Exército dos EUA cria “vigia” de perfis nas redes sociais

O Exército americano está desenvolvendo um software de controle e manipulação de redes sociais para fazer propaganda pró-Estados Unidos ao redor do mundo, segundo reportagem do jornal britânico The Guardian. O programa foi encomendado a uma fabricante da Califórnia, por meio de uma licitação do Comando Central do Exército, o Centcom.

A companhia, cujo nome não foi revelado, foi contratada para fabricar um software capaz de criar “perfis-robô” em sites de relacionamentos que possam ser controlados a partir de uma única conta. Segundo uma pessoa ligada ao Exército informou ao Guardian, o programa vai permitir que cada funcionário controle até dez perfis falsos ao mesmo tempo.

De acordo com o porta-voz do Exército, Comandante Bill Speaks, a tecnologia que está sendo criada vai permitir que o Centcom monitore as mensagens hostis aos EUA publicadas na internet em outras línguas. Ele acrescenta que nenhuma dessas “intervenções” será em inglês, visto que “seria ilegal abordar cidadãos americanos dessa forma”.

Quando o software estiver pronto, ele vai apontar para os controladores dos perfis onde o nome dos Estados Unidos é mencionado. A partir daí, o oficial do governo poderá intervir na conversa como se fosse uma pessoa real, e não um funcionário da Casa Branca. A estratégia, segundo o Centcom, é difundir uma boa imagem dos EUA para internautas ao redor do mundo.

O foco do software, segundo o Exército, não é nenhuma rede específica nem sites baseados nos EUA – em inglês ou não. A intenção é apenas responder às mensagens de violência contra o país.

Lendo a nbotícia desse jeito nem parece tão ruim vai!? Eu duvidei que eles usariam SÓ para responder mensagens suspeitas…

AGORA VAMOS A REALIDADE:

O grupo Anonymous descobriu um projeto do Exército dos EUA chamado Metal Gear, que visa a construir identidades falsas na internet para divulgar propaganda. Isto se dará com ajuda de um software que irá criar perfis no Facebook ou no Twitter  para influenciar nos fóruns e discussões da Rede. De fato, esta iniciativa já poderia estar sendo posta em prática no Iraque e no Afeganistão.

De acordo com documentos publicados pelo Anonymous, o projeto Metal Gear pretende construir um “software” para manipular as redes sociais. O processo está criando “falsas identidades online” nestas redes. Assim, os militares dos EUA podem fazer comentários, introduzir argumentos contrários e, finalmente, gerar pontos de vista com toda a legitimidade que é conseguida por um perfil normal de um cidadão.

Esta estratégia de propaganda, se podem construir perfis que realmente se parecem com de alguém real, incluindo toda uma rede de amigos e uma história pregressa, como uma profissão, conhecimentos associados, e vida pessoal. Um perfil falso teria mais chance de sucesso que uma instituição na hora de proteger os interesses do Exército dos Estados Unidos em redes sociais e fóruns de Internet.

Agora sim uma versão mais realista dos fatos. Nessa dá pra acreditar! São em situações como essa que nosso olhar crítico PRECISA estar apurado. Não podemos acreditar de bate pronto em qualquer coisa, nem deixar que uma frase rearranjada mascare os fatos.

Pensem nisso!

 

beijos!

A criadora do “bug” e a “Vovó do COBOL”

Grace Murray Hopper, esse é o nome da mulher águia, aquela que com seus óculos fundo de garrafa enxergava em 360 graus e muitos anos na frente de seu tempo!

Tá bom…eu assumo! A frase não é minha mas é bonita vai!? hahahaha

Estava para escrever esse post a algum tempinho, afinal ela merece, já que está no hall das pioneras da computação. Bom, vamos ao que interessa…

Na verdade essa grande mulher, nascida em Nova Iorque em 10 de dezembro de 1906, foi uma analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos nas décadas de 1940 e 1950 e Rear Admiral (Contra-Almirante).

