Sistema de diagnóstico de doenças respiratórias pela internet!

A cidade de Piraí, no estado do Rio de Janeiro, é composta por 26.314 habitantes, sendo 3.025 com idade entre 50 e 100 anos, e foi o município escolhido para receber o piloto do projeto de Teleintegração para Imagens Radiológicas (TIPIRX), desenvolvido pelos Pesquisadores do Núcleo de Computação de Alto Desempenho (Nacad) da Coppe, em maio de 2008.

O projeto inclui o software scanRX e o scanner Microtek ScanMaker i800, a dupla dinâmica promete facilitar o diagnóstico de doenças respiratórias pela internet. ( sim, você entendeu bem, pe-la in-ter-net!). A nova ferramenta promete ainda menor custo, maior rapidez e eficiência, principalmente em regiões distantes dos grandes centros urbanos, carentes de especialistas.

O kit com scanner e software já foi instalado em Piraí e a resposta tem sido muito positiva, segundo a equipe da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, responsável por mensurar os benefícios do projeto no local. Foram diagnosticados 17 casos de tuberculose na cidade, que já estão sendo devidamente tratados. O objetivo final, claro, é a implantação do serviço em todo o país. Já estão em curso pesquisas em outros municípios e o treinamento dos teleconsultores nos hospitais universitários (médicos, professores e médicos-residentes), dos médicos e técnicos nas localidades. Além disso, segundo os desenvolvedores, o sistema da Coppe foi estruturado com linguagem simples e, segundo a empresa, pode ser operado até mesmo por iniciantes em informática. Os desenvolvedores também buscaram soluções de baixo custo, inclusive na opção de equipamentos necessários para uso do sistema. Um exemplo é a substituição do scanner especial, tradicionalmente utilizado pela radiologia, por outro mais comum: “Desenvolvemos uma metodologia para que o nosso sistema possa ser utilizado tanto pelos médicos como pelos técnicos das unidades de saúde. Para acessá-lo, basta que o posto tenha um computador com conexão à internet e um escâner comum, com iluminação na parte superior interna, que é o adequado para digitalizar material transparente, a exemplo dos filmes”, afirma um dos coordenadores.

O profissional do posto de saúde de Piraí escaneia o filme do exame de raios X convencional em até quatro partes, se for necessário, para ajustá-lo à dimensão do scanner. O usuário é guiado por uma interface que informa o número de passos e movimentos necessários para a aquisição correta da imagem parcial e também mostra como o filme deve ser exposto no scaner para evitar erros na identificação da imagem. Essa imagem digitalizada do exame é comprimida para viabilizar sua transmissão pela internet, mesmo em locais de conexão lenta, e anexada a um formulário eletrônico, desenvolvido no Núcleo RJ do Telessaúde Brasil, e enviada a uma equipe de teleconsultores dos serviços de radiologia, como a do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ. Após análise, a resposta é devolvida no mesmo formulário para que o médico possa obter o diagnóstico final e medicar o paciente, se necessário na hora. Desta maneira, é acessível a qualquer usuário, que não precisa de nenhum conhecimento especial em informática ou radiologia.

“O grande impacto esperado é a aceleração do diagnóstico das doenças pulmonares, com destaque para a tuberculose, que é ainda um grave problema na saúde pública”, diz a professora Alexandra Monteiro, da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ e coordenadora geral do projeto.

Vocês já devem ter lido esse coméntario aqui, mas vou repetir: É PARA ISSO QUE A TECNOLOGIA DEVE SE DESENVOLVER! PARA MELHORAR O MUNDO!

beijos!

iPad X Livro didático

Muitos entusiastas apontam o recém-anunciado iPad como a salvação para armazenar todos os livros que alguém precisa! Será que isso também pode ser aplicado a realidade escolar e armazenar todos os livros didáticos de que um aluno precisa? Sua tela colorida sensível ao toque, o vídeo interativo e o teclado virtual são bastante tentadores aos jovens usuários não!? Nesse quesito beeeeeeem superior ao monocrômico Kindle da Amazon.

