Na verdade – você precisa conhecer!

O site “Na verdade” nasceu de algo que me incomodava, mas depois descobri que várias amigas e conhecidas sentiam o mesmo. Quando eu ouvia generalizações do tipo “mulheres não são boas em exatas”, ou “não sabem liderar”, nem sempre tinha dados suficientes para rebater estes comentários. Claro, essas informações podem ser encontradas no Google e na Wikipédia, mas até achar os links relevantes, ler e filtrar o conteúdo… a conversa já tinha seguido. Por isso, muitas vezes eu tinha que deixar o assunto para lá. O problema é que fazendo isso, deixando para lá, estas generalizações seguem aparecendo. Acabamos contribuindo para um discurso que limita as mulheres.

Pensando nisso, o “Na verdade” reúne uma série de fatos que desfazem este senso comum. Eles estão organizados em cards, com links para os artigos, pesquisas ou papers originais, e que (no celular) podem ser enviados diretamente por WhatsApp caso a pessoa queira saber mais. Tudo fácil de encontrar, para que a resposta venha rápido. Você interrompe a fala estereotipada com um “na verdade…“ e mostra os fatos.

A página foi criada dentro do Reprograma, uma iniciativa incrível que capacita mulheres com o objetivo de aumentar nossa participação na indústria da tecnologia. O “Na Verdade” foi minha entrega final para o Reprograma, e está só no comecinho: elaborei o projeto em uma semana e montei em três dias. Quero ampliar o conteúdo e tornar o acesso às informações cada vez mais fácil e instantâneo (meu sonho é transformar o “Na verdade” em um chatbot). Pode parecer pouca coisa, mas acredito que as palavras têm poder e queria usá-las para elevar, em vez de diminuir. Nós mulheres já brigamos tanto por nosso espaço, é importante que o que se fala para a gente e sobre a gente nos dê o valor e respeito que merecemos.

Conheça aqui, ó: https://apdsrocha.github.io/reprograma/

Por Ana Paula Rocha  [apdsrocha@gmail.com]

linkedin

Perfil Profissional Online – LinkedIn – Resumo

O que você almeja? Aqui vale a pena você pensar que tipo de empresas quer que olhem seu perfil. No meu caso, trabalho com computação, na área pra Mobile, quero que empresas nacionais, multinacionais e internacionais vejam meu curriculum, então me preocupei em escrever meu curriculum em Inglês. O inglês é basicamente a linguagem que está mais presente na área de tecnologia, e deixando seu curriculum em inglês além de aumentar a visualização de empresas estrangeiras, mostra que você possui conhecimento de outras línguas.
Certo, agora ao conteúdo, essa é a parte que você pode explicar o que você faz, o que você gostar de trabalhar e com que ferramentas e metodologias que você tem lidado. Mesmo que você já tenha trabalhado com muita coisa, foque naquilo que você tem mais conhecimento, que você vai poder falar com precisão. No meu caso eu já trabalhei com iOS, mas quase não lembro, então eu foco muito no Android, que é o que eu sei dizer com propriedade. Não tenha medo de falar algo que pode acrescentar qualidades mesmo que não seja uma experiência profissional, por exemplo, você participou de alguma competição de tecnologia, gostou da experiência, pode citar. Esse é um campo amplo, foque em você e no que você gosta. Não coloque por exemplo trabalho com requisitos funcionais se você só faz isso porque é obrigado, deixe isso pra o campo experiência. Que será explicado em um novo post.
Pense como quando você coloca uma parte objetivo no seu curriculum, é a parte que você foca no que quer fazer. Ok, pode ser que dependendo da vaga você atualize os objetivos para se encaixarem melhor, mas o resumo é a parte genérica dos objetivos, você vai colocar nele as coisas que você faz ou fez que vão de encontro com seus objetivos profissionais.
Novamente essa rede social é uma rede voltada para o mercado de trabalho, então tente ser profissional quando for acrescentar informações. Minhas dicas para montar o que quer escrever, faça uma lista de tópicos que você gostaria que estivessem no seu resumo, exemplo:
  • Android
  • Testes funcionais
  • Ferramentas (Firebase, Fabric, etc)
  • Libs (Retrofit, Butterknife, etc)
  • Palestras
  • Workshops
Depois pense em como você se apresentaria numa entrevista quando lhe pedem pra falar um pouco de você. A ideia aqui é apresentar aqueles tópicos que você colocou ali em cima dentro do que você fala pra se apresentar. Lembrando é a primeira visualização que as empresas têm de você. Outra dica tente ser breve, as empresas tem que bater o olho no resumo e achar que você é a pessoa certa pro cargo. Se você escrever um livro, eles já esqueceram da primeira frase.
Dany Schwab:
Desenvolvedora Android com 6 anos de experiência na área, atualmente trabalhando para o Grupo Confidence. Formada pela USP São Carlos em Ciências da Computação. Tutora de Android do Projeto Tutoras, ajudou no material didático do Projeto Android Smart Girls e colaboradora do Blog Mulheres na Computação.  Ama programação, artesanato e livros. Com interesse em projetos que visam mostrar que a computação não é um bicho de sete cabeças.
girls4tech

