A FAMOSA HISTÓRIA DE TER A GRANDE IDEIA

 

[Por Bruno Perin]

Era mais um dia de consultoria e que a grande busca de alguém era termos a grande ideia! Para você entender isso, deixe-me explicar a situação. Era uma mulher tinha ido para Itália, ela era dentista e ao passar um tempo por lá, descobriu que sua grande paixão era moda. Ficou um tempo para poder fazer cursos e aprender muito sobre o assunto. Mas chegou a hora de voltar.

Ao chegar no país, percebeu que as possibilidades de trabalho não era nem parecidas com o que ela esperava, porém queria continuar no país. A solução? Vou criar algo diferente, quero trazer uma novidade para o mercado… E agora?

Aqui muitas pessoas entram na grande dificuldade, a ponte entre as ideias e a realidade é um dos caminhos mais intrigantes que conheço. Este é um podcast que fala mais a fundo sobre essa diferença – A Diferença Entre Pensar E Agir Empreendedor.

Quando fui me reunir para ajuda-la, ela veio com algumas outras pessoas junto para auxiliar em possíveis ideias e também trazerem opiniões que pudessem agregar com o trabalho. A primeira coisa que uma delas me falou – Estou louco para ir as ideias!

“IDEIAS EM AÇÃO MUDAM REALIDADES, NÃO APENAS IDEIAS.” UM TAPA NO SENSO COMUM

Essa hora eu joguei uma ducha de agua fria e aqui você entende o foco deste recado – Eu falei, não na verdade o que procuramos é um ótimo problema, as ideias serão um processo posterior que só terá sentido se encontrarmos esse objetivo. Grande parte das pessoas que busca empreender está alucinada para encontrar uma ideia, só que ótimos negócios surgem como respostas a bons problemas, coisas realmente relevantes.

SUA IDEIA SENSACIONAL NUNCA VENCERÁ UMA OUTRA BREGA QUE EFETIVAMENTE RESOLVE UM PROBLEMA.

Esse é o fato! Portanto, esqueça essa caça ao tesouro da melhor ideia e busque encontrar um problema grande, doloroso, chato, que tenha muitas pessoas, boa possibilidade de mercado para resolver. Esses dias em um papo com o João Kepler, ele falava, a primeira coisa que busco saber quando alguém vem pedir investimento é – Qual é o problema? Antes mesmo da ideia.

PERCEBA A LOGICA

Isso é obvio, o empreendedorismo normal e o Empreendedorismo de Alto Impacto (Startups) surgem para resolvermos problemas. Então, pare de ficar na loucura de encontrar ideias e tente encontrar bons problemas. Na consultoria o que aconteceu foi exatamente isso, ficamos quase que 70% do tempo debatendo e buscando os melhores problemas, depois o processo das ideias foi muito mais tranquilo e consistente.

Fica a dica e vá a caça.

Este vídeo pode ajudar você na hora de desenvolver o seu negócio:

 

Nova parceria Mastercard com China Women’s Development Foundation

Parceria estratégica lançará o primeiro fundo do gênero que apoiará startups comandadas por mulheres, programa de inclusão financeira e capacitação em negócios no país mais populoso do mundo

A Mastercard anunciou sua parceria estratégica com a China Women’s Development Foundation (CWDF) que deve fazer os projetos de inclusão financeira da empresa alçarem voo no país mais populoso do mundo. Inicialmente de três anos, a parceria com a organização social sem fins lucrativos chinesa foi anunciada durante a cerimônia de celebração do memorando de entendimento (MOU) em Beijing, China.

A parceria prevê a criação do fundo de empreendedorismo feminino Mastercard Women’s Entrepreneurship Fund. Trata-se do primeiro fundo exclusivo da China que tem por objetivo promover a inclusão financeira e o empreendedorismo feminino. A Mastercard e o CWDF irão trabalhar juntos no desenvolvimento de diversas oportunidades estratégicas em prol das associadas do CWDF, em especial o financiamento de startups comandadas por mulheres, capacitação em temas de negócios e programas de educação financeira.

Guoying Qin, vice-presidente e secretária-geral da China Women’s Development Foundation, disse estar “encantada em trabalhar com a Mastercard na capacitação de mulheres em temas financeiros e de negócios, além de ajudar startups comandadas por mulheres. Acreditamos que empoderar mulheres com habilidades e conhecimento práticos pode promover mudanças sustentáveis que, por sua vez, trarão mudanças na sociedade, seja por meio da redução da pobreza ou ajudando a formar a próxima geração de empreendedoras”.

Ann Cairns, presidente de mercados internacionais da Mastercard, disse que “a parceria com a CWDF dará não só apoio a mulheres chinesas, mas também acesso às ferramentas e tecnologias necessárias para ampliar seu potencial. As mulheres são 55% das pessoas desbancarizadas na China e essa parceria nos permite ajudá-las em todo o extenso território chinês proporcionando acesso a melhores oportunidades por meio da inclusão. Nos últimos anos a China avançou significativamente na inclusão financeira de sua população, e parcerias como a Mastercard-CWDF permitem avançar ainda mais para incluir os outros 234 milhões de adultos que continuam sem acesso ao sistema financeiro formal.”

