Educatic Code Wars, a Maratona de Aplicativos e o Blog Mulheres na Computação, somam forças para fortalecer a educação!

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Na sede do CUBO em São Paulo, em uma reunião com a Camila Achutti e Felipe Barreiros, estabeleceu-se a parceria entre o Educatic Code Wars, a Maratona de Aplicativos e o Blog Mulheres na Computação.

Mudanças e transformações são gradativas, mas pedem ações imediatas, na educação, na percepção, e no senso crítico. Somente aqueles que tiverem consciência das opções que possuem, tem condições de optar pelas melhores alternativas.

Aliando e alinhando os objetivos de cada projeto, que somados buscam potencializar habilidades pessoais e profissionais desde a infância, dando condições para que possam fazer suas escolhas futuras de forma consciente. O  Educatic Code Wars, parte do princípio que quanto mais cedo começamos a superar nossos limites, mais longe seremos capazes de chegar. Para isso, elaborou um desafio online, que contempla um conjunto de missões que guiam crianças, adolescentes e professores por ferramentas digitais, que lhes possibilitam incluir tecnologias no processo de educação, ensinando aos estudantes, programação, matemática e línguas.

A Maratona de Aplicativos em um modelo de competição, coloca os estudantes do ensino médio frente a frente com a possibilidade de praticar o que aprendem nas ferramentas e plataformas disponíveis na internet, e indica caminhos que facilitam a criação de um aplicativo que melhore a vida deles na escola, ou até mesmo na educação como coletivo, desde a ideação, a programação e a apresentação do produto final em um pitch, A FIAP promovendo a Maratona de Aplicativos, quer criar meios de compartilhar o conhecimento e motivar empreendedores na busca por soluções sociais atuais e futuras.

O Blog Mulheres na Computação incentiva a discussão e difusão de assuntos relativos a computação, visando a capacitação e inserção de mulheres neste campo.

São muitos postos de trabalho (vagas e preenchidos), e ainda é um campo que em grande parte está ocupado por pessoas do sexo masculino. O mercado de trabalho que mais cresce em número de vagas é o de Tecnologia da Informação, as melhores vagas são neste setor e as demandas se ampliam proporcionalmente, gerando mais postos de trabalho do que profissionais aptos.

Esta parceria visa promover o acesso e a capacitação, que levará muito além deste mercado de trabalho. Pretende estimular melhores condições de pensar, criar e se relacionar em muitas áreas. Aprimorando habilidades necessárias no seculo 21, com criatividade e colaboração para a resolução de problemas cada vez mais complexos da sociedade.

 

Scrum: Agilidade no mundo da computação

Já parou para pensar em como a palavra mandatória do nosso século é agilidade? É tudo pra ontem, estamos sempre atrasados, pouquíssimo tempo, muitas tarefas e na maioria das vezes, disciplina zero.

Na evolução do Desenvolvimento de Software não é diferente.

Isso acontece porque competitividade é um conceito que as empresas buscam cada vez mais. É fazer mais com menos; em menos tempo.

O Scrum é um framework de agilidade. Entendo que ele está para o desenvolvimento de software, assim como ITIL está para a entrega de serviços em TI, um conjunto de boas práticas.

O que o diferencia principalmente de outras metodologias é a quantidade de regras, já que se aplicadas, tende a maior aderência a cultura ágil. O Scrum tem como principais horizontes o foco na meta e o auto-gerencimento.

O nome Scrum vem da associação ao esporte Rugby, nome curto para Scrummage, que refere-se a formação ordenada dos jogadores, para que em seguida eles possam avançar na jogada.

Em um jogo de Rugby também temos:

  • Todos juntos por um só objetivo
  • Corrida rápida para marcar ponto

O framework nos diz o quê fazer para ter sucesso em estabelecer objetivos e alcança-los. Bem como lidar com o gerenciamento de mudanças no decorrer de um projeto de desenvolvimento, o que é inevitável. Aqui as mudanças são bem vindas e totalmente negociáveis. E a partir de um escopo inicial, o cliente é quem decide quais as mudanças, se elas realmente precisam acontecer, quando irão acontecer e quais atividades serão priorizadas para atender à relação Qualidade – Tempo – Custo – Escopo.

Acredita que:

  • Não é possível prever com precisão, logo no início do projeto, qual será o produto final.
  • As necessidades mudam e que é desperdiçar tempo planejando aos mínimos detalhes, o que deve ser feito a médio prazo.
  • Mudanças são bem-vindas para qualquer item do Backlog do projeto, mas não para itens já planejados para a iteração atual.

