Quer lançar sua carreira no exterior? Saiba como o trabalho remoto pode te ajudar

Sair do Brasil e viver uma experiência no exterior é um assunto cada vez mais recorrente. Entre planos de mudar de vez ou viver apenas uma temporada em outro país, mais e mais profissionais têm optado por trocar o conforto de casa pela aventura de se estabelecer numa nova cultura. No universo de profissionais de TI essa mobilidade vem se tornando mais comum. A forte demanda por especialistas em tecnologias e a pouca oferta de mão-de-obra criou uma situação sem precedentes. Especialmente na Europa, as fronteiras estão ficando mais maleáveis e muitas empresas vêm flexibilizando seus modelos de contrato para contar com os melhores profissionais do mercado, não importando onde eles estejam.

Se você está pensando em lançar sua carreira no exterior, mas ainda não está seguro sobre dar esse passo, uma boa alternativa pode ser buscar um trabalho remoto. Uma das vantagens de ser um colaborador remoto para uma empresa internacional é a possibilidade de se familiarizar com uma nova cultura de trabalho sem se afastar da sua família, dos seus amigos e do seu país – onde você já conhece os problemas de trás para frente e sabe como resolvê-los.

Há ainda outros benefícios em se trabalhar remotamente. Numa empresa internacional, essa é a sua chance de praticar uma segunda língua e, dependendo do caso, ter a oportunidade de fazer algumas viagens a trabalho. Como o contrato remoto normalmente é orientado por volume e prazo de entrega, e não por horas trabalhadas, você tem mais flexibilidade de horário e liberdade para estar onde quiser. Com isso, você ganha horas livres na agenda para frequentar eventos da área e aprimorar seu networking.

Em termos financeiros, o trabalho remoto também pode ser recompensador. Isso porque, na maior parte das vezes, a empresa contratante calcula o salário do trabalhador remoto num valor um pouco abaixo do que ela paga ao trabalhador na origem, mas maior que a média de mercado do local onde está o colaborador. Nos casos em que o país da empresa tem moeda mais forte do que no Brasil, a recompensa é ainda maior, como você pode imaginar.

Muitas vezes quem tem a experiência de trabalhar remotamente para uma empresa internacional se sente encorajado a dar mais um passo para fora da sua zona de conforto. Ou seja, começa a se mobilizar para, afinal, sair do Brasil. Na busca por trabalho em um novo país, pode ter certeza de que sua experiência remota pode ser decisiva. Afinal, ela diz algumas coisas sobre você e sua capacidade de adaptação, organização e sua produtividade.  

Com o alto déficit de profissionais de TI na Europa e com as barreiras que ainda existem relativamente à concessão de vistos, muitas empresas veem no trabalho remoto a solução dos seus problemas de contratação. Na Landing.jobs, cada vez mais empregadores estão abertos à possibilidade de contratar um profissional estrangeiro sem precisar deslocá-lo do país onde vive. Que tal tentar essa experiência e dar o primeiro passo na internacionalização da sua carreira?

Mil beijos!

Concurso levará empreendedora brasileira a Tel Aviv

 

A Start Tel Aviv, competição anual entre startups de 23 países organizada pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel e pela prefeitura de Tel Aviv, contará pela primeira vez com a participação do Brasil.

O evento oferece a empreendedores de todo o mundo a oportunidade de participar de uma experiência intensa de cinco dias no incomparável ecossistema de startups de Tel Aviv durante o Festival de Inovação DLD, que acontecerá em setembro.

Este ano, o concurso será apenas entre mulheres empreendedoras nas diversas áreas de tecnologia. Mulheres entre 25 e 35 anos de todo o país já podem concorrer a uma viagem a Tel Aviv, entre 25 e 29 de setembro de 2016, com tudo pago.  

Para participar da Start Tel Aviv Brasil 2016 é preciso baixar e preencher o formulário no site do concurso https://starttelavivbrasil2016.wordpress.com/ e enviar para o e-mail starttelavivbrasil@gmail.com com um vídeo em inglês de até dois minutos que contenha a ideia da startup.

As inscrições vão até o dia 5 de maio de 2016. O regulamento também está no site do concurso.

Tecnologia e Gênero: distinção importa?

Este artigo foi criado pela equipe Bitdefender Antivírus para uso exclusivo do site Mulheres na Computação.

