Venha fazer parte da próxima turma da galera do {reprograma}

Com carga horária de 320 horas, o curso acontece presencialmente em São Paulo, na Escola SENAI de Informática (Santa Cecília); e tem duração de oito semanas em período integral e uma taxa de matrícula de R$120,00 (único custo). A grade curricular é dividida em: programação (HTML, CCS e Javascript), empreendedorismo e mentorias.

Para inscrever-se é preciso ser do gênero feminino (cis e trans), ter mais de 16 anos, finalizado o ensino médio e não estar trabalhando no momento. ATENÇÃO: só se inscreva se você tiver disponibilidade de comparecer às aulas durante 8 semanas em período integral (de 9h às 18h).

Se aprovada nesta primeira etapa, você será chamada para uma entrevista presencial. Serão três dias de entrevistas (28, 29 e 30 de agosto), em Pinheiros – São Paulo, SP. ATENÇÃO: só se inscreva se você tiver disponibilidade de comparecer à entrevista em um dos dias citados.

O curso acontecerá de 11 de setembro a 1º de novembro.

Inscrições até 21 de agosto em www.reprograma.com.br/inscricao

Quando o medo não é bom conselheiro

por Claudia Nascimento, post especial + 50 e a Tecnologia

Acredito que a maioria dos +50, assim como eu, tem medo de aprender coisas muito diferentes e incluo nisso usar  tecnologia. Lembro quando era criança que algumas esposas tentavam aprender a dirigir com seus maridos. Fracasso total, juravam nunca mais entrar num carro e dirigir, saíam convencidas de que jamais conseguiriam. O ditado “ temos mais paciência por dinheiro que por amor” se aplica nessas situações.

Quem não pediu ao filho pra explicar algo no celular e computador e eles fizeram tão rápido que nem dá tempo de definir um passo a passo, sem contar que quando vamos usar já não lembramos da explicação e se pedimos ajuda de novo lá vem impaciência. Aí resolvemos deixar pra lá.

Tenho uma sugestão: chame seu filho, coloque o arroz, a panela e os ingredientes na pia e mande fazer o arroz, explique como deve proceder e saia de perto, sente na mesa na hora do almoço e aguarde o arroz pronto. Se fizeram com certeza entraram no You Tube e usaram um passo a passo. Pois é, existe passo a passo pra tudo. Vou usar os exemplos que domino: pra passar uma camisa, existe uma sequência de gestos, pra cozinhar também, nós estamos tão acostumados que achamos que nascemos com uma colher numa mão e um ferro na outra. Não nascemos, aprendemos.

Somos uma geração de avós totalmente diferentes, e avôs também. Muitos trabalham, cumprem metas, se viram pra não depender de ninguém, provavelmente viveremos até os 90 anos ou mais de forma totalmente diferente de nossos pais e avós.

Digo isso porque precisamos usar a tecnologia e tudo que ela pode fazer por nós, teremos que usar bem o celular, o Skype pra conversar com amigos, filhos, netos, sem precisar sair de casa, nos proteger de fraudes que os espertinhos querem nos impor. Usar os aplicativos do banco sem ficar na fila, nos divertir fazendo vídeos, editando fotos da família.

Quando precisarmos tomar remédios e monitorar nossas possíveis doenças, precisaremos de aplicativos que nos monitorem, que nos lembrem. Nada disso exclui o afeto, o carinho, os abraços, o cheiro de bolo com café que só a gente sabe fazer. Mas quem disse que tecnologia é inimiga do afeto? Diz a ciência que a mudança mais significativa nos rumos da humanidade foi a descoberta do fogo. Somos a única espécie que cozinha alimentos, que se aquece com o calor do fogo, mas ele foi e ainda é usado para destruir, se vingar e matar. Vamos voltar para as cavernas? NÃO, vamos fazer direito. Então é isso, convido você a encontrar alguém para te ensinar a usar o computador.

Escreva com suas palavras o passo a passo de cada ação num caderno, quando ficar dias sem usar volte a ele e relembre, vai demorar até começar a fazer sem pensar e principalmente a perder o medo, será devagar, mas pense em tudo que já fez na sua vida por amor e faça mais uma, dessa vez  por amor a você.

+50 e a Tecnologia

Por Claudia Nascimento

Uma incompatibilidade aparece nesse título: pessoas com 50 anos ou mais e a tecnologia?

Bem, pelo menos foi o que sempre pensei a respeito do tema e tenho 53 anos. Demorei a me envolver com tudo que tivesse mais de um botão, afinal sempre tive mil coisas pra fazer e aprender a utilizar todos os recursos disponíveis em novas TVs, computadores, celulares nunca fez parte das minhas necessidades além disso, eles mudam tão rápido que quando dominava um celular já estava velho e desatualizado.

Estou recomeçando minha vida agora, separada, tive que encontrar um novo caminho e sozinha. O que isso tem a ver com a tecnologia? Tudo. Comecei a estudar novamente ano passado, fiz um curso de Inbound Marketing porque ao ler sobre o conteúdo achei bem interessante: um marketing que se relaciona com as pessoas? Vou fazer, talvez consiga trabalhar com isso na minha cidade, interior de SP, pequena, 80.000 habitantes. Mas esse curso foi como se uma porta tivesse se aberto, não parei mais de estudar a respeito e estou fazendo outro curso, de Marketing Digital onde comecei a descobrir o que realmente a tecnologia pode fazer e é muito mais do que encher o controle remoto da TV de botões que nunca sabemos pra que serve.

O que mais me deixa feliz é descobrir que com a tecnologia podemos multiplicar o número de pessoas atendidas por um produto ou serviço, alguns gratuitamente ou a preços acessíveis. Essas descobertas me levaram a livros, matérias, blogs, palestras que nunca antes tinha pensado participar. Um dos livros que achei maravilhoso chama-se O Poder do Hábito. Explica de forma fácil e clara porque é tão difícil mudar hábitos e tão fácil consegui-los, mesmo que sejam péssimos. Muito simplificadamente é isso: nosso cérebro gasta uma usina de energia cada vez que trabalha em aprender algo, então sempre busca repetir o que já sabe ou encontrar algo parecido em nossa memória.

Por tanto temos uma explicação para nossa dificuldade em aprender novas tarefas. Sim, ela existe mesmo. Os jovens apenas veem um teclado e deduzem como usá-lo e como jovem podem colocar as crianças de 2 anos que nos fazem sentir um dinossauro quase extinto. Nós avós vivemos falando sobre os netos que desbloqueiam o celular, entram no whatasapp, ligam pra quem querem e não foram alfabetizados. Será que são diferentes? Tenho minha teoria: quando eu era criança, ninguém nunca me ensinou a subir em árvore, pular corda, andar de bicicleta ou mesmo cozinhar, sabíamos como fazer porque o entorno era esse e aprendíamos todos os dias vendo e ouvindo os outros. Atualmente as crianças não estão no quintal e nem na rua, estão dentro de suas casas cercadas por pessoas que teclam o dia inteiro em alguma coisa e todo esse ambiente torna o aprender intuitivo.

Espero que você que está lendo e não tem +50, indique essa coluna pra todos os +50 que conhece. Certamente nos divertiremos muito por aqui além de nos ajudarmos a perder o medo de usufruir das coisas boas que tecnologia pode nos trazer.

Lembre-se: somos a geração que teve sarampo, catapora, caxumba, rubéola  e não usávamos cinto de segurança pra andar de carro, simplesmente porque não existia. Isso só pra te encorajar.