Post convidado – Hackathon FIESP 2014

No último fim de semana aconteceu o 2º Hackathon realizado pela FIESP, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que inicialmente já enfatizo que foi incrível. Foi um fim de semana onde pude encontrar pessoas que tinham o mesmo ideal, fazer um aplicativo para melhorar a sociedade.

Já no começo do evento houve uma recepção muito calorosa, muitas pessoas empolgadíssimas e um ótimo atendimento de todos os funcionários presentes da FIESP, todos com um semblante muito alegre e educadíssimos. Em seguida, fomos para uma sala onde houve a divisão dos grupos, seria cinco pessoas em cada grupo. O objetivo era criar um app com um dos temas: segurança, saúde ou educação.

Escolhi e me encaminhei para o lado do pessoal que optou em desenvolver para o tema  segurança. O maior desafio naquela hora era montar os times, com pelo menos uma pessoa de marketing, dois desenvolvedores, um empreendedor e um designer. Nessa hora fiquei em choque quando vi que desenvolvedores e designers estavam em um número menor do que empreendedores e pessoas de negócios. Tive muita sorte e honra de ter encontrado 4 pessoas que fizeram do nosso time um “dream team”, todos com um papel importantíssimo e com uma sinergia fantástica.

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O time composto por: Rafael Carlet, engenheiro eletrônico e desenvolvedor de app para Android e iOS, o que nos fez ter fé que tudo daria certo desde o começo com seu conhecimento e dedicação. Pedro Pereira, estudante de Sistemas de Informação na USP, responsável pelo banco de dados e posso afirmar que sua persistência e dedicação foi incrível. Lucas Bonifácio, designer, responsável por toda a criação visual com todo o cuidado e habilidade para transparecer a essência do app. Livia Bevilacqua, marketing digital, ela foi essencial para nos ajudar a estruturar a ideia e também atuou na criação do video de divulgação. Por fim, eu, que como papel de empreendedora, sonhadora e líder desse time lindo, ajudei na construção da ideia inicial, identificava soluções e me coloquei a disposição da equipe para qualquer eventualidade na construção do app.

Eis que criamos então o Xerife, app desenvolvido inicialmente para Android e que visa que a comunidade amplifique sua segurança relatando de forma anônima, casos de violência e criminalidade em tempo real no mapa do Google. É um aplicativo colaborativo que trará segurança de todos poderem fazer suas denuncias sem medo de se identificar. Uma de nossas inspirações foi o app Waze, que trata dessa forma colaborativa com o trânsito. No Xerife, assim como no Waze, cada um terá seu avatar que ganhará pontuação e subirá de nível quanto mais a pessoa colaborar nas denúncias, até atingir o posto de xerife. O intuito é que tenhamos vários xerifes espalhados por todos os lugares, para inibir ações de violência e criminalidade de todos os tipos, dessa forma tornando as cidades muito mais seguras. É claro que para expandirmos nosso app por todo o Brasil, e porque não, por todo o mundo precisaremos de ajuda de todas as formas, tanto na disposição de servidores quanto no custeamento e construção de um aplicativo capaz de tornar viável essa proporção. Estaremos a disposição para eventuais dúvidas e contaremos com a ajuda de todos vocês para tornamos a viabilidade e exposição em uma proporção magnífica, queremos que todos façam parte do time de xerifes, cada um ajudando e melhorando sua cidade.

Agradeço, em nome de todos no time, essa exposição maravilhosa que a Camila Achutti me deu para divulgação, todos nós somos uma equipe buscando que as mulheres tenham um papel muito mais expositivo na Tecnologia da Informação e que sim, nós brasileiras e brasileiros podemos fazer a diferença no setor tecnológico para tornar um mundo com maior acessibilidade e colaboração.

SOBRE A AUTORA:

Ariane Nathaly Parra Dionisio

Empreendedora, sonhadora, designer de games e estudante de Engenharia de Produção na PUC-SP. Atualmente atua com uma equipe desenvolvendo games indie, buscando exposição e investimento para o mercado de jogos indie no Brasil. Desenvolve aplicativos com uma equipe para melhoria nos setores com maior necessidade e busca maior conhecimento no setor de TI participando de eventos influentes da área.

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Que o evento foi lindo ninguém duvida, né!?

E ainda tem mais uma coisinha…olha o vídeo incrível que eles fizeram:

Tudo isso em um final de semana!! AAA como hackathons são lindos!

beijos!