Um time Scrum possui três papéis:

Product Owner (P.O.) – O P.O. é a principal interface com o cliente. É responsável por receber e priorizar o backlog de atividades e apresentar os itens com a visão de negócio aos desenvolvedores.

Scrum Master – É o facilitador da equipe, a pessoa que navega pela hierarquia da empresa para resolver impedimentos. Quando necessário, exerce a função de educar a equipe, moderar confitos e controlar a time box de reuniões.

Desenvolvedor – Desenvolve, analisa, testa, documenta, resolve problemas técnicos, define como serão realizados os itens trazidos pelo P.O.

Os itens que compõem o Framework são:

Backlog: Lista de itens a fazer.

Sprint: Ciclo de vida de uma interação.

Sprint Backlog: Tarefas comprometidas para um perído específico.

Time-Boxes: Períodos de duração das atividades. Não devem ser variáveis.

Histórias: Itens do Backlog, contados através de uma história que mostram claramente o valor que estará sendo agregado ao cliente final. (Título, Prpósito, Beneficiado, Pedido)

Baseado no ciclo PDCA, a dinâmica do Scrum é baseada em um ciclo, que chamamos de SPRINT:

Scrum

Para que uma equipe seja considerada um bom time, uma boa estratégia é que as pessoas sejam auto gerenciáveis. O Scrum preza em sua essência por esse comportamento. Se todos seguirem as regras do jogo, tudo ocorrerá bem.

Com o conceito de aprimorar processos, já no contexto de desenvolvimento de software, o Scrum é certamente o modelo mais promissor de prover aos times maior produtividade, foco em metas, previsibilidade, cultura autônoma, sentimento de equipe e ausência de culpados.

Vale MUITO a pena conhecer e aplicar.

Ter disciplina implica diretamente em bem estar e qualidade de vida. Ou o planejamento está errado.. correto?

E que a partida comece. SPRINT!

BeijoMeu!

Barco Hacker: Hackeando o rio!

Antes de qualquer coisa…todo mundo sabe o significado do verbo hackear? Já expliquei aqui no blog, então os senhores deveriam saber! rs

Bom, hackear significa atribuir uma nova função a alguma coisa. Por exemplo, podemos hackear um banco de cozinha quando usamos ele para apoiar a televisão, afinal o uso original para qual ele foi proposto era se sentar e não apoiar uma tevê. E aqui estamos usando o barco e o rio para fins diferentes dos quais eles vinham sendo usados. No caso do barco não mais usamos como meio de locomoção, mas como canal de divulgação, de transporte de dados. Já o rio é usado como meio de empoderamento da população ribeirinha, que com informação é capaz de resolver muitos da seus problemas usando tecnologia e que se não fosse um rio e um barco eles nunca teriam acesso.

Mas afinal o que é o barco hacker? Qual seu objetivo? A grande essência do projeto é trocar informações com a comunidade ribeirinha para conhecer as suas necessidades e começar a elaborar propostas de alternativas ligadas à sustentabilidade e à geração de renda através do uso da tecnologia! Tem como não amar? A resposta é não! Até documentário de circulação internacional foi produzido. Assistam!!!! http://tvbrasil.ebc.com.br/docespecial/episodio/na-proa-do-barco-hacker-0

Não podia deixar de mencionar a idealizadora do projeto que é uma verdadeira heroína de sangue bem paraense e muitos sonhos na cabeça, a Kamila Brito! Aproveito aqui pra deixar meu agradecimento a ela pela força de tocar um projeto como esse! Não desista nunca…são pessoas como você que o mundo precisa!

Bom, mas o que eu, o Mulheres na Computação, o Technovation e a Maratona de Aplicativos fomos fazer lá? Eu Conheci o trabalho da Kamila no FISL desde ano e fiquei admirada, a partir daquele encontro passei a acompanhar o trabalho mais de perto. Fui então que surgiu o convite para participar da edição de comemoração de um ano do projeto. Imaginem minha alegria em receber esse convite!! Aceitei no ato! Poder fazer parte, ainda que de maneira pequena, de um projeto como esse me faz sentir o poder da tecnologia na pele e me recarrega as baterias para continuar nesse trabalho de formiguinha tentando levar tecnologia e empoderamento através dela para os 4 cantos do país…

Não tínhamos 3G (ainda, pois na próxima viagem vamos dar um jeito e vamos fazer acontecer o primeiro hackday navegante do mundo!), então dei uma palestra sobre Empreendedorismo, Tecnologia, Technovation, Motivação, Inspiração e o que mais a audiência quisesse saber, mas não conseguimos programar juntos! A parte boa disso é que serei “obrigada” a voltar para o Barco Hacker pra fazer um Hackday de verdade!

