Technovation Challenge: encorajando as futuras mulheres a programar!

“Através de aplicativos móveis desenvolvidos no Technovation Challenge, A Iridescent (organização sem fins lucrativos) atingiu milhares de meninas nos Estados Unidos. Agora eles querem atingir todo o mundo.”

Hoje o post é sobre uma iniciativa que chegou até mim algumas semanas atrás e merece ser conhecida por todos…e eu não poderia deixar de falar sobre ela pra vocês, afinal ela tem tudo a ver com a gente, e isso vocês já devem ter percebido só pela primeira frase.

Como tudo comecou…

Tara Chklovski cresceu na Índia e disse que lá meninas e meninos foram igualmente encorajadas a estudar engenharia e ciências. Sim!!! É isso mesmo que você ouviu. Então, quando ela foi para os EUA  com seus vinte e poucos anos, ela se surpreendeu ao ver as mulheres se afastando de carreiras em tecnologia.

“Fiquei impressionado pela forma como, em um país de primeiro mundo, tem mulheres que não se vêem como inventores e solucionadores de problemas”, disse ela. “As mulheres não vêem a ciência e a engenharia  como campos acessíveis a elas.”

Chklovski tinha planejado prosseguir o doutorado em engenharia aeroespacial e depois trabalhar para uma companhia de aviação. Mas, ao longo do caminho, ela decidiu mudar de direção e iniciar o Iridescent, uma organização sem fins lucrativos, com a missão de levar a STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) para os colegiais e incentivar mulheres engenheiras, cientistas e de outros cargos da tecnologia a serem mentoras.

E agora que o programa está ganhando força em os EUA, ela está ampliando seu escopo para países ao redor do mundo. Vem pro Brasil lalala!!! Vem pro Brasil lalala!!! : )

Fazer grandes aulas on-line e Criar

Através do  Technovation Challenge, meninas de todo Estados Unidos participam de um programa de desenvolvimento de aplicativos móveis de 12 semanas, que inclui a participação de lideranças femininas da tecnologia como a CEO do Yahoo, Marissa Mayer e Cristal Hutter, CEO da Edmodo,  CEO. As participantes reúnem-se com sua equipe e um professor orientador ou local a cada semana pessoalmente, e seguem as instruções on-line através P2PU, um projeto de educação on-line aberto.

“[O programa] É um híbrido entre meetups e Coursera”, disse Chklovski.

Este ano, por exemplo, o programa desafiou mais de 100 equipes de meninas a criar um aplicativo móvel que resolve um problema em sua comunidade. Algumas das finalistas mostrarão suas ideias para juízes do Google, Dropbox, o Office of Naval Research e outras organizações STEM. A equipe vencedora ganhará US $ 10.000 dólares para trazer o seu aplicativo para o mercado.

Dada a escassez de instrução de programação nas escolas norte-americanas – não é oferecido em 90% das escolas norte-americanas (segundo estatísticas, no Brasil esse número é menor que 1%), mesmo sabendo que que os “trabalhos” que exigem programação estão crescendo ao dobro do ritmo de outros trabalhos, de acordo com Code.org. Temos que mudar essa situação pra ontem!

Mas, como o Vale do Silício bem sabe, a necessidade de formação técnica é ainda mais pronunciada entre as mulheres e meninas. Enquanto cerca de 57% dos diplomas de bacharel vão para mulheres, a porcentagem desses que é em ciência da computação para elas é menos que 10%. Além de Iridescent, organizações como Girls Who Code, Girl Develop It e Black Girls Code e umas bem menores como uma tal de Mulheres na Computação estão tentando reverter essa diferença entre os sexos na tecnologia com as próprias mãos, dando apoio, informação e até treinamento para as mulheres e meninas.