Por quê meninas?

Olá pessoal,

 

li um texto no blog do Goldie Blox bastante direto e que retrata bem o que penso sobre programas voltados para meninas e mulheres na tecnologia, assim como esse blog que vocês leêm e o Technovation Challenge que eu tenho tanto orgulho!

Fiz uma tradução livre e rápida para todo mundo entender, se quiserem ler o original está aqui!

Sou Reshma Saujani, e há dois anos fundei a organização sem fins lucrativos Girls Who Code para ensinar programação para adolescentes para diminuir o hiato de gênero na tecnologia. Nós começamos como um único grupo – piloto na cidade de Nova York – num programa de verão de 8 semanas de ciência da computação, com orientação feminina e exposição da indústria da tecnologia.

Depois de ver a nossa primeira turma de 20 meninas se formar e a partir do programa obter estágios em grandes empresas, fazer exame para Ciência da Computação, fundar clubes de código em suas escolas de ensino médio, apresentar seus projetos na Feira de Ciências da Casa Branca…eu sabia que estávamos fazendo algo certo.

Este ano, 2014 o nosso Programa de Imersão de Verão está se preparando para chegar a 320 jovens de todo o país. Observando as coisas incríveis que meninas de 16 e 17 anos podem criar e construir, as amizades que se formam, e a paixão que eles têm pelo o que estão aprendendo, eu nunca tive/tenho que me perguntar: “por que meninas?” Os resultados de nossos programas falam por si só.

Mas mesmo dois anos após o lançamento, a questão ainda parece me seguir. Sempre que um artigo é escrito sobre o Girls Who Code, eu vou direto para a seção de comentários. Inevitavelmente, um dos primeiros lugares (geralmente o que significa que é o mais popular) é alguma variação do frustrante, “Ser só para meninas é sexista”, ou “Todo mundo sabe que as meninas simplesmente não gostam de ciência da computação.”

Para ser justa, uma perspectiva mais produtiva ocasionalmente usa a mistura a seu favor, afirmando que todas as crianças – meninos e meninas – devem ter acesso à educação de alta qualidade ciência da computação.

Isso é verdade. Mas como alguém que veio para ver esta questão de perto e pessoalmente, estou cada vez mais certa de que é preciso fazer mais para fortalecer nossas meninas em ciência da computação e engenharia.

Por quê?

Bem, não é porque elas precisam de ajuda extra, ou são inerentemente piores que os meninos. Na verdade, as meninas são muito boas nisso. No ano passado, um estudo constatou que as meninas de 15 anos de idade em todo o mundo superam os meninos em ciência, exceto os EUA, Grã-Bretanha e Canadá. Da mesma forma, as notas de matemática entre meninos e meninas não divergem até a adolescência.

E não é porque as meninas não estão interessados ​​nela. A realidade é que as meninas estão começando a consumir tecnologiacada vez mais cedo.Elas são a maioria dos usuários em redes sociais como Twitter e Facebook.

Temos de nos concentrar nas meninas porque as meninas, ao contrário dos meninos, são ensinadas, desde cedo que os campos de computação e tecnologia não são para elas. Elas são inundados com retratos de mídia do menino gênia, do magnata da tecnologia, e do cientista louco. Ao crescer, as meninas ganham uma boneca da moda que diz: “Matemática é um saco!” e são vendidas camisetas que dizem “Alérgicas a Álgebra.”

Girls Who Código, GoldieBlox, e outras iniciativas estão trabalhando para mudar essas percepções, e nós precisamos ver cada vez mais esse tipo de coisa para garantir que essas jovens mulheres estão no caminho para preencher os mais de 1,4 milhões de empregos que deverão se abrir na tecnologia até 2020.

Mas o mais importante é que nós temos de nos concentrar em meninas, porque as meninas querem mudar o mundo. Temos todo o interesse de dar-lhes as ferramentas que elas precisam para fazê-lo.
Girls Who Code está liderando um movimento para chegar a 1 milhão de meninas com habilidades e inspiração para se tornar engenheiras e empresárias. E se trouxermos todos para a mesa – educadores, CEOs, políticos, pais, meninas e até mesmo celebridades – não tenho dúvidas de que teremos sucesso.

 

Todo amor do mundo para o Girls Who Code e a inspiradora Reshma Saujani! ❤

beijos!