A vovó que todos nós certamente teríamos orgulho em ter, tem na sua ficha os seguintes feitos:

  • é considerada a mãe dos conceitos de biblioteca de rotinas,
  • a criação do primeiro  compilador (até então existiam apenas montadores e interpretadores),
  • criadora do termo “bug” (ela tinha o costume de usar os termos bug e debug para a tarefa de identificar e eliminar erros de software no seu dia-a-dia e não é que pegou!?),
  • desenvolveu bastante teoria em processamento de dados comercial moderno,
  •  criou a linguagem de programação Flow-Matic, hoje extinta,
  • desenvolvimento das especificações da linguagem  COBOL, sendo esta a primeira linguagem de programação de computadores a se aproximar da linguagem humana (vamos combinar que nem tão humana assim! hahaha)  ao invés da linguagem de máquina.

Outro detalhe, ainda sobre o projeto COBOL, é que foi da concepção de Hopper, de que havia a necessidade de se criar uma linguagem orientada para negócios comuns, que o nome COBOL teve origem, afinal este é um acrônimo de COmmon Business Oriented Language ( que de COmmon não tem nada, né!?)

Outro detalhe, mas agora sobre a origem do termo  “bug” é que este surgiu quando Grace tentava achar um problema em seu computador. Quando descobriu o problema, ela percebeu que havia um inseto morto no computador. Desde então o termo bug passou a ser usado. E olha o relatório que ela escreveu sobre o ocorrido:

É fofa ou não é!?

Grace Hopper era a pessoa certa na época certa com as intenções certas. Tal situação jamais se repetirá. Nenhuma empresa e nem mesmo o governo dos EUA voltará a ter o poder de influência em todas as plataformas de hardware que se compare ao que ela teve. Com 85 anos, ela nos deixou em 1/1/92 mas seu legado é eterno. A Marinha tratou de seu funeral com honras militares e em 6/9/1997 a homenageou lançando o destróier USS Hopper (DDG 70) e uma moeda com sua esfinge. Um merecido tratamento digno de uma rainha.

Todos os anos, desde 1994, ocorre o evento “Grace Hopper Celebration of Women in Computing” – link para mais informações sobre o evento: http://gracehopper.org/2012/

Acabo esse post com o sentimento de que as máquinas de hoje, são incomparavelmente mais poderosas do que as máquinas de antigamente, por exemplo com as quais Grace Hopper conviveu, e durante uma vida desenvolveu o que hoje é nosso futuro, pois comandos e interfaces mudam mas é o fator humano que fundamenta tudo isso.

Acho que é isso…aí vai um videozinho pra vocês verem como ela era, melhor que foto, né!?

beijos!

Amadurecer é saborear com menos pressa!

A palavra que acompanha a geração Y é RAPIDEZ, talvez porque somos a geração da Internet, das inovações cotidianas. De uma maneira geral não acho isso ruim, sempre tive a necessidade de não perder tempo com coisas que não importam. Sempre quis otimizar tudo, fazer várias coisas, aprender muito e desenvolver ainda mais. Nada de errado se você aproveitar cada fase, cada momento, sempre tive isso bem claro na cabeça. Não consegui colocar em prática todas as vezes, mas de certa maneira acho que equalizei a PRESSA e a VONTADE de fazer tudo, de descobrir o mundo, com a possibilidade de  SABOREAR  tudo e cada coisa.

Tenho uma infinidade de amigos ( e eu também, não posso tirar o corpo fora), que vive pensando no futuro,  que quer tudo pra ontem, que quer ter seu 1 milhão antes dos trinta ou uma empresa de sucesso pro mês que vem.  É aí que entra a palavra AFOBAÇÃO, que é quando toda essa aceleração se torna algo prejudicial…é sobre isso que o texto abaixo trata! AFOBAÇÃO! Leiam o texto…

Os jovens de hoje em dia têm muita pressa. Por um lado isso é bom, pois isso representa o oposto do comodismo, mal que afetou muitas gerações passadas. Eles são mais questionadores, querem inovar o tempo todo, nadam de braçada nas novas tecnologias, têm alcançado altos postos nas organizações e patrimônio cada vez mais cedo.

