A mística das Startups

O universo das Startups encanta cada vez por lidar de uma forma diferente com o impossível.
[Por Bruno Perin]

O MUNDO DO VINHO

Era aquele sábado finalzinho de tarde, a temperatura estava agradável do ponto que você pode estar com um leve casaco ou uma camiseta, o restinho sol vai batendo na janela e você sabe que ainda tem muito pela frente. A deliciosa pergunta vem – O que eu gostaria de fazer?

Lembrei da indicação de um documentário sobre vinho muito bom que havia recebido e pensei, pode ser uma ótima alternativa. (Somm é o nome dele e tem no Netflix.)

Logo, no início você já sabe que vem coisa boa por aí, o quanto eles destacam o fascinante mundo do vinho que viria… Para quem gosta muito, para quem simplesmente aprecia e até para quem não curte a bebida, o documentário é maravilhoso pela ideia central – o vinho realmente contém uma mística e essa são suas histórias maravilhosas. Além de grandes lições que podemos levar para a vida…

Fica mais nítido ainda que quando você tem um vinho pela frente, não é apenas a bebida mas toda uma história, com rituais e inúmeras peculiaridades que fazer o momento não ser de como tomar um copo da água… é o vinho e seu encantamento.

Isso começou a me levar a pensar – “Nossa mas acontece algo parecido com as Startups que tanto chamam atenção das pessoas e também tem uma mística… O que é?”

Se você tem pensamentos sobre empreendedorismo esse podcast ajuda a entender um pouco mais sobre pensar e agir no assunto – A Diferença Entre Pensar E Agir Empreendedor

AS STARTUPS E O IMPOSSÍVEL

Essa é a combinação que gera a mística. As Startups são pessoas que resolvem desafiar uma forma tradicional de resolver determinado problema e acreditam que existe um novo jeito, impensado, incerto, cheio de riscos e picuinhas… elas vão tentar algo inusitado.

O que chama atenção é justamente essa ideia de fazer o impossível, o que ninguém fez.

Quando pensamos em ideias que desafiaram o tempo como Uber, Waze, Tinder, Whatsapp, isso citando apenas as mais conhecidas é claro, percebemos que elas desafiaram o que era comum, e normalmente acreditamos que isso é impossível. Até alguém fazer.

Convenhamos, nada de fato é… Cada vez mais tem loucos provando que há um jeito… E isso cria a mística.

“O IMPOSSÍVEL É O NOME QUE ALGUMAS PESSOAS DERAM PARA OS SONHOS QUE NÃO TIVERAM OUSADIA DE CORRER ATRÁS”

PORQUE CADA VEZ MAIS PESSOAS QUEREM ISSO?

Ora, pense no último projeto ousado que você fez, que as pessoas não acreditavam tanto, ou sabiam que seria difícil fazer, mas ao mesmo tempo seria incrível. Esse tipo de atividade nos envolve e abraça como uma avó com saudade. E no final é gostoso que só.

A verdade é que esses negócios impossíveis são cobertos de significado, passam a ser missões de vida e alma que precisam ser feitas para ajudar as pessoas e provar que sim – existe um jeito.

Vencer o impossível é uma sensação deliciosa, até quando não é com você. Quando escutamos essas histórias maravilhosas de alguém que conseguiu, sempre acabamos aproveitando um pouquinho dessa sensação, quase como passar o dedo no resto de cobertura de bolo que ficou na panela.

É ótimo quando você utiliza o máximo do seu talento em algo que realmente é um desafio… E essa é a mística das Startups que traz cada vez mais pessoas para esse mundo que o Chorão do Charlie Brown Junior já definiu:

O IMPOSSÍVEL É APENAS QUESTÃO DE OPINIÃO.

Na verdade – você precisa conhecer!

O site “Na verdade” nasceu de algo que me incomodava, mas depois descobri que várias amigas e conhecidas sentiam o mesmo. Quando eu ouvia generalizações do tipo “mulheres não são boas em exatas”, ou “não sabem liderar”, nem sempre tinha dados suficientes para rebater estes comentários. Claro, essas informações podem ser encontradas no Google e na Wikipédia, mas até achar os links relevantes, ler e filtrar o conteúdo… a conversa já tinha seguido. Por isso, muitas vezes eu tinha que deixar o assunto para lá. O problema é que fazendo isso, deixando para lá, estas generalizações seguem aparecendo. Acabamos contribuindo para um discurso que limita as mulheres.