Foi incrível poder dividir com todos os marujos um pouquinho do que eu penso e faço na tentativa de mudar o meu país!

Não posso acabar esse post sem dividir com vocês algumas impressões gerais sobre Belém, o Portal da Amazônia, o Barco Hacker e tudo que vi nessas intensas 36 horas de bate e volta para fazer parte de tudo isso!!! 

NAVEGAPARA: É um Programa do Governo do Estado do Pará para promover a Inclusão Social através da Inclusão Digital e promover a democratização do acesso à Internet pelos órgãos de Governo e pela sociedade, possibilitando a implantação do governo digital e a aproximação do cidadão das políticas públicas eletrônicas. Na prática é internet de graça em vários pontos da cidade, como na Orla e no Aeroporto….vou confessar que rolou conectar 5 minutos no aeroporto, mas o objetivo e a proposta são legais, agora bora trabalhar na execução que fica tudo perfeito! : )

AÇAÍ SALGADO: Manooooo, no Pará e no Norte em geral açai faz parte da refeição normal, entende-se normal por peixe por exemplo, eles comem açai com peixe e farinha!!!!! Fiquei chocada no início, mas provei e curti, viu!? Depois bati um papo com o garçom e contei que no sudeste a gente comia como se fosse um doce, que já vinha batido com Guaraná e adoçado…ele ficou revoltado até! A partir de agora também ficarei…eu achei que comia açaí, depois dessa viagem descobri que como doce de açaí! rs

GENTE DO BEM E LUGARES INCRÍVEIS: Não conhecia o Belém do Pará e muito menos tinha andado pela região da Amazônia e AMEI! Vou contar algo pessoal que aconteceu comigo e me fizeram ter certeza do que já tinha desconfiado assim que desembarquei em Val do Cans, o paraense é demais! Gente do bem mesmo! Feliz independente de qualquer coisa! Bom, o que aconteceu comigo foi o seguinte, viajei de madrugada e cheguei no hotel as 6 da madruga e fui recebi com todo o carinho do mundo por todos que estavam ali, que queriam me dar todas as dicas do que fazer no porta de entrada da Amazônia nas únicas 4 horas de turismo que teria pela cidade. Fui tirar uma soneca de 3 horinhas só pra não dormir em pé na palestra e saí explorar o Pará. Cada táxi que eu pegava era uma farra, cada lugar que eu entrava uma felicidade…enfim, mas a história mais legal que eu vou levar do Pará (além de ter embarcado no Barco Hacker, claro!) foi: estava eu andando pela Estação das Docas, indo para um mercado bem famoso em Belém, o Ver-o-peso! Um lugar bem peculiar! Aí um cara que aparentava uns 40 anos veio me oferecer bala e pelo meu “Não, obrigada!” ele percebeu que eu não era de lá, me fez algumas perguntas e disso que iria me acompanhar até o mercado para me apresentá-lo de verdade e servir de segurança, que não era seguro para  “mulher sozinha com cara de estrangeira”. Tirando o exagero sobre a minha fragilidade, ele foi de uma simpatia e transformou o que seria um passeio superficial, numa aventura de sabores e histórias, me apresentou em todas as barracas, me fez experimentar todas as frutas com nomes impossíveis de decorar, me convenceu de que era possível viver uma vida toda sem tomar um só remédio industrial, só os ‘remédios da floresta’. Enfim, e fez tudo isso sem me pedir um centavo, pelo simples fato de querer mostrar a sua cidade, de querer que o próximo fosse feliz! Tem como não amar um povo assim?

 Conclusão do post gigante depois de um evento sensacional: estou com ainda mais vontade de sair por aí nesse Brasilzão espalhando conhecimento, criando possibilidades e compartilhando experiências! Quero muito também trazer a Amazônia para mais perto de nós….cada comida deliciosa, uma cultura incrível, muito trabalho a ser feito para preservá-la….enfim, precisamos que todos os brasileiros tenham consciência da magnitude desse nosso bem natural!

E aí vão algumas fotinhos dessa incrível experiência chamada Barco Hacker:

Essas são algumas das fotos que eu tirei nas 3 horas de turismo que tive em Belém do Pará:

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Mangal das Garças…vista para o Portal da Amazônia!

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Mangal das Garças…oooh lugar lindo!

 

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Estação das Docas

Aqui começou a viagem no Barco Hacker (esse aí embaixo!)…

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O Barco Hacker!

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Pôr do Sol no Pier

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Kamila falando sobre o projeto!

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Eu tentando explicar sobre o que eu ia falar!

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André dando palestra sobre o que ele Pensava, Sentia e Fazia

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Discussão sobre Mobilidade!

beijos revigorados!