Mas essa afobação toda traz também uma carga negativa: eles não estão se dando tempo e nem mesmo espaço para um amadurecimento consistente.

As pessoas continuam precisando de um conjunto de experiências refletidas para poder amadurecer. Com a pressa que o mundo impõe hoje, muitos pensam que migrar de uma experiência profissional para outra é suficiente. Na minha visão, porém, esse movimento pode não ser um crescimento consistente. Cada transição precisa ser refletida antes que o novo ciclo se inicie e o atual se transforme em efetivo aprendizado. A maturidade ainda está muito ligada ao conceito de envelhecer. Por isso, talvez, o termo apresente alguma resistência.

Certa vez, li um artigo em que o autor dizia que amadurecer não significa perder o encanto, ficar velho.É apenas saborear com menos pressa. Não é perder a vibração, deixar de se encantar com o novo, mas tratar disso com mais responsabilidade. Gosto muito dessa percepção. Antes de expor toda a sua bagagem para o mundo, ela precisa ser interiorizada e isso demanda tempo, dedicação, atenção. Mas, com essa corrida desenfreada, quem encontra tempo? Com tantas cobranças, quem se permite parar?

Nós – e aí incluo os pais, a sociedade e a escola – estamos acelerando ainda mais esse ritmo dos jovens, cobrando como se eles não tivessem o direito de errar, como se eles tivessem obrigação de estar totalmente encaminhados na vida profissional aos 20 anos e sem o direito de fazer alguma mudança aos 28. Se uma criança não tem sua agenda repleta de atividades, sentimos culpa por talvez estarmos “atrasando” nossos filhos ou tornando-os obsoletos para a entrada na sociedade produtiva! O que é isso? Preencher agenda, na verdade, resolve também a falta de tempo para estar com eles.

A cobrança é tamanha que jovens com menos de 30 anos se desesperam se descobrem que não estão contentes com suas escolhas do passado recente e que desejariam mudar de rumo. Nessa sociedade imediatista, eles aprendem que um recomeço a essa altura da vida – que altura? 28 anos? – significa que eles estão fadados a ficar para trás na competição do mundo corporativo. Agora, eu pergunto: quem disse isso? Quem falou que a pessoa não pode mudar sua carreira aos 30, aos 40, aos 50 e ser bem-sucedido? Ou melhor, ser mais feliz, ou feliz novamente com um novo amor?

Percebo, nesse corre-corre, que o movimento está se refletindo também no ensino. Basta ver o perfil dos alunos nos cursos de MBA. Originalmente, a proposta desses cursos era que o profissional voltasse para a escola depois de alguma experiência vivida para e reciclar, aprimorar conhecimentos e, acima de tudo, aprender com a troca entre os colegas de turma.

Hoje, você entra em uma sala de MBA e grande parte é formada por jovens que mal saíram da faculdade e se sentem cobrados por fazer uma pós-graduação imediatamente. Pipocam de um curso a outro para engordar o currículo e nem ao menos avaliam o quanto aquele conhecimento realmente está sendo absorvido ou se os objetivos estão de fato sendo atingidos.

Amadurecer é ter a capacidade de organizar a própria vida. Se você é jovem, não tenha tanta pressa. Nada vai sair do lugar. Crianças continuam nascendo em nove meses (agora se contam em semanas, parece que para acelerar o tempo, não?).

Quanto mais reflexões embasarem as suas decisões, menores serão as suas chances de errar. A maturidade consistente só virá se você souber sugar suas experiências e conseguir, de fato, aprender com elas. Pare, respire. Pense sobre o que aprendeu até aqui, o que te faz bem, o que te realiza. É essencial também identificar aquilo que você não quer fazer. Dê um passo de cada vez. Garanto que você sairá ganhando.”

AutoraVicky Bloch [ é referência em coaching executivo, sendo considerada uma das melhores coaches do país. Possui uma coluna diária na rádio Band News FM em São Paulo, em que dá dicas de carreira para os ouvintes. É formada em Psicologia pela PUC-SP e possui especializações de Harvard e da Columbia University ]

E aí geração Y, entenderam o recado!?

beijos!