| EM 24 de outubro, a Booking.com, uma das maiores empresas de e-commerce de viagens do mundo e líder em tecnologia digital, apresentou as novas Bolsas de Estudos Women in Technology Booking.com, uma iniciativa de 2 anos criada para apoiar as mulheres que buscam uma carreira na área de tecnologia. Em parceria com a Universidade de Oxford do Reino Unido e a Delft University of Technology (TU Delft) nos Países Baixos, essas bolsas de estudos serão oferecidas para mulheres que querem ir além nos estudos e crescer no setor de tecnologia. As bolsas têm valor de €500.000 em ambas as parcerias com as universidades.
Reconhecendo que as mulheres estão sub-representadas em áreas de graduação e estudos avançados das áreas de estudo relacionadas à STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), as iniciativas das duas universidades buscam criar mais oportunidades para mulheres talentosas continuarem a se aprimorar, além de realizar cursos de pós-graduação nessas áreas e prepará-las para futuras carreiras no mercado da tecnologia. Gillian Tans, CEO da Booking.com afirma “Como uma empresa impulsionada pela tecnologia e inovação digital, a Booking.com acredita totalmente em garantir acesso e oportunidades iguais para todos no setor de tecnologia. Reconhecendo que a participação feminina na área de tecnologia é mais baixa do que deveria, nós estamos comprometidos em apoiar o talento das mulheres nessa área, eliminando os obstáculos e desafios que elas enfrentam, e estimulando a diversidade.” Um total de 15 bolsas de estudo estarão disponíveis no início do ano acadêmico de 2018-19. Dez dessas bolsas serão para os cursos de 1 ano de Mestrado em Ciência (MSc) em 3 departamentos da Universidade de Oxford – Departamento de Estatística, Instituto de Matemática e Departametno de Ciências da Computação -, disponível para estudantes do sexo feminino de toda a União Europeia (UE). Outras 5 bolsas serão de cursos de 2 anos em MSc oferecidos através da TU Delft e disponibilizados para estudantes do sexo feminino de uma série de universidades parceiras na África Subsariana, garantindo acesso a oportunidades na área de tecnologia para estudantes do sexo feminino dessa região, além de impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para se inscrever, as candidatas deverão seguir o processo normal de inscrição destas universidades. As candidatas terão de enviar suas documentações para obter vagas em seus respectivos cursos de pós-graduação em cada universidade. Assim que a inscrição for aprovada pela universidade, os departamentos de admissão de cada instituição irão entrar em contato com as candidatas aprovadas para oferecer as bolsas disponíveis. Todas as bolsas de estudo cobrem o valor do curso assim como as as demais despesas relacionadas aos custos de vida. Em 2015, a Comissão Europeia verificou que havia aproximadamente 1,4 milhão de pessoas estudando Tecnologias de Informação e Comunicação (ICT) na União Europeia (UE). Mulheres eram sem dúvida a minoria, somando apenas 17% de todos os alunos de ICT. A Comissão também constatou que de 1.000 mulheres com bacharelado ou outro diploma, apenas 29 possuem um diploma em Tecnologias de Informação e Comunicação (ICTs) (se comparado a 95 homens), e apenas 4 em 1000 mulheres irão de fato trabalhar no setor de ICT.1 Um relatório para o Fórum Econômico Mundial em maio de 2017, O futuro do trabalho e das habilidades na África: preparando a região para a quarta revolução industrial, afirma que os empregadores da região identificam a mão de obra com habilidades inadequadas como maior restrição a seus negócios, e que essa instabilidade de habilidades normalmente se originam no fato de que muitos empregos na região estão tornando o uso de tecnologias digitais mais intenso.2 Gillian Tans complementou dizendo “As mulheres ainda são muito sub-representadas em uma série de áreas de estudo em pós-graduação que são importantes para construir uma carreira de sucesso em tecnologia. Ao apresentar as Bolsas de Estudo Women in Technology, esperamos impulsionar mudanças, aumentar a diversidade e demonstrar que existem oportunidades empolgantes na área de tecnologia para mulheres talentosas por toda a União Europeia e além.” A professora Louise Richardson, vice-chanceler da Universidade de Oxford declarou “Estamos felizes com o fato de que a Booking.com escolheu a Universidade de Oxford como sua parceira para este programa inovador de bolsas. Incentivar e apoiar mais jovens mulheres a estudar as áreas de STEM é uma prioridade para Oxford, e as Bolsas de Estudo Women in Technology têm um papel importante em ajudar-nos a conquistar este objetivo. Estamos animados em construir esta parceria de sucesso e de longo prazo com a Booking.com.” Prof. Tim van der Hagen, Presidente do Conselho Diretivo da TU Delft declarou “Estamos entusiasmados com o fato de que a Booking.com e a TU Delft sejam parceiras para melhorar o acesso à educação de alta qualidade na área de tecnologia. A Booking.com é a primeira empresa doadora das Bolsas de Estudo Delft Global. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU são um princípio que guiam a TU Delft. As bolsas de estudo nos permitirão estimular a capacidade em partes da região do sul do globo, além de promover a futura liderança com foco no desenvolvimento sustentável. Estamos orgulhosos de que a Booking.com compartilhe nossa crença de que construir uma economia digital precisa de uma circulação de conhecimento mundial.” A Booking.com também irá se juntar em breve à Coalisão por Empregos e Habilidades Digitais da Comissão Europeia. A parceria e as bolsas de estudo com duas das principais instituições acadêmicas da Europa irão servir, em conjunto, para o compromisso da empresa. Junto com essa iniciativa, a Booking.com também estará participando e palestrando na Conferência “The European Women in Technology” em Amsterdã nos dias 8 e 9 de novembro de 2017, além de ser parceira da “Web Summit” em Lisboa, entre os dias 6 e 9 de novembro de 2017, para o programa de mentoria “Women in Tech”. A Booking.com anunciou recentemente o primeiro Technology Playmaker Awards em 27 de setembro. Mais informações estão disponíveis em www.techplaymakerawards.com. |
Categoria: Tecnologia
Hackaton iamtheCODE
Com apoio da Microsoft, iamtheCODE promove seu primeiro hackaton no Brasil
Iniciativa reúne meninas para discutir objetivos sustentáveis da ONU e aprender sobre programação
Com o apoio da Microsoft, a organização iamtheCode realizou no Brasil a primeira edição de seu hackathon, que tem o propósito de discutir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento aconteceu neste final de semana (21 e 22), na cidade de São Paulo. O hackathon está alinhado à missão da Microsoft de empoderar cada pessoa e cada organização a atingir mais por meio de tecnologia.
Participaram da iniciativa cerca de 60 jovens, com idade entre 9 e 16 anos, provenientes de ONGs apoiadas pela Microsoft no Brasil. Antes do hackaton, as meninas contaram com aulas sobre programação e palestras. A iamtheCODE já capacitou mais de 7 mil meninas, em 50 países.
O hackathon iamtheCODE teve quatro circuitos e desafios, de acordo com os seguintes objetivos da ONU: fome zero e agricultura sustentável, educação de qualidade, igualdade de gênero, consumo e produção responsáveis e parcerias e meios de implementação.
O circuito principal foi criado em parceria com a Gastromotiva, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscpi) que utiliza o poder da comida e da gastronomia como um agente social de mudança, buscando transformar as vidas de pessoas que vivem em situação de exclusão e vulnerabilidade.
As melhores ideias das meninas serão desenvolvidas e apoiadas por programas locais de incubadoras com orientação e co-criação de soluções.
Ao engajar mulheres e meninas em projetos para resolver os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU por meio de tecnologia e inovação, a proposta da iamtheCODE é fazer com que mais meninas se interessem por tecnologia e possam participar da revolução dos dados que está em andamento. O hackathon funciona como ponto inicial para recrutar jovens meninas para os clubes digitais da iamtheCODE. No Brasil, ele deve ser fundado na Bahia, após a entrega de 10 kits, com computadores e outras ferramentas.
Paula Bellizia, CEO da Microsoft Brasil, será uma das embaixadoras do projeto com Cynthia Zanoni e Lisiane Lemos, executivas da empresa. Elas vão integrar um time formado por Michele Obama, ex-primeira dama dos EUA, Ameenah Gurib, presidente das Ilhas Maurício e Syvia Coutinho, presidente da instituição financeira UBS no Brasil.
iamtheCODE
O iamtheCODE é o primeiro movimento global liderado unicamente por africanos para mobilizar governos, setor privado, organizações filantrópicas e fundações para avançar no fortalecimento de disciplinas como ciência, tecnologia, engenharia, artes, matemáticas, empreendedorismo e design. São áreas que desempenham um importante papel de suporte aos objetivos sustentáveis da ONU, especificamente: Educação, Igualdade de Gênero, Crescimento Econômico com Igualdade e Inovação.