Não se pode mais negar: o empoderamento feminino, finalmente, é uma pauta que vem crescendo e sendo discutida nos mais diversos âmbitos da sociedade. Na área de computação e tecnologia da informação, não poderia ser diferente. Para assinalar o Dia Internacional da Mulher de 2016, a equipe do site HOTforSecurity foi em busca de alguém que pudesse falar sobre o assunto com prioridade.

A convidada foi Ivona Chili, 20 anos de idade, estudante na Faculdade de Ciência da Computação A. I. Cuza de Iasi (Romênia) e um dos mais jovens nomes na área de pesquisa de segurança cibernética da empresa Bitdefender – internacionalmente reconhecida por suas soluções e softwares antivírus, com destaque para o Internet Security, que é a melhor proteção para navegação on-line.

Gênero e mercado de trabalho

O bate-papo com Ivona foi marcado por uma observação inquestionável: códigos não possuem distinção de gênero. Diante deste fato, surge a pergunta, onde estão as mulheres nos debates, rodas de discussão, mesas de reuniões, fóruns e tantos outros ambientes que propiciam a troca de informações e desenvolvimento do setor? Para Ivona, a questão é justamente o receio de tentar se encaixar em um ambiente predominantemente masculino, muitas vezes, motivado pela falsa ideia de não ser possível obter sucesso em uma área tão rápida e evolutiva.

Desde o ensino médio, a estudante tinha consciência de seu gosto pela área de TI. Seus primeiros passos foram motivados por um professor de ciência da computação que, segundo ela, a guiou e ajudou nas fases de aprendizado, até que ela pudesse consolidar seus conhecimentos e optar por uma carreira em segurança cibernética. A oportunidade de ingressar na equipe anti-malware Bitdefender surgiu, somente, após testes rigorosos de qualificação, que resultaram na oferta de emprego.

Ivona destaca que, mesmo não tendo sofrido com essa realidade dentro da Bitdefender, está ciente que, em geral, a indústria TI ainda é majoritariamente dominada por homens e – pasmem – grande parte das pessoas acredita que os programadores do sexo masculino são melhores do que as mulheres. Simples assim.

As provações e questionamentos constantes baseados apenas no gênero, infelizmente, ainda são algumas das barreiras encontradas pelo público feminino no universo da tecnologia. A partir daí, torna-se fácil imaginar o porquê de muitas mulheres julgarem essa indústria como pouco interessante ou viável para seu crescimento profissional.

As pessoas acreditam que os profissionais de computação vivem em um mundo solitário e antissocial, o que não é uma representação muito atraente ou precisa. Mas, na minha opinião, uma vez superado esse estereótipo, elas vão descobrir que a chamada “cultura geek” não é tão ruim quanto ouviram. Ao nível da indústria, percebido este hiato, a tendência é que hajam mudanças à medida que mais mulheres se juntem a este campo e que suas realizações acabem gerando consciência no setor”, defende Ivana.

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Por onde começar e o que realmente importa

Mesmo diante da resistência comumente enfrentada pelo público feminino, a principal preocupação a ser considerada, na verdade, é o desenvolvimento de habilidades técnicas, segundo Ivana. Tais habilidades devem englobar desde o conhecimento de diferentes linguagens de programação e do campo de segurança cibernética em geral, até a capacidade de comunicação com pessoas, planejamento e organização.

Segundo ela, a educação formal tem um papel muito importante na formação de uma carreira, não somente pelo diploma, mas para a obtenção de um entendimento mais amplo dos campos disponíveis na área – fornecendo a base necessária para a reflexão de “por onde começar” e qual o caminho a se seguir. Por outro lado, a educação não formal é capaz de proporcionar possibilidades sem limites de aprendizado, oferecendo a liberdade de explorar novos conceitos, correr riscos e ir além.

Para completar, a estudante defende que, o que realmente importa, na verdade, é a motivação de quem deseja aprender, sempre pautada pela paixão e alegria ao assumir desafios. “Se estamos de mente aberta e apaixonados pelo nosso trabalho, podemos trazer uma nova perspectiva sobre as coisas. Nós temos o poder de inovar e influenciar as percepções, só nos falta a audácia”.

You go, girl!

Imagens: geomarketing / a confraria das divas.