornar esse fato menos desesperador, como sincronização de aplicações off-line com on-line, mas tecnologias como essa ainda precisam evoluir bastante.

Mesmo assim, posso apostar que nosso futuro está “nas nuvens”!

beijos!

Grupo de hackers “invade” empresa de segurança!

Ai ai ai esses hackers! Como eu queria que eles usassem o conhecimento enorme que têm para fins construtivos…
Aí vai mais uma peripécia deles: depois de simplesmente invadirem o site de uma das maiores empresa americanas de segurança, a HBGary, o grupo de hackers, que se intitula Anonymous, decidiu publicar “dezenas de milhares” de e-mails do arquivo pessoal do fundador da companhia, Greg Hoglund. Imagina o desespero dessa pessoa quando descobriu que isso tinha acontecido! Um péssimo marketing para uma empresa de segurança…

O ataque veio dias depois da HBGary ter publicado um estudo completo com os nomes, endereços de IP, e-mails e links para perfis em redes sociais dos integrantes do Anonymous. Tudo isso acompanhado de uma tiração de sarro do Greg Hoglund sobre a atuação do grupo! Vingança melhor não poderia existir! Retaliação mais do que bem-sucedida, afinal os hackers, em resposta, publicaram um documento com os endereços de e-mail que estavam salvos num arquivo pessoal de Hoglund, que continha desde clientes até alvos de investigação! O baque foi tão grande que Greg Hoglund estava escalado para falar em um evento sobre segurança na web, em San Francisco, nos EUA, mas decidiu cancelar sua participação. Segundo o presidente da companhia, Penny Leavy, Hoglund ficou muito preocupado com o vazamento das informações e chegou a receber ameaças pessoais.

Uma semana antes desse ataque aos endereços, assim que os integrantes do grupo descobriram que estavam sendo investigados por um braço da HBGary, a HBGary Federal, a mando do governo dos Estados Unidos, decidiram invadir o site da empresa e assumir o controle do perfil do Twitter do responsável pelas investigações, Aaron Barr, que tinha dado uma entrevista ao jornal britânico Financial Times em que afirmava ter se infiltrado no Anonymous e conseguido informações pessoais sobre os principais hackers do grupo, o que os enfureceu. Eles, definitivamente trabalham bem enfurecidos! Portanto, nunca arrume briga com um hacker!hahahaha

É o negócio ficou feio para o lado deles…
Nessa batalha, pelo menos por enquanto, os hacker saíram vencedores!

beijos a todos vocês que ficaram morrendo de vontade de descobrir como eles conseguiram fazer isso e ficaram imaginando a conta de quem vocês invadiriam!