POST CONVIDADO: Vozes femininas – Helen <3

A área dHelen (1)e tecnologia sempre fez meus olhos brilharem. Confesso que quando passei no processo seletivo para o curso Técnico em Eletroeletrônica, não tinha quase nenhuma noção de como eram as disciplinas hehe! Só não queria ficar “parada” nos períodos da tarde estudand
o apenas o Ensino Médio. O curso foi um desafio e com a ajuda de ótimos professores, comecei a entrar de vez no mundo da tecnologia voltada para a área industrial.

Após um seletivo desafiador, fui escolhida dentre diversos homens para uma única vaga de estágio na área de Automação industrial, cheia de expectativas em meu primeiro emprego, fui em frente. Enquanto estagiava, comecei a cursar Sistemas de Informação (turma contendo somente duas mulheres, incluindo eu! Vamos mudar essas estatísticas? :D). Quando passei na faculdade meu pai falou:

“ –  Minha filha, e o Direito?”

Hoje, ele entende e apoia, porém só é difícil explicar alguns termos técnicos de como resolvemos problemas no dia a dia hehe!

Após o estágio, fui trainee e na época (nada diferente da nossa situação atual) não estavam contratando ninguém, e para a minha surpresa e alegria, fui a primeira mulher a ser contratada na área de Automação Industrial.

Os desafios estavam só começando, rodeada por uma geração Baby Boomers, onde as mulheres não faziam parte das indústrias, ainda mais em uma equipe responsável em realizar melhorias no âmbito produtivo, através da programação. Sofri sim, preconceitos de alguns, porém a idéia de utilizar a tecnologia para otimizar o processo como um todo, poder ajudar de alguma forma a tornar as operações mais seguras e ajudar mulheres que chegaram posteriormente, foram trazendo motivação cada vez mais. Lembro da primeira vez que vi uma máquina com mais de 40m de altura sendo operada remotamente através de um sistema Scada Supervisório (depois posso explicar melhor sobre esses termos ), pensei: “Como assim, uma máquina desse porte sem operador embarcado? :/”

Essa área é tão legal e desafiadora que é capaz de unir TI e TA (tecnologia de Automação) utilizando softwares de interface para armazenamento dos dados de produção, consolidação e capaz de ser uma ferramenta de grande auxílio nas tomadas de decisões gerenciais e inovação. A área de Automação envolve desde a instrumentação, redes industriais, Sistema Scada Supervisório, programação em Ladder, VBA, configuração e manutenção de servidores, dentre outros.

Hoje estou trabalhando em outra cidade e em outra empresa, porém na mesma área de atuação. Percebi ao longo desses anos que as mulheres vêm garantindo seu espaço na área industrial, porém há muito a ser feito.

Quem sabe esse post ajude a mulheres que estão indecisas em qual área seguir 😀

Oportunidade MARAVILHOSA! Dress and Go! : )

LogoBranco2
Primeiro endereço virtual brasileiro que aluga vestidos de festas assinados por grandes estilistas. Um closet inteligente feito para quem busca praticidade, novidades no mundo da moda e principalmente para quem é adepta ao compartilhamento como forma sustentável e inovadora. Seja para não repetir o figurino, para arrasar numa festa sem gastar muito ou para ter a oportunidade de vestir um dos grandes nomes da moda.
Escolha um vestido incrível e viva essa experiência. Isso é consumo consciente, compartilhe!
Eles estão bombando e precisando mesmo de uma super equipe técnica! Olha aí as vagas:
Se você manja de Python, Dajngo, Front  ou iOS não perca essa oportunidade!!!!!
Mil beijos e aproveitem ❤

Vozes Femininas: Vanessa Nunes

VanessaNunesVanessa Nunes é uma motion designer que atua há mais de 10 anos na área e desenvolve animações para websites, aplicativos mobile e campanhas publicitárias. Hoje, ela vem conquistando espaço entre produtoras de internet de Los Angeles.

Formada em publicidade e propaganda pela Universidade de São Caetano do Sul, no ABC paulista, Vanessa entrou para o mercado de trabalho como assistente de arte digital mas logo migrou para o Motion Design, onde passou muitos anos trabalhando com Flash e Actionscript.

Em sua carreira, ela já teve trabalhos premiados em festivais como o Clio Awards, The FWA, Wave Festival, entre outros.