Dennis Chang, presidente da divisão China da Mastercard, disse que “a Mastercard vem apoiando as prioridades de desenvolvimento do país desde que entrou no mercado chinês, há trinta anos. Conforme a China dá seguimento às suas reformas econômicas baseadas na promoção do desenvolvimento sustentável, torna-se essencial que o setor público e privado garantam acesso a ferramentas financeiras para que o empreendedorismo e a inovação floresçam. Iniciativas como a parceria Mastercard-CWDF ajudarão a promover o empoderamento econômico e a criar um mundo além do dinheiro físico, levando a mudanças reais hoje”.

Este anúncio evidencia os esforços contínuos da Mastercard em promover na China a sua visão de um mundo além do dinheiro físico. No início deste ano, a Mastercard firmou um acordo com a China Research Development Foundation (CDRF) voltado à promoção de educação financeira para alunos e professores do ensino técnico. A empresa também trabalha com a organização de ajuda humanitária americana Mercy Corps na província de Sichuan, China, onde mantêm programa de educação financeira e de negócios para trabalhadores do campo.  Além disso, a Mastercard anunciou recentemente um acordo com a Network for Teaching Entrepreneurship (NFTE) e a Be Better para levar o programa Girls4Tech™ até cerca de 50 mil meninas na China este ano.

As iniciativas de inclusão financeira e de empoderamento feminino promovidas pela Mastercard na região Ásia – Pacífico já beneficiaram mais de 200 mil mulheres e meninas.

Para mais informações sobre as iniciativas de cidadania corporativa da Mastercard, acesse o site.

POST CONVIDADO: Onde estão as mulheres?

O Waze é um dos maiores aplicativos de trânsito e navegação do mundo, baseado em uma comunidade. Mas, muitas pessoas não têm o conhecimento de que, além de colaborar compartilhando informações de trânsito em tempo real através do app, qualquer um pode colaborar editando mapas. Assim, podemos dizer que o Waze é uma ferramenta de crowdsourcing. Mas, o que seria editar mapas?

O Waze disponibiliza uma ferramenta, online, chamada WME (Waze Map Editor), onde é possível editar o mapa dos locais por onde você realiza os seus trajetos, ou seja: por onde você dirige. Através dessa ferramenta é possível criar e editar vias, inserindo nomes, numerações, sentidos, locais, dentre outras várias funcionalidades.

No WME é possível instalar alguns scripts que ajudam na edição. Alguns desses scripts foram desenvolvidos pela própria comunidade; assim, utilizamos bastante a tecnologia e, tudo isso, de modo colaborativo. No Brasil temos uma comunidade bastante ativa de editores de várias regiões, idades e profissões. Mas, o que isso tem a ver com a ausência da participação feminina?

Em maio de 2015, a Revista Época (edição nº 99), publicou o seguinte: “Nas salas da faculdade de engenharia ou nas divisões mais técnicas das gigantes do setor elas são sempre minoria (…) A verdade é que o mercado de tecnologia é ainda mais restritivo a mulheres do que empresas de outros setores (…) A qualidade é igual. O problema, observam especialistas, em uníssono, é cultural. Começa na infância. O computador virou um brinquedo de meninos. Não à toa, metade das famílias americanas coloca o PC doméstico no quarto do filho (…).”

A realidade acima também está agregada à realidade da Comunidade Brasileira de Editores do Waze, que é aberta a quaisquer pessoas, independente de serem, ou não, da área de TIC.

Atualmente, no Waze, a maioria dos usuários do aplicativo são do sexo feminino. No entanto, o percentual de participação de mulheres, como editoras, é bem inferior. Embora muitas utilizem a tecnologia do aplicativo, poucas participam – de alguma forma -, da construção dele, não existindo uma boa reciprocidade quanto a colaboração nas edições de mapa. Ainda não há um percentual real dos colaboradores do Waze, mas podemos dizer que, dentro da comunidade, a predominância de editores do sexo masculino é bastante notória.

Objetivando mudar essa realidade, a comunidade resolveu, por conta própria, desenvolver um projeto com diversas ações para aproximar as mulheres ao aplicativo (comunidade). O Waze utiliza ferramentas que facilitam, e muito, a familiarização da Tecnologia.

Dentre essas ações, destacamos uma discussão no fórum da comunidade, que identificou possíveis fatores que inibem a participação das mulheres, tais como: ausência feminina no mercado de TI, falta de tempo, sensação de isolamento, falta de conhecimento de tecnologias etc. Outra ação é exatamente esta que fazemos aqui: discutir abertamente esta realidade da Comunidade Brasileira do Waze com todos.

Promover uma maior sensibilização do público feminino, a fim de aproximar as mulheres da tecnologia e da Comunidade é uma das metas. Porém, o intuito vai muito além de acolher mais mulheres na comunidade do Waze: o nosso interesse final é, principalmente, a contribuição social que podemos alcançar, utilizando o Waze como instrumento.

