Quem nunca quis um robô?!

Confesso que eu toda vez que eu estou pondo a mesa do jantar, ou lavando a louça, imagino que bem que podia existir um robozinho que fizesse essas tarefas domésticas por mim ( quando estou atolada de trabalho, estudo atrasado na faculdade e mais um milhão de coisas para resolver não vou negar que não penso que ele podia fazer essas tarefinhas por mim também, mas finje que eu não falei nada…). Foi por esse e outros fatos que orbitam o imaginario da sociedade, que um grupo de pesquisadores internacionais de várias áreas, elaborou um estudo que identifica as principais questões éticas e sociais que envolvem a robótica e suas pesquisas. Listaram ainda uma série de medidas necessárias para assegurar que a evolução desse tipo de tecnologia leve em consideração o benefício da sociedade, e somente isso.

Esse estudo se preocupa com o fato da robótica estar prestes a quebrar um paradigma e invadir a casa das pessoas, nosso dia-a-dia. O uso dos robôs nas indústrias, como na fabricação de automóveis, ou em situações muito perigosas para as pessoas, como na desativação de explosivos e na exploração submarina já é um fato consolidado. Mas, robôs com aplicações práticas em todos os aspectos das nossas vidas, de aspiradores de pó que trabalham sozinhos até carros que dispensam motoristas, ainda são novidades/sonhos. Realidade essa nem tão distante quanto você imagina!

Na Europa, aproximadamente 1.000 carros inteligentes começaram a ser testados em 2010, e especialistas esperam que os carros sem motorista estejam nas estradas dentro de 10 anos. Temos ainda os robôs para auxiliar idosos e as pernas biônicas, que prometem devolver a capacidade de andar a pessoas com diversos tipos de paralisia. Mas essa verdadeira invasão da robótica nas aplicações diárias tem um lado ruim, que acaba por sucitar uma série discussões, como a autonomia dos robôs, a privacidade e a coleta de dados pessoais.

Bom, vamos ao que interessa! As principais conclusões do estudo foram:

– as aplicações na área da saúde, a proteção de dados pessoais, a autonomia dos robôs e a responsabilidade por eles e o custo/benefício das pesquisas são tópicos que merecem uma atenção maior.

– a abordagem multidisciplinar é crucial: a robótica se baseia em e serve a muitas áreas, e seus impactos alcançam toda a sociedade. Sendo assim, uma evolução estruturada só será possível com a participação de uma comunidade que inclua profissionais da área de robótica, humanidades e até artes. ( computação também! Essa foi por minha conta ). Será necessário reunir todos os elementos e desenvolver um entendimento comum das questões antes de se chegar a um acordo sobre como eles podem ser enfrentados em conjunto com a humanidade.

– a idéia pública da robótica é baseada nos robôs presentes nos filmes, o que pode tornar difícil para as pessoas entenderem os benefícios e os limites da robótica na vida real. Ou seja, a gente vai querer um ajudante igual ao do filme “O Homem Bicentenário” que até se apaixona!hahahahaha, sem querer duvidar da ciência, mas é impossível!

Queria falar ainda sobre as Leis de Asimov ( juro que é a útima coisinha! Sei que o post já está grande…). São três leis que foram elaboradas pelo escritor Isaac Asimov em seu livro de ficção I, Robot (“Eu, Robô”) que, são as ditas ” Leis da Robótica” e, portanto, dirigem o comportamento dos robôs. São elas:

1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Para o grupo de cientistas do estudo, é importante que os pesquisadores e os patrocinadores das pesquisas assumam a responsabilidade pelos robôs em um estágio inicial, até que a sociedade tenha chegado a um acordo a quem cabe de fato essa responsabilidade. Os cientistas pretendem agora desenvolver uma versão atualizada das Leis de Asimov ( que fazem parte de uma ficção ciéntifica, isso é o ápice! Sério! ) para os projetistas e usuários de robôs, com o objetivo de criar um amplo debate na sociedade sobre “a chegada dos robôs”.

Fiquei muito ansiosa…

beijos!

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