Marketing Digital – Tudo o que precisa saber para começar

Por Filipa Gusman

Com a evolução da internet fala-se cada vez mais do marketing digital e da sua importância para o correto desenvolvimento de uma empresa e como forma de impulsionar as vendas dos vários produtos ou serviços que a sua empresa tenha para vender.

No entanto, são ainda várias as empresas que não sabem muito bem o que é e como é que o marketing digital pode efetivamente ajudar na criação de valor.

Dessa forma, hoje iremos explicar-lhe, quais os princípios base e como é que o mesmo é uma arma poderosa para o seu negócio.

Tudo o que precisa saber sobre o marketing digital

De forma simples, esta vertente de marketing consiste em promover a sua empresa (e os produtos ou serviços que vende) através de vários canais online (sendo um dos pontos principais a criação de um site com registro de domínio próprio).

Tenha em mente que hoje em dia o consumidor já não é passivo relativamente à informação que recebe, nem à forma como adquire algum produto ou serviço.

Enquanto antigamente as pessoas compravam algo de uma marca porque gostavam da mesma, hoje em dia antes de fazer qualquer tipo de compra o consumidor pesquisa informações, compara preços, vê quais as criticas que determinado produto tem… enfim, tornou-se mais exigente na forma como gasta o seu dinheiro.

Quem conhece os conceitos de marketing tradicional, sabe que existem 4 P base: preço, produto, comunicação e distribuição.

No entanto, quando falamos de marketing digital, são 8 os P existentes, uma vez que é necessário mais do que um bom produto, a um bom preço, com a comunicação certa e a distribuição simples para que um consumidor adquira algo.

Assim sendo, os 8 P do marketing digital, pelos quais se deve reger de forma a utilizar corretamente os meios digitais são os seguintes:

  1. Pesquisa (saber para que canais deve direcionar os seus esforços de forma a alcançar o seu potencial cliente);
  2. Planeamento (definir os objetivos, assim como todas as ferramentas que vão ser utilizadas para os alcançar);
  3. Produção (executar tudo o que definiu no planeamento de forma a que as suas ações de marketing sejam bem-sucedidas);
  4. Publicação (escolher os conteúdos mais relevantes e publicar os mesmos no site e nas diversas redes sociais corretamente otimizados para SEO);
  5. Promoção (promover uma determinada publicação de forma a que o conteúdo se torne viral e dessa forma o alcance orgânico futuro passe a ser bastante superior);
  6. Propagação (provocar as redes sociais a compartilhar o seu conteúdo de forma a que o mesmo alcance um grande número de consumidores);
  7. Personalização (criar relacionamentos e adotar uma estratégia de comunicação personalizada de acordo com o seu target);
  8. Precisão (avaliar os resultados de todas as ações que foram realizadas, de forma a saber o que é que correu bem e o que é que correu menos bem para que possa melhorar futuramente).

Quais os diferentes canais de marketing digital que pode utilizar para alavancar as vendas?

Existem imensos canais de comunicação que pode utilizar de forma a alavancar os seus negócios de forma contínua e persistente, e os mesmos diferem de acordo com o tipo de negócio que tenha.

Contudo, salientamos que existem formas gratuitas e pagas de os utilizar (como é óbvio você define o que é melhor para o seu negócio).

Veja de seguida quais os melhores canais de comunicação/práticas que pode utilizar.

1 – Blog / site

Os blogues os sites são talvez dos principais meios de comunicação que pode utilizar para alavancar as suas vendas, e em muitos casos os mesmos podem ser considerados um cartão de visita online.

Através deles a sua empresa consegue facilmente estabelecer-se como uma autoridade na sua área de atuação, conectar-se com o público e transformar leitores em clientes.

Além de tudo, um dos principais benefícios, passa essencialmente pela simplicidade de gestão e por necessitar de poucos recursos financeiros.

2 – SEO

O SEO (ou Search Engine Optimization), é outra das principais práticas de marketing digital que deve ser utilizada para alavancar as vendas.

De forma simples, trata-se essencialmente de otimizar o conteúdo que partilha de acordo com as melhores práticas do Google de forma a ganhar uma posição nos primeiros três lugares deste motor de busca.