Olhando para o mundo em desenvolvimento

Nos sete anos desde o seu lançamento, Iridescent levantou milhões de dólares da National Science Foundation e do Instituto de Pesquisa Naval Americano e tem parceria com empresas de tecnologia de topo como Google, Microsoft, Twitter e LinkedIn para orientar e educar mais de 17 mil meninas em NY , Los Angeles, Chicago, Boston e outras regiões através de seus diversos programas.

Pela primeira este ano, equipes internacionais competiram no desafio, mas Chklovksi disse que quer ir além equipes mais ricas do exterior para as meninas nos países em desenvolvimento.

A Iridescent até pode arcar com o custo das equipes com telefones celulares e tem parceiros corporativos na sua rede internacionais para ajudar a fornecer acesso a outras tecnologias, mas o maior problema aqui é de infra-estrutura – por exemplo, como atingir áreas que não ter acesso à Internet? A tentativa, segundo Chklovksi, é levar conteúdo em pen-drives por exemplo para que os alunos não fiquem dependentes da Internet.

Outras equipes podem enfrentar barreiras culturais. Por exemplo, a equipe de Gana, que queria participar do desafio este ano teve dificuldades, pois culturalmente um desafio como esse só era apropriados para homens de meia-idade que têm telefones celulares, e não meninas. Traduzindo o conteúdo do programa do inglês para  diferentes idiomas, provavelmente, será outra questão para possibilitar o aumento da presença da Iridescent no mundo em desenvolvimento.

O que dá pra perceber é que eles estão aprendendo e trabalhando bastante para solucionar problemas que surgem nessa empreitada mundial. O que é maravilhoso!

“Queremos meninas em países do terceiro mundo olhando para um telefone e dizendo: ‘Eu posso consertar isso. É ter a confiança para pensar em si própria como inventora. Estamos mudando a forma como o público vê as meninas e a maneira com elas mesmas se vêem “. AAAAA também quero que isso aconteça!

Linda a iniciativa né!? Gostaram!?

Só pra encerrar o post que já ficou grande e pra quem tiver um tempinho aí vai um video que está inclusive na página oficial do desafio que é: http://iridescentlearning.org/programs/technovation-challenge/ e é muito bacana! Curti muito!

beijos!

FONTE: GigaOM, Iridescent, Women2.0

5 coisas que você deve esperar quando for aprender a programar!

Ultimamente, várias pessoas têm me perguntado como aprender a programar, como eu aprendi ( se é que eu aprendi! rs ) e aí me deparei com um post no blog do Drew D’Agostino que eu achei bem simpático e vou fazer uma releitura aqui pra vocês, beleza!? Quem quiser ver o original está aqui.

Agora vamos a minha versão?!

Bom, quando eu decidi fazer Ciência da Computação, ou melhor o destino decidiu perfeitamente pra mim que eu deveria fazer Ciência da Computação, afinal eu ia fazer Engenharia ( qualquer uma, não importava) e Ciência da Computação era minha 3° opção. Quando não passei em engenharia foi um drama e hoje vejo que essa foi uma das melhores coisas que me aconteceram!

Descobri que programar é uma maneira de tornar realidade aquilo que só existe na imaginação, no pensamento, no raciocínio. Vai além de novas linguagens, de conceitos e de oportunidades. Programação é uma plataforma para a criatividade.

Abaixo vou listar 5 fatos que a programação mostrou pra mim e pro Drew D’Agostinho! rs

São coisas que eu tenho experimentado várias vezes durante esses anos de IME e de projetos. Eu acho que eles são bastante universais.

1. Você vai perceber o quão inteligente você é e o quanto não é.

aaaa que menina fofa! Tinha que arrumar um jeito de colocar ela no post!

É fácil deixar subir à sua cabeça quando alguém diz : “Nossa, como você é bom”, só pela interface fofinha que você fez. Porém,  tudo vai por água abaixo quando você precisa programar em uma linguagem desconhecida ou entender um projeto mostruoso e você leva semanas/meses com isso.  Programação não é assim. Ele vai te dar uma tela lotada de erros só porque você esqueceu um ponto-e-vírgula.
2. Você vai “perder” horas a fio fazendo algo errado.

ooooh cansera!