A Apple nada revelou sobre seus planos no segmento de livros didáticos, porém visando esse mercado a Hewlett-Packard e a Dell anunciaram também que vão produzir computadores portáteis do tipo tablet. Além disso, correm rumores de que a Microsoft estaria desenvolvendo um modelo de tela dupla. (a Microsoft sempre querendo disfarçar que é a maior plagiadora do universo!)

Já não é pequeno o número de estudantes que usam notebooks, ou seu irmãozinho mais novo, o netbook, para ter todos os livros didáticos a um clique, sendo assim alguns especialistas preveem que em aproximadamente dez anos, a maioria (ou seja mais de 50%, previsão ousada, sejamos sinceros, afinal, segundo o IBGE 79% da população NUNCA acessou a Internet, em compensação mais de 10% dos adultos nos EUA já têm um leitor eletrônico!AAAH não sei mais o que pensar!) dos alunos do ensino superior — e muitos alunos do ensino fundamental e médio — recorrerão a um aparelho eletrônico, em vez de livros de papel, quando tiverem de ler algum material de estudo. UHUlll chega de lutar por livros mofados na biblioteca!!! Pena qe não é tão fácil assim…isso terá um grande impacto sobre alunos e professores, sem falar do negócio de livros didáticos, que hoje movimenta US$ 9,9 bilhões.

Diante dessa previsão uma pergunta surge: isso é viável economicamente? Praticamente toda indústria — das agências de viagens aos jornais — que migraram para o modelo digital tiveram quedas bruscas de lucros, e houve até quem falisse. “As editoras de livros didáticos sabem que seu modelo atual está condenado”, diz Peter S. Fader, diretor adjunto do Projeto de Mídia Interativo da Wharton Interactive Media Initiative. Eric Bradlow, também diretor adjunto do WIMI, acrescenta: “Não se trata da morte pura e simples do modelo destruidor de árvores. O fato é que o monopólio das editoras vai diminuir.” Como os custos de produção devem baixar, “as forças do mercado deverão pressionar igualmente pela redução dos preços”.

Acredito que novos modelos de publicação e publicidade para as editoras como anúncios objetivos e cupons eletrônicos serão criados e bem recebidos pelo mercado porém não será uma missão fácil se reencaixar em um mercado assim. Muitas ficarão pelo caminho.

E não é que as editoras já começaram a se mexer. Transcorridos alguns dias desde o anúncio do iPad, um grupo formado pelas principais editoras de livros didáticos dos EUA informou que passaria a utilizar uma tecnologia desenvolvida pela ScrollMotion, empresa nova-iorquina de tecnologia de conteúdo, para transferir livros didáticos para o iPad. E já no final de fevereiro, a Macmillan, da McGraw-Hill, divulgou o lançamento de um novo selo de livros eletrônicos, o DynamicBooks, que permitirá aos professores criarem um livro didático próprio utilizando material de sua autoria e outros desenvolvidos pela Macmillan. “Basicamente, o professor entra no site, acessa a ferramenta autoral e, ao visualizar o conteúdo, faz as modificações que julgar necessárias”, disse ao New York Times Brian Napack, presidente da Macmillan. “Nós nem sequer monitoramos essa interferência.” Viu como os mais espertinhos vão dar um jeitinho?!

Educadores e editoras preveem também que o livro didático eletrônico deverá mudar a forma como os professores ensinam, como os alunos aprendem e a maneira como as editoras vendem seu conteúdo, e isso sempre de maneiras inesperadas. Contudo, embora os estudantes contem de antemão com custos menores e mochilas mais leves, os professores andam preocupados, afinal não se sabe ao certo se os estudantes estão prontos para se debruçar sobre um livro didático eletrônico. Como observou Stephen Kobrin, editor da Wharton School Publishing (WSP), “todos os nossos pacotes de cursos [coleções personalizadas de material de leitura para os vários cursos] são digitalizados. Quando peço aos alunos que leiam esse material, eles me dizem que o imprimem” (eu faço isso na maioria das vezes). Kobrin estima que, atualmente, de 4% a 5% do negócio da WSP seja digital.