É importante salientar que um bom trabalho de SEO envolve dezenas de ações diferentes que vão desde a velocidade das páginas, passando pelo URL e acabando na percentagem de palavras chave que devem ser utilizadas (sendo esta última a questão com menos peso na definição do ranking).

3 – SEM

O SEM (ou Search Engine Marketing) é outra das alternativas de comunicação, no entanto, esta acaba por ser paga.

O meio de SEM mais utilizado é o Google Adwords, e o pagamento pode ser realizado de diversas formas, nomeadamente PPC (pagamento por clique) ou CPM (custo por 1000 impressões).

No entanto é importante ter em conta que mesmo sendo pagos os anúncios necessitam de ter um ótimo Quality Score para serem apresentados.

4 – Email

Os emails são outra forma de marketing digital e permitem-lhe o contacto direto com os clientes ou potenciais clientes através de envios de newsletters ou promoções (ou qualquer outro tipo de informação que ache relevante).

É importante que tenha em conta que existem diversas práticas que devem ser seguidas quando se trata deste tipo de comunicação.

Uma das práticas mais recomendadas passa por nunca comprar uma lista de emails, pois corre sérios riscos de a mesma ser considerada spam o que vai prejudicar imenso as suas vendas (é também importante que tenha em mente a nova lei de proteção de dados).

5 – Redes sociais

As redes sociais com maior impacto em praticamente todo o mundo são o Facebook, LinkedIn e Instagram, sendo por isso aquelas em que o seu negócio tem de estar presente (isto se se justificar, obviamente).

Como é óbvio existem muitas outras que lhe permitem comunicar de forma direta com a sua audiência, no entanto, deve sempre escolher as mais adequadas ao seu tipo de negócio.

É importante salientar, que embora cada uma delas tenha um formato diferente, todas têm o mesmo objetivo para as empresas: promover conteúdo e aumentar a notoriedade da marca.

Frisamos que nas redes sociais você nunca tem o controlo a 100%, uma vez que podem eventualmente surgir comentários negativos por parte de alguns clientes pouco satisfeitos, no entanto, se estiver a fazer tudo corretamente, os comentários positivos vão ser em maior número.

Saiba ainda que existem muitas outras formas de alavancar a sua estratégia de marketing online, com recursos a outros métodos como e-books, webinars, infográficos, tutoriais… enfim… tudo por ser realizado online.

Agora que já sabe os princípios base do marketing digital, está na altura de começar de forma bastante afincada a perceber quais os pontos que deve melhorar na sua comunicação e definir corretamente os objetivos que cada uma das suas ações pretende alcançar.

“Nós precisamos empoderar as mulheres, mas ao lado dos homens, porque elas vão trabalhar com eles. “

Fala aê, pessoal! Então, este mês teremos a quinta edição do Code Girl, um evento super poético que aborda o empoderamento das mulheres na área de TI e que acontece na cidade de Natal, RN. Este ano o Code Girl acontecerá no dia 27 de Outubro, às 8h no auditório do IFRN- Natal Central. Para sabermos mais um pouco sobre a trajetória do evento conversei com uma das fundadoras do Code Girl, a Suzy Oliveira, e já posso adiantar que este ano o evento vai ser muitoooo massa até transmissão ao vivo teremos ❤ . Espero que vocês gostem do nosso bate-papo e participem do evento.

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Naya Rocha, Suzy Oliveira e Soraya Roberta

MC: Suzy, 5 anos de Code Girl, vocês imaginavam todo este sucesso lá no início?

Suzy: Não, a gente não imaginava todo este sucesso lá no início. O Code  Girl foi criado em cima de um edital do CNPQ, né?! A fim de estimular as meninas a atuarem na área tecnológica…A gente queria entender esta temática de mulheres na tecnologia e como era o cenário de Natal.

MC: Mas vem cá, o que faz o Code Girl ser esse sucesso todo? Existe algum segredo?