Mastercard traz programa Girls4Tech ao Brasil para despertar o interesse de meninas por tecnologia

Com conteúdo voltado aos setores de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, atividade realizada com estudantes da rede pública busca fomentar o talento de meninas por áreas ainda predominantemente masculinas.

Atividades serão realizadas no Cubo Coworking Itaú com baterias de criptologia, convergência digital e algoritmos

 

A Mastercard traz pela primeira vez ao Brasil o programa Girls4Tech, idealizado há dois anos pela companhia. O objetivo é estimular o interesse de meninas de 9 a 11 anos pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática – conhecidas em inglês pela sigla de STEM.  A série de atividades será realizada no dia 04/11, das 08h às 13h, no Cubo Coworking Itaú (Rua Casa do Ator, 919, Vila Olimpia, em São Paulo).

Ao todo, 45 meninas participarão da ação, que terá três baterias contendo exercícios de criptologia, algoritmos e convergência digital, realizadas por meio de elementos lúdicos que fazem alusão às ações realizadas por profissionais no cotidiano. Ao final do período, haverá uma breve seção de codificação, simulando uma ação real de programação.  As atividades, que terão mentoria de funcionários da Mastercard, também contarão com a presença de Camila Achutti, Chief Technology Officer, fundadora da Mastertech e líder do blog Mulheres na Computação.

“A Mastercard globalmente promove iniciativas para incentivar a presença feminina no setor de tecnologia. O Girls4Tech é apenas um dos exemplos. O programa tem o objetivo de despertar o interesse pelas ciências e mostrar para as estudantes que é possível ter uma carreira nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, um universo ainda predominantemente masculino. Até agora, o programa já chegou a mais de 5000 garotas em 11 países”, declara Patrícia Bastos, Diretora de Comunicação da Mastercard Brasil e Cone Sul.

As áreas conhecidas como STEM geram capacidade de pesquisar, projetar e inventar soluções que se tornam indispensáveis para sobreviver no Século XXI.  No entanto, o panorama brasileiro e mundial mostra a necessidade de se investir mais em educação infanto-juvenil voltada a ciência. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que analisa a educação em 65 países no mundo, em 2015 mais da metade dos jovens de 15 anos eram analfabetos funcionais e não tinham competências em áreas como matemática e ciências. No Brasil, 58º colocado da avaliação, 67,1% dos alunos pesquisados estão abaixo do nível 2 em matemática, em uma escala que vai até o nível 6.

A situação para as meninas é ainda mais delicada pelo fator cultural, observado por especialistas como a pesquisadora norte-americana Jane Margolis. Em seu livro “Entrando no clube: mulheres na computação”, Margolis enfatiza que, desde a infância, o computador é mostrado como um “brinquedo de menino”. Não à toa, metade das famílias americanas coloca o PC doméstico no quarto do filho.