Nossa “vida” não é a única possível!

Segundo a Nasa, a bactéria GFAJ-1, além de respirar oxigênio e consumir açúcar como todos os outros seres vivos, possui a capacidade de sobreviver em meio ao arsênio (substância altamente tóxica). E como se isso não bastasse: ela também o incorpora à sua estrutura celular, utilizando-o para funções químicas. Não é uma simples tolerância, entende!? Tudo bem, isso legal, mas…e daí?! Daí que um dos maiores paradigmas da ciência, foi por água abaixo.

Acreditava-se que todos os seres vivos dependiam de carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre, que formam nossos três componentes básicos: DNA, proteínas e gorduras. Com essa descoberta, isso mudou. Afinal, sabemos agora, que ainda que em condições extremas, é possível substituir o fósforo pelo arsênio, que, acreditavamos ser tóxico aos seres vivos, justamente porque tem uma composição muito parecida com a do fósforo e, por isso, pode tomar o seu lugar nas moléculas do organismo.

Agora, uma curiosidade: essa descoberta, veio por acaso. A bactéria foi encontrada no Lago Mono, na Califórnia (EUA), onde acreditava-se que a vida era impossível por causa da presença maciça de arsênio. Ainda não se conseguiu provar que o organismo é capaz de substituir completamente o fósforo em sua composição.

Ok, não dá nem pra comparar com uma descoberta do tipo: OS ETs EXISTEM! Mas, convenhamos, têm uma importância enorme, uma vez, que é uma prova de que a vida como nós a conhecemos não é a única possível.

Outro “uso” dessa descoberta é, a possibilidade, do desenvolvimento de novas fontes de energia renováveis, baseadas em seres vivos que metabolizem o arsênio.