Suzy: Assim, eu atribuo esse sucesso à recepção das pessoas ao nosso formato, é um formato diferente dos outros eventos da área…Então a gente quis primeiro entender de que forma a gente iria ajudar as meninas e a gente começou a perguntá-las o que as incomodavam em um evento tecnológico, como elas se sentiam, essas coisas… E a gente começou a perceber que elas não queriam somente entender como se fazia um código, mas como se dava a dinâmica das atuações dentro da área, e focamos muito nisso, em fazer um evento que pudéssemos mostrar as possibilidades da área e isso deu muito certo. Quando tem esses eventos muito técnicos os homens tomam a frente, e as meninas ficam meio recuadas… A proposta do evento não é excluir, mas sim incluir, tanto que os meninos também podem participar e participam. Tem várias comunidades aí que questionam a presença dos homens,e aqui não. Nós não pregamos isso de que as mulheres são superiores, nós pregamos  igualdade. Nós precisamos empoderar as mulheres, mas ao lado dos homens, porque elas vão trabalhar com eles.

MC: Suzy, descreve pra quem está conhecendo o Code Girl por meio desta nossa conversa, como funciona a dinâmica do evento, se é um evento só pra meninas quanto custa… Essas coisas.

Suzy: Então, o que é o Code Girl? O code Girl é um projeto para estimular as mulheres a atuarem e participarem da área de  tecnologia  e mercado também, tá?! O projeto tem três ações, a primeira delas é estimular as meninas do Ensino Médio, levando conhecimento sobre o que é a área… Mostrando meio tecnológico. A outra ação é voltada para as meninas que já estão perto de se formar, levando elas para conhecer o cenário das empresas, por exemplo, hoje uma empresa bem parceira é a ThoughtWorks, e a terceira grande ação é o evento que é o grande encontro.

MC: Quanto custa participar do Code Girl?

Suzy: Neste encontro tiveram edições que foram pagas e outras que não. As edições que  foram pagas é porque a maioria dos participantes queriam camisetas… Aquele kit para levar algo do evento, ta?! E…A gente não tinha estrutura para comprar isso para todo mundo, então a gente cobrava um valor para poder essas pessoas no dia do evento já terem acesso a tudo isso. Nesta edição não iremos cobrar nada e acreditamos que nas próximas também. E.. Deixamos para que quem quiser adquirir algum produto possa comprar na lojinha virtual e física no evento.

MC: Qual o local em que vocês realizam?

Suzy: Todo ano realizamos no auditório do IF que comporta cerca de 600 pessoas,e este ano nós já ultrapassamos este público, queríamos transferir para  um outro espaço maior tipo o do Estádio Arena das Dunas, mas infelizmente não vai ser possível para esse ano. Então, com muita dor no coração vamos ter que restringir ao auditório do IF.

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Suzy Oliveira durante o Code Girl 4.

MC: E este ano, soube que as vagas se esgotaram rapidamente. O primeiro lote acabou poucos minutos depois que vocês colocaram no ar. Quem quiser participar do evento ainda  terá como? Existe alguma  lista de espera ?

Suzy: Nós criamos uma lista de espera porque percebemos que o evento já estava se aproximando de 600 pessoas que é a quantidade suportada pelo nosso auditório. Só no primeiro dia que abrimos cerca de 120 pessoas já tinham se inscrito na lista de espera. Então, caso alguém que confirmou a ida, não vá, aquela pessoa comunica a gente e automaticamente a primeira pessoa da lista de espera é convocada para participar. Estamos agora com 300 pessoas na lista de espera.

MC: Existe uma lojinha virtual que venda além da camiseta outras dessas delicadezas  fora da época do evento?

Suzy: Então, tivemos a ideia de fazer a lojinha virtual para fazer a pré-venda de camisetas, porque no dia do evento  o pessoal reclamava que não conseguia comprar porque acabava rapidamente. Ela estará disponível até amanhã (4/10), então corre, corre galera, é só entrar no link fazer a encomenda, pagamento e retirar a camiseta no dia do evento.

MC: Suzy, hoje o Code girl já tá bem divulgado por todo Brasil e, sempre surge aqueles comentários nas redes sociais ” ah, quando teremos um Code Girl por aqui?”. Diante disso, Existe a possibilidade de acontecer algum Code Girl fora de Natal?

