Por que não há mais mulheres programando? Por Mel Chua

Quando sentimos que somos bons em alguma coisa e quando realmente pensamos que podemos aprendê-la nos fazemos isso com unhas e dentes…e quem ama de verdade fazer isso se torna especialista. É assim que as coisas funcionam.

Este sentimento de confiança é um grande motivador. Esta crença de que podemos realizar o que queremos fazer é chamado de auto-eficácia. Existem quatro fontes de auto-eficácia para uma determinada tarefa (em ordem de força):

  • fazê-lo
  • ver as pessoas como você fazendo isso
  • persuasão sociais
  • seu corpo

Pensando por esse lado porque não temos mais mulheres programando? Porque muitas mulheres não sentem que podem fazê-lo. Portanto, elas não experimentam e não perseveram na área. Podemos explicar isso pelas fontes de auto-eficácia. Vamos fazer isso, ok!?

1. fazê-lo: Se você tentar algo e tiver sucesso, esta é a melhor fonte de auto-eficácia. Na minha geração, mais meninos do que meninas “tentou” programar em uma idade precoce. Os meninos começam bem mais cedo a relação com video-games e computadores, com o passar das gerações isso já está mudando e acredito que vai influenciar positivamente nesse aspecto.

2. ver as pessoas como você fazendo isso: Se a minha mãe pode fazer isso, eu também posso!
As pessoas escolhem carreiras, imaginando-se nesse trabalho, e a imagem é baseada em pessoas que conhecemos. Se não podemos imaginar-nos em uma carreira, não vamos considerá-la. Existe ainda a dicotomia de gênero que ainda é forte em nossa cultura, é uma grande parte do que consideramos “como eu.” Um menino pode imaginar-se como um programador, enquando uma garota olha em volta e não vê as pessoas como ela, assistindo a conferências, falando na mídia, escrevendo emblogs, contribuindo para o código aberto…enfim mesmo as mulheres que são desenvolvedores olham para cima na hierarquia e se vêem em gestão, análise, controle de qualidade, BI, talvez DBA, mas não na administração do sistema. Não na arquitetura. Não programando.
Bom, posso dizer isso por experiência própria, pois posso dizer sem medo de errar que eu só estou na programação porque meu pai é programador e em casa os computadores sempre estiveram bem acessíveis.

3. persuasão social: Meus amigos vão me aprovar? Aqui, nós não olhamos para a cultura de programação, mas a cultura das mulheres. Quando vou ao jardim de infância e alguém pergunta o que eu faço e eu respondo “programação de computadores” geralmente terminamos a conversa aí. Não precisa ser nem na reunião do jardim de infância. Em qualquer conversa rápida quando digo que sou programadora  a maioria das pessoas fica espantada, sim isso acontece em pleno século 21.

4. seu corpo: Você ter uma boa sensação em seu estômago enquanto faz algo? Sobre isso eu não sei. Mas aposto que não é diferente para homens e mulheres? As mulheres são tão capazes para a programação quanto os homens, mas (no geral), elas não se sentem tão capaz. Várias pesquisas já disseram que nåo existe qualquer diferença biológica entre homens e mulheres para as STEM. A questão de gênero é somente social e cultural. Se conseguirmos mudar isso, então podemos alterar essa relação.

Mas como podemos mudar??

1º mudança: é a rota mais direta, e muitos na comunidade estão trabalhando na introdução de programação para jovens, especialmente mulheres jovens. Yay para eles! Ebaaaa! Em breve conto pra vocês o que eu estou fazendo nessa área! Quem tiver curiosidade a iniciativa chama Technovation Challenge!

2º mudança: Aumentar a visibilidade das mulheres que já são desenvolvedoras, especialmente aquelas no mais alto nível. Quero olhar para cima, ver que quem está em cima do palco ou na estrutura de tomada de decisões são pessoas como eu!

3º mudança: é a mudança da cultura social, e não da cultura de programadores. Eu não posso ser uma mãe típica e uma desenvolvedora envolvida na comunidade. Isso não é algo que a comunidade de programação pode mudar. Pessoalmente, vejo esse como o obstáculo mais intratável para as mulheres.

Como uma comunidade,  os números 1 e 2 são os únicos que podemos fazer algo a respeito diretamente. E hey, eles estão no topo da lista! Se continuarmos a trabalhar nisso, vamos chegar na massa crítica. Uma vez que a programação atingir mais mulheres, em seguida, o número 3 vai fixar-se.

Sem intervenção, pressão social e modelos não conseguiremos atrair nem reter mais mulheres. Com o trabalho, podemos transformar isso em espiral ao redor.

Essa teoria não é minha, viu!? Ela foi apresentada na PyCon Canada, pela Mel Chua, que é um ótimo exemplo de Mulher na Computação.

A inspiração/tradução para o post está aqui: http://blog.jessitron.com/2013/08/why-arent-there-more-women-programmers.html

Novidade: Vlog do Blog + Vozes Femininas

Olá pessoal,

já inovaram hoje? Fizeram algo que vocês nunca tinham feito? Eu acabei de fazer isso! Gravei o primeiro de muitos vídeos para o blog! Confiram:

Bom, mandem dúvidas, ideias, reclamações aqui nos comentários do blog ou lá no youtube!

beijos e obrigada a quem mandou a email transformador para mim hoje!