Entretanto, sabemos que abraçar o novo, de certa forma, assusta muitas pessoas porque o novo não nos traz uma certeza definida das coisas; se vai ou não dar certo, se vai ou não adiante. Cremos que este pode ser um dos grandes empecilhos que inibem as mulheres de participarem e adentrarem com mais segurança, com mais firmeza nas áreas relacionadas à tecnologia que, nítida e comprovadamente, atualmente são comandadas, na sua grande maioria, por homens.

Não levantando bandeiras supostamente feministas ou quaisquer outras, lembramos que tabus podem ser quebrados e derrubados, como foram quebrados tantos padrões ao longo da história da Humanidade, quando somente homens poderiam ser eleitores; quando somente homens poderiam ser soldados; quando somente homens poderiam pilotar aviões, ou quando somente mulheres poderiam lavar louças e cuidar da faxina da casa.

Vale ressaltar, ainda, acerca da tão ‘famosa’ e acomodável ‘zona de conforto’ que, na verdade, gera, na maioria dos casos, pensamentos como “Por que mudar se estou bem assim?”; “Por que buscar o novo?”. Mas, o fato é que o novo sempre vai existir em quaisquer áreas da existência humana e ninguém pode fugir dele. Nunca, jamais o novo vai desaparecer, ainda mais em se tratando dos avanços e novidades tecnológicas que avançam dia a dia em uma velocidade extrema.

A tendência natural do Ser Humano é para a alternativa mais cômoda, mais fácil, aquela já conhecida. Temos, em geral, muito medo do desconhecido. Fazendo um comparativo (analogia) a situações do nosso cotidiano, exemplificamos: quando temos nosso primeiro dia de aula na autoescola, sentamos no carro e perguntamos: “e agora o que eu faço? Será que consigo fazer essa baliza? Ai, meu Deus, onde eu fui me meter!” ; ou, então, no primeiro emprego que, de cara, participamos de uma reunião onde estão falando y, e você entendendo x, e é exatamente aí, que geralmente chega aquele momento meio de desesperador, sem saber se aprenderemos o suficiente, e se rapidamente ou não.

Enfim, essa trava, esse empecilho que nos impede de encarar o novo, o desconhecido, pode fazer com que muitas pessoas desistam de novas perspectivas, inclusive assim como nas aulas da faculdade na área da tecnologia, para quem nunca programou ou até mesmo não sabe o que um algoritmo. Na hora, tudo aquilo parece coisa de outro mundo, mas a medida que você vai compreendendo, aprendendo, conhecendo pessoas que compartilham do mesmo interesse, tudo vai se clareando e se tornando mais fácil e divertido.

No momento dessa vivência um pouco assustadora (podemos assim dizer), você vai enxergando que a TI é um mundo e você pode optar por diversos ramos dentro dela. Da mesma forma acontece quando se começa a editar mapas, abrimos a ferramenta de edição (wme) e, de momento, pensamos “E agora o que faço? Será que posso fazer isso?. Por muitas vezes, muitos acabam desistindo com medo de errar, de não conseguir a compreensão, mas se existir a persistência descobriremos o quanto tudo é divertido e fácil e que poderíamos ter perdido a boa oportunidade de fazer parte dessa comunidade.

Mas, diferente de muitos relatos onde um ambiente predominantemente masculino posse se mostrar hostil para as mulheres, a Comunidade Brasileira do Waze tem, de fato, um outro cenário. É um ambiente bastante receptivo, dedicado e paciente, independente de sexo e, vale aqui ressaltar e afirmar que quando se trata de mulheres a Comunidade se mostra ainda mais receptiva, dedicada e paciente. Isto não indica, absolutamente, algum tipo de interesse pessoal ou de outras vertentes que poderiam ser oriundas dos homens participantes – longe disso – , mas sim, porque são muito educados, entusiastas e, essencialmente, excelentes editores. E poder participar de uma comunidade que tem como foco o colaborativo e, a partir dela podermos desenvolver várias ações que de algum modo possam trazer benefícios à sociedade, é simplesmente entusiasmante e maravilhoso.

Acreditamos que utilizar o Waze, de uma maneira ou de outra, facilita a nossa familiarização, a familiarização de nós, mulheres, com a tecnologia e, com isso, existe verdadeiramente a possibilidade de várias mulheres se interessarem mais por esse ramo.

Portanto, não tenhamos medo do novo. Por medo do novo deixamos de vivenciar ótimas descobertas. Vamos nos empoderar dos assuntos que nos interessam. A cada dia, nós consumimos mais tecnologia. Então, por que não participarmos da construção da mesma? Por que não tentar conhecer o novo? O que faz mover o mundo são as ações…movam-se!

————————— AUTORA ———————————-

FullSizeRender (1)Caroline S. Guerra, analista de TI com foco em gestão de TIC, prestando serviço para o Governo do Estado do Ceará. Pós-Graduanda em Gestão da Informação e Business Intelligence. Líder de um projeto de desenvolvimento de aplicativo. Canceriana. Adora tanta coisa que não cabe aqui. Apoiadora de causas que de alguma forma possam impactar na melhoria do mundo.