Semana da Mulher na Tecnologia | Day 1

Olá pessoal,

hoje tivemos o primeiro encontro da Semana da Mulheres na Tecnologia. O evento rolou lá na TOTVs e foi I N C R Í V E L!

Conversamos sobre o passado, presente e futuro das mulheres na competição. Tudo começou com uma contextualização sobre a história das mulheres na TI, e depois tivemos um depoimento da Nathalia Goes, integrante do primeiro time internacional a ficar no pódio do Technovation Challenge lá na Califórnia em 2013, ela contou sobre o que estamos fazendo, no presente, para mudar o cenário das mulheres.

Mas a parte mais legal de todas foi a discussão sobre o futuro e os principais pontos de ação para mudarmos tudo isso. A discussão foi bastante proveitosa e aí vão os 3 principais pontos de ação que nós traçamos juntas:

1. Escancarar: nós precisamos falar, colocar a boca no trombone e não deixar de participar de eventos , tirar dúvidas ou nos excluir das rodinhas de discussão da faculdade.

2. Informação para os pais: sabemos que a construção de gênero e esteriótipos vem em boa parte dos nossos lares e muitas vezes não por mal os pais desencorajam essas meninas a seguir carreiras como TI. Precisamos informar esses país como incentivar nossas meninas ou no mínimo não desencorajá-las.

3. Começar na base: precisamos começar ainda na educação infantil não só ensinar tecnologia, mas mostrar que não existe diferença entre uma mulher ou um homem de TI, um não é melhor do que o outro.

Foi um papo muito bacana! Assim que tiver as fotos do evento eu atualizo aqui, bele!?

Beijos,

Cami

Tecnologia: “Feliz Dia Internacional da Mulher”

Dia-Internacional-da-Mulher-2015

Com o slogan “Feliz Dia Internacional da Mulher”, a site de procura Google homenageia com um doodle todas as mulheres do mundo em seu dia, a A Ilustração traz mulheres em diversas áreas de atuação profissional, artes e esportiva. Unindo  as diversas imagens de mulheres talentosas com as letras que formam a palavra Google.

Desde meados da década de 1960, convencionou-se comemorar o Dia Internacional da Mulher em 08 de março. Essa data é tida como símbolo de uma série de reivindicações e conquistas de direitos, sobretudo no âmbito trabalhista.

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Conquistas das Mulheres Brasileiras

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas.

A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

O que NÓS estamos fazendo

Semana da Mulher na Tecnologia
Amoresss!!!!!!!! Aprontamos mais uma!!!!!!!!! Vai ser uma série de eventos práticos e discussões com foco nas mulheres na área de tecnologia vão ser realizados entre os dias 9 e 13 de março, em empresas como Microsoft e Twitter. Veja a programação completa aqui.

Mil beijos a todas as mulheres desse Brasil! ❤

Sim, eu escrevo como mulher!

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“Mulher só fala de romance, coisinhas bobas, mas o homem não, o homem sabe escrever a verdadeira literatura, sem babaquice. E isso você consegue perceber de longe”. Essa é uma das afirmações que mais escuto quando estou em algum restaurante, loja ou até mesmo em uma fila de banco. Ri-dí-cu-lo. Acredito que quem fala isso deveria ler mais sobre autores, gêneros literários… E parar de caracterizar a literatura por “Ahh, esse sim foi feito por um homem” e “Ihh, já sei que foi mulher quem escreveu.”

E não vejo isso só na literatura, mas também na escrita de códigos, pois é muito comum, e confesso que já cheguei a ouvir de colegas de curso, que sabia que tinha sido eu quem tinha feito um determinado programa em C++ porque ele tinha muitos erros, sendo que na verdade era de um outro amigo, um menino.

Eu não vejo diferença entre a escrita de um homem e de uma mulher, porque para mim tanto um quanto o outro produzem algo que me levam a imaginar pessoas, lugares, objetos e esse algo é fascinante e não pode ser dividido em literatura de homem ou literatura de mulher. O gênero a ser analisado é se é uma crônica, um conto, poema e não estereotipar. Porque, tipo, tanto meninos quanto meninas podem escrever bem e programar bem, é só uma questão de treino. Afinal, ninguém já nasce escrevendo um romance, nem desenvolvendo um BD para um empresa, nem muito menos montando a rede desse lugar.

Todavia, o pior foi o que aconteceu outro dia, visto que passei por uma situação nada legal. Eu estava em uma repartição pública quando um servidor falou que conhecia meus poemas e crônicas pelo Facebook e então disse:

-Soraya, se eu não tivesse lido quem era que tinha escrito eu jurava que não era uma mulher. Porque assim, você não escreve como mulher.

E ele ainda quis embasar esse comentário terrível em uma pesquisa que segundo ele dizia que “homens são mais claros, não precisam ficarem enrolando para dizerem algo” e disse ainda que esses mesmos pesquisadores” fizeram até um algoritmo para os usuários testarem se era homem ou mulher que estava escrevendo.” Eu não sei explicar ao certo minha reação nesse momento, mas me lembro muita bem da resposta:

– Sim, eu escrevo como mulher e eu acho idiotice afirmar tão categoricamente algo desse tipo.

Só porque gosto de escrever sobre tecnologia não quer dizer que sou homem. Eu já nem sei mais quantas vezes tive que passar por cenas desse tipo, mas nunca me cansarei de dizer que sim, escrevo poesias, crônicas, artigos científicos e sou mulher; eu faço um curso técnico em Informática e sou mulher; trabalho no desenvolvimento de Jogos Digitais Educacionais e sou mulher. Eu gosto de juntar Humanas, linguagens e Tecnológicas e não vejo mal algum nisso. É o que me motiva!

Por isso, acredito que uma das coisas que teremos que continuar fazendo para destruir os estereótipos é mostrar quem somos e o que fazemos e assim entenderão que todos podemos atuar em uma mesma área ou em várias, sendo homens ou mulheres, afinal, somos livres para fazermos o que quisermos!