Um pilar fundamental do iamtheCODE é empoderar jovens mulheres ao redor do mundo, de forma a melhorar suas condições econômicas. Sua missão é criar uma geração de mulheres e meninas programadoras até 2030, medindo os indicadores globais e monitorando o seu progresso por meio de dados, que são fundamentais para promover igualdade de gênero e melhorar a qualidade de vida das mulheres.
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs)
Para entender melhor como a Microsoft e outras empresas de tecnologia da informação conseguiram avançar com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a Microsoft patrocinou o relatório da Global E-Sustainability Initiative (GeSI) e Accenture chamado “#SystemTransformation”. O relatório apontou que a tecnologia digital pode ajudar a colocar todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ao alcance, permitindo uma ampla gama de oportunidades econômicas e sociais em todo o mundo.
Essas diretrizes incluem 17 objetivos que servem como um plano diretor orientado para enfrentar os maiores desafios do mundo e garantir que ninguém seja deixado para trás. Indivíduos inovadores são extremamente necessários para se unirem a países e parceiros para transformar planos globais ousados e ambiciosos em ações reais. Veja a lista com os 17 objetivos clicando aqui.
Invitation irréfutable (leia-se: convite irrecusável)
Quando alguém que você admira muito te faz um convite, primeiro você se espanta e depois você aceita sem pensar em nada no intervalo dessas duas sensações. Minha vinda para Paris foi assim. Recebi um convite e nem me preocupei em avaliar as condições, se o evento seria legal, quem estaria comigo ou qualquer outra coisa totalmente plausível quando você vai deixar sua casa e ficar pelo menos 22hs voando (ida e volta) num treco que tem asa e para em outro continente.
Aí conseguir ajeitar as coisas pra praticamente passar o final de semana em Paris, se alguém me contasse quando eu tinha 10 anos que um dia, nem tão longe assim eu ia passar um final de semana em Paris eu ia rir copiosamente da cara dessa pessoa e falar: “Ninguém passa o final de semana em Paris”. Pois é, cá estamos no vôo de volta desse final de semana.
Mas sabe o que também me faria rir copiosamente se alguém me falasse?! Que eu ia estar em um evento em Paris de estudantes brasileiros, dezenas deles, que estudam no Velho Continente e querem mudar o país dando educação de qualidade sem deixar ninguém para trás e por isso montaram uma organização chamada BRASA. Mais do que isso, que eu ia falar para todos eles e todas elas sobre educação e o que vem mudando no mundo, mas o que especialmente estamos fazendo em uma empresa que foi concebida por mim e por um sócio com menos de 30 anos e que nessa mesa ia estar uma pessoa que você admira muito por fazer política pública para educação que até já tinha sido secretária e ministra. E que por estar nesse evento ia conhecer muita gente bacana inclusive o Embaixador, gente da UNESCO, do Banco Mundial, da Câmara de Comércio e muitos estudantes incríveis com histórias de vida ainda mais incríveis. E não foi isso que aconteceu esse sábado? Chocante né!?
Acho que eu nem preciso falar o quanto o evento me fez refletir sobre um milhão de coisas, mas como ninguém vai ler se eu listar todas as 1 milhão de coisas separei as 3 que ficaram mais latentes.
Como é bom ser a pior da sala de vez enquanto.

Já reparou que a gente constantemente se sente o melhor da turma, do evento, da aula, da competição e acha isso incrível e por isso acaba sempre procurando lugares onde a gente tenha essa sensação. Com certa frequência a gente foge de lugares que a gente sabe que não vai entender direito, ou que a gente não conhece as pessoas, mas elas parecem vividas e com mais experiência? Poucas vezes nos damos essa oportunidade. Aí depois que você acaba virando referência, com frequência te dão o palco e o microfone. Isso não é ruim ou está errado, pelo contrário, é incrível. Só que você para de frequentar lugares opostos, onde você está lá e tem plena convicção que não é referência coisa nenhuma e que tem tanta gente que já andou estradas tão mais longas que a sua, ou até mais curtas, mas mais relevantes. Você para de se dar a oportunidade de só escutar, de criar as suas referências. E é por isso que ser o pior da sala é a oportunidade de ser o que mais vai aprender coisa nova. Pensa nisso e não foge dessa situação.
