II Encontro Nacional de Mulheres na Tecnologia: minhas impressões

Esse fim de semana foi de encontros e celebrações…muita gente bacana e ávida por mudar o cenário da TI : )

Nem preciso falar que foi incrível estar com todas essas mulheres que são referência para mim, que eu admiro, me inspiro e apoio de todas as maneiras que posso! São mulheres da tecnologia que lutam por um mundo melhor, que não ficam paradas e não se deixam ser paradas por nada nem ninguém…elas são um exemplo para todas e todos e nesse encontro muita delas foram para Goiânia se encontrar.

Antes de contar um pouquinho das palestras que eu vi, queria levantar um ponto: a participação dos homens. Eles são bastante importantes nesse processo de mudança que estamos querendo…eles são maioria e estão nas posições de destaque da área. Não é dificil entender que eles podem e muito acelerar todo o processo ou deixar ele mais tranquilo, certo?! A conscientização deles é determinante em todo esse processo. Sabe quem já tinha falado isso por aqui a algum tempo?! A Rebecca Parson, Chief Technology Officer da Thoughtworks numa conversa com a gente em uma das entrevistas do vozes femininas, lembram?! Essa aqui!

A programação completa foi essa aqui:

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Agora sobre as palestras que eu vi:

1. Deb Xavier

A Deb abriu as palestras na sexta feira. Fez todo mundo refletir sobre Empreendedorismo e Tecnologia, dividindo de maneira descontraída e motivada a sua história incrível e tudo que tem aprendido nas suas andanças com o Jogo de Damas.

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2. Cláudia Mello

A Cláudia, com seus anos de experiência em tecnologia e olhar crítico, fez todo mundo refletir sobre quem anda controlando a internet e qual é a www que as mulheres querem. Foi incrível e fez todo mundo colocar a mão na consciência para pensar o que está fazendo na rede.

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3. Desirée Santos

Conhecida de longa data do mulheres na computação, a Desi arrasou! Deu uma palestra sobre Domótica (controle e automação por comandos de voz) incrível que deixou todo mundo vidrado por mais de uma hora…nem lembramos que tínhamos que sair para almoçar! Contou sobre o projeto lindo dela que está disponível em http://github.com/desireesantos/lamp

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4. Roberta Pacheco

A grande advogada Roberta levou para nosso encontro uma visão mais júridica sobre equidade de gênero. Incrível! Aliás, vocês sabem qual a diferença entre sexo e gênero? Sexo é biologia, gênero é construção social.

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5. EU : )

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Eu tive a sorte de fazer parte desse time incrível de palestrantes. Dei uma palestra sobre o que estou fazendo por mais mulheres na computação (disponível nesse link para quem quiser ver!).

É isso! Queria deixar pública a minha felicidade de fazer parte desse encontro lindo! Muito obrigada por tudo! Estamos tod@s juntos nessa luta por uma tecnologia mais igualitária, equidade de gênero e liberdade de expressão!

 

beijos!

 

 

Vozes Femininas: Rebecca Parson

rebecca-parsons-profileHoje nossa entrevistada é internacional! Olha que chique!

Dra. Rebecca Parsons é Diretora de Tecnologia da ThoughtWorks. Ela tem mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de aplicações, em setores que vão desde as telecomunicações aos serviços de internet emergentes. Ela tem uma vasta experiência de liderança na criação de grandes aplicações distribuídas e integração de sistemas. Já trabalhei na Austrália, Canadá, África do Sul, Reino Unido e EUA.

Como a entrevista está em inglês fiz uma tradução livre. Aproveitem:

Porque você decidiu seguir carreira na área de tecnologia?

Comecei a programar quando tinha 13 anos de idade. Sempre gostei de programar. Sempre gostei de linguagens. Me vejo mais como matemática do que como cientista da computação, mas hoje me considero sim uma cientista. Meus pais me fizeram acreditar que eu podia fazer qualquer coisa que eu quisesse, então saber que teriam muitos homens em volta não me impediu de fazer o que eu queria.

Porque você acha que tem tão poucas mulheres no mundo da TI?

Parte disso é um esteriótipo de que desenvolvedores vivem no sotão da casa da mãe, não tomam banho regularmente e nunca vêm o sol. Ele é de fato forte e muitas mulheres não se identificam com isso. Mas exitem também motivos culturais, tem coisas que nos fazem sentir que estamos num mundo masculino, por exemplo, quando vemos um anúncio que exalta o fato de terem bartender mulheres. E isso é um fato…se tem um desenho de uma bartender mulher num bar novo, quer dizer que eles estão esperando que homem frequentem aquele lugar. São esses pequenos sinais que desestimulam as mulheres.

Mas o que podemos fazer para mudar isso?

Acredito que muita da responsabilidade vai para pessoas como eu, sendo cada vez mais visíveis. Outra grande parcela da responsabilidade vai para os homens que devem se opor quando eles escutam coisas como essa, pois não serão somente mulheres dizendo, “desculpe, não há nenhuma mulher falando nessa conferência” ou “porque essa propaganda é tão ofensiva para as mulheres?”, pois não são só mulheres que mudarão essa cultura, não somos suficientes, deve haver mais homens que se indignem quando essas coisas acontecerem e digam: “Essa não é a cultura que queremos, queremos que ela seja mais receptiva para as mulheres”.

Aqui está o áudio original e em inglês: rebecca

beijos e espero que gostem : )

PS.: A voz de homem é do meu namorado que foi fofo e foi entrevistá-lo enquanto eu estava entrevistando a Mariana Bravo (post passado!). Fofo, né!? : )