Eu digo perder, porque isso é o que se sente às vezes. Você passa uma noite inteira fazendo função atrás de função, testes e mais testes,  vai para a cama feliz e, no dia seguinte percebe que eles são totalmente incompatível com o sistema como um todo, que eles não são exatamente o que você precisava e você tem que refazê-las. Você tem certeza que é uma perda, mas não é. Você está sempre aprendendo quando programa, se o seu código resolve ou não o problema. A chave é aprender com o que você fez de errado e, na verdade, da próxima vez que ele vem não cometer o mesmo erro (como com qualquer coisa na vida).

3. Você vai aprender como aprender.

Se vira! Pega o livro, lê e aprende!

Isso vale para tudo – não apenas coisas de computação. O maior desafio de começar a aprender a código não é conjuntos de sintaxe ou problema …Por quê? Porque você não tem idéia do que você está olhando, do que tem pela frente. Você não sabe por onde começar. Mas você começa e vai, vai, vai e aprende sozinho e é obrigado a pensar e resolver os seus problemas com suas próprias mãos. Isso te dará uma autonomia que você leva pra vida toda.

4. Você vai pensar em tudo de forma diferente.

Pensa! Pensa! Cria! Pensa! Pensa!

Você vai olhar o site bonitinho e vai “Inspecionar elemento” pra ver como aquilo foi feito, vai começar a achar muito normal palavras como implementar e incrementar, vai dançar quando nenhuma linha for impressa depois que rodar um código e passar mais de 12 horas na frente de um computador.

5. Você vai se perguntar por que não começou antes.

Outra da série: Menina fofa que eu precisava colocar no post!

Eu aprendi a programar só na faculdade e fico pensando que devia ter fuçado antes nessa área, isso teria me trazido inúmeros benefícios. Devia, pelo menos, ter  lido mais sobre isso na adolescência e estudado mais matemática no colégio! rs

É isso…alguém tem mais algum fato pra acrescentar? Comentem!

beijos!

12 princípios por trás do Manifesto Ágil.

 

 

Já que faltam 12 dias para a AGILE2012, aí vão os 12 princípios por trás do Manifesto Ágil…

  1. Lembre que a mais alta prioridade é a satisfação do cliente, por meio da liberação mais rápida e contínua de software de valor;
  2. Receba bem as mudanças de requisitos, mesmo em estágios tardios do desenvolvimento. Processos ágeis devem admitir mudanças que trazem vantagens competitivas para o cliente;
  3. Libere software freqüentemente (em intervalos de 2 semanas até 2 meses), dando preferência para uma escala de tempo mais curta;
  4. Mantenha pessoas ligadas ao negócio (cliente) e desenvolvedores trabalhando juntos a maior parte do tempo do projeto;
  5. Construa projetos com indivíduos motivados, dê a eles o ambiente e o suporte que precisam. Confie neles;
  6. O método mais eficiente e efetivo para repassar informação entre uma equipe de desenvolvimento é pela comunicação face-a-face;
  7. Software funcionando é a principal medida de progresso de um projeto de software;
  8. Processos ágeis promovem desenvolvimento sustentado. Assim, patrocinadores, desenvolvedores e usuários devem ser capazes de manter conversação pacífica sempre;
  9. A atenção contínua para a excelência técnica e um bom projeto (design) aprimoram a agilidade;
  10. Simplicidade é essencial, devendo ser assumida em todos os aspectos do projeto;
  11. As melhores arquiteturas, requisitos e projetos emergem de equipes auto-organizadas;
  12. Em intervalos regulares, as equipes devem refletir sobre como se tornarem mais efetivas, e então refinarem e ajustarem seu comportamento.

Fonte: Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software
beijos!