RodAda Hacker

Simplesmente uma das melhores tardes…

O que eu queria compartilhar com vocês é o meu olhar sobre a experiência de cada um dos 14 grupos! Divirtam-se…

Reparem que os grupos tem nomes de grandes mulheres da nossa história! : )

Simone de Beauvoir

Preferiu um estilo mais didático, nunca tinham visto um código fonte e estavam simplemente maravilhadas com as possibilidades que se abriram com a descoberta da programação. Não definiram um projeto para começar a aprender! O tutor mandou brasa na teoria básica de programação Front-end e as meninas interessadíssimas ia fazendo cada um dos exemplos propostos! Uma tarde de de muito aprendizado!

Maria Bonita

Estavam em roda e preferiram algo uma pouco mais hacker de aprendizado independente e colaboração em grupo necessário.Para começar elas criaram uma galeria de imagens usando JavaScript, HTML e CSS todas juntas para conhecer e depois com tudo que tinham aprendido cada uma aplicou onde queria sob os olhares atentos e prestativos do tutor.
Teve uma até que se arriscou a trabalhar com PHP num projeto específico!

Zuzu Angel

Maravilhados! Essa é a palavra! Tínhamos um homem nesse grupo que não se sentiu nem um pouco intimidado, todos juntos aprenderam o básico sobre HTML e CSS cada um aplicando a sua maneira os conhecimentos adquiridos, cada um foi dando a sua cara para todo o conhecimento disponível ali!

Valentina Tereshkova

Cada uma trabalhando no primeiro site delas. Com base nos exemplos passados pelo tutor foram compondo o site que tanto queriam. E num grupo com mulheres existia uma linda menina bastante corajosa, mostrando que basta querer e tudo se pode aprender!

Alzira Soriano

DOJO. Essa foi a metodologia usada. Um computador único onde cada uma as participante iam em rodízio sentando e programando o grande projeto escolhido: unificar a programação dos C.E.U.s de São Paulo para conseguir tirar o máximos proveito disso. A linguagem adotada foi o Python. Incrível, não!?

Maria da Penha

Durante a manhã repasaram alguns conceitos e tecnologias. Saíram para o almoço. Voltaram para fazer funcionar: levantar um servidor web, instalar wordpress, mexer em CSS, HTML e linhas de comando. Todas tinham alguma fluidez com programação e terminais e evoluiram ainda mais. É esse o espírito da RodAda.

Leila Diniz

Estabeleceram uma meta: aprender a fazer pesquisa dentro de um site de conteúdo. Perguntas são feitas e respostas coletadas. Transformar tudo isso em informações. Não é lindo?! Aprenderam a fazer um select, usar Bootstrap, HTML, CSS, PHP, levantar um banco de dados e muito mais. Estavam todas bastante empolgadas com as mil novidades! Quem não estaria?

Cleópatra

Estavam em roda num sistema mais ditático e bastante colaborativo. Tiveram discussão sobre DNS, registro de domínio, hospedagem…não é o máximo?! Esse grupo era bastante curioso e aprendeu muito sobre o mundo da web e da programação. Cada uma se sentiu confortável para trabalhar no seu próprio projeto. Usando wordpres

Iara Bernardi

O grupo tinha dois tutores e eles trabalharam muito bem com 5 meninas bastante curiosas e inquietas. Tiveram uma exposição inicial de HTML, CSS e Javascript básico. Depois desse panorama algumas queriam se arriscar no wordpress e o fizeram. Aqui é assim! Liberdade! Cada uma trabalhou no seu site pessoal e deixou do jeitinho que queria.

Olga Benário

Começamos desvendando o mistério do bootstrap aplicado no site que cad uma estava pensando. Teve site de ong e da Hora da Aventura.Conforme foram surgindo as dúvidas de como fazer isso ou aquilo, tutores e mulheres colaboraram para chegar ao resultado esperado. Foi uma tarde de muito aprendizado para ambos os lados.

Anita Garibaldi

Fizeram um joguinho, não é incrível?! Em Flash Developer, Flixer e Pickle. Fizeram cenário, pista, bonecos e tudo mais. O que chamou muita atenção no grupo foi seu integrante mais novo um menino que estava simplesmente maravilhado. Enquanto as mulheres estavam programando e totalmente focadas ele se dividia en duas telas…numa estava FAZENDO um jogo na outra JOGANDO Minecraft, acreditam?!

Joana D’arc

Esse grupo improvisou até um lousa. Nela a tutora fez consifderações iniciais e explicou os princípios do HTML e do CSS. Usaram como editor o Sublime Text 2, HTML, CSS e e descobriram também o Bootstrap. Querem conferir?! Está aqui: joanahacker.okfnpad e
joanahacker.org/1, mas na hora de decidir o que fazer elas fugiram dos padrões, cada uma está fazendo o site de seu gosto, com várias páginas e conteúdo! Fizeram portais completo! Arrasaram!

Pagu

Criar um blog comum: o Paguhacker. Depois da introdução de HTML e CSS, usaram wordpress para criar o blog (http://paguhacker.wordpress.com) que todas pudessem mexer. Descobriram também que programação é cheio de altos e baixos, uma hora tudo funciona outra não. Descobriram que não é fácil, mas é demais!

Chiquinha Gonzaga

Fizeram uma plataforma de agregação em HTML e CSS, todas unidas evoluíram um mesmo projeto misterioso e particular. Elas contaram como dois tutores bastante experientes que souberam levar o grupo com curiosidade e gás até o final do dia. Todas elas estavam bastante animadas de concretizar a ideia que só estava dentro da cabeça delas.

Agora algumas fotinhos para matar a curiosidade de vocês…

programar pode causar loucura! : )

programar pode causar loucura! : )

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reparem na menina fofa!

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rolou até Dojo! Orgulho da RodAda!

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reparem na menina fofa!

A galera toda reunida! Parabéns a todos!

A galera toda reunida! Parabéns a todos!

beeeeijos! Gostaram?