Quem ainda não se convenceu da importância da discussão quero lembrar mais uma coisinha: os leitores eletrônicos já sacudiram o mercado de livros de ficção e não-ficção. Esses livros responderam por US$ 8,1 bilhões das vendas nos EUA em 2008, conforme o mais recente relatório da área de publicações. A Forrester Research estima que os amantes dos livros compraram cerca de três milhões de leitores eletrônicos no ano passado. Esses aparelhos atraíram alguns dos melhores clientes da indústria do livro, que lamentam o desaparecimento das livrarias, mas aprovam a ideia de títulos a US$ 10 disponíveis para download a seu critério e que dispensam a busca em prateleiras lotadas.

Muitas coisas mudarão, não sei ao certo se para melhor ou pior, mas a primeira coisa que vem a minha cabeça quando penso sobre isso é que será muuuuito mais fácil criar livros didáticos personalizado para cada turma e curso, não será mais necessário andar com um livro inteiro por causa de dois ou três capítulos, não sei como ficará a parte burocrática de tudo isso, mas…que, para nós estudantes vai melhora, isso vai!

beijos!

Está na moda: QUEBRA DE PATENTE!

Está virando moda já no mundo das altas tecnologias ( não só claro!) esse négocio de quebra de patente. Mas afinal como funciona essa tal de propriedade intelectual e todo esse sistema de patentes?

Primeiramente, a propriedade intelectual é o direito do autor sobre a sua obra intelectual ( errrrrr!). Seja qual for a obra, um livro, um filme, uma descoberta científica, uma música, ou o desenvolvimento de um produto, como um software ou um remédio. Sendo assim, esses produtos protegidos pela propriedade intelectual só podem ser produzidos por outras pessoas com autorização do autor, que é o detentor do direito autoral, que também será remunerado por ceder o direito. A propriedade intelectual não é vitalícia, ou seja não dura para vida inteira. Após um certo período, as obras são consideradas de domínio público.

De acordo com a OMPI ( Organização Mundial de Propriedade Intelectual) a propriedade intelectual pode ser dividida em duas grandes áreas: Propriedade Industrial (patentes, marcas, desenho industrial, indicações geográficas e proteção de plantas) e Direito Autoral (obras literárias e artísticas, programas de computador, domínios na Internet e cultura imaterial).

Já patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção. Isso porque a pesquisa e o desenvolvimento para elaboração de novos produtos demandam grandes investimentos. Ao obter uma patente, o autor da obra evita que concorrentes copiem e vendam esse produto a um preço mais baixo, uma vez que eles não foram onerados com os altos custos da pesquisa e do desenvolvimento. Entenderam porque existe tanta briga em torno disso!?

Agora que já sabemos tudo certinho vamos aos fatos…
O epsódio mais recente entre os muitos que vem aparecendo é o da Intellectual Ventures (empresa especializada na compra e registro de patentes de tecnologia, que arrasou no nome, né!? Adorei!), entrou com uma ação na Corte de Washington na qual acusa 12 empresas de terem violado cinco patentes de sua propriedade. Entre as empresas, estão a HP, Dell, Acer, Logitech, Kingston e as varejistas Best Buy e Walmart.

As patentes, segundo a Intellectual Ventures, referem-se as tecnologias de memória DRAM, dispositivo de memória para computadores com acesso selecionável, memórias com decodificação de endereço programável, circuitos, sistemas e métodos para melhorar o acesso a páginas e bloquear transferências no sistema de memória, além de sistemas e arquiteturas de memória de múltiplos bancos. Ou seja, um produto que demandou tempo e dinheiro para ser desenvolvido! A empresa afirma que adquiriu mais de 30 mil ativos de tecnologia até o momento e pagou “centenas de milhares de dólares” ( põe dinheiro nisso, não!?) pelas invenções, além disso investiu cerca de US$ 2 bilhões no licenciamento dessas patentes.

A Intellectual Ventures é liderada pelo ex-CTO da Microsoft, Nathan Myhrvold, e detém um considerável acervo de patentes desde sua fundação, no ano 2000. E esse não é o primeiro caso de quebra de patente envolvendo a empresa, em dezembro do ano passado, ela entrou com um processo contra nove companhias de tecnologia, incluindo McAfee e Symantec. Já está especialista no assunto! E é bom mesmo, afinal ponho minha mão no fogo que essa não será a última vez que veremos uma nóticia como essa!

beijos!