Esse final de semana significou isso para mim! Poder ouvir pessoas incríveis sobre temas que nem sempre tenho a oportunidade. Porque que eu só posso ouvir e me interessar sobre Educação e Tecnologia? E a Amazônia, onde anda? E o cenário político, como está?
Paris mudou.
Vim para Paris 3 anos atrás para um evento de tecnologia e inovação. Tinha acabado de voltar dos Estados Unidos e estava inserida no meio no Brasil. Cheguei aqui e vi um evento muuuito aquém do que eu esperava. Na época minha leitura foi: Paris está comentando o mesmo erro que nós e querem “copy-and-get” os Estados Unidos. Parece que por terem sido berço de muitas ciência e inovação no passado, eles não queria pisar nesse passado e embarcar no século XXI. Tudo ainda era bem analógica e qualquer coisa que abria automático já era inovação. Startup também não era um assunto atrelado a inovação, não existiam muitos encontros ou espaços para esse tipo de agente dentro do país.
Voltei esse final de semana e fiquei em choque. Tudo mudou. Temos o maior espaço dedicado a aceleração de startups do mundo, o Station F. Uma enormidade. Temos co-working público, temos WeWork na Lafayette, temos incentivos fiscais, temos pólos de competência espalhados pela França toda, onde governo, universidade e iniciativa privada se encontram para gerar inovação, vi uma juventude que tem empreendedorismo e inovação na grade obrigatória das universidades, vi crianças que tem programação desde o inicio da escola pública, vi ensino ativo e alunos produzindo trabalhos de conclusão de curso dignos de exposição. E o mais incrível, não é que o governo banca tudo isso?!
Nem sei bem explicar o que rolou, mas a galera mais esperta que eu tive a sorte de encontrar me deu uma explicação que fez sentido. Em tempos de Brexit, governos fora da sanidade mental, o poder tinha que ir para algum lugar, já que não existe vácuo de poder, com inteligência um governo jovem está investindo para que cada vez mais venha para, França, especificamente Paris, o poder de inovação e tecnologia da Europa. Eu não sei vocês, mas eu comecei na hora meu Duolingo de Francês.
Colaboração e propósito podem com tudo.

Falar de colaboração e propósito tem virado piegas e ninguém mais aguenta mais ver meia dúzia de pessoas que primeiro discute os seus cargos e depois vai criar a empresa. Que começa movimentos incríveis nas redes sociais e depois acha que é suficiente. O que eu vi aqui foi uma organização de jovens que colabora de verdade tem um propósito muito claro. Como ouvi de uns homens mais inteligentes que conheci e que pra variar foi nesse final de semana: O exílio é o melhor remédio para o patriotismo, onde a inversa também é verdadeira. Você só consegue ver o quanto seu pais é importante e as suas qualidades e dificuldades , quando você não pode estar nele. O BRASA é algo que todos os estudantes que por algum motivo estão fora do país deveriam conhecer, procurar, ajudar e conviver. Google it now!
Vou só dar um exemplo, eles todos se esforçam para conseguir estar em um mesmo lugar para o Summit que foi o evento que eu participei, e você vê eles todos se organizando indo no evento não só para escutar, mas para produzir, mudar, gerar. Eles podiam só estar usufruindo do status de ter uma dupla titulação de duas faculdade muito incríveis, falar 4 línguas e terem a tal da vivência internacional, mas não….eles ao invés de viajar por 23 euros para a Escócio porque o vôo estava barato eles passaram o final de semana discutindo o cenário brasileiro em 3 âmbitos: meio ambiente, educação e acesso a capital.
Por isso digo e repito, colaboração e propósito podem resolver tudo quando apontados com intenção para um direção.
Diversidade em STEM é um problema do mundo.

A discussão de gênero era latente, todos se preocuparam em usar mais do que o artigo feminino nas construções dos discursos, eles estava realmente discutindo o papel da mulher em todos os âmbitos e sabe porque? Aqui na França o problema também de baixa diversidade também existe, são poucas nas STEM, mas sabe qual foi a diferença que todas elas me apontaram? Todos já mudaram a cultura e entendem que isso é um problema, tomam atitudes, pois percebem a importância. Os professores não fazem piadas machistas por medo de sofrer retaliação do grupo feminista da instituição, mas porque eles entenderam que é idiota. Aqui a mudança quantitativa ainda não veio, mas a qualitativa está aí para todo mundo ver.
Mil beijos!