Pensando nisso, o “Na verdade” reúne uma série de fatos que desfazem este senso comum. Eles estão organizados em cards, com links para os artigos, pesquisas ou papers originais, e que (no celular) podem ser enviados diretamente por WhatsApp caso a pessoa queira saber mais. Tudo fácil de encontrar, para que a resposta venha rápido. Você interrompe a fala estereotipada com um “na verdade…“ e mostra os fatos.

A página foi criada dentro do Reprograma, uma iniciativa incrível que capacita mulheres com o objetivo de aumentar nossa participação na indústria da tecnologia. O “Na Verdade” foi minha entrega final para o Reprograma, e está só no comecinho: elaborei o projeto em uma semana e montei em três dias. Quero ampliar o conteúdo e tornar o acesso às informações cada vez mais fácil e instantâneo (meu sonho é transformar o “Na verdade” em um chatbot). Pode parecer pouca coisa, mas acredito que as palavras têm poder e queria usá-las para elevar, em vez de diminuir. Nós mulheres já brigamos tanto por nosso espaço, é importante que o que se fala para a gente e sobre a gente nos dê o valor e respeito que merecemos.

Conheça aqui, ó: https://apdsrocha.github.io/reprograma/

Por Ana Paula Rocha  [apdsrocha@gmail.com]

Perfil Profissional Online – LinkedIn – Resumo

O que você almeja? Aqui vale a pena você pensar que tipo de empresas quer que olhem seu perfil. No meu caso, trabalho com computação, na área pra Mobile, quero que empresas nacionais, multinacionais e internacionais vejam meu curriculum, então me preocupei em escrever meu curriculum em Inglês. O inglês é basicamente a linguagem que está mais presente na área de tecnologia, e deixando seu curriculum em inglês além de aumentar a visualização de empresas estrangeiras, mostra que você possui conhecimento de outras línguas.
Certo, agora ao conteúdo, essa é a parte que você pode explicar o que você faz, o que você gostar de trabalhar e com que ferramentas e metodologias que você tem lidado. Mesmo que você já tenha trabalhado com muita coisa, foque naquilo que você tem mais conhecimento, que você vai poder falar com precisão. No meu caso eu já trabalhei com iOS, mas quase não lembro, então eu foco muito no Android, que é o que eu sei dizer com propriedade. Não tenha medo de falar algo que pode acrescentar qualidades mesmo que não seja uma experiência profissional, por exemplo, você participou de alguma competição de tecnologia, gostou da experiência, pode citar. Esse é um campo amplo, foque em você e no que você gosta. Não coloque por exemplo trabalho com requisitos funcionais se você só faz isso porque é obrigado, deixe isso pra o campo experiência. Que será explicado em um novo post.
Pense como quando você coloca uma parte objetivo no seu curriculum, é a parte que você foca no que quer fazer. Ok, pode ser que dependendo da vaga você atualize os objetivos para se encaixarem melhor, mas o resumo é a parte genérica dos objetivos, você vai colocar nele as coisas que você faz ou fez que vão de encontro com seus objetivos profissionais.
Novamente essa rede social é uma rede voltada para o mercado de trabalho, então tente ser profissional quando for acrescentar informações. Minhas dicas para montar o que quer escrever, faça uma lista de tópicos que você gostaria que estivessem no seu resumo, exemplo:
  • Android
  • Testes funcionais
  • Ferramentas (Firebase, Fabric, etc)
  • Libs (Retrofit, Butterknife, etc)
  • Palestras
  • Workshops
Depois pense em como você se apresentaria numa entrevista quando lhe pedem pra falar um pouco de você. A ideia aqui é apresentar aqueles tópicos que você colocou ali em cima dentro do que você fala pra se apresentar. Lembrando é a primeira visualização que as empresas têm de você. Outra dica tente ser breve, as empresas tem que bater o olho no resumo e achar que você é a pessoa certa pro cargo. Se você escrever um livro, eles já esqueceram da primeira frase.
Dany Schwab:
Desenvolvedora Android com 6 anos de experiência na área, atualmente trabalhando para o Grupo Confidence. Formada pela USP São Carlos em Ciências da Computação. Tutora de Android do Projeto Tutoras, ajudou no material didático do Projeto Android Smart Girls e colaboradora do Blog Mulheres na Computação.  Ama programação, artesanato e livros. Com interesse em projetos que visam mostrar que a computação não é um bicho de sete cabeças.