Suzy:  O code girl vai continuar em Natal e não tem previsão de quando poderemos realizar em outra cidade. A próxima cidade será SP, pois algumas fundadoras eu e Naya estamos morando lá.

MC: Mas vem cá, todo o ano o Code Girl supera expectativas e traz uma grade de palestrantes muito massa e eu acredito que o que eu e galera ta bastante curiosa para saber é “ o que há de novo nesta edição de 5 anos do Code Girl?

Suzy: Todo ano a gente traz atividades super bacanas, ano passado tivemos você estreando no “Espaço Code Girl.“ E este ano nós vamos trazer no espaço… Duas pessoas que foram impactadas pelo Code GIrl, em que uma menina e um menino foram para para a índia TWU pela ThoughtWorks, e fizeram uma capacitação. E outra coisa é que teremos um recrutamento Expresso da TW, porque ela é uma empresa que acredita muito no empoderamento Feminino, na diversidade. Então, assim, lá na hora teremos uma equipe que realizará isso.
MC: Quais área serão abordadas? Pode adiantar algum palestrante?

Suzy: Teremos áreas de agilidade, Mobile, React e estamos tentando fechar sobre DevOps. Já podemos adiantar que eu estarei falando sobre agilidade e a Juliana Chahoud sobre mobile. Só para vocês terem uma ideia da galera que irá palestrar, a Juliana já trabalhou no Twitter e hoje trabalha comigo na TW. E até esta semana teremos a grade completa da programação em nosso site, não vou dizer todos agora mas já adianto o meu nome e o de Juliana.

Imigrante Digital

O que significa esse termo na prática?

Por Claudia Nascimento

Imigrante é definido nos dicionários de Língua Portuguesa como “aquele que passa a residir em país estrangeiro.”

Como sabemos, outros países tem cultura, hábitos, horários, comida, idioma, gírias, diferentes do nosso país de origem, onde aos poucos fomos introduzidos em todas essas informações desde nosso nascimento.

Imigrantes digitais, somos os da geração acima de 40 anos que não nascemos rodeados de tecnologia por todos os lados. Exemplo: nossos brinquedos dependiam muito mais de nossa imaginação pra existir do que se mexerem, falarem, andarem sózinhos. Fui ter TV com 6 anos de idade e nem ligava pra ela. Telefones eram raríssimos, a maioria usava os filhos mais novos pra mandar recado. Éramos todos, quase sem excessão, muito magros, porque comíamos pouco açúcar e andávamos o dia todo.

Bem, mas aí as mudanças que antes eram feitas em décadas e dava pra todo mundo se acostumar, passaram a ser tão rápidas que quando os pais conseguiram ter seus próprios perfis no Facebook  e se conectar com parentes e amigos, os adolescentes já quase nem usam Face e estão na terceira ou quarta rede social que nem sabemos o nome.

Sim, imigrar não é fácil e nem simples. Mas somos imigrantes por necessidade, o mundo mudou, precisamos reconhecer e voltar a aprender. Essa semana estava vendo Netflix com meu neto de 4 anos e ele queria assistir Carros que eu não encontrava. Ele dizia: escreve o nome vovó. E eu fiquei olhando para o controle sem saber como encontrar o lugar onde se escreve a busca do filme. Pensei: calma, vamos tentar. Resolvi analisar a tela e o controle. O campo BUSCA na TV é verde, no controle tem uma tecla verde. Bingo!!! Consegui.

Sei que parece rídiculo, mas essas mudanças de atitude tem me feito muito bem pra auto estima, me dado confiança de que posso aprender e reaprender. Em outros tempos teria chamado um filho pra fazer.

Sim, meus companheiros de jornada +50, estamos em outro país, outra cultura, outras formas de comunicação. Nosso país sem telefone celular, sem microondas, sem carros automáticos, sem TVs inteligentes, geladeira frost free, internet, compras online, aplicativos, ….não existe mais. Pelo menos não pra você que está lendo este texto.