Confira a conversa que tivemos:

Como era o espaço para as mulheres dentro das agências de publicidade quando você começou?

Posso dizer que não era nada comum encontrar outras meninas desenvolvedoras dentro das agências digitais brasileiras. Especificamente na área de motion design, segui como sendo a única mulher em todas as equipes em que trabalhei. Também foi assim com as produtoras americanas, mas felizmente esse quadro parece estar se revertendo e outras animadoras se juntaram ao time no ano passado.

Como tem sido trabalhar para o mercado americano?

Bom, para começar eu precisei adaptar minha rotina de acordo com o fuso horário, que de acordo com o horário de verão, pode variar entre 04 a 06 horas de diferença. Então, reservo o período da manhã para os assuntos pessoais e começo a trabalhar por volta de 15h e sigo até às 23h. Por chat, começamos organizando o dia pelas prioridades. O trabalho é dividido entre toda a equipe e, quando necessário, fazemos reuniões por videoconferência para alinhar os pensamentos e discutir feedbacks por parte do cliente. É bastante produtivo trabalhar com eles, pois são muito organizados e eficientes.

O que você faz para ter inspiração?

Além de buscar inspirações em sites de motion graphics e visual effects para ter outras referências, gosto de prestar atenção ao movimento real das coisas e pessoas nas ruas. Sou muito observadora. Acho divertido, por exemplo, olhar os carros parados em dia de chuva, esperando o semáforo abrir, com seus para-brisas e luzes de setas ligados, num ritmo bagunçado e harmonioso ao mesmo tempo.

Três de seus sites favoritos…

Pinterest, Dribble and Icecreamhater.

Qual a sua parte favorita do seu trabalho e a parte mais difícil?

Tenho duas partes favoritas durante o desenvolvimento do projeto. A primeira vem logo no início, durante o brainstorm de ideias, quando se busca a linguagem e o estilo de animação que serão utilizados. A segunda parte favorita vem ao final, quando estou refinando os tempos de entrada/saída e duração de cada elemento na tela.

A parte mais difícil do trabalho é manter as animações funcionando perfeitamente em todos os navegadores e dispositivos. É difícil porque requer tempo e, em muitos casos é preciso descartar ideias porque nem todos os browsers dão suporte às novas tecnologias. Nestes casos, tento chegar ao objetivo por outros caminhos como vídeos ou sequência de imagens, o que nem sempre é possível.

Quais são softwares que você não pode viver sem?

Slack, Skype, GitHub, Sublime Text e os softwares da Adobe como Photoshop, Illustrator e After Effects.

Qual foi o seu primeiro trabalho como animadora? Você lembra?

Não lembro exatamente o que eu desenhava, mas recordo de fazer pequenos desenhos nos cantos das folhas do caderno de escola e ficava folheando pra lá e pra cá. Eu não fazia ideia, mas já estava fazendo flipbooks!

Se houver quaisquer experiência-chave que você poderia apontar que ajudaram a moldar sua carreira, quais seriam elas?

Acredito que o momento mais importante de minha carreira foi quando me juntei a um dos mais criativos times de desenvolvedores da indústria digital brasileira, a Gringo, uma produtora digital de São Paulo. Com eles aprendi a trabalhar com framework, softwares de versionamento e a usar classes e plugins nas minhas animações. Além da agilidade, era possível criar e testar as animações em paralelo ao trabalho de front-end feito pelos outros programadores da equipe.

O que você está estudando no momento e se há algum desafio de longo prazo que você está considerando fazer?

Como programadores, acredito que nunca devemos deixar de estudar e nos mantermos atualizados porque novas tecnologias, linguagens e engines de programação surgem a todo momento. Venho estudando bastante sobre CSS Animation, SVG Drawing, Javascript e Processing. Para o futuro, gostaria de explorar o campo das instalações interativas.

Foi um privilégio entrevistar você!

Eu também adorei, obrigada!

———————– AUTOR———————–

Ricardo Andrés tem mais de dez anos de experiência em Comunicação. Iniciou sua carreira na área digital na AgênciaClick (atual Isobar). Atuou como diretor de arte em diversas agências do mercado, entre elas FCB, Ogilvy, Wunderman, Doubleleft (FLAG) e AKQA, trabalhando com grandes marcas nacionais e internacionais. Hoje trabalha como diretor de arte na BlueHive – JWT, Ricardo também foi sócio e diretor de criação do Estúdio Caboclo.