Mais amor no mundo das Startups, por favor.

Recebi esse link aqui de uma funcionária. Nele temos um formulário anônimo para responder como é o ambiente em uma startup. As respostas são publicadas como foram escritas sem qualquer controle de veracidade. Até aí acho incrível que as pessoas, todas, independente de qualquer coisa possam ter voz no mundo digital. Somos todos Prosumers como Alvin Toffler, defendeu no seu livro “A terceira onda”. Temos todos um novo papel de consumidor e colaborador na sociedade pós-moderna, somos produtores enquanto existimos. Lindo! Só tem um probleminha: anonimato e veracidade.

Criamos essa necessidade de se esconder atrás de telas e aí nem preciso explicar o que tem acontecido. Aliás o Jaron Lanier faz isso melhor do que eu no seu livro “Who wons the future?”. Entendemos que o que fazemos na internet não tem tantas consequências no mundo real e que podemos sem refletir muito gratuitamente jogar fatos no ventilador. Muitas vezes fatos distorcidos. Nem preciso pensar muito para dar exemplos para vocês: Cof cof Donald Trump. Cuidado. Isso é destrutivo para sociedade pós-moderna. Isso é destrutivo para os seres humanos.

Se você olhar as respostas temos pelo menos 80% dos comentários negativos trazendo insultos pessoais e cobrando posturas de grupos de pessoas que estão em busca de uma solução nunca antes proposta para problemas da sociedade. Isso é ser uma startup no final das contas. Não dá para gente usar a mesma régua que a gente mede as grandes empresas e suas oportunidades de trabalho. Claro que 50% dos nossos funcionários são estagiários e juniors. Estamos tentando fazer educação de um jeito diferente sem levantar investimento preferindo autonomia nesse inicio de vida. Será que dá para pagar só por especialistas? Claro que a gente vai errar. Isso é sinônimo que estamos tentando. Faz parte do processo. Críticas nessa fase são mais do que bem vindas, pois faz a gente arrumar o prumo antes, enquanto ainda é mais fácil. Bem como louros pouco ajudam. Aliás eu poderia escrever um review lindo da Mastertech, certo!?

Li os comentários não só da Mastertech, e o que vi ali não foram críticas construtivas foram ofensas. E olha que o Mastertech nem tem tantos comentários. Li as respostas quase todas as startups, que são de amigos e amigos que dividem essa jornada maluca que é empreender no Brasil comigo. Muita coisa ali pode soar verdade quando vocês não sabe o que se passa desse lado da história.

Aqui na nossa nação verde amarela é difícil se quer brotar como uma nova empresa. Aí quando você brota tem que lutar contra o vento dos impostos, as chuvas de burocracia, as intempéries de um mercado em amadurecimento ainda. Aí vem uma alguém e ainda pisa em você sem precisar nem se esforçar?

Isso é só um pedido de reflexão para os rumos que estamos dando para a sociedade digital e para o mercado de startups no Brasil. Meu pedido aqui não é nada além de mais amor no mundo das Startups por favor.

Mulheres “alfa”, a grande característica que define as mães millennials

Diante das fortes mudanças culturais que vem acontecendo, a percepção que se tem sobre as mães mais jovens está mudando enormemente. A tecnologia é um dos principais aliados.
Mulheres “alfa”, adaptáveis, independentes e multitasking. Estas são algumas das características que definem as mães modernas, as mais jovens, conhecidas também como mães millennials.
Vivemos tempos de grandes mudanças culturais em relação à percepção que antes (não muitos anos atrás) se tinha sobre as mulheres. Não são poucos os lugares do mundo onde se fala que estamos diante da “revolução das mulheres”. Uma revolução nascida no calor de um feminismo modelo Século XXI, que arrasta muitas das reivindicações do século passado mas com maiores demandas em matéria de igualdade de direitos, contra a violência é maior equidade econômica, entre outras demandas. Basta ouvir qualquer mulher que adere algumas destas reivindicações para se dar conta que tal fenômeno é possível graças às redes sociais e a tecnologia, que se tornou uma grande ferramenta aliada.

Com o dia das mães se aproximando, vale a pena entender melhor quem são as mulheres “alfa” e se realmente as mães jovens se sentem identificadas com esta definição.
O conceito de mulher alfa nasceu nos Estados Unidos para categorizar um segmento da população feminina caracterizado por ser independente e ter liderança, com mulheres sendo chefes em seus lares e trabalho. Mulheres ativas, líderes e seguras de si mesmas.
De acordo com a psicóloga Natália Parma, “na atualidade nos encontramos com mulheres que, graças às conquistas das gerações passadas e suas lutas, perguntas e buscas para inverter papéis que não eram cômodos, e independentemente de seu estado civil, mantém uma posição laboral e social igualitária com os homens, são mulheres emancipadas financeiramente”.

Michele Gonçalves, 37 anos, mãe de Fidel e Sales Manager da Real Trends -plataforma líder em ferramentas de análise e gestão para vendedores do Mercado Livre – confirma seu caráter de mulher alfa, “me sinto socialmente igual a um homem, com as mesma obrigações e direitos. Em casa não noto diferenças porque os dois contribuímos e fazemos tudo o que deve ser feito, sempre em condições de igualdade”.
Na mesma linha se encontra Ursula Krochik, 35 anos, quem está à frente da área de Marketing & Communications da mesma empresa. “Os papéis sociais já não estão definidos como antes, quando a mulher se ocupava dos filhos e cozinhar, e o homem de trazer dinheiro para o lar: todas as responsabilidades são compartilhadas. No meu caso, ambos trabalhamos e nos ocupamos de nossos filhos e da casa”, afirma Ursula, mãe da Mia e do Dan.
Um dos problemas que estas mães alfa mais enfrentam é o sentimento de culpa que sentem por ficar muito tempo fora de casa. Mas como resolvem?
“Supero a culpa com compensações. O tempo que passo com meu filho, como é reduzido, é de qualidade. Saímos, nos divertimos, fazemos muitas atividades juntos. São passeios, lanches e viagens que posso proporcionar graças ao trabalho”, afirma Michele.
Por sua vez, Ursula completa: “Eu creio que esse é o grande problema que nós, mães, temos. Vivemos com culpa, quando sabemos que nossos filhos estão perfeitos um tempo sem nós: brincando na creche, interagindo com seus amigos e professores ou com a pessoa que os cuida. É saudável tanto para eles, quanto para nós, ter atividades separados. Desta forma, quando voltamos a nos juntar, brincamos e nos divertimos muito”.
Como dito anteriormente, quem se converteu em uma grande aliada das mulheres, seja a nível coletivo como a nível individual foi a tecnologia. Para as mães de hoje, ter esse acesso para cuidar de seus filhos se tornou indispensável.
“A tecnologia me ajuda a viver um pouco do dia a dia do meu filho enquanto está na escola, através de fotos e vídeos que nos enviam. Além disso, me põe em contato com outras mães para que juntas possamos nos organizar e atender de forma extraordinária tudo o que nos pedem”, aponta Michele.
“Graças à tecnologia podemos estar mais perto deles. Por exemplo, do colégio me mandam notas por e-mail e nos compartilham fotos e vídeos do que fizeram durante a semana. Algo totalmente impensado há alguns anos, quando só existia o caderno de comunicações”, comenta Ursula.
A Real Trends é uma empresa totalmente ligada à tecnologia e às possibilidades que ela traz. Como uma startup tecnológica facilita a vida das mães? “Na empresa temos home office uma vez por semana e esse dia também posso estar mais perto dos meninos, ver quando voltam da escola e compartilhar um pouco de tempo com eles enquanto estou trabalhando”, confessa Ursula.

Para concluir, a psicóloga Parma resume: “A mulher (e a mãe) atual é autossuficiente e segura de si mesma, é uma líder nata, mesmo que isto não implique que não tenham sentimento de culpa e uma autoexigência internalizada desde suas próprias mães e avós. Não são mulheres maravilha, simplesmente é uma estratégia para poder cumprir com seus papéis e não descuidar da sua felicidade, a qual se alimenta do sucesso nas metas de cada área de sua vida, na permanente busca pelo equilíbrio”.
Evidentemente, depois de muitos anos da injusta predominância dos homens “alfa”, a grande característica que define as mães millennials se adequa perfeitamente a estes tempos e às mudanças que virão, em um futuro